Incentivar Consumo ou Produção?

O valor é criado em trocas voluntárias. Sempre que duas entidades económicas fazem uma troca voluntária podemos assegurar que ambas ficaram melhor. Criaram valor. Essa troca poderá ter criado uma externalidade positiva ou negativa para outras entidades económicas sem poder de decisão na troca em concreto.

Quando falamos de políticas públicas em vez de estarmos preocupados com produção e consumo porque não falarmos em trocas com com externalidades positivas ou negativas. Porque podemos produzir sem criar valor. Basta que a produção seja incentivada externamente em valor superior ao que se perderia naturalmente. O mesmo raciocínio com o consumo. Em rigor, a produção não passa de uma complexa rede de consumos, de trocas. De facto esta dicotomia depende da dicotomia indivíduos/empresas. Quando se discute políticas de apoio a consumo vs produção estamos a aceitar a estrutura de análise capital/trabalho. Colocamos em causa a estrutura em vez de a assumirmos como nossa.

Quem acredita que o Estado tem um papel na Economia, que pelo menos oriente as política públicas para incentivar trocas com externalidades positivas e para combater trocas com externalidades negativas. Independentemente das classificação marxista das partes. Há tanto para fazer neste capítulo. Para começar podem combater toda e qualquer barreira a trocas livres neutras para a sociedade. Sem custos para o contribuinte, criando valor, aumentando o PIB.

One thought on “Incentivar Consumo ou Produção?

  1. Gabriel Órfão Gonçalves

    Isso é areia de mais para a camioneta de muita gente. A malta quer é políticos a “alavancar” a economia.
    A malta não compreende a diferença entre um João Jardim, que endividou brutalmente a Madeira com obras úteis (nem todas…), e um Sócrates, que endividou brutalmente o continente com obras inúteis (nem todas…).
    A malta não compreende a diferença entre investimento que possibilita a futura criação de riqueza (ex.: construir uma via férrea e deixar espaço para quadruplicar ou sextuplicar quando for necessário) e investimento que obstará à criação de riqueza (“requalificar” a Alameda da Universidade em Lisboa e diminuir para uma única faixa (!) as duas faixas por sentido que lá estavam antes muito bem sossegadas).
    Qualquer político que diga que vai investir recebe o voto. Investir no quê? Ora, isso agora não interessa nada.

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