Uma 1ª derivada fortíssima

feb2

O spread (i.e. a diferença) dos credit default swaps (produto financeiro que paga ao seu detentor em caso de default do título segurado) das obrigações da dívida portuguesa em relação à alemã está em máximos de ano e meio. Daí que «a 5ª coluna alemã», ou os «anti-patriotas», ou seja lá qual for o epíteto que a esquerda queira usar, esteja a zelar mais pelos interesses de Portugal, exigindo que o Governo apresente um OE2016 credível, que consolide o défice e reduza a dívida, do que os que se assumem patrióticos [e de esquerda] somente por baterem o pé à Europa. Ironicamente, ou talvez não, atitude patriótica é cumprir as regras europeias — é que estas foram feitas precisamente para nos proteger de Governos como este.

7 pensamentos sobre “Uma 1ª derivada fortíssima

  1. Charlie

    Já me tinha ocorrido precisamente a mesma coisa: Parece que as autoridades europeias são quem está mais preocupado com o equilíbrio do nosso endividamento quando isso deveria caber em primeiro lugar aos nossos governantes. Mas pelo que se vê e conforme está dito no post, parece que o “ser patriótico” e “defender o interesse nacional” é levar outra vez o pais à bancarrota criando uma dependência de assistência financeira externa. Rico conceito de “patriotismo” e “defesa do interesse nacional”.

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