Os Cegos e as Crianças mimadas mentirosas tropeçam na mesma pedra outra vez !  

Aqueles que mentirosamente continuam a insistir que a política dita de “austeridade”, que foi mais de rigor e de eficácia dos meios do Estado, seguida nos anos recentes , terá sido um fracasso, esbarram de frente e esquecem descaradamente 4 factos que a maioria dos portugueses sentiu, que são muitos importantes :

1. O crescimento económico em 2015 foi mais alto do que na média da UE e esteve em aceleração até à proximidade das eleições legislativas de Outubro . O actual governo reconhece isso com uma projecção mirabolante de crescimento do PIB para 2016.

2. O desemprego fechou 2015 abaixo de 12% e bem abaixo do ponto de partida em que o Governo Sócrates o tinha deixado quando chamou a “troika”. Se se criou uma vaga de emigrantes também é verdade que se criou uma vaga de turistas que entraram e compensaram em parte o desaparecimento das obras públicas. Estes valores de desemprego são um “bónus” no OE de 2016 nos custos com prestações sociais.

3. A dívida pública aumentou em valor absoluto muito menos do que nos anos 2007-2011, permitindo que no último ano (2015) registasse uma pequena melhoria. As respectivas taxas de juro nunca tinham sido tão baixas , graças ao BCE é certo, mas também graças à  credibilidade exterior que o País gozava.

4. As contas com exterior , apesar do aumento de consumo privado, já registado em 2015, mantiveram-se equilibradas e com saldo positivo pelo segundo ano consecutivo, deixando a economia portuguesa numa invejável posição de auto-financiamento.

Em suma a economia portuguesa mostrava sinais de se tornar mais sustentável para todos os residentes e contribuintes locais.

Assim quando os próximos resultados nestas variáveis chave na vida de todos os portugueses venham a piorar em Portugal (e não me importava nada de estar errado neste ponto) não digam que a culpa é da austeridade do passado, ou da crise internacional do petróleo, dos refugiados, ou de Bruxelas ou de  Angela Merkel que tantos milhares de milhões nos emprestou.

Assumam que erraram em 2010-2011 e não inventem narrativas. Assumam que com esta estratégia económica e de confrontação estão a errar em 2016 e que nos levam contra um muro que não derrubaram.

Negar os factos positivos do passado em nome de um discurso ideológico  é próprio dos cegos que nos conduzem para o desastre. Nem o António Costa a discursar perante chineses escondeu aqueles factos…

Será que temos no controlo das finanças do país, umas criancinhas mimadas que estão sempre a pedir a chupeta e o brinquedo dos outros ?

É que neste ano de 2016, nem a desculpa de tropeçar nesta pedra , pela primeira vez, terão …mas, caso permitamos, voltariam a tropeçar terceira e quarta vez , até que as feridas sangrassem tanto que já não pudessemos sequer andar !

8 thoughts on “Os Cegos e as Crianças mimadas mentirosas tropeçam na mesma pedra outra vez !  

  1. FilipeBS

    “Assumam que erraram em 2010-2011 e não inventem narrativas. Assumam que com esta estratégia económica e de confrontação estão a errar em 2016 e que nos levam contra um muro que não derrubaram.”
    Que ninguém se iluda. A esquerda não vai assumir nada. Nunca assumiu o descalabro que foi a governação Sócrates. Ainda nas legislativas de 2015 pregavam que o PEC IV é que era, e que a troika veio a pedido do PSD. Agora em 2016, quando tudo falhar, quando o país tornar a retroceder, não faltarão bodes expiatórios e factores externos que impediram a política de esquerda de funcionar. Da esquerda não se pode esperar nada que não seja o engano.

  2. jo

    Assumir que os objetivos propostos em 2011 ficaram todos por atingir não parece ser com ninguém.

    As privatizações foram muito mais que o previsto.
    Os cortes forma muito mais que o previsto (e foram apresentados como temporários).
    Estava previsto que a dívida reduzisse, não que aumentasse.
    O emprego diminuiu.
    O défice previsto NUNCA FOI CUMPRIDO.

  3. Ó jo, que tu não tens um neurónio que se aproveite já toda a gente sabe, mas pára lá de repetir mentiras infantis que são tão facilmente contrariadas por alguém que tenha acesso ao google.

    Só para te lançar:

    Como é que estava previsto que a divida reduzisse quando o plano de assistência previa défices orçamentais anuais e SÃO OS DÉFICES QUE CAUSAM O AUMENTO DA DÍVIDA! Seu esquerdalho nojento!

    O desemprego agora está abaixo do que estava quando o PS largou o poleiro! Sua criatura asquerosa!

  4. ecozeus

    O “deve e haver” da anterior governação versus a “chantagem e desgraça” que nos poderá acontecer se prevalecer a ilusão na “geringonça” que suporta a actual governação.

  5. Fernando S

    jo : “As privatizações foram muito mais que o previsto.”

    Não, não foram.
    Renderam é mais do que previsto. Os activos do Estado foram vendidos por um preço melhor.

    .
    jo : “Os cortes forma muito mais que o previsto (e foram apresentados como temporários).”

    Não, não foram mais do que o previsto.
    O programa previa que o esforço de consolidação do lado da despesa fosse maior do que do lado da receita fiscal.
    Infelizmente não foi o que aconteceu. Os chumbos do Tribunal Constitucional contribuiram para que cortes nas despesas fossem substituidos por aumentos de impostos.
    Sim, alguns dos cortes foram efectivamente apresentados como temporários. E depois ?!…
    A ideia era a de que poderiam ser repostos logo que a situação das contas publicas o permitisse.
    Mas, para tal, era indispensável continuar a consolidar o orçamento e a relançar a economia de forma sustentável.
    O governo anterior já previra uma reposição gradual à medida que a situação fosse melhorando.

    .
    jo : “Estava previsto que a dívida reduzisse, não que aumentasse.”

    Nunca esteve previsto que a divida se reduzisse em valores absolutos no periodo do programa de assistência e nos anos imediatamente sucessivos.
    Nunca poderia ter sido assim tendo em conta que o programa consistiu precisamente … na concessão de um empréstimo volumoso !… Portanto, com aumento da divida.
    Estava previsto que a divida reduzisse em % do Pib a partir da fase final do programa de assistência.
    Como as dificuldades, incluindo as resistências internas à austeridade e à reforma, se revelaram maiores do que o inicialmente previsto, as metas, incluindo a divida, foram sendo ajustadas.
    De qualquer modo, o crescimento da divida foi fortemente contido e foi estabilizado ao fim de 4 anos.
    As ultimas noticias são de que, finalmente, pela 1a vez desde 2007, a divida em % do Pib no final de 2015 é inferior à de 2014.
    E que, inclusivamente, no mês de Dezembro ultimo se verificou uma redução em valores absolutos.

    .
    jo : “O emprego diminuiu.”

    O emprego diminuiu relativamente aos máximos atingidos no passado.
    Mas este é um processo longo e estrutural, que já vinha de trás, bem antes de 2011 e do ajustamento, tem a ver com tendências de fundo que não é possivel explicar aqui e agora.
    Mas o desemprego diminuiu.
    Diminuiu, e muito, relativamente aos máximos atingidos no pico da recessão que se seguiu à situação de quase falência para a qual o pais foi levado pelas politicas desastrosas anteriores a 2011.
    Diminuiu inclusivamente relativamente ao que era em 2011 quando o governo anterior tomou posse.

    .
    jo : “O défice previsto NUNCA FOI CUMPRIDO.”

    Como toda a gente sabe, as metas inicialmente previstas no Memorando de Entendimento foram sendo revistas e ajustadas em função da evolução da situação real.
    Como é normal e sensato neste tipo de programas.
    Mas sempre com a aprovação e até por iniciativa dos proprios credores, da Troika.
    Nestes termos, o déficit nominal para efeitos do programa e dos compromissos com a UE, que foi sendo progressivamente reduzido para menos de 1/3 do que era antes, foi SEMPRE CUMPRIDO !!
    Não teria sido certamente cumprido se o governo anterior tivesse feito aquilo que os criticos e opositores, incluindo o jo, sempre disseram que era preciso fazer : gastar mais aumentando o déficit !
    E, pelos vistos, não vai ser cumprido pelo novo governo de esquerda já a partir de 2016 !!

  6. jo

    Se as privatizações renderam mais do que o previsto, porque é que a dívida reduziu menos do que o previsto?

    Os cortes previstos em 2012 foram de 4000 milhões, e já nessa altura foram considerados excessivos. Os cortes efetivamente efetuados forma muito maiores. Aliás a lógica parece ser que só se atinge o equilíbrio com cortes constantes e anuais.Como não existe nada que se possa reduzir eternamente, o equilíbrio nunca é atingido.

    A dívida não reduziu proporcionalmente ao PIB que era o que estava previsto. Logo a vossa solução milagrosa para pagar a dívida é ir diminuindo os rendimentos e aumentando a dívida ao mesmo tempo. Um pouco como se alguém para pagar uma dívida fosse trabalhar para um emprego onde ganhasse menos 1000, porque isso implicava uma poupança de 100.

    O emprego diminui, mas como isso não se enquadra no triunfalismo da diminuição do desemprego, não interessa falar disso.

    Claro que o défice foi cumprido para as metas ajustadas, e os orçamentos anuais foram rigorosos (todos os 4 que se fizeram por ano). Uma verdadeira explicação de aldrabão.

  7. Fernando S

    jo : “Se as privatizações renderam mais do que o previsto, porque é que a dívida reduziu menos do que o previsto?”

    Porque não chegou para tapar os enormes buracos que os amigos do jo deixaram como herança.
    Buracos que afinal eram muito maiores do que se imaginava.
    Até por isso, qualquer previsão inicial estava à partida desajustada.

    .
    jo : “Os cortes previstos em 2012 foram de 4000 milhões, e já nessa altura foram considerados excessivos.”

    Considerados “excessivos” por quem ?
    Não, não eram “excessivos”.
    Eram insuficientes.
    O desastre era muito maior do que se previra.

    .
    jo : “Aliás a lógica parece ser que só se atinge o equilíbrio com cortes constantes e anuais.Como não existe nada que se possa reduzir eternamente, o equilíbrio nunca é atingido.”

    Qual “lógica” ?… Só se for a sua …
    Ninguém pretendeu que os cortes tinham de ser “constantes”.
    Nem sequer que se tinha de “reduzir eternamente” [a despesa].
    Quando muito, considerava-se que certos cortes tinham de ser retomados em anos sucessivos enquanto a situação de desequilibrio orçamental e das contas públicas assim o exigisse.
    Os cortes não teem de ser forçosamente “definitivos” ou “eternos”.
    Teem, isso sim, de ser feitos enquanto for necessário, isto é, enquanto não se atingir o equilibrio.
    “[] O equilibrio nunca é atingido” ?!…
    Como assim ?!… Claro que é !!
    O equilibrio é atingido quando a despesa passa a ser coberta pela receita.
    Enquanto não acontece, teem de ser tomadas medidas para reduzir a despesa e aumentar a receita.
    Obviamente !!!
    Numa primeira fase, tal como estava previsto no programa, foram feitos cortes na despesa “estrutural” e foram aumentadas receitas fiscais e extraordinárias.
    Por isso é que, mesmo estando o pais em recessão, o déficit orçamental relativamente ao passado diminuiu.
    Numa segunda fase, de retoma da actividade económica, que os “teóricos” da “espiral recessiva” nunca perceberam nem se aperceberam, as maiores receitas fiscais permitiram, e permitiriam ainda mais se o processo não tivesse ficado comprometido com a chegada da esquerda ao governo, avançar para o equilibrio e até começar a atenuar a austeridade.

    .
    jo : “A dívida não reduziu proporcionalmente ao PIB que era o que estava previsto. Logo a vossa solução milagrosa para pagar a dívida é ir diminuindo os rendimentos e aumentando a dívida ao mesmo tempo.”

    Já rebati no comentário anterior.
    O que estava inicialmente previsto, nomeadamente com base numa ideia errada sobre o verdadeiro estado das finanças publicas transmitida pelo governo Sócrates, era uma melhoria mais cedo.
    Mas, tendo em conta a situação real, esse objectivo foi revisto e ajustado.
    O que conta é que, no final, em apenas 4 anos, a divida foi estabilizada e começou mesmo a ser reduzida.
    Por sinal, já numa altura em que a economia crescia, o investimento aumentava, os rendimentos aumentavam, o consumo aumentava.
    Portanto, não é verdade que a solução fosse ter no final menos rendimentos e mais divida.
    Antes pelo contrario.
    Foi inevitável aumentar ainda mais a divida e reduzir rendimentos apenas numa primeira fase.
    Porque o pais estava falido e parado por obra e graça dos amigos do jo !!!!
    Mas o processo de redução da divida e de aumento de rendimentos estava já em curso.
    Foi pena ter sido bruscamente interrompido pela “geringonça”.
    Os resultados que virão já se adivinham !!…..

    .
    jo : “O emprego diminui, mas como isso não se enquadra no triunfalismo da diminuição do desemprego, não interessa falar disso.”

    Como não podia deixar de ser, eu reconheci a diminuição do emprego.
    O jo é que não gosta que se fale da diminuição do desemprego.
    Mas falemos na diminuição do emprego. Em poucas palavras porque senão não saimos daqui.
    O emprego tem vindo a dimuir desde há muitos anos, não apenas em Portugal mas também noutros paises desenvolvidos, por diferentes razões estruturais, com destaque para :
    a) a lenta mas progressiva diminuição da população ;
    b) o envelhecimento da população (mais reformados e menos activos) ;
    c) a perda de competitividade global da economia (o baixo crescimento médio do Pib e o aumento do desemprego estrutural desde o final do século passado, os desequilibrios macro e o endividamento externo, foram alguns dos principais sintomas).
    Quanto às duas primeiras razões, digamos que não são da responsabilidade directa dos governos (mas o aumento dos inativos suportados pelo orçamento do Estado talvez merecesse alguma reflexão).
    Mas quanto à terceira razão, a perda da competitividade da economia, a responsabilidade total é dos governos anteriores a 2011, por terem aumentado desmesuradamente o peso, a intervenção e o despesismo do Estado na economia e por não terem feito as reformas estruturais necessárias.
    Como vê, estou até muito interessado em falar e em aprofundar as causas e as responsabilidades politicas pela diminuição do emprego em Portugal !!

    .
    jo : “o défice foi cumprido para as metas ajustadas”

    Mas não eram e não são as pessoas como o jo que queriam e que querem que as metas sejam ainda mais ajustadas de modo a permitir que o pais possa cortar menos e gastar ainda mais ??!!…
    No que é que ficamos ???!!!!

    .
    jo : “Uma verdadeira explicação de aldrabão.”

    “Aldrabão” é quem não considera que é um imperativo moral e uma garantia de credibilidade cumprir compromissos e pagar dividas !!

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