Sem custos, não era?

E o esbulho continua” de Vítal Moreira

Há algumas semanas contestei aqueles que ingenuamente pensaram que a reversão da concessão dos transportes públicos de Lisboa e do Porto não ia custar nada ao Estado. E mais recentemente vim protestar contra a responsabilidade do Estado por esses transportes, defendendo a sua passagem para a responsabilidade municipal ou intermunicipal.
Fica agora a saber-se, pelo esboço de orçamento para 2016, que só a Carris de Lisboa e os STCP vão custar ao orçamento do Estado mais 223 milhões de euros! Ou seja, os contribuintes de todo o país vão continuar a suportar os défices dos transportes coletivos de Lisboa e do Porto. E ninguém protesta contra este escândalo? Nenhum dos municípios que pagam os sues próprios transportes coletivos se rebela contra este esbulho nacional em benefício de Lisboa e ao Porto!? Os transportes coletivos de Lisboa e do Porto hão-de continuar a hipotecar o equilíbrio do orçamento do Estado?

7 thoughts on “Sem custos, não era?

  1. tina

    Vital Moreira está a fazer-se de ingénuo. Primeiro, não protestou contra a tomada de posse de um governo de extrema esquerda. Agora que o país foi entregue aos sindicatos, espera que a população proteste! Ele é que devia ter avisado sobre isto logo de início.
    .
    Mas ainda bem que quantifica os prejuízos, pois agora os funcionários públicos ficam a perceber porque é que não podem ter os seus salários de volta. A reversão da concessão dos transportes, 220 milhões, e a futura nacionalização da TAP, outros 200 milhões (??), e lá se foram os 500 milhões destinados aos funcionários públicos.

  2. André Miguel

    Desculpem o off topic mas não resisto: já repararam a quantidade de notícias alarmistas sobre o fim do NIB? Seremos um povo assim tão ignorante que não sabemos o que é o IBAN??? Se assim é não admira o estado do país face a tamanha iliteracia financeira! Se as pessoas não sabem o que é o iban vao lá saber de saldos primários, balanças comerciais ou juros!

  3. Olho Vivo

    Os sindicalistas da área dos transportes públicos estatais são como sanguessugas, chupando o sangue dos outros, mesmo dos que estão muito longe deles. Mas isso, um dia, vai acabar: o povo vai abri os olhos. Só espero é que não demore muito tempo.

  4. Pavão de Sousa

    Estou atento a quantidade de greves que vao existir nos transportes aéreos ,terrestes e maritimos este ano e ao número de horas de trabalho perdidas que vao custar ao país milhões de euros.

  5. Haja quem nos explique como é que os privados vão gerir concessões de empresas estruturalmente deficitárias prescindindo das indemnizações compensatórias! Aumentam os preços? ah,ah,ah! disso também as atuais administrações são capazes…
    O problema é dos tachos!

  6. tina

    “Haja quem nos explique como é que os privados vão gerir concessões de empresas estruturalmente deficitárias”

    Deficitário é o juízo dos administradores do Estado que pagam um total, com bónus incluídos, de 60 000 euros/ano a um maquinista..

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