O cenário de uma bancarrota sem resgate

costa_centeno_troika

Uma reflexão muito pertinente: E se não houver segundo resgate? Por Rui Ramos.

Algures, Lovecraft explica que no género fantástico é um erro exagerar na fantasia. No caso do Esboço do Orçamento de Estado para 2016, o governo exagerou. Os leitores reagiram: a Comissão Europeia, o Conselho de Finanças Públicas, a Unidade Técnica de Apoio da Assembleia da República, as agências de notação, a imprensa nacional e internacional – começam a ser demasiados os que não acreditam na ficção governativa de que gastar mais é a via para equilibrar as contas.

(…)

No meio disto, começa a haver quem receie o pior. E o pior, segundo consta, seria um “segundo resgate”. É curioso. Os portugueses conseguiram mesmo convencer-se de que o ajustamento financeiro negociado em 2011 com a Comissão Europeia, o BCE e o FMI foi a maior calamidade que nos podia ter acontecido. Nunca quisemos compreender que foi uma ajuda. Nunca chegámos a entender que, sem o programa de ajustamento, teríamos tido uma bancarrota, em relação à qual a “austeridade” está como um resfriado para uma pneumonia. Não, o pior que nos pode acontecer não é um “novo resgate”. E portanto, há que fazer a pergunta: se não houver outro resgate? E se, quando nos faltar o dinheiro e o crédito, não houver ninguém para nos emprestar, para nos dar tempo, para confiar em nós?

7 thoughts on “O cenário de uma bancarrota sem resgate

  1. lucklucky

    Já tinha feito essa pergunta. Porque é que pensam que sempre haverá alguém que nos quer resgatar?

    Para ser chamado nomes feios não vale a pena ajudar ingratos.

  2. Euro2cent

    É o problema da “willing suspension of disbelief”, uma naifa sobre cujo gume muitos escritores não conseguem equilibrar-se.

    Nas folhas de cálculo ainda é pior. Tem que se enterrar os truques numas funções maradas com erros muito subtis, tipo usar as células erradas, não é entrar por ali adentro com “TxCrscmnt = 5%” ou lá o que foi que fumaram.

    Isto da liberdade poética tem muito que se lhe diga.

  3. Revoltado

    eu também já disse: isto só se resolve com fome nas ruas. O povo nao aprende de outra forma. Até lá vai continuar a votar no BE e afins porque, cotadinhos, são pequenos.

  4. JS

    A. Costa está em campanha eleitoral.
    A. Costa quer sobreviver até meados do ano.
    A. Costa quer aguentar até que o eleito PR marque eleições.
    A. Costa: “… o IVA da restauração vai baixar, como prometido, para 13 % !!! JÁ !!! em Julho…”.
    A: Costa quer ir a eleições com os funcionários públicos já, oficialmente, a trabalharem 35 horas (como se precisassem de tal legislação) em Julho.
    A. Costa quer ganhar eleições legislativas e ser PM “sozinho”. Porque não ?. A burocracia de Bruxelas até ajuda.
    O pior são os (impacientes) credores.
    O melhor, como habitualmente, são as “Austerity free zones”.
    https://tristramshepard.wordpress.com/2015/12/08/austerity-free-zones-unveiled/

    Who cares about “O cenário de uma bancarrota sem resgate” ?.

  5. Baptista da Silva

    Mais uma vez fui expulso do expresso, mais uma em 3, como não há duas sem 3, lá fui para oo esgoto.

    omentei o Daniel Oliveira, o processo de adopção homossexual e chamei o costa de monhé.

    Não sei porque me bloqueiam, não insulto e proponho altenativas.

    Enfim, liberdade de expressão.

    Vamos para o esgoto e cortam quem diz o contrário. PREC????

  6. A. R

    Nunca vi um governo fazer tanta trapalhada em tão pouco tempo. Num um dueto de palhaços para animar crianças tem tanto talento.

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