Procuram-se 186.446 comunistas

Comparando os resultados obtidos pelos candidatos comunistas à presidência (Francisco Lopes 2011 vs Edgar Silva 2016), em cinco anos o Partido Comunista Português viu perder cerca de 118 mil votos. Sim, digo votos no partido e não no candidato porque, como o próprio secretário-geral (Jerónimo de Sousa) disse, a decisão não foi pessoal (meu destaque e link): Nós podíamos apresentar um candidato ou uma candidata assim mais engraçadinha, portanto, enfim…”

E tendo em conta os resultados das últimas legislativas a perda é ainda maior (menos 263.074 votantes), o que, se ontem tivessem conseguido cativar 82,82% dos eleitores comunistas de Outubro (369.352, ou seja, mais 186.446 votos que os obtidos por Edgar Silva), haveria necessidade de uma segunda volta nestas eleições presidenciais.

Adenda: nas presidenciais de 2006 o candidato engraçadinho Jerónimo de Sousa obteve 466.507 votos…

jeronimo_sousa

9 thoughts on “Procuram-se 186.446 comunistas

  1. Miguel A. Baptista

    A “prova científica” que a questão atual do PCP é mais profunda do que a presença, ou não, de uma “carinha laroca” é o chamar à colação a votação de Francisco Lopes. Lopes também não era nenhum “sex symbol”, não era pessoa que suscitasse espontaneamente simpatia e o seu percurso pessoal é, na minha opinião menos interessante que o de Edgar Silva.

    Ou seja o tradicionalmente fidelíssimo eleitorado do PC, está zangado. Muito zangado. Vamos ver se a relação do PC com o seu eleitorado é recuperável ou se o “abraço do urso” já quebrou os ossos que sustentavam a lealdade ao partido.

  2. Luís

    A derrota está ainda longe. Enquanto houver grandes empresas nas mãos do Estado, enquanto o nosso dinheiro pagar os sindicatos e enquanto estiverem instalados no poder local será complicado. Também dominam muitas disciplinas nas Universidades e os programas escolares estão feitos à sua medida. Para derrotar o comunismo português há muito trabalho pela frente. Lamentavelmente Passos e Cavaco não souberam agir quando houve oportunidade.

  3. ecozeus

    A questão também reside no facto dos jovens e dos poucos filhos (as engraçadinhas passaram a usar preservativo ou a pílula do dia seguinte) terem deixado de nascer comunistas e de que os velhos comunistas estão cada vez mais velhos e também morrem!
    O PCP dentro de pouco tempo será uma igreja vazia com um qualquer Edgar (padre) a pregar!

  4. JMS

    O problema do PCP não são nem os candidatos próprios nem a estratégia de comunicação nem o facto de outros partidos terem candidatas mais “engraçadinhas”.

    O problema do PCP é um total desfasamento da realidade em 2016. Uma nostalgia de 1974, uma ideologia caduca, o perseguir, até à exaustão, um programa acabado há varias décadas e a absoluta incapacidade de entender a realidade actual.

    Como o PCP funciona em termos familiares (os militantes sao formatados em casa desde muito novos), quase tipo CP, onde os que lá trabalham são apenas filhos, primos, sobrinhos, cunhados etc, dos que já lá estão, estamos perante um microcosmos só comparável à Coreia do Norte.

    Vejo, com grande satisfação, a derrocada desse partido nefasto para o desenvolvimento do Pais. Mas, infelizmente, ainda vamos ter que penar bastante para vermos essa gangrena completamente erradicada da nossa sociedade. Infelizmente para nós portugueses.

    Resumindo, o PCP é uma droga fora de tempo.

  5. Luís

    «O PCP dentro de pouco tempo será uma igreja vazia com um qualquer Edgar (padre) a pregar!».

    Mas o comunismo estará derrotado? O PCP afirma o que pensa, pode não dizer tudo nas TVs mas quem se der o trabalho de ler o Avante fica elucidado sobre a natureza do partido. O BE e este PS são mais perversos pois trata-se de socialismo extremista ou comunismo disfarçado, surgem como um lobo com pele de cordeiro em frente do povo e fazem o trabalho sujo ao PCP, que acredita numa vitória final por etapas: primeiro a social-democracia, depois o socialismo, finalmente o comunismo. E reflicta bem pois em Portugal estão a conseguir, lentamente mas estão… o imposto que se fala sobre as heranças é apenas mais uma fase do processo, que agora vai começar a «atacar» a propriedade privada com IMIs cada vez mais altos e impostos sobre as heranças. Deixem-nos à solta… quanto mais se cristalizar o socialismo em Portugal, mais difícil será debelar o totalitarismo. O socialismo cria dependentes e por isso é tão difícil à Direita vencer eleições. São perto de 700 mil FPs na Administração Central, mais de 100 mil nas autarquias. Há os funcionários da CP, RTP, empresas municipais, CGD, em suma, de todo o sector empresarial nas mãos do Estado. Há as empresas que o Estado protege ou protegeu da concorrência, caso da PT com a TDT. Depois temos ainda os pensionistas ou todos os beneficiários de apoios e subsídios, do RSI ao abono de família. E ainda o sector «social» e «cultural» privado que come dos impostos: Misericórdias e demais IPSSs, associações locais e nacionais ou fundações. É o enorme partido do Estado de que fala Medicina Carreira, é este o abraço da morte socialista do qual ainda não saímos nem sairemos tão cedo, isto é, se sairmos algum dia…

  6. lucklucky

    O Comunismo está derrotado, o Marxismo pelo contrário está bem vivo e domina as consciências do Publico ao Expresso, passando pela SIC, TVI etc…

    Os Idiotas Uteis ganharam a Esquerda.

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