Primavera Marcelista

Marcelo Rebelo de Sousa foi eleito presidente da República sem que tenha dito uma palavra sobre os desafios do país. Apesar de compreender a sua estratégia, esta demonstra por A+B que a direita portuguesa ainda pede permissão para falar. É assim porque não há ainda um discurso programático de direita que deixe para trás a confronto tradicional direita/esquerda, em que esta defende os pobres e aquela os ricos. Ainda não consegue sustentar um programa político no qual o rigor das contas públicas significa mais liberdade, mais riqueza para todos e maior capacidade do Estado exercer as suas funções essenciais.

Mas esta eleição não foi sobre isso. Não foi sobre a direita. Foi sobre Marcelo. E pelo que conhecemos dele, sabemos estar talhado para o cargo. Conforme referiu José Miguel Júdice a semana passada no jornal i, Marcelo conhece todos os intervenientes com quem falará abertamente. Também sairá à rua que cativará sem grandes dificuldades. Tal como Soares, o seu poder de influência advirá daí. Da sua popularidade. Com essa força, esse à-vontade, Marcelo presidirá à República como um príncipe.

Caso nenhum partido obtenha maioria absoluta no Parlamento, Marcelo conseguirá o que Soares, por culpa de Cavaco, almejou sem sucesso. A vida tem destas ironias a que acresce a maior de todas com o decadente regime pós-25 de Abril a viver a sua Primavera Marcelista.

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4 pensamentos sobre “Primavera Marcelista

  1. Joaquim Carreira Tapadinhas

    Passadas uma décadas iremos recuperar as Conversas em Família, do período marcelista. Com um pouco mais de audácia voltaremos ao áureo período dos descobrimentos.

  2. tina

    Na verdade, o povo está descontente, a maioria não se identifica com este governo desastroso de extrema esquerda, e começam agora a circular emails como acontecia no tempo de Sócrates:

    O trinchante.

    Aqui vamos nós a caminho da desgraça.

    Correndo o sério risco de decepcionar 80% dos frequentadores das redes sociais, e de comprometer uma parcela significativa das conversas de café, peço encarecidamente: por amor de Deus, esqueçam o faqueiro!
    Enquanto——
    De: Isabel Aibéo <isaibeo@ discutem o faqueiro, os portugueses não reparam que Costa anda desde o minuto um à solta com o trinchante.
    Enquanto discutem o faqueiro, António Costa aumenta a previsão de gastos do Estado em 11 mil milhões de euros.

    Enquanto discutem o faqueiro, António Costa reestrutura discretamente a dívida e atira a maior fatia dos custos do financiamento do Estado para a próxima legislatura. 6,6 milhões de euros é o número de Costa que os portugueses serão chamados a pagar por um próximo governo obrigatoriamente “desumano, austeritário e neoliberal”.

    Enquanto discutem o faqueiro, as opções governativas de Costa deixam o resto da Europa estupefacta e colam Portugal ao pior da Grécia. Ver relatório do Commerz Bank.
    Enquanto discutem o faqueiro, a reversão da privatização da TAP por motivos puramente ideológicos e de cedência à corporação do interesse sindical comunista, custará os olhos da cara ao Estado sem benefício que se possa adivinhar para o bem comum.

    Enquanto discutem o faqueiro, Tiago Brandão Rodrigues, o educador de Costa, abala o sistema educativo, descredibilizando a exigência, trucidando o rigor, espalhando a insegurança e instalando a imprevisibilidade com a garantia única do facilitismo irresponsável. São medidas de custo incalculável para o desenvolvimento económico e social do país. Com uma única certeza: os colégios privados que só alguns podem pagar garantirão aos seus alunos o que a escola pública lhes nega.

    Enquanto discutem o faqueiro, tudo o que é feito pelo governo de Costa compromete a recuperação em curso da nossa economia, tal como irá comprometer o emprego e o rendimento das famílias.
    Entretanto, distraíram-nos com as causas fracturantes. Reverteram as taxas moderadoras no aborto, enquanto as mantêm na doença. Trocaram o superior interesse da criança pelo conveniente interesse dos adultos na adopção gay. E encetaram a tipicamente jacobina fúria de desconstrução do modelo social cristão e europeu.

    Devolveram-nos, aparentemente de mão beijada, quatro feriados e anunciam mais férias. Querem pôr novamente os funcionários públicos a trabalhar apenas as 35 horas que os diferenciam sem razão dos trabalhadores do privado. Mentindo descaradamente, dizem que tal não trará custos para o Estado.

    Resolveram, sem explicar bem como, a sabotagem sindical dos estivadores do Porto de Lisboa. Com que custos? Este rol, manifestamente incompleto, dos desmandos de Costa fez-se em pouco mais de um mês.
    Os custos, obrigatoriamente elevados, serão inexoravelmente pagos por todos nós. As férias e os feriados serão pagos por nós. As 35 horas serão pagas por nós, funcionários públicos incluídos. A paz sindical no Porto de Lisboa é paga por nós. A TAP pública, para satisfazer sindicatos e radicalismo ideológico, será paga por nós. O aumento absurdo dos gastos do Estado será pago por nós. O retrocesso na Educação sairá muitíssimo caro e será pago por nós. A reestruturação da dívida será paga por nós.

    Ainda assim, o PC ameaça Costa, exigindo mais, tirando claramente partido da diminuída legitimidade política que o assombra. Neste quadro de caos instantâneo, exige-se à direita uma urgente reorganização e uma imperativa eficácia na acção política. Será chamada, mais tarde do que cedo, para limpar os destroços dos desmandos de Costa. Tirem-lhe, se faz favor, o trinchante!

  3. Pingback: Primavera Marcelista – O Insurgente

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