O zingarelho

kafka2Eu, no Diário económico de hoje

Grande parte do problema da baixa produtividade de que padecemos é explicável pela falta de capital. Não é por acaso que há pouca absorção de doutorados pelas empresas ou que, sendo os portugueses que, na Europa, passam mais tempo no local de trabalho, menos produzem.

Adenda: já sei a réplica que alguns vão experimentar. Força nisso, a tréplica já está escrita

 

6 thoughts on “O zingarelho

  1. Luís

    Mas com o actual esforço fiscal e com o endividamento não é possível acumular capital.

    Para além disso, por muito que custe a muita gente, em alguns sectores há um excesso de «micro» que nunca crescem porque do ponto de vista fiscal ou da legislação laboral não é vantajoso.

    Há também problemas culturais que afectam áreas muito específicas. O excesso de pequena propriedade aliado à ausência de um mercado fundiário dinâmico afecta a agricultura e a silvicultura em algumas áreas do país. Espanha, por exemplo, não tem esse problema.

  2. PG

    Portugal é a terrinha do “suficiente”. Basta produzir o suficiente, basta inovar o suficiente, basta ganhar o suficiente, basta ter o tamanho suficiente…

  3. Miguel A. Baptista

    Claro que sim.

    Por haver falta de capital é que as empresas que vão nascendo são pastelarias, restaurantes de hambúrgueres e coisas assim.
    Empresas que exijam muito capital e investimento de alta tecnologia (como ensaios de biotecnologia, aceleradores de partículas…) teriam exigido que essa acumulação se tivesse feito previamente.

    Como para aferir a “fofura” de um bolo de arroz ou o tostado de uma carne picada não é preciso um PhD do MIT não se queixem do desemprego nos doutorados.

  4. Gil

    “Falta de capital”… investido em atividades de valor acrescentado. Claro que sim. Está todo em sectores resguardados, aplicações financeiras e afins.

  5. João Marau

    Parece-me que o problema da baixa produtividade no nosso País está principalmente ligada à pouca capacidade das chefias. A maior parte das empresas nasce ( e depois fecha) em ninho de ouro utilizando capital da geração anterior (ou anteriores). As que nascem nas universidades ou politécnicos, tendo por isso uma base mais académica, vão tendo bons resultados.
    Não evoluem mais porque depois o estado as estrangula, devido à alta taxa de impostos sobre a actividade e sobre o trabalho, e isso impede que sejam competitivas na Europa.
    Reduzam-se os impostos sobre as empresas e flexibilize-se o mercado de trabalho e veremos as nossas empresas a competir bem no mercado global e a conseguir pagar bem a quem merece.
    Cumprimentos,

  6. André Miguel

    Com a carga fiscal pornografica e a burocracia kafkiana que temos é um milagre ainda termos economia que mexa.

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