O excesso de tempo livre dá nestas coisas (2)

o Vítor Cunha partilha um momento angustiante da sua existência: Era um café, três saquetas de 4 e seis de 1/16 g

Ontem, por infortúnio, estive em casa de um empedernido liberal que me ofereceu um café. Não querendo enveredar porfaux pas que espoletasse a fúria da besta, lá aceitei a oferenda, com nervoso sorriso, tal como Maria aceitou a mirra após o Rei Mago libertário ter presenteado Jesus com o ouro.(…)

Não fosse estar ali para tentar oferecer a minha mais nova ao varão do capitalista, teria chamado a ASAE. Há um motivo para não se colocar um açucareiro com açúcar num estabelecimento comercial: e se as pessoas lambem a colher? E se o vertem sobre a mesa? E se enfiam o pénis no recipiente com o açúcar todo? Tem uma pessoa que consumir açúcar que não venha hermeticamente fechado numa embalagem selada de papel de péssima qualidade revestido a finíssimo celofane natural, extraído das minas de pegada ecológica positiva, que deixam tinta nas mãos e que engasgam o palerma do miúdo que decidiu chupar o doce paladar do vermelho Buondi? Claro que não: daí que se tenha padronizado 7 a 9 g de açúcar – média de 8 g com desvio padrão √2.

 

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