As 35 horas e a “geringonça” vista por dentro

Um artigo que vale a pena ler com atenção, de Paulo Trigo Pereira, deputado independente eleito nas listas do PS, para perceber um pouco melhor os dilemas com que se confronta o PS na gestão da “geringonça” (e as respectivas implicações para o país): Que condições de governabilidade nesta legislatura?

Na dimensão orçamental estamos ainda com défice excessivo e com dívida pública substancial. O IGCP acaba de anunciar que a dívida líquida (ou seja excluindo os depósitos do Tesouro), em percentagem do PIB, deverá em 2015 ser superior à do ano anterior. É neste contexto que é importante perceber: i) que a situação do país é ainda muito precária, ii) que a ação política deve envolver competição, mas também cooperação, iii) que a base da ação governativa e legislativa é o programa do governo PS. Isto deveria ser entendido não só pelos atores políticos, mas também pelos parceiros sociais.

(…)

A durabilidade e estabilidade, valor que sempre tenho defendido para qualquer governo, independentemente da sua orientação ideológica, é essencial para qualquer reforma. Neste sentido não posso entender a precipitação com que alguns atores políticos e sindicais pretendem implementar de imediato as 35 horas (há já pré-anúncios de greve) sem acautelarem, desde já, o que está no programa do governo (o não impacto orçamental) e ponderarem outras questões relevantes: a abrangência da medida, o tipo de contratos envolvidos, o efeito nas horas extraordinárias, nas escalas dos serviços, nos horários de atendimento ao público, etc.

4 thoughts on “As 35 horas e a “geringonça” vista por dentro

  1. Baptista da Silva

    Constituição da Republica Portuguesa, Artigo 13.º Princípio da igualdade:

    1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.

    2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.

  2. tina

    Porque de repente esta tomada de consciência do PS? Devem ter recebido mais avisos das agências de rating que se Portugal não continuar com as reformas, a perspetiva pode mudar e o rating pode baixar. Há qualquer coisa que não dizem, mas vê-se que estão cheios de medo.

  3. Fernand Personne

    Não deixa de ser irónico que o artigo tenha o n.º 13…😀

    O PS já deu o dito por não dito: a data é indicativa, não é vinculativa e o Centino quer discutir “soluções”.

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