Nova oportunidade para os críticos televisivos

Zuhair Kutb foi condenado a quatro anos de prisão (dois serão efectivos). Está impedido de escrever durante década e meia e de sair da Arábia Saudita por um período de cinco anos. Foi ainda multado em mais de 26 mil dólares. O crime do escritor saudita? Ter defendido na televisão a transformação da Arábia Saudita numa monarquia constitucional.

 

4 pensamentos sobre “Nova oportunidade para os críticos televisivos

  1. Joaquim Amado Lopes

    Só por essa notícia, Bernardino Soares dirá que não tem a certeza de que a Arábia Saudita não seja uma democracia.
    Por outro lado, a Arábia Saudita é aliada dos Estados Unidos…

  2. Miguel A. Baptista


    Quando eu ainda era estudante o mundo mobilizou-se, e bem, contra o regime de apartheid da África do Sul. Era considerado inaceitável que, baseado na origem racial, se segregasse a população. Como tal organizaram-se boicotes aos produtos sul-africanos, à participação da nação em provas desportivas sendo o país sujeito a intensíssima pressão internacional.
    Em 2015 há um Estado que segrega a segundo o género. Onde metade da população, as mulheres, nem sequer é autorizada a conduzir automóveis.

    Para além da segregação pelo género há uma fortíssima segregação pela religião: não são autorizadas outras religiões que não a islâmica, quem renegue a religião é condenado à morte, não é autorizado o acesso de “infiéis” aos lugares considerados santos.
    Acerca desse país tem tido o Ocidente uma posição de complacência e muitas vezes até de bajulação.
    Ainda este Verão a laica República Francesa “privatizou” uma praia em Cannes para que o monarca desse Estado e o seu séquito melhor pudessem veranear.

    Não sou a favor de decisões bruscas ou do incitamento a revoltas ou revoluções, aliás a chamada “Primavera Árabe” demonstrou à saciedade que o resultado desse tipo de movimentos nem sempre se traduz num melhor estado e condições para a população. No entanto faz-me impressão, por um lado a cumplicidade do Ocidente e do denominado “Mundo Livre” e por outro as “indignações” das “redes sociais” tão seletivas e tão fugazes.
    Tão chocados com a sorte do “Leão Cecil” e tão distantes de temas que civilizacionalmente deveriam ser tão mais importantes
    .
    (Imagem: apartheid num KFC na Arábia Saudita, homens para um lado, mulheres para o outro)

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