Et tu Krugman?

Observador

Numa altura em que a economia portuguesa está ainda a lamber as suas feridas, o aumento do salário mínimo, como se prepara para fazer o Governo socialista, pode ser “problemático” para a competitividade do país. Esta é a convicção de Paul Krugman, o prémio Nobel da Economia em 2008, que esta segunda-feira participa numa conferência de homenagem ao ex-ministro das Finanças José Silva Lopes, na sede do Banco de Portugal.

Em resposta a uma interpelação de Braga de Macedo, economista e ex-conselheiro de Pedro Passos Coelho, o norte-americano foi obrigado a reconhecer que o aumento do salário mínimo pode ser prejudicial para economia portuguesa. É necessário, de resto, ter “muito cuidado” com medidas que possam colocar em causa competitividade da economia portuguesa, sublinhou Krugman.

20 pensamentos sobre “Et tu Krugman?

  1. Baptista da Silva

    Aumentar o SMN por via administrativa, não me parece algo que funcione.

    Começa logo pelo facto dos sectores se comércio e serviços, industriais e agricolas não terem igual produtividade e dentro dos sectores também há diferenças gritantes.

    O SMN nem devia existir o ser o minimo dos minimos, nada mais.

  2. hustler

    O Centeno vai já telefonar ao Krugman a dizer que essas conclusões não se podem transpor dos livros para a realidade!

  3. O Paulzinho que se preocupe com o minimum wage lá dos States, porque por cá, desde que se faça a extração (dolorosa) das palas ideológicas e deixe falar quem sabe, ou seja as maiores autoridades no assunto: o Senhor Empresário e o Zé proletário, vai concluir-se que o problema no SMN não é ele existir, mas antes o valor que possa ter… E, enquanto (o valor…) não fizer mossa séria no “tecido”, “no problem”, antes pelo contrário, gera mercado e “taxes”… Há certas pessoas que nunca entenderão esta lógica simples. Essas, normalmente, nem pagam salários nem recebem o SMN…

  4. Leitura complementar (da imprensa de hoje): “Lidl aumenta salário mínimo para 600 euros nas suas lojas”.
    Visto que a generalidade dos empresários não vê no “ajustamento” do SMN uma monstruosidade que faça perigar o seu “business” pode concluir-se que a insistência de “setores ideológicos” nesta questão apenas pode derivar de “maldade social”…

  5. André Miguel

    Quando acaba o salário mínimo? Quando os governos deixarem de ter um mínimo de receita fiscal que necessitam, bem como manter o status de alguns poucos a troco de esmola para muitos outros.

  6. tina

    Krugman sabe que ele e mais as suas teorias keynesianas foram responsáveis pela bancarrota de Portugal – pelo menos eu disse-lhe isso várias vezes no seu blogue – e agora está cheio de cuidado.

  7. Fernando S

    Luis FA : “a generalidade dos empresários não vê no “ajustamento” do SMN uma monstruosidade que faça perigar o seu “business””

    O empresario “geral” não existe. Existem diferentes categorias de empresarios e potenciais empresarios.
    O salario minimo não causa mossa em muitas empresas de dimensão acima de um determinado nivel e/ou em actividades que não utilizam mão de obra não qualificada ou indiferenciada.
    São de resto estes empresarios que controlam as principais associações patronais e que teem mais visibilidade mediatica.
    O problema é que a maior parte das empresas portuguesas, aquela que emprega mais gente e que ainda tem um maior potencial de empregabilidade de mão de obra não qualificada, é feita de empresas pequenas e até muito pequenas. Grande parte destes empresarios, sobretudo em actividades que precisam de mão-de-obra indiferenciada, queixa-se do salario minimo e dos seus aumentos. Mas não estão organizados nem teem visibilidade mediatica.
    De qualquer modo, de um modo geral, os empresarios estão habituados a ajustar as suas actividades em função das condições externas. Assim, se os salarios aumentam para além do que é suportavel, ou aumentam os preços de venda se possivel, ou limitam o volume de actividade e empregam menos pessoal, ou reduzem a margem e investem menos, ou fazem uma combinação destes comportamentos. O resultado final é menos riqueza criada e distribuida, menos investimento e menos emprego.
    Mas o salario minimo e o seu aumento não afecta apenas empresas existentes, é um dos principais factores que desencorajam potenciais empresarios, antes ou numa primeira fase experimental. O impacto negativo sobre o emprego, dos proprios e de potenciais trabalhadores, é enorme.

  8. Fernando S

    Luis FA : “a insistência de “setores ideológicos” nesta questão apenas pode derivar de “maldade social”…”

    É isso, não é politica, é pura maldade !!… 😉
    (o que é maldade … “social” ?!…)

  9. Fernando S

    Luis FA : “E, enquanto (o valor…) não fizer mossa séria no “tecido”, “no problem”, antes pelo contrário, gera mercado e “taxes”…”

    O desemprego a 12% não é “mossa” ?!…

    Ja agora, o aumento do salario minimo para além do que é comportavel por muitas empresas não gera mercado.
    Antes pelo contrario, limita o emprego, a produção de riqueza e a distribuição de rendimentos adicionais.

    Gera “taxes” ?…
    Sim, aumentando o custo do trabalho para as empresas que manteem os trabalhadores.
    Mas o efeito limitador sobre o volume de actividade e o emprego acaba por ter indirectamente um impacto negativo, mesmo ao nivel das receitas do Estado e sistemas previdenciais.

    .
    Luis FA : Há certas pessoas que nunca entenderão esta lógica simples. Essas, normalmente, nem pagam salários nem recebem o SMN…”

    O Luis FA está nas duas situações ?!…

  10. Fernando, bom dia. Os seus escritos, que agradeço, posicionam-o claramente nos “setores ideológicos”… :p Quanto a mim, não me incluo nas categorias que referi e tenho amiúde de “fazer contas” relativamente ao impacto do salário no “business”, concluindo sempre – aquilo que ontem empresários referiram no P&C – que o mais pesado nem é o que o trabalhador leva para casa, mas antes o “peso total” que resulta do somatório dos encargos e “taxes”. É precisamente nesses segmentos que o Estado deveria mexer… Quanto à “competitividade” da economia portuguesa, quem acreditar na importância dos custos salariais como fator determinante de investimento está tramado, pois por essa via há sempre quem faça mais barato… As “comodities” possíveis de produzir na base de salários baixos nunca serão feitas aqui. Se não quiser perder muito tempo em investigação, bastará a informação trivial do “Shark tank” para entender isso mesmo… 😉

  11. Fernando S

    Bom dia Luis FA. Obrigado pelos comentarios.

    Julgo que não escapou a ninguém que nos leia que nos situamos em “sectores ideologicos” distintos e até opostos, eu sendo desfavoravel ao salario minimo e em particular ao seu aumento agora, o Luis sendo a favor.

    Claro que a viabilidade, a dimensão e a rentabilidade das empresas não dependem apenas dos salarios. Dependem de diversos factores.
    Por isso é que é importante a politica intervir em varias frentes, criando condições favoraveis.
    Aqui estamos a falar de um desses factores, o das remunerações, e em particular, do salario minimo.
    Ora, é evidente que o nivel do salario minimo é importante para muitas empresas existentes e que não existem mas poderiam existir.
    É verdade que o custo do trabalho não depende apenas do salario, depende também da fiscalidade e que, por isso, também é importante que a politica se ocupe dela. Quando esteve em cima da mesa a possibilidade de se descer a TSU das empresas eu fui a favor enquanto que os “sectores ideologicos” a que o Luis pertence foram contra. De qualquer modo, a principal dificuldade para baixar a fiscalidade sobre o trabalho é a situação das contas publicas. Entretanto, enquanto outros avanços noutros factores não ocorrerem, é importante que as politicas governamentais não agravem artificialmente a componente salarial dos custos que afecta sobretudo as empresas que dela mais estão dependentes, isto é, as pequenas empresas e as actividades que utilizam mais mão-de-obra indiferenciada, as que mais pagam o salario minimo.

    A tese de que ha outros paises que teem mão-de-obra mais barata do que a nossa e que por isso nunca seremos competitivos com eles em termos do custo da mão-de-obra, é enganadora.
    Como o proprio Luis disse acima, a competitividade não depende apenas dos salarios.
    As nossas vantagens relativamente a esses paises devem depender e assentar também e principalmente noutros factores (produtividade, qualidade, etc).
    E assentam. É por esta razão que os nossos salarios em geral, incluindo o salario minimo, são superiores aos desses paises.
    Mas, se deixarmos os nossos custos salariais subirem em demasia, essas outras vantagens deixam de ser suficientes para fazer a diferença e, então, são os nossos salarios mais elevados que passam a não ser sustentaveis e a estar em risco. Para além do nosso emprego, naturalmente.
    Além de que nem tudo o que produzimos é para exportar ou esta em concorrencia com o que é produzido fora. Uma parte da nossa produção existente e potencial é para o mercado interno e aqui ha muitas actividades e empresas que utilizam mão-de-obra indiferenciada e que deixam de ser viaveis e rentaveis com salarios minimos elevados.

  12. Fernando S

    Luis FA : “… e o Fernando? Em que categoria está?…”

    Também não estou em nenhuma das duas…
    Mas eu não pretendo desautorizar as pessoas que “nem pagam salários nem recebem o SMN…”
    Ao contrario do Luis, que surpreendentemente vem agora dizer que afinal também não se inclui nessas categorias !!…

  13. honi soit qui mal y pense

    mas não deixa de tyer razão qdo afirma que os europeus não gostam de austeridade , mas adoram o euro …
    assim como assim só falta obrigar os alemães a pagar a austeridade

  14. Fernando, dois esclarecimentos. Primeiro: realmente incluo-me numa das categorias (como se depreende pela argumentação deixada…). O Fernando, não se incluindo, é penalizado pelo “handicap” de não lidar com o problema diretamente… — Segundo: não integro qualquer “setor idológico” contrariamente ao que possa imaginar. Integrá-lo é limitador dum pensamento livre, por natureza mais isento e porventura mais assertivo… Não obstante, enquanto ser humano movido pela generosidade, fraternidade humanista e espírito cristão, chateia-me bestialmente assistir a discursos sempre baseados em vistas curtas, análises simplistas e insensibilidade social. Chateia-me ver opiniões de “classe” (de “ricos” enxovalhando “pobres”, só porque agora é fino ser “liberal” ou até de “direita” de acordo com cânones da palermice nacional). Em absoluto não digo que seja o seu caso, pois até creio que ainda tem redenção… 😀
    Nota final (ideológica…): sou daqueles que “mandam” neste país. Sabe porquê? Porque alternadamente, consoante o “chefe” (ou a “retórica”), vou votando entre PS e PSD. Mais no PSD do que no PS por acaso… Mas jamais seria capaz de votar no Coelho. Entretanto votaria com agrado no Rio; jamais votaria no Seguro (e nunca votei no Sócrates), mas votei no Costa porque já não suportava ouvir as tretas esganiçadas do Paulo Portas enquanto esperava pela reforma do estado “Coelhista”… Até já votei no Cavaco, quando ele ainda estava no prazo de validade…
    Hoje em dia, a política é mais determinada pelas pessoas que dão a cara, pela competência, pela seriedade do que pela simples opção ideológica. É que, quando chegam lá cima, à cadeira do poder, no fim do mês todos tem contas a pagar e as opções são estreitas… Quer um grande exemplo? É fácil e o Fernando conhece-o. Trata-se da Grécia.
    Em Portugal precisamos refrescar! Se o Costa conseguir levar para a frente uma governação segura e eficaz (que todos reconhecemos ser tão fácil como ir à lua numa caravela…), e ao mesmo tempo tivermos um presidente com ânimo, entusiasmo e capacidade motivadora, talvez as coisas melhorem. A economia (como disse a frau Merkel na visita a Portugal) tem tanto de conjuntural e “técnico” como de psicológico…

  15. honi soit qui mal y pense

    tá quase … afinal tb aceitam 1.000.000 de migrantes ( para já ) … e potenciais votantes do SPD

  16. Fernando S

    Luis,

    Não fui eu, foi o Luis, que disse : “Quanto a mim, não me incluo nas categorias que referi”
    Quanto a ““fazer contas” relativamente ao impacto do salário no “business”” … também eu !
    Mas, de qualquer modo, não utilizo nem utilizaria nunca argumentos “de autoridade” no debate politico.
    A compreensão do funcionamento das sociedades e da economia não se esgota numa mera experiencia pessoal directa.
    O que mais abunda são pessoas com experiencias pessoais identicas e opiniões opostas. E vice-versa !…

    Sabe que essa de acusar os outros de “ideologia” em nome da “não ideologia” é 100% … ideologico ?!…
    O que é certo é que as posições politicas do Luis são facilmente encaixadas numa larga corrente ideologica transversal a varios partidos que acredita que o Estado deve ter uma forte presença e intervenção na economia.
    Não me espanta que no passado o Luis tenha alternado o seu voto entre o PSD e o PS.
    O Luis representa bem um certo tipo de eleitorado “centrista” que foi decisivo para que o pais tivesse seguido um modelo economico despesista e rigido que nos trouxe para o sobre-endividamento, a perda de competitividade, os desequilibrios macro-economicos, a bancarrota, o resgate financeiro e a recessão.
    Não me espanta também que, em coerencia, o Luis se oponha ao PSD de Passos Coelho, prefira um PSD liderado por Rui Rio, tenha votado no PS de Antonio Costa, e se sinta actualmente confortavel com um governo de “maioria de esquerda” que mais não pretende do que voltar ao passado.
    O seu discurso recorrente sobre a “reforma do Estado”, que, do seu ponto de vista, teria estado ausente da politica do governo anterior mas que o novo governo socialista apoiado pelos comunistas e pela extrema-esquerda marxista vai obviamente fazer, é muito sintomatico do seu posicionamento claramente à esquerda.
    Tem todo o direito, é perfeitamente legitimo, não tem mal nenhum.
    Mas, por favor, não me venha procurar afogar o peixe na agua com toda essa conversa fiada do “pensamento livre, por natureza mais isento e porventura mais assertivo”, do “ser humano movido pela generosidade, fraternidade humanista e espírito cristão”, da recusa dos “discursos sempre baseados em vistas curtas, análises simplistas e insensibilidade social”, da condenação das “opiniões de “classe” (de “ricos” enxovalhando “pobres””, etc, etc…
    “Ser “liberal” ou até de “direita”” não é uma “moda”.
    É uma opção politica de muita gente, é a minha, tão legitima e respeitavel como ser de esquerda, como é a sua.

  17. Fernando, quando inicialmente não me incluí nos “grupos” foi por mero erro de qualificação (efeito de muitas palavras…). Não gosta do argumento de “autoridade”, e nem foi minha intenção usá-lo… Porém, refletindo melhor, acho que o devo usar mesmo!… Faz sentido e é melhor assim, pois quem fala do que sabe tem uma vantagem adicional sobre quem especula teoricamente… A sua argumentação neste caso não faz sentido, é puro jogo de palavras. Até porque falamos de coisas sérias, e é muito diferente ter um tipo que tem um negócio a falar do que lhe mexe no bolso, face a outro que agita ideias em “kit” construídas num qualquer estaleiro ideológico. O Fernando, enquanto “liberal”, deveria ser o primeiro a defender este alinhamento baseado na experiência e defesa do interesse próprio, pois é o que se contrapõe ao “gestor do dinheiro dos outros”, esse facínora socialista…
    Um reparo quanto à “ideologia”. É claro que numa perspectiva dialética tem razão. A mesma razão que tem quem afirma que os ateus professam uma determinada forma de religião. Porém como ambos somos pessoas inteligentes, certamente, entendemos que o que eu queria afirmar é que pertenço (de alguma maneira) aquele grupo fluido que não tem ideias “fixas” “hasta la muerte” e que é capaz de analisar em cada momento as opções mais consentâneas com os seus princípios pessoais, traduzindo deste modo um posicionamento individualista face aos ditames de um “ismo” qualquer…
    Não obstante o seu apego à legitimidade da existência de ideias contrárias, a verdade é que não resiste a um defeito muito nacional e típico de sociedades sem verdadeira tradição democrática. Aceita a existência de ideias contrárias não perdendo a oportunidade de desprezar as alheias, como se infere de afirmações ofensivas, cheias de preconceitos e até fatualmente erradas…
    Quando afirma que este seu leitor “representa bem um certo tipo de eleitorado “centrista” que foi decisivo para que o pais tivesse seguido um modelo economico despesista e rigido que nos trouxe para o sobre-endividamento, a perda de competitividade, os desequilibrios macro-economicos, a bancarrota, o resgate financeiro e a recessão.” — limita-se a ler uma cassete… Na verdade, o tal eleitorado que despreza é (como eu afirmei) quem “manda”, pois é quem tem o discernimento de, recuando as palas ideológicas dos que à esquerda ou direita votam sempre igual (não precisam pensar, tem ideias feitas por natureza), analisam e refletem sobre o País e tomam decisões… Quanto aos “despesismos” ou “gestão danosa da coisa pública”, qualquer restrospetiva séria e honesta (o que exclui à partida que possa ser feita por quem pensa como o Fernando, ou um qualquer Fernando “simétrico” à esquerda), irá provar que a incompetência, incúria ou até erro de avaliação não é exclusiva de governos PSD ou PS. Ambos fizeram asneiras. Ainda assim, e em abono das pessoas sérias de qualquer quadrante dos citados, a verdade é que também fizeram muitas coisas certas e é por isso que o Fernando pode dar-se ao luxo de viver num País moderno integrado na Europa. O nosso maior problema, detetado pela “troika” e muitas vezes citado no Memorando, é a extrema desigualdade entre ricos e pobres, entre quem tem e quem vive à míngua (com ou sem “crise”).
    Por fim, deixe-me dizer-lhe que foi incorreto e deselegante (algo que não esperava de si) quando classifica como “conversa fiada” os atributos que considero identificarem o meu posicionamento face à sociedade. Concluindo, o Fernando aceita que existam opiniões diferentes, sendo todas legítimas, porém considera liminarmente que apenas as suas estão certas, desprezando as dos outros. Este desprezo sobranceiro aliado à chacota da “conversa fiada” levam-no para um território que já nada tem a ver com práticas democráticas e que torna descabido qualquer “debate” honesto.

  18. Fernando S

    Luis FA : ” o Fernando aceita que existam opiniões diferentes, sendo todas legítimas, porém considera liminarmente que apenas as suas estão certas, desprezando as dos outros. Este desprezo sobranceiro aliado à chacota da “conversa fiada””

    O Luis tem muita lata …
    Então o Luis é que utiliza argumentos “de autoridade” para tentar descredibilizar opiniões diferentes da sua, como as minhas, o Luis é que se auto-coloca na postura do humanista generoso e de vistas longas face a a quem como eu teria análises simplistas, insensibilidade social e opiniões de classe (de ricos enchovalhando pobres), etc, etc… e agora vem aqui que nem uma Madalena chorona queixar-se de que eu sou incorrecto, deselegante, desprezo e faço pouco das suas opiniões ao dizer que a sua conversa é “fiada” e se afasta do verdadeiro confronto entre as ideias e posições que o Luis, tal como as esquerdas em geral, defende e aquelas que eu, tal como os liberais e a direita “coelhista” (sic), defendo ?!!!….
    Tenha juizo, deixe-se desses ares de superioridade moral e analitica e desses considerandos subjectivos “ad hominem” relativamente ao seu contraditor do momento, e concentre-se antes em utilizar as suas capacidades, que as tem, nos argumentos que contam para o debate, e que existem.
    Para o caso de, entretido com a “conversa fiada”, se ter esquecido do assunto em debate, lembro-lhe que é sobre se o previsto aumento do salário minimo em Portugal é uma boa ou uma má medida para a economia e para os portugueses.

    .
    Luis FA : “em abono das pessoas sérias de qualquer quadrante dos citados [PSD e PS], a verdade é que também fizeram muitas coisas certas e é por isso que o Fernando pode dar-se ao luxo de viver num País moderno integrado na Europa.”

    Nunca disse ou sugeri o contrário.

    .
    Luis FA : “O nosso maior problema, detetado pela “troika” e muitas vezes citado no Memorando, é a extrema desigualdade entre ricos e pobres, entre quem tem e quem vive à míngua (com ou sem “crise”).”

    Aqui discordo.
    Temos certamente problemas de pobreza e marginalização de uma parte da população e as politicas publicas devem te-los directamente em conta.
    Mas, comparando com outros paises, não me parece que se possa falar de “extrema desigualdade”.
    O nosso maior problema, se queremos isolar e destacar um, é o da fraca produtividade e eficiencia global da nossa economia.
    Os progressos que pudermos conseguir nestes planos são o melhor meio para melhorar as condições materiais de vida dos mais desfavorecidos.

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