Continhas que não batem certo

Catarina Martins diz que Cavaco não pode ignorar cinco milhões de votos de esquerda

O MAI dá conta de 5.4 milhões de votantes nas últimas legislativas. Penso que, excluindo o PSD e CDS,  os restantes partidos  terão tido algo menos que 93% dos votos.

 

26 pensamentos sobre “Continhas que não batem certo

  1. Georgina Santos Monteiro

    Babylon, Rome, many others fell because they scoffed at the pathetic inferiority of their attackers. Likewise with atheistic Europe today.

    [Citação, encontrada na insondável profundidade do mar da Internet]

    Babilónia, Roma, e muitas outras, caíram, porque eles faziam troça da inferioridade patética dos seus atacantes. Tal e igual a esta Europa do ateísmo, de hoje.

  2. Joaquim Amado Lopes

    Miguel Noronha,
    Os 5 milhões de votos a que Catarina Martins se refere são BE+CDU+Abstenção+Brancos+Nulos.
    Catarina Martins já começou a excluir o PS da “maioria de esquerda”.

  3. José7

    O que é verdadeiramente grave é que é com este tipo de «matemática» que se propõem a resolver os problemas económicos e financeiros da República…

  4. jo

    Embora seja uma surpresa por estes lados, TODOS OS VOTOS contam nas eleições, não contam só os dos que votaram pelos partidos que apoiamos.

    Claro que se só contarmos os nossos votos podemos dizer que o nosso partido tem maioria quando nem sequer consegue fazer aprovar o programa do governo.

  5. rrocha

    Os dados devem de ter sido retirados dos mesmos documentos onde se encontrão o 6 milhões de benfiquistas 🙂

  6. Revoltado

    está visto que fazer contas nunca foi o forte desta gente. que alguém nos acuda rapidamente, estamos entregues aos ignorantes.

  7. Joao Bettencourt

    Caro Miguel Noronha,

    O seu espanto em relação aos números da Catarina Martins não tem razão de ser.
    Para a esquerda, a velha lógica aristotélica que nos deu a capacidade de contar e medir corretamente, foi suplantada pela dialética marxista, na qual 2+2=4 e 2+2=7 podem coexistir pacificamente no mundo real porque nada e absoluto e tudo e relativo. Dai que, se existe contradição entre os 5 milhões de votantes da esquerda e os 5,4 milhões de votos no total, segundo a dialética marxista o problema estará no conceito de totalidade, que só pode ser uma ferramenta ao serviço da opressão do trabalhador.

    Serão tempos interessantes os que se viverão no INE com estes loucos no governo…

  8. JP-A


    A malta que em 2014 passou o tempo a dizer [e a berrar loucamente] que tinha de haver eleições quando havia maioria absoluta, por causa da legitimidade que faltava [e das revoltas populares que aí vinham], agora quer é estabilidade, e eleições não. Na altura, um tal de doutor Costa, até dizia que o governo no último ano da legislatura também não tinha legitimidade. Mas um governo minoritário tem. Tudo gente séria.

  9. JP-A

    O Nóvoa é outro que teria demitido o governo em 2012 ou 2013, mas agora alega a estabilidade. Abram um circo porque não falta gente com jeito para o negócio.

  10. Baptista da Silva

    CsA, óbviamente são do centro e um pouco esquerda, você viu alguma reforma que o alivia-se dos impostos?

    O IRC quando baixa coleta mais dinheiro, porque será? Baixem isso para 12% e os PSI-20 voltam.

  11. tina

    Então porque é está com tanto medo de ir a eleições? Ela é a maior mentirosa de todos, ainda se pode confiar menos nela do que na bruxa má.

  12. Fernando S

    “O PSD e CDS são de direita querem ver?”

    Então são o que ??!!…
    “Direita”, como de resto “esquerda”, não é um conceito substantivo, com uma natureza propria e imutavel no tempo e com contornos ideologicos e programaticos perfeitamente definidos.
    É antes um conceito relativo. Isto é, a “direita” apenas adquire um sentido relativamente à “esquerda” e o simples facto de existir uma “esquerda” implica a existencia de uma “direita”.
    De resto, os termos “direita” e esquerda” nasceram originalmente, durante a Revolução Francesa, com um significado topografico : os deputados que se sentavam à direita do Parlamento eram a “direita” e os que se sentavam à esquerda eram a “esquerda”.
    Esta distribuição topografica tinha ou ganhou um significado politico ?
    Sim, os que estavam à “direira” eram menos revolucionarios, mais conservadores, do que os que estavam à “esquerda”.
    Esta terminologia e este significado generalizaram-se a outros paises e continuaram ao longo do tempo.
    Mas sempre de modo relativo e evolutivo.
    O conteudo foi mudando ao longo do tempo. Por exemplo, a certa altura os liberais eram a … “esquerda” !…
    No fim de contas, qualquer que seja o conteudo, num contexto democratico, parlamentar, existe sempre uma “direita” e uma “esquerda”, sejam qual forem .
    Em Portugal, o confronto politico principal faz-se entre dois campos principais, sendo que um é ideologicamente e tradicionalmente mais “conservador” e menos iliberal do que o outro, o primeiro é normalmente designado por “direita” e o outro por “esquerda”.
    Nada disto exclui a existencia de diferenças no seio do que chama “direita”, tal como na “esquerda”.
    De resto, existem até multiplos pontos de convergencia entre certas correntes de “direita” e outras de esquerda, tanto nos extremos como no largo e movediço centro politico.
    Quem achar que o PSD e o CDS não são suficientemente diferentes nos conteudos e praticas das politicas do que se designa por “esquerda” pode sempre argumentar sem precisar de negar a evidencia objectiva, reconhecida e aceite pela esmagadora maioria das pessoas : a de que o PSD e o CDS são os principais partidos do que se degina por “direita”.
    Pode até ser que um dia a “direita” seja composta por outros partidos, que hoje não existem, ou até pelos mesmos partidos mas com orientações politicas diferentes, hipotéticamente mais conservadoras e liberais.
    Mas por enquanto não é assim, se é que alguma vez será, e, portanto, a “direita” actual é aquela que é, quer se goste quer não !

  13. Fernando S

    “você viu alguma reforma que o alivia-se dos impostos? (…) O IRC …”

    Bom, o governo de Passos Coelho até tinha começado a baixar o IRC e anunciado a intenção de prosseguir nesta via …
    De qualquer modo, “direita” ou “esquerda”, teria sido um enorme erro e uma grande irresponsabilidade, suicidaria até, estando o pais com uma situação de séria emergencia nas contas publicas, estar a fazer uma baixa generalizada de impostos.
    A “direita” sempre se demarcou da “esquerda” por dar mais importancia ao rigor e ao equilibrio das contas publicas.
    Por esta razão, em situação de desequilibrio grave das contas publicas, foi quase sempre a “direita” que teve a corgem e a iniciativa de … aumentar impostos para aumentar a receita fiscal.
    Obviamente que este aumento é suposto ser temporario e acompanhado por outras medidas do lado da despesa publica e da eficiencia da economia no sentido de permitir a prazo uma descida de impostos.
    Durante a Revolução Francesa, um dos principais pontos de demarcação entre a “direita” e a “esquerda” da altura era precisamente a questão dos impostos : “esquerda” queria gastar mais a favor das massas populares, procurando assim conquistar a sua simpatia, financiando este despesismo com emissão monetaria e inflacção, enquanto que a “direita” considerava criticava esta via e defendia antes uma reforma fiscal que aumentasse a carga e a receita fiscais.
    Mesmo uma campeã do liberalismo, como Margaret Tatcher, quando chegou ao governo, e ainda antes de fazer a sua “Revolução Liberal”, uma das primeiras medidas que tomou foi … a subida do IVA.
    Uma baixa de impostos, estrutural e duradoura (e não para ser logo de seguida anulada por uma nova emergencia financeira), apenas pode ser obtida depois de se ter conseguido, por um lado, reduzir significativamente as necessidades financeiras do Estado, e, por outro lado, posto a economia a crescer mais e melhor.

  14. Georgina Santos Monteiro

    @ Caro Fernando S (às 22:34 e às 23:01),

    muito, muito bem.

    Um pormentor engraçado, em relação à Revolução Francesa, foi que os ditos burros da esquerda, quiseram introduzir a semana dos dez dias. Em nome não sei de quê. Talvez a ciência dos macacos? Igual. O resultado foi um fracasso total. E eles, a “esquerda maldita”, tiveram que engolir o sapo amargo e voltar para o status quo ante.

    A esquerda sempre só soube roubar. E escravizar o ser humano.

  15. maria

    São pessoas de bem, quando nas campanhas berram o contrário do que estava previsto há muito tempo.
    “Estimativa de devolução da sobretaxa de IRS cai de 35% para 9%.”

  16. Fernando S

    Cara Georgina,
    Efectivamente, com as devidas proporções, a “Revolução Francesa” também teve o seu “PREC” e os seus “25 de Novembro” !… 🙂
    E até desembocou numa “Restauração” monarquica (mas que não foi, nem podia ser, um regresso ao passado do “Antigo Regime”).

  17. Fernando S

    maria,
    Conhece certamente o significado de “estimativa” !…
    O governo de Passos Coelho não se comprometeu com nenhuma percentagem.
    Comprometeu-se apenas em devolver qualquer eventual excedente fiscal que resultasse da execução orçamental no final de 2015.
    Ao longo do ano, em função da evolução da execução orçamental, foram sendo feitas, mensalmente, previsões e estimativas.
    Estas estimativas, seguindo os dados da execução orçamental, foram variando.
    Como ainda não chegamos ao fim do ano ainda é cedo para se saber exactamente o que vai acontecer.
    De qualquer modo, o governo fez bem, foi realista e responsavel, em não se comprometer em dar o que não tinha a certeza de ter.
    Ao contrario do que se propõe agora fazer o tal governo de “maioria de esquerda”, que diz antecipadamente que vai dar tudo e mais alguma coisa … e depois logo se ve !!

  18. Pacheco

    Nunca se contraria uma burra.
    A senhora jumenta foi buscar os votos dos panaskas, fufas, vigaristas, aldrabões, xenófobos, e outros afins que ficaram no rol dos abstencionistas e até ultrapassa os 6 milhões. Todos sabemos que estes e os asnos bloquistas valem por 2 e alguns até por 3.
    Se aqui há algum erro é por defeito.
    Forca catarina

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