Steve Jobs, o filme: Aaron Sorkin rocks

steve jobs

O filme Steve Jobs não era, à primeira vista, um filme que me despertasse uma indomável vontade de o ver. O mundo das tecnologias não me fascina e vejo agora que devia ser a única pessoa residente a oeste do estreito de Istanbul que não sabia que Steve Jobs tinha sido, algures no tempo, despedido da Apple. A personagem (real) nunca me provocou nada que não indiferença (é apresentarem-me uma biopic sobre um pintor, ou um costureiro famoso, ou um escritor e eu vou a correr) e não estou entre os fanáticos dos produtos da Apple. Só acedi a ter um ipad (agora somos os melhores amigos, concedo) mini (que os normais são pouco femininos) quando descobri umas capas lindas de morrer para os ditos ipad mini. E só me rendi ao iphone há pouco tempo, depois de me fartar de estragar balckberries e perder contactos. Quanto aos portáteis, só depois de uma lobotomia gastaria tanto dinheiro num imac (para no momento a seguir uma das minhas crianças o pisar ou deixar cair ou outra calamidade semelhante).

Mas – e isto foi outra coisa que aprendi no filme – o Steve Jobs tem razão. Sempre devotei uma saudável hostilidade aos informáticos pela mania que têm de que eu devo perceber alguma coisa de um computador para mexer naquilo. Tenho coisas mais interessantes para fazer do que configurar tecnologias. A ideia do Steve Jobs de tratar os utilizadores como débeis mentais, a quem tudo deve ser apresentado de forma muito simples e já tudo completo, é aquela que mais se adequa ao meu perfil de utilizador informático.

Mas, chegando ao filme, não foi por me ter ensinado uma ou duas coisas que gostei. Gostei pelo retrato iconoclasta de um Steve Jobs carregado de genialidade e defeitos, com os cinzentos todos e as nuances necessárias a uma boa representação de qualquer personalidade. E gostei, sobretudo pelo diálogos, que são Aaron Sorkin (esse mago argumentista a quem até se desculpa ser tão à esquerda) de antologia. Quem ainda sofre de sintomas de privação pelos diálogos do West Wing, com a rapidez, o humor, a intensidade e o movimento que os tornam imperdíveis, deve ir a correr ver o filme.

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