Afinal…

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Repetiu-se até à exaustão que António Costa não percebia o que os portugueses lhe estariam a dizer e por isso é que teria perdido as eleições. Nada mais falso. Como se pôde ver mais uma vez na entrevista que deu ontem à RTP, António Costa percebeu perfeitamente o que os portugueses queriam:

Manter-se o clima de incerteza é que é preocupante. Seria um erro muito grande manter este clima de incerteza, um governo de gestão ou eleições de seis em seis meses. Seria penalizador para o investimento. O que é essencial é Portugal não desperdiçar o factor de estabilidade política. E não, em vez de se optar pelo certo, optar pela aventura do incerto criando aqui uma crise artificial sem razão de ser.

Só não esteve foi para se incomodar com esses pormenores.

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12 pensamentos sobre “Afinal…

  1. Inácio P.

    Já se referiu, à saciedade que Costa é um cínico sem vergonha, um manobrador relapso e, AFIRMEMO-LO COM A FORÇA DA VERDADE PRÁTICA, um real antidemocrata. Dito isto importa dizer que temos o direito de o não querer como primeiro-ministro, pois não seria ele apenas o factor de perturbação democrática, MAS OS MILITANTES PS QUE COM ELE ESTÃO TOTALMENTE. Na verdade, o tentame de Costa já lançou sementes de revanchismo: na terra que habito, costistas/primários já afirmam sem rebuço, sem temor uma vez que já se consideram no poder: “Vocês vão ver, vão pagá-las todas juntas!”. E não se trata de militantões, mas de gente vulgar, dessa boa gente parafraseando Eça que é capaz de arrancar os olhos a quem seja doutra postura. Ou seja, a infecção autoritária, oportunista e fascistóide que vivia em muitos, rebentou pois se sentem apoiados na figura do ex-autarca alfacinha. Sentem que a “herdade” lhes está perto das unhas…As elaborações mentais que os asseclas de Costa fazem são apenas algo de untuoso e de vil que temos o direito de desmascarar.

  2. jc

    se já todos percebemos ( até alguns socialistas de bom senso) que a coligação de esquerda vai rebentar com as contas publicas e colocar novamente Portugal de cócoras perante os credores, só há uma coisa a fazer : impedir Costa de ser primeiro- ministro até às próximas eleições daqui a 5 ou 6 meses. A esquerda ameaça com uma guerra civil ? …já estamos habituados aquela sua maneira de estar muito esganiçada. Deixem-nos gritar. Governo de gestão já. Aguenta Costa.

  3. JP-A

    Este fulano à volta do qual gira Portugal há mais de ano e meio, e por culpa do qual estamos neste impasse (tal é o tamanho do ego da criatura), é o tal que fez uma campanha inteira baseada numa coisa a que chamou “confiança”. É curioso, porque no fim da campanha eleitoral fez uma afirmação gravíssima, insinuando que Portugal estava muito mal e que se iriam saber de coisas muito graves. Agora, poucos dias depois, vem revelar publicamente as suas preocupações com a instabilidade e a incerteza induzidas pelo PM, num tom e numa postura postiços que só usa quando lhe cheira a dificuldades e que depressa sacode para substituir por outra coisa quando pressente que está na mó de cima.

    Talvez não fosse má ideia Portugal conceder a este senhor e aos seus muchachos cagantes um município para eles lá se entreterem com as suas experiências imbeciloido-socializantes.

    Já mete nojo esta figurinha!!!!!!

  4. JP-A

    É uma pena a criatura não ser confrontada pelos nossos jornalistas com coisas de verdadeiro interesse nacional. Por exemplo:

    SE O PS FORMASSE GOVERNO, IA APLICAR OU NÃO A MESMA VIOLAÇÃO DE PRINCÍPIOS QUE LEVOU FERRO RODRIGUES À PRESIDÊNCIA DA A.R E ALTERAR O MODO DE NOMEAÇÃO DO P.G.R, PASSANDO A SER NOMEADO PELO PARLAMENTO?

    EM 2010 QUERIA REVISÕES CONSTITUCIONAIS, NÃO ERA?:
    “PS admite incluir revisão dos poderes do PGR na revisão constitucional”

    É isso tudo. É dar palha à malta para eles comerem.

  5. Georgina Santos Monteiro

    @ Caro Inácio P.
    @ caro André Miguel
    @ caro jc
    @ caro JP-A

    Muito muito bem. Exacto. Exemplar.

  6. tina

    Alguém tem de lhe dizer que Cavaco nunca indigitará burros para governar o país, pois ele ainda não percebeu, é tão burro….

  7. Georgina Santos Monteiro

    @ Caríssima tina (às 21:25), se assim fosse, que bom seria, maravilhoso, se V. Exa ficasse a ter razão. Eu não quero crer outra coisa.

    Mas nós (e você também) todos somos prudentes.

    Eu não quero aceitar que um burro dessa qualidade possa levar o resto do povo, mais de nove milhões, para uma espécie de “escravidão” política e arruinar tudo outra vez.

  8. Baptista da Silva

    Cavaco deve indigitar Costa, dar uns avisos e acabou. Porquê?

    O PSD deverá ter maioria absoluta com ou sem CDS/PP, mas Cavaco odeia Passos, vai matar Passos em gestão, isso é o que acho.

    Agora, vamos ver o cenário politico, à direita nada existe, ao centro eslá o PSD e o CDS, o PS fugiu para o centro esquerda, esquerda radical.

    O que falta aqui? 2 coisas ou partidos, um Liberal e um de extrema direita, o PNR não colhe, não é activo.
    O que faria o Liberal? Transição para o cidadão das suas responsabilidades de , saude, etc. E reformando a carga fiscal e afins(TSU é carga fiscal).

    O que faria O estrema-direita?
    O mesmo que o BE e o PCP.

    Captar votos ao centro é fácil, bora lá?

  9. A. R

    As pressões da esquerda sobre o Presidente da Republica são inaceitáveis. A esganiçada do berloque parece que quer mandar em tudo e quanto mais o tempo passa mais desesperados ficam.

  10. ameliapoulain

    Ainda não percebi… talvez por não perceber muito de politica… mas houve um acordo à esquerda, certo? Então porque é que andam todos (comunicação social) a dizer que deve ser o PS a formar governo quando: 1º não ganharam as eleições e 2º se existe um acordo à esquerda porque é que é só o PS a formar governo? Então e os outros partidos?

  11. Dário

    Cara Amélie,
    1. Não houve acordo à esquerda. O PS celebrou 3 acordos – sim, 3 – com o BE, o PCP e o PEV, respetivamente. E não se chamaram acordos, mas “posições conjuntas”, que foram assinadas separadamente e quase em segredo, numa cave da Assembleia da República. Isto foi feito de propósito, porque o BE e o PCP-PEV não querem comprometer-se com o PS.
    2. Decorre de 1. que deverá ser o PS a formar um governo minoritário, cujas medidas contarão, pontualmente, com o acordo ou a aquiescência dos deputados do BE e do PCP.
    3. Por último, devido ao facto de a maioria dos deputados à Assembleia da República ser de esquerda, o EVENTUAL governo minoritário do PS deverá aguentar-se e sobreviver a quaisquer moções de censura oriundas do PSD-CDS.

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