Quem tem medo de Eleições? Quem tem medo da vontade dos Portugueses?

Na linha do que ontem defendi aqui, e mais exaustivamente, aquiPassos pede revisão constitucional imediata para antecipar eleições.

Só com eleições, e dando a voz aos Portugueses, podemos ter um governo, seja ele de que cor for, devidamente legitimado. A Constituição está ao serviço dos Portugueses, ou dos jogos partidários?

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49 pensamentos sobre “Quem tem medo de Eleições? Quem tem medo da vontade dos Portugueses?

  1. Gil

    Um disparate completo que alimenta a ideia de que a direita o que quer é “taxo” e manter o poder a todo o custo. Imaginemos que os resultados de um outro acto eleitoral dava os mesmo resultados. fazia-se outra eleição? Que fique claro que isto nada tem que ver com os valores da direita democrática. Isto é oportunismo puro!

  2. Georgina Santos Monteiro

    @ Gil!

    Mentiroso e hipócrita!
    Você mente sem descaramento.

    Após tudo o que aqui foi discutido, e bem, e transparente, as suas frases são uma ofensa. Uma calúnia. Um crime.

  3. ecozeus

    Já que alguém entendeu/pretende acabar com a tradição de ser o partido mais votado a governar, porque não deixar (acabando com a tradição) ser o presidente da republica a escolher quem bem entenda para formar governo, tudo isso de acordo com as competências que lhe estão cometidas!

  4. JP-A

    O problema é que toda a jogada do doutor Costa Concórdia assenta precisamente na impossibilidade de haver eleições. Mas é uma grande jogada, que o vai deixar entalado.

  5. tina

    Os porcos sociais-fascistas nunca quererão ter eleições claro, sabem que vão perder e querem tentar aceder ao poder à força. A diferença entre os fascistas de direita e os fascistas de esquerda é que estes ainda vêm a público tentar arranjar desculpas para o seu comportamento, tal como os comentadores do Insurgente Gil, Jo, mmrocha, etc.

  6. Gil

    Rodrigo Adão da Fonseca:
    Gostemos ou não, a vontade dos portugueses deu a maioria a um conjunto de organizações que tinham um ponto em comum: combater a política do governo PSD/CDS. Isso nada teria de transcendente não fosse, pela primeira vez em Portugal, terem conseguido por-se de acordo quanto a um futuro governo. Por acaso anunciaram à partida um acordo de ação comum, mas até podiam não o ter feito: bastava que o governo fosse chumbado na Assembleia da República e, quando o Presidente ouvisse os partidos para encontrar uma alternativa (exigência constitucional), aparecer, então, essa solução.

    Aquilo que se tem por aqui defendido, denegrindo tudo quanto é valor da direita democrática, é que tudo estaria bem se o PS, o PC, ou o BE fizessem o favorzinho de deixar a coligação continuar no governo (esquecem que, mesmo assim, podiam não conseguir aprovar um único orçamento). Acontece que esses “favorzinhos” a que pomposamente chamam “tradição” (sem qualquer suporte legal), foi o que transmitiu a ideia do “eles são todos iguais”, do “pouco interessa quem para lá vá, porque mamam todos” e outras imagens que têm denegrido o regime democrático.

    Com esta atitude impensada e impensável do Passos Coelho, a imagem de oportunismo é inevitável.

  7. Georgina Santos Monteiro

    @ Mentiroso. Gil (às 21:27). Mentiroso. Hipócrita.

    Eu sei muito bem, o jogo sujo, que aqui anda a praticar. Um crime. Você mente e desvirtiua, mas aqui não vai ganhar.

    Nenhum (!!) dos seus argumentos pode convencer. Tudo falso.

  8. Georgina Santos Monteiro

    @ Mais um grande burro: jo (às 21:30)!!

    Isso é que vós estais aflitos. Mas muito. A batalha já está perdida, querido. Tu não mandas no meu Cavaco. Cavaco defende o interesse do país, e não a vossa porcaria.

  9. Gil não seja idiota. Nós votamos em partidos ou em coligações, não em blocos pós-eleições! Ok? Portanto, vamos a eleições com duas coligações, a Paf e a frente de esquerda, e assim tiramos as teimas. Quem ganhar assuma as suas responsabilidades governando e não sentando o cu na AR a mandar bitaites sob a cobertura de um suposto acordo. Julgo que não é preciso um desenho…

  10. Gil

    André Miguel:
    Você vota em partidos que, depois de eleitos, fazem o que querem, até ignorar o que prometeram durante as eleições. Também vota em partidos que, depois de eleitos, formam blocos para garantir a aprovação deste ou daquele diploma. O que não pode fazer, é repetir sucessivamente actos eleitorais, até “sair” o número que quer. Idiota é você.

  11. jose

    1- Já agora, e que tal, uma Revisão Constitucional para perpetuar a direita no poder, assim à moda do modelo eleitoral da saudosa Assembleia Nacional.
    2- Quem acha que as eleições são para primeiro ministro, é ignorante. Informe-se, leia a Constituição para não votar sem saber para quê
    3- Se os acordos pós eleitorais para formar uma maioria absoluta que permita governar são um assalto ao poder, então as democracias da Europa desenvolvida, foram tomadas de assalto, porque lá essa prática é normal há muitos anos.

    E já agora quem disse “Estou-me a lixar para as eleições” ?

  12. Georgina Santos Monteiro

    @ Mais um contributo, inválido, para esquecer, para queimar, rasgar: jose (às 21:48).

    Ó ateu, você continua a ser um não iluminado mortal. Você não é um deus. Mas um (simples) sujeito, que erra e sem orientação. Reprovado.

    As suas regrazinhas valem só no seu vestíbulo, do seu armário. Boa noite.

  13. tina

    Sociais-fascistas = Não às eleições! = Que se lixe a vontade do povo, apesar já ter dito que se sentiu enganado! = Poder à força! = Um governo eleito pela vontade expressa do povo, nunca!

  14. Nuno

    Se o resultado for igual, governa o PS, coligado com a esquerda, obviamente.

    E para a próxima, seja daqui a 2, 6 meses, 1 ou 4 anos, é bom que se discutam de facto os cenários pós-eleitorais na campanha.

    Sobretudo o PS, cuja estratégia é “governar, seja com a direita, seja com a esquerda desde que ninguém tenha maioria absoluta para o impedir”. Mas o PSD também, se se apresentar sem o CDS, deve explicar quem prefere como parceiro (PS ou CDS).

  15. O grave problema é que as eleições não foram clarificadoras, nem as alianças à esquerda têm a mínima consistência: nem para aprovar um Orçamento as esquerdas se entenderam. Cabe aos portugueses, agora conscientes dos cenários que se podem colocar, decidir por onde ir, e exigir dos políticos a adequada explicação daquilo que pretendem fazer. Não se “derrubam muros” nem se “fazem pontes” sem que os cidadãos, antes, tenham percebido que era isso que se pretendia fazer. O que temos é um pântano, que urge resolver.

  16. Gil

    “Cabe aos portugueses, agora conscientes dos cenários que se podem colocar, decidir por onde ir”.

    Muito bem, Rodrigo Adão da Fonseca. Então, que tal um referendo para sabermos se os portugueses querem ou não novas eleições?

  17. Já sei! O Cavaco vai convidar o
    António José Seguro
    para PM.

    A direita apoia. E vai haver gente suficiente no PS para apoiar.

    PS: o Mourinho e o Malato não estão disponíveis

  18. Baptista da Silva

    O Blog levou com uma limpeza de esquerda, eles multiplicaram-se e vieram dar notas do face, ao contrário, not like.

    Pobres coitados, nada para fazer na vida dá nisto.

  19. Pedro Oliveira

    Um eventual governo do PS nem o orçamento para 2016 vai conseguir aprovar sem os votos ou pelo menos a abstenção do PSD. E o que é que o Costa faz nesse caso? Fica em gestão? Para isso mais vale o Cavaco nomear já um governo de gestão que não faça tantos estragos como um governo do PS.

  20. Algarvio

    Esta malta tem medo de ir a votos defender aquilo que diz ser a escolha inequívoca dos Portugueses?
    Ou essa escolha só pode ser conhecida depois das eleições?

  21. Fernando S

    Gil : “a vontade dos portugueses deu a maioria a um conjunto de organizações que tinham um ponto em comum: combater a política do governo PSD/CDS.”

    Não é verdade.
    Cada uma destas organizações opunha-se de modo diferente à politica do governo PSD/CDS.
    O PCP e o BE sempre disseram que o PS fez uma politica de direita quando esteve no governo, que chamou a Troika, que embora criticasse alguns aspectos concordava com a austeridade, e que se voltasse ao governo faria o mesmo que os partidos da direita.
    O PS sempre se demarcou dos comunistas e da extrema esquerda (embora nem sempre bem e suficientemente), pondo em primeiro plano a sua opção pela UE, pelo Euro, e pela aliança militar das democracias ocidentais.
    Nada disto faz uma “maioria” pela “vontade dos portugueses”.

    No entanto, é verdade que apos as eleições estas organizações se entenderam para formar no Parlamento uma maioria contra um governo minoritario do PSD/CDS.
    Trata-se de uma maioria “negativa”, que permite impedir que a coligação largamente mais votada possa aprovar no Parlamento o seu programa de governo e as medidas que dele decorrem.
    Mas nada disto é suficiente para que se esteja perante uma maioria “positiva”, uma “maioria” suficientemente homogénea e compacta, que permita a existencia de um governo com um programa global e consistente e que de garantias suficientes de estabilidade e de que as medidas que dele decorrem serão aprovadas no Parlamento.

    Mesmo assim, se estivéssemos num regime parlamentar puro, o simples facto destas organizações se concertarem no Parlamento para a viabilização de um governo que delas saisse e para a aprovação de um programa e das medidas que dele decorresse, seria suficiente.
    Neste caso, o Chefe do Estado, que não é directamente eleito pelo povo mas sim escolhido pelo Parlamento, teria obrigatoriamente de aceitar e confirmar a escolha do Parlamento.

    Mas não estamos neste tipo de regime (o qual, na sua forma pura, praticamente não existe em lado nenhum ; o Reino Unido é talvez o caso importante que mais se aproxima).
    Estamos num sistema semi parlamentar e presidencial.
    Isto é, a vontade e a soberania populares expressam-se em dois orgãos eleitos pelo sufragio universal, o Parlamento e o Presidente. O legislador constitucional preferiru uma repartição e um equilibrio de poderes entre estes dois orgãos.
    Assim, a Constituição atribui ao Presidente poderes importantes relativamente à duração da legislatura parlamentar e à formação do governo.
    Estes poderes são ainda mais reconhecidos quando os resultados eleitorais ou a evolução da situação não determinam maiorias “positivas” suficientemente claras e solidas.
    No entanto, tendo em conta que a Constituição não permite que um Parlamento recém eleito seja dissolvido e novas eleições convocadas nos primeiros 6 meses, e estando o Presidente actual a menos de 6 meses do final do seu mandato, este é um poder que ele não pode utilizar.
    Esta é precisamente a situação que se vive actualmente em Portugal.

    O actual Presidente considerou à partida que os resultados eleitorais, embora não dessem uma maioria absoluta a nenhuma das forças politicas, apontavam para uma maioria das forças politicas favoraveis ao respeito pelos compromissos europeus e internacionais do pais, e, em coerencia, indigitou o lider da força politica mais votada para tentar formar um governo com o apoio maioritarios daquelas forças politicas.
    Não existindo acordo entre estas forças politicas e tendo-se formado uma maioria “negativa” para chumbar o programa do governo minoritario, o Presidente tem agora um leque de diferentes opções (excluindo naturalmente a dissolução do Parlamente e a convocação de novas eleições, pelas razões que referi acima).
    Uma destas opções consiste em aceitar nomear como Primeiro Ministro o lider do 2° partido mais votado que, embora minoritario, se apresenta como estando apoiado pela maioria parlamentar atipica que chumbou a primeira hipotese de governo.
    Mas, se assim acontecesse, o Presidente estaria a afastar-se dos principios e das condições que definiu no inicio do processo.
    Por isso, o mais logico e natural seria o Presidente decidir seguir uma das outras duas opções disponiveis : um governo em gestão até que seja possivel encontrar outra solução ; um governo de iniciativa presidencial nas mesmas condições.

  22. tina

    “Muito bem, Rodrigo Adão da Fonseca. Então, que tal um referendo para sabermos se os portugueses querem ou não novas eleições?”

    Prova de que o Gil quer ir para o governo à força, pois não se importa com o referendum, mas já se importa de ir a votos. Porquê? Porque sabe muito bem que NUNCA CONSEGUIRÃO FORMAR uma coligação de esquerda! A única maneira de a esquerda conseguir chegar ao poder é COM ESTA GERINGONÇA DE ESQUERDA, em que só se entendem em alguns pontos entre eles e têm de contar com os votos do PSD para governar!

    Por isso mesmo também era preciso o PR estar maluco para empossar esta gerigonça. Todos sabemos isso muito bem, incluindo a esquerda. Mas depois vão ficar todos histéricos quando isso acontecer. Se porventura acontecesse, a obrigação do PSD era boicotar o governo pois tem de mostrar, de uma vez por todas, que os governos formam-se pela vontade expressa do povo e por coligações construtivas e não por truques manhosos e coligações negativas.

    COSTA PARA A RUA, A CASA NÃO É TUA!

  23. tina

    Diga lá Gil, a quanto mais estava disposto para poder impor um governo nas pessoas? Persegui-las e prendê-las? Uma torturazinha aqui e ali para elas apanharem um valente susto?

  24. antónio

    Os esquerdalhos vieram para este blogue tentar uma revolução bolchevique !! O povo certamente não o permitirá !!

  25. tina

    Georgina, é mesmo não é, o Gil sabe que num referendo provavelmente até 51% dos portugueses não querem eleições, pois são os fanáticos de esquerda que sabem que a única maneira de governar é através de uma falsa coligação feita pós-eleições, já que pré-eleições nunca seria possível um entendimento. É a admissão de que haver uma maioria de deputados de esquerda não quer dizer nada, são tão díspares. Sem querer, a boca fugiu-lhe para a verdade. Referendo sim, eleições nunca! ahahahaha

  26. queima beatas

    O rato de esgoto não se dá bem com a luz do dia e com a cara lavada. Aprende-se na guerra de guerrilha. Numa emboscada envolve-se o atacante, um golpe requer um contra golpe e a uma cobardia responde-se com retaliação. Partindo de traidores á Pátria é também preciso que sejam humilhados na praça pública até ao vómito letal. Passos fez muito bem ao confrontar e desmascarar o cobardolas.

  27. rrocha

    Já que e para a maluqueira a minha sujestao para o novo artigo da Constituição

    Um grupo de pelo menos 20 deputados pode pedir a dissolução da assembleia da republica sendo as novas eleições realizadas num período máximo de 10 dias.

    ou

    A realização das eleições para assembleia da republica são efectuadas todos os meses no 1 dia
    de cada mês.

    ou

    A realização das eleições para assembleia da republica são efectuadas sempre que um partido nao esteja satisfeito com o resultado das mesmas

    neurónios gente neurónios

  28. Joaquim Amado Lopes

    jose,
    “Quem acha que as eleições são para primeiro ministro, é ignorante.”
    Está-se a referir ao PS que fez eleições internas para eleger o candidato a Primeiro-Ministro?

  29. Joaquim Amado Lopes

    Gil,
    “a vontade dos portugueses deu a maioria a um conjunto de organizações que tinham um ponto em comum: combater a política do governo PSD/CDS.”
    A vontade dos portugueses deu várias maiorias:
    1. a um conjunto de organizações que tinham um ponto em comum: combater a política do governo PSD/CDS
    2. a um conjunto de organizações que tinham um ponto em comum: combater a política do PS
    3. a um conjunto de organizações que tinham um ponto em comum: combater a política do BE
    4. a um conjunto de organizações que tinham um ponto em comum: combater a política da CDU
    5. a um conjunto de organizações que tinham um ponto em comum: combater a política do PAN

    Qual dessas maiorias é a menor?

  30. Georgina Santos Monteiro

    @ Caríssima tina (às 09:35), correcto. Assim é!

    Eles sempre usaram a violência. E assim querem continuar. Eu lembro, o que V. Exa muito bem sabe, o facto, de eles gostarem de interromper os outros, quando esses se defendem ou respondem, mas não permitem que se pratique o mesmo a eles. Hipocrisia. Gatunos. Isto é uma forma de agressão.

    E nós sabemos, existem muitas formas de violência.

    Mas a nós não enganam.

    Eles nada (de importante) sabem, mas querem mandar naqueles que o muito bem sabem, e sabem comprovar. O que o mais tardar, a partir de 1974, para não ser agora muito exacta, aqui se instalou, foram ladrões a roubar a quem trabalha e bem. V. Exa sabe isto tudo muito bem. Perdoe-me, por favor. É triste. A maldade que eles fizeram a tantas pessoas, as vidas que eles ajudaram a destruir. A infelicidade que eles causaram. Culpados por toda a emigração. TODA!!

    E agora arrogam-se de saber construir empregos, lugares de emprego. Mentirosos. Para a canalha deles, com o nosso dinheiro. Talvez. Mas só assim. Isto tem que acabar.

  31. Joaquim Amado Lopes

    Gil,
    Só mais uma questão.

    Antes das eleições, o PS (pela voz da Isabel Moreira) dizia que os votos na CDU ou no BE eram “votos na direita”. Como é que os “votos na direita” passaram a ser contra as políticas do Governo PSD+CDS?

  32. Georgina Santos Monteiro

    @ Ao gatuno rrocha (às 09:58)!

    Será que você é ainda mais burro, do que o esperado?

    Todos sabem, que você nem sequer cabeça pode ter. Não tem pensamento? Se você tivesse escrito neste blogue, só desde ontem, ainda podia haver salvação, alguma compreensão, para si. Mas, você é tão burro e tão mentiroso, que nega, que a lua é redonda, BURRO!!

    Não existe argumento, que convença, que uma pessoa da sua vigarice, possa puxar. Pessoas pobres e honestas sabem-o.

    Ladrões de caviar, como V. Exa, continuam a roubar e a enganar. Este país pertence a TODOS, e não à esquerda fascista e PUTANA!!

    Estudo primeiro direito constitucional. E de aqui uns anos, depois veremos.

  33. Gil

    Joaquim Amado Lopes:
    Não me recordo de ouvir/ver/ler o Costa ou o Passos definirem como prioridade das suas campanhas algo do tipo “votem em nós e o PC ou o BE não serão governo”. Mas lembro-me de ver/ouvir/ler o Costa, a Catarina e o Jerónimo dizerem que as respectivas prioridades eram retirar o que chamavam de “direita” do governo. Portanto, essa conversa das “diferentes maiorias” inventada a seguir às eleições, é treta.

    Sobre as declarações de Isabel Moreira (PS), estão na linha de muitas outras ditas em campanhas eleitorais (nomeadamente do PSD contra o CDS e vice-versa) e que resultam da necessidade de desvalorizar o adversário que mais pode afectar o resultado pretendido. Se, neste momento, o debate (?) não estivesse dominado pela agir-prop, quando não mesmo pela histeria, a direita (refiro-me à de princípios e valores) devia estar a tentar perceber o que lhe aconteceu (com uma perda significativa de votos nas organizações identificadas com a sua área política) e porquê. Se assim fosse, essas declarações da deputada socialista, podiam servir de exemplo para se perceber por que motivo a direção do PS procurou uma aproximação à sua esquerda, em vez de estarem a ser desperdiçadas sem qualquer consequência. Mas os tempos são de simplismo e desorientação o que, receio, venha a resultar num preço bem alto para a direita que não se confunde com negociatas e tácticas manhosas, mas antes pretende afirmar princípios e valores.

  34. rrocha

    dos cinco estagios da dor 2 ja foram
    Negação –
    Raiva –
    Negociação – perante a evidência de que a raiva não é solução, o instinto de sobrevivência orienta-nos para uma estratégia em que oferecemos (tudo) o que estiver ao nosso alcance para obter mais algum tempo ou condescendência de quem supostamente tem o poder (o agressor, Deus, ou o destino, para quem acreditar nestes últimos);

  35. Fernando S

    Gil : “lembro-me de ver/ouvir/ler o Costa, a Catarina e o Jerónimo dizerem que as respectivas prioridades eram retirar o que chamavam de “direita” do governo.”

    Então a prioridade de cada um destes partidos da oposição devia ser qual ?… Manter a “direita” no governo ??!…
    Obviamente que qualquer partido da oposição se apresenta com o objectivo de mudar o governo.
    Mas se isto faz uma “maioria” é apenas uma maioria negativa.
    Não faz uma maioria construtiva de governo alternativo com um programa unico global, homogéneo, consistente e com condições de estabilidade.
    Todos sabemos, incluindo o Gil, que o PS, por um lado, e o BE e o PCP, pelo outro, tinham uma ideia muito diferente do que seria o programa de um governo alternativo ao da “direita”. Tinham antes das eleições e ainda teem hoje, como se tem visto pela natureza e pelo conteudo dos diversos “acordos” do PS com estes partidos.

  36. Fernando S

    Gil : “Sobre as declarações de Isabel Moreira (PS), estão na linha de muitas outras ditas em campanhas eleitorais (nomeadamente do PSD contra o CDS e vice-versa) e que resultam da necessidade de desvalorizar o adversário que mais pode afectar o resultado pretendido.”

    Não há comparação possivel !!
    Nunca o confronto politico entre o PSD e o CDS, mesmo na fase mais demarcada do eurocepticismo do CDS, assumiu o nivel e a profundidade que sempre (4 décadas de democracia) existiu entre o PS de um lado e o PCP e a extrema esquerda do outro.
    De qualquer modo, desde já há muitos anos, com várias legislaturas e uma longa e bem sucedida experiencia de governo de coligação de permeio, que o PSD e o CDS veem afirmando uma grande convergencia de principios e programas politicos, confirmada pelas declarações publicas dos seus représentantes, antes, durante e depois das campanhas eleitorais.

  37. Georgina Santos Monteiro

    @ Caro Fernando S (às 12:50),

    muito boas notícias, muito, muito bom. 😉

    .

    Uma regra universal e espiritual (pós-materialista) postula, diz saber e sabe-o:

    os filhos do diabo nunca se dão bem para muito tempo. Impossível.

    .

    Nós teríamos muito para rir, se não fosse tão triste e nós (os primeiros) a pagar (est)a (maldita) factura.

  38. Gil

    “Nunca o confronto politico entre o PSD e o CDS (…), assumiu o nivel e a profundidade que sempre (4 décadas de democracia) existiu entre o PS de um lado e o PCP e a extrema esquerda do outro”.
    Ora aí está. Isso até era objecto de ironia que os desafiava a entenderem-se- lembra-se? Só que o mundo mudou. A própria “extrema-esquerda”, como lhe chama, não é hoje mais do que uma ampla área social-democrata (aquela que defendia o PS em 1974) e o que é grave é que a única área política que parece não o ter percebido, é a direita (portuguesa, entenda-se).

    Quanto à “longa e bem sucedida experiencia de governo” que encontra no PSD e no CDS, é a sua opinião (sem dúvida respeitável). Pela parte que me toca e excluindo desta apreciação o período Aliança Democrática, foi um péssimo serviço prestado à afrimação dos valores da direita, como o futuro próximo irá demonstrar.

  39. Fernando S

    Gil : “a direita (refiro-me à de princípios e valores) devia estar a tentar perceber o que lhe aconteceu (com uma perda significativa de votos nas organizações identificadas com a sua área política) e porquê.”

    A “direita … de principios e valores” em que certamente o Gil pensa é aquele sector, minoritario, que se precisamente se opos à politica de austeridade e ajustamento do governo PSD/CDS, com argumentos e motivações muito proximas das esquerdas. Creio até que, relativamente a este sector, talvez faça hoje mais sentido falar da “direita da esquerda” do que da “esquerda da direita”. De resto, o posicionamento e o discurso deste sector contribuiu certamente para pelo menos uma parte dos tais votos perdidos pela coligação PSD/CDS. Mas penso também que, neste momento, uma parte importante destes eleitores sente uma enorme preplexidade e preocupação pelo que tem vindo a acontecer pelo facto do PàF não ter conseguido chegar à maioria absoluta e de haver agora um risco real de instabilidade ou, pior ainda, de um governo de “maioria de esquerda”. As declarações mais recentes de Manuela Ferreira Leite são um bom exemplo desta perplexidade. Se porventura o PS continuar com a sua viragem à esquerda, aliando-se com comunistas soviéticos e trotskistas, o mais provavel é a maior parte destas pessoas voltarem a votar nos partidos da direita.
    De qualquer modo, toda a gente, não apenas a “direita”, mesmo a esquerda, percebe bem que a coligação perdeu votos e a maioria absoluta porque o seu governo levou a cabo nos ultimos anos uma politica de austeridade, que forçosamente afectou a vida de muita gente, e cuja necessidade e inevitabilidade não foi por muitos compreendida.
    Mas, o que é surpreendente, é que, mesmo assim, a coligação ganhou as eleições com uma larga margem e não esteve longe de chegar à maioria absoluta.
    De resto, as sondagens mais recentes mostram que a coligação continua a crescer e que, se as eleições fossem hoje, a maioria absoluta estaria ao seu alcance.
    Tudo isto mostra que a estratégia da coligação PSD/CDS foi acertada e que um numero cada vez maior de portugueses vai percebendo que a politica de austeridade e ajustamento foi um mal menor que evitou a bancarrota ao pais e que criou as condições para que esteja agora a recuperar e a crescer.

  40. Alberto Silva

    O Rodrigo Adão da Fonseca não deve saber o que são regras. As regras são para se cumprir, e todos tem de as cumprir inclusivamente o Presidente da República que não pode estar acima da lei. As revisões constitucionais não se fazem à pressa, mas concordo que algumas alterações na próxima revisão ordinária devem ser feitas. Entre elas sugiro a possibilidade de destituição do Presidente da República pelo Tribunal Constitucional caso ele não faça cumprir a Constituição. O Presidente da República deve dar o exemplo e não estar acima da lei. Não existindo possibilidade formal de destituição simplesmente em termos civis ele pode praticar os atos que entender que nunca será penalizado por isso. A não ser que as Forças Armadas intervenham e acabem com a brincadeira.

  41. Fernando S

    Claramente, o Alberto Silva não conhece as regras da actual Constituição.

    Ao contrario do que o Alberto Silva parece supor, a Constituição preve, para além das revisões ordinarias, a possibilidade de se realizarem revisões constitucionais extraordinarias para a alteração de um ou mais pontos, desde que, naturalmente, exista uma maioria qualificada para o efeito.
    Mas é evidente, e o Rodrigo Adão da Fonseca não o ignora, que, neste momento, para tal é necessaria a concordancia do PS com o PSD e o CDS, o que, ja se percebeu, não existe.
    Portanto, como as regras são para se cumprir e como o PS não quer agora novas eleições, não vai ser feita nenhuma revisão da Constituição.

    Ao contrario do que o Alberto Silva parece supor, a Constituição dá ao Presidente da Républica poderes alargados, embora sempre circunscritos, em matéria de formação de governo e dissolução do Parlamento.
    Para o melhor e para o pior, a nossa democracia não é um parlamentarismo puro mas antes um regime semi-presidencialista.
    Por isso, o Presidente da Républica é considerado um orgão de soberania plena, eleito pelo povo por sufragio directo e universal e sempre com uma maioria absoluta dos votantes.
    Portanto, o actual Presidente da Républica, qualquer que seja a decisão que venha a tomar, dentro daquelas que estão publicamente em cima da mesa, estará a cumprir e fazer cumprir a Constituição, não estará a agir “acima da lei” ou a “praticar actos [ilegitimos] que entender”.

    Pode até ser uma K7 mas, pelos vistos, ainda há quem não percebeu !

    Já agora, as Forças Armadas podem “intervir” (?!), não “cumprir as regras e “estar acima da lei” ??!…

  42. Joaquim Amado Lopes

    Alberto Silva,
    “Entre elas sugiro a possibilidade de destituição do Presidente da República pelo Tribunal Constitucional caso ele não faça cumprir a Constituição.”
    Pode concretizar com exemplos de situações possíveis em que o Presidente da República n~~ao faça cumprir a Constituição?

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