Eleições, já! É o que se espera da decisão do árbitro

Assistimos no último mês a uma inédita rejeição parlamentar do partido que venceu as eleições. Primeiro, foi Sócrates quem faliu financeiramente Portugal; agora Costa, recusado nas urnas, ultrapassando limites que nunca ninguém havia ousado (desuniu o Parlamento contra a Presidência, mendigou apoio junto da esquerda totalitária), está disposto a falir politicamente o Regime.

Costa tem uma visão maniqueísta das regras democráticas, torcendo-as até que encaixem nos limites da sua ambição, desbaratando se necessário o património político do PS e o seu papel moderador: foi assim com Seguro, que desalojou desrespeitando a tradição existente no PS; e ontem com o Parlamento.

Segue-se agora a Presidência, a quem cabe assegurar o equilíbrio constitucional construído a pulso desde a fundação do Regime. O PS bem que pode preferir o pântano à governação, sacrificando-se à cegueira de um homem.

Agora, Portugal merece mais. É, pois, chegada a hora de dizer, “basta”! Eleições, já! Mude-se se necessário a Constituição. Deve se for o caso o Presidente a isso convidar os partidos, a que mudem a Constituição para dar a voz aos Portugueses. Dado o impasse, os cidadãos merecem ser ouvidos na clarificação. Costa pode implodir todas as instituições democráticas, mas para governar, tem de conquistar o mandato claro dos portugueses.

[publicado hoje no Económico, na sua versão mais curta, dado o limite de caracteres]

35 pensamentos sobre “Eleições, já! É o que se espera da decisão do árbitro

  1. Georgina Santos Monteiro

    Eleições, já!

    Portugal merece muito mais. E com putas (BE, PCP, Verdes, PAN) não é possível governar, nem viver em conjunto. Por isso, expulsar os mesmos do poder. Proibição!!

    A liberdade é só possível com pessoas educadas, que respeitam o próximo.

  2. Fernando S

    RAF : “Mude-se se necessário a Constituição. Deve se for o caso o Presidente a isso convidar os partidos.”

    Mas para mudar a Constituição não é necessaria uma maioria de 2/3 do Parlamento ?!…

  3. jo

    Isto de eleições é lixado. Se os resultados se repetirem o que fazia? Repetia as eleições?

    Ou é adepto de ilegalizar todos os partidos à exceção da PàF?

    Afinal de contas Kim Il Sung também faz eleições. E ganha sempre com 99,99%.

    Vejo que é defensor de que se devem mudar as regras sempre que não se concorda com os resultados das eleições. E repetir as eleições até atingir o resultado pretendido.

  4. Georgina Santos Monteiro

    @ Caro Fernando S

    A raiz do mal advém de 1974. Eles enganaram-nos.

    Nós podiamos retorquir ao juiz: eles recorreram à força, à violência. Existem muitas formas de violência, muitas. As coisas a correr assim, eles nunca mais de lá saem.

  5. Georgina Santos Monteiro

    @ A um desorientado e malvado, jo (às 12:57).

    Um facto indiscutível:
    Este não líder Costa enganou O POVO.

    Outro facto indiscutível:
    Ele faz o que lhe apetece, e não respeita os compromissos. Ela engana e pensa que passa com essa vigarice.

    Outro facto indiscutível:
    BE, PCP, a verde tonta, PAN, não respeitam os valores dos outros. Especialmento o PCP, que se aproveita da democracia, para destruir a mesma, seu malvado ou ignorante. Isto tudo é sabido e ressabido, provado. Porque é que não respeita a ciência, seu ateu?

    Quem guerra quer fazer, guerra terá! EU NÃO QUERO VIVER num país governado por esses criminosos. Eles nunca são democratas.

    Vá lá para a Coreia do Norte, onde um ateu se deixa adorar como um deus.

  6. rrocha

    Uma sugestão
    O governo não passou no parlamento e pronto acabou e altura de seguir em frente “move on” tratem das feridas da azia mas façam um favor ao Vosso intelecto discutam os possibeis ministros, as propostas , o orçamento , não ideias malucas do género “eleições já” “governo de gestão” ou “vamos pedir aos deputados do PS para votar contra a moção de rejeição”
    Acordem nem um deputado nem uma declaração de voto 123 vs 107 mais claro e difícil.

  7. Fernando S

    jo,

    O nosso regime não é parlamentarista puro mas sim semi-presidencialista : o PR também é um orgão de soberania, eleito pelo sufragio universal, por sinal sempre com uma maioria absoluta, e com base num programa politico.
    De acordo com a Constituição (actual), compete-lhe interpertar os resultados eleitorais (que, o minimo que se pode dizer, é que não são lineares), avaliar a situação, e decidir o que deve ser feito em termos de governo.
    Recordo apenas que em 2004 o PR da altura demitiu um governo com uma clara e solida maioria no Parlamento e convocou eleições antecipadas.

    A comparação com Kim il Sung é completamente disparatada !
    Já agora, a sua deixa dá-me a oportunidade de lembrar que a dita “maioria de esquerda” é feita com gente que fez a apologia da Coreia do Norte e de outros regimes e movimentos totalitários (os tais que “ganham sempre com 99,99%) !!

  8. tina

    Jo = mmrocha = social-fascistas que querem impor a vontade no povo. O povo vai-vos mostrar um manguito não tarda nada.

  9. ecozeus

    Salvar o tacho de deputado por um lado e respeitar a disciplina do partido por outro é fundamental. É o centralismo democrático a funcionar na maioria da “esquerda”.

  10. Fernando S

    Cara Georgina,

    Eu até posso concordar consigo em muito sobre “1974” e sobre os defeitos da actual Constituição.
    Mas, se porventura (não sei se percebi bem …) está a sugerir que se considere alterar a Constituição actual pela “força” (admitindo, o que não é liquido, que exista “força” para tal) … eu sou frontalmente contra ! 🙂
    (penso que a esmagadora maioria dos portugueses também)
    Por principio, no contexto actual.
    E porque me parece que, pelos riscos e provaveis consequencias, seria “pior a emenda do que o soneto” !

  11. Fernando S

    rrocha : “O governo não passou no parlamento e pronto acabou e altura de seguir em frente “move on”…”

    Certo. Agora, o PR é a pessoa com a competencia e a legitimidade para tomar uma decisão.
    O resto são opiniões.
    O rrocha tem a sua, que é a favor de um governo socialo-comunista.
    Eu tenho a minha, que é a favor da manutenção do governo Passos Coelho em funções e da rapida convocação de novas eleições pelo PR a eleger.

  12. Não há sistemas políticos perfeitos, sobretudo se alguns partidos decidirem explorar as suas fragilidades. Foi o caso de Costa, que não respeitou aquilo que sempre se convencionou, aproveitando a circunstância do Presidente estar limitado na convocação de eleições, por estar em fim de mandato. Em vez de usar da prudência e do bom-senso, preferiu cavalgar nesta limitação excepcional, com isso desvirtuando o equilíbrio que deve existir entre Parlamento e Presidência da República. Havendo um impasse, como há, não se pode avançar com uma governação tão frágil. Costa e a esquerda devem poder governar, mas se isso for o mandato claro dos portugueses, não desta forma obtusa que a maioria dos cidadãos não compreende.

  13. Georgina Santos Monteiro

    @ Não caro, Fernando S (Novembro 11, 2015 às 13:56),

    fique, esteja perfeitamente à vontade, não, não sugiro o uso da força. De modo nenhum. Eu tenho o maior respeito pelo (meu) próximo. E o recurso à força é me alheio.

    Mas é bom lembrar, que eles a usaram, e continuam a usar. E este país tem um problema.

    O Prós & Contras de esta semana o demonstrou mais uma vez. Eles enganam. O porta-voz do partido socialista é incompetente, um fala barato, e sem qualquer respeito, pelo próximo, usando uma forma de violência. Eles é que a usam.

    E nós devemos pedir respeito.

    Não, eu e muitos outros estamos ao seu lado, caro Fernando S. Sem a mínima dúvida.

  14. rrocha

    Sr. Fernando S

    Na senda das ideias malucas (minhas palavras) o PR após ouvir os partidos ate pode convidar novamente o Passos Coelho para formar governo 🙂

    Mais a serio , espero que quem defende um governo de gestao tenha a noçao que iria haver um governo a trabalhar por decreto (muito dificilmente consegue passar uma lei no parlamento) e o parlamento a aprovar leis em contrario isto durante um largo periodo de tempo.
    Ja começou a guerra enter o parlamento e o governo e so passou 24 horas

  15. Luís Lavoura

    Parece que desde as eleições já houve três sondagens de opinião e que todas elas indicaram que o voto agora seria praticamente o mesmo que foi em 4 de outubro.

  16. Fernando S

    Cara Georgina,
    Então percebi mal. Ainda bem e as minhas desculpas.
    Como dizem em Moçambique em jeito de saudação : “Estamos juntos !” 🙂

  17. ecozeus

    Se o “voto agora seria praticamente o mesmo” a pretensa maioria de esquerda, tendo em vista legitimar politicamente a sua situação e a do país, deveria defender novas eleições, nem que para tal tivesse que congregar 2/3 de deputados para alterar a constituição da república.

  18. Fernando S

    rrocha,

    É efectivamente verdade que um governo de gestão teria uma vida muito dificil e não conseguiria governar normalmente.
    Mas pelo menos evitava-se durante uns meses, até se poderem realizar novas eleições, que um governo formado pelos perdedores das eleições, portanto sem legitimidade politica, desse em pouco tempo cabo de tudo aquilo que se conseguiu com muito esforço nestes ultimos anos.
    Há hoje uma probalidade muito elevada da alternativa socialo-comunista ao governo de gestão ser muito pior !

  19. rrocha

    Sr. Fernando S

    “até se poderem realizar novas eleições”
    Esta futurologia tem problemas
    Nao sabe quem vai ser o novo PR
    Nao sabe se o novo PR vai marcar eleições (pode convidar alguem formar governo nas condiçoes actuais)
    Nao sabe qual o resultado das hipotéticas eleições

    Para quem defende estabilidade (PR) deixar o pais sem governo durante vários meses não deixa de ser no mínimo curioso

    “que um governo formado pelos perdedores das eleições, portanto sem legitimidade politica”
    esperava que esta conversa de surdos ja tivesse sido ultrapassada mas premita-me recorda-lhe que no mês passado tivemos eleições livres e democráticas das quais saíram 230 deputados com igual legitimidade politica TODOS e que para ser governo com total legitimidade ha um conjunto de etapas que tem de ultrapassar e a mais importante falhou .

  20. Baptista da Silva

    Copy&Paste retirado do Sol:
    “Tal como prometeu o Costa, aumentar as pensões abaixo de €628,83 em 0,3% que dá um aumento de 1 euro e 88 cêntimos nessas pensões, na minha que é de €317,94 vai dar um aumento de 95 cêntimos.

    Mas àqueles que ganhavam 6 mil euros por mês vão-lhe devolver os €1.200 que lhe cortaram e mais 20% de atualização salarial.

    Fica assim: – €6.000 + €1.200 + 1.200 = €8.400.”

    Viva a Esquerda, os pobrezinhos com baixas pensões já festejam entusiasticamente.

  21. Georgina Santos Monteiro

    @ rrocha (Novembro 11, 2015 às 16:33),

    um instável e falso jogador como você a falar e fingir que percebe algo de boa governação, de estabilidade, é esquizofrénico!

  22. Georgina Santos Monteiro

    @ Isso é perverso e um crime, caro Baptista da Silva (às 17:09)!

    E aqueles da RTP que não fazerem troça até à exaustão, deste não líder e BURRO Costa, são corruptos.

  23. Fernando S

    rrocha : “Para quem defende estabilidade (PR) deixar o pais sem governo durante vários meses não deixa de ser no mínimo curioso”

    Tendo em conta a situação actual, não existe nenhuma hipotese de um governo perfeitamente estável e duradouro.
    Um governo minoritário do PS, que perdeu as eleições, apoiado por 3 partidos que teem programas ideologicos muito diferentes e que concorrem entre si pela mesma clientela e eleitorado, com “acordos” separados e diferentes com cada um deles, “acordos” que deixam quase tudo de fora, etc, etc … não há mais instabilidade do que isto !!
    Mas o PR não defendeu apenas “estabilidade” em abstrato. Também disse que não aceitaria um governo que não lhe desse garantias de respeito pelos compromissos europeus e militares de Portugal. Ora, é sabido que os tais 3 partidos “boias” são contra esses compromissos e os “acordos” não apontam para nenhuma mudança neste dominio.
    Um governo de gestão de uma coligação solida, que ganhou as eleições, embora sem maioria absoluta, e que dá à partida e à chegada todas as garantias exigidas pelo PR relativamente aos compromissos europeus e militares do pais, é, apesar de tudo, a menos má das soluções.

    .
    rrocha : “no mês passado tivemos eleições livres e democráticas das quais saíram 230 deputados com igual legitimidade politica TODOS e que para ser governo com total legitimidade ha um conjunto de etapas que tem de ultrapassar e a mais importante falhou.”

    Sim, é verdade, os 230 deputados eleitos teem todos “igual legitimidade politica”.
    Obviamente que um governo de gestão tem uma legitimidade limitada nos poderes e no tempo. Tal como preve a Constituição em vigor.
    Mas, mais uma vez (“surdo” é quem não retém as respostas às mesmas questões repetidamente apresentadas … transcrevo exactamente o que escrevi num comentario aqui em cima), …
    “o nosso regime não é parlamentarista puro mas sim semi-presidencialista : o PR também é um orgão de soberania, eleito pelo sufragio universal, por sinal sempre com uma maioria absoluta, e com base no SEU programa politico.
    De acordo com a Constituição (actual), compete-lhe interpertar os resultados eleitorais (que, o minimo que se pode dizer, é que não são lineares), avaliar a situação, e decidir o que deve ser feito em termos de governo.
    Recordo apenas que, em 2004, o PR da altura demitiu um governo com uma clara e solida maioria no Parlamento e convocou eleições antecipadas.”

  24. Georgina Santos Monteiro

    @ Caro Fernando S (Novembro 11, 2015 às 18:31) esse Sportinguista que traiu o país, Sampaio.

    Ele merecia muitas bofetadas. Muitas. 😉

    LOL!!

  25. Gil

    Do mesmo modo que é legalmente inatacável a nomeação do Costa para primeiro-ministro, também o é a manutenção do passos em gestão (escusam de reivindicar eleições, porque o Cavaco já não as pode convocar). Politicamente, isso sim, pode ser motivo de debate. No entanto, chamo a atenção para o facto do cavaco estar em final de mandato, não ser provável que aspire a algo mais do que ser um aposentado “senador” e estar-se nas tintas para a popularidade (que nunca teve enquanto PR). Assim sendo…

  26. rrocha

    Sr. Fernando S

    Em 2004 a muitas diferenças em relação a actual , PR Jorge Sampaio depois da demissão do PM Durão Barroso nomeou para PM Santana Lopes e só após um conjunto de incidentes e que dissolveu o parlamento e estávamos a falar de uma situação que ocorreu 2 anos depois das eleições não passados uns meros 35 dias

    “conversa de surdos” e referente a “legitimidade politica” nao sobre governo de gestão vs governo com todos os seus poderes

  27. rrocha

    correçao do post a cima
    “conversa de surdos” e referente a “legitimidade politica” do PS nao sobre governo de gestão vs governo com todos os seus poderes

  28. Fernando S

    rrocha,

    Pois … é conforme dá mais jeito, não é ?….
    Em 2004, “um conjunto de incidentes” (?!…)… justifica que o PR demita um governo com uma solida maioria parlamentar !!…
    Hoje, em 2015, um resultado eleitoral complicado e rupturas com praticas constitucionais e parlamentares de 4 décadas de democracia … ja não servem para perceber que um PR possa não aceitar dar posse a um governo de um partido que perdeu as eleições !!…
    Eu sei, eu sei … em 2004 o PR era de esquerda e o governo de direita !… o PR actual é de direita e o putativo governo é (claramente) de esquerda !….

    Face às questões de substancia, muito mais relevantes, saber no que é que “2 anos” muda relativamente a “35 dias” é verdadeiramente desprezivel !

    Eu percebi que a “conversa de surdos” se referia à questão da “legitimidade politica”.
    Respondi-lhe sobre isso.
    O rrrocha é que continua a não incluir no baralho a carta da “legitimidade politica do Presidente da Républica !

  29. Fernando S

    rrocha,
    Ja se tem aqui argumentado largamente sobre a insuficiente “legitimidade politica” de um governo liderado por um partido que perdeu as eleições e “apoiado” por 3 partidos que sempre se opuseram às preferencias de 80% do eleitorado.
    Além de que, no nosso sistema constitucional, a “legimidade politica” de qualquer governo também depende das decisões do PR.

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