E se as contas do Centeno estiverem erradas?

O grande problema dos Acordos celebrados pela Frente de Esquerda é que se as “contas” do professor Mário Centeno estiverem erradas, e baterem na trave, não há nada que suporte o governo ultra-minoritário do PS. Toda a negociação assenta nas contas de um só homem, pelas quais ninguém se atravessa. À primeira brisa de vento que ponha em causa o nosso financiamento, à primeira necessidade de corrigir as medidas demagógicas optimistas constantes dos Acordos, o PS está refém do PCP, dos Verdes, e do Bloco de Esquerda. Nessa altura, culpa-se quem? O professor Mário Centeno. Belos Acordos, sem dúvida.

13 pensamentos sobre “E se as contas do Centeno estiverem erradas?

  1. JP-A

    Se estiverem erradas os cofres cheios esvaziam-se, o Costa pisga-se arranjando no BE e no PCP uma desculpa qualquer (não subestimem a chico-espertice porque ele é extremamente criativo, como se vê), o povo acorre desesperado a votar na direita, depois paga e depois o PS volta 🙂

  2. JP-A

    Já começou [por acaso hoje] novamente na TV a campanha da Europa. Até aqui o problema era o Governo, mas agora já é a Europa que pode dificultar a vida ao Costa. Ainda estou é para ver que tipo de ginástica contorcionista pode usar Cavaco Silva para atropelar todas as condições fundamentais impostas nos últimos dois discursos.

  3. Comuna de Direita

    Mário Centeno vai ser o idiota útil do eventual governo PS. Vai ser aquele vizinho pachorrento e algo bonacheirão, que em privado é humilhado pela esposa altiva e em público é humilhado por uma insistente traição da esposa que toda a vizinhança conhece e comenta, mas que no seu intimo não passam de calúnias de má fé. Enfim, tenho pena do homem. Nunca deveria ter abandonado o mundo universitário para se submeter a uma humilhação pública.

  4. hustler

    Não é se estiverem erradas, é o quanto estarão erradas. E o meu palpite é que estarão obscenamente erradas!
    Primeiro, o tipo é um académico, nunca fez mais nada a não ser dar aulas e a publicar papers no Banco de Portugal. Segundo, a área de especialização do homem é o mercado laboral e pouco mais, basta ir dar uma espreitadela ao CV.
    Diz que um dos seus principais interesses é a econometria (muito popular entre o Keynes School of Thought), e como o estudo do mercado de trabalho é sempre feito com recurso aos modelos de regressão linear, também pensa que o pode fazer com todas as outras variáveis micro e macro económicas, como se de um goal-seek de excel se tratasse.
    Mas aqui é que surge o problema -e é de facto o maior problema dos estudos econométricos, é que a econometria é excelente para extrair conclusões tendo por base os dados históricos, mas é bastante falível na estimação de cenários futuros. Por duas ordens de razões, a primeira é porque a teoria económica neoclássica é exclusivamente racional, e a vida real diz-nos que não é exactamente assim. A segunda é porque a análise econométrica tem uma componente subjectiva, ou dito de outra forma, “feeling” do analista.
    Como o Mário Centeno adulterou o cenário macro económico de tal forma, a introdução de tantas novas variáveis passou a ser um exercício de wishful thinking. Tem tudo para correr mal, basta os juros começarem a subir!

    http://brookesnews.com/081404econometrics.html

    Robert Lucas criticised the use of overly simplistic econometric models of the macroeconomy to predict the implications of economic policy, arguing that the structural relationships observed in historical models break down if decision makers adjust their preferences to reflect policy changes. Lucas argued that policy conclusions drawn from contemporary large-scale macroeconometric models were invalid as economic actors would change their expectations of the future and adjust their behaviour accordingly.

    In many instances the forecast produced by an econometric model is heavily influenced by the add factor which allows the model builder to force the outcome of the forecast in line with his “gut feelings”. Most people are not aware of these tricks and believe that the model alone generated the outcome. All this casts a shadow on the ‘scientific’ procedures employed by econometric modelling. Furthermore, one should not forget the suspect quality of the data out of which econometric models are constructed. In short, econometric models are nothing more than glorified play.

    http://www.economist.com/blogs/freeexchange/2014/06/economic-models-and-financial-crisis

    Naturally these forecasts take into account past trends and variability, but crucially they assume that future variability will continue to be around the same historical averages. There are no unanticipated “location shifts”, say the econometricians, meaning that the averages of the underlying probability distributions do not alter.

  5. Hugo Rego

    Caro hustler, pensava que esse problema afectava a quase generalidade dos economistas e das suas contas. No entanto, um reparo: se a “econometrização” é extremamente comum e quase transversal e se a aplicação de modelos estocásticos se tornou moda numa qualquer escola de pensamento, não terá sido certamente a de Keynes. Porque ele até criticou fortemente essas presunções empíricas e respectiva criação de modelos baseados nas ditas.

    Quanto às considerações sobre Centeno, e fazendo o papel de advogado do diabo, acha mesmo que o percurso do homem é muito diferente de uma catrafiada de malta que pulula na esfera dos partidos ? É que basta dar uma olhada para o currículo de uma série de deputados, só para começar. E se a experiência vasta é determinante para o bom ou maú desempenho de alguém, será melhor fazer aquilo que em Medicina se designa como “Revisões de Caso”. Porque há uns quantos que colocam em xeque essa premissa.

  6. De facto, não é uma questão de “se estiverem erradas”, mas “quando se constatar que estão erradas”. É impossível que as contas (se é que existem sequer) estejam certas.

  7. Fernando S

    As contas de Centeno estão erradas porque assentam num pressuposto errado : o aumento da despesa publica e dos salarios vai determinar um maior crescimento da economia !

  8. Georgina Santos Monteiro

    @ Fica provadao, você é um desorientado, Hugo Rego (Novembro 11, 2015 às 03:11) e não sabe resolver problemas, que talvez até por si foram criados. LOL!!

    Keynes? Você deve ser um perito de perversos. Fala com ele todas as manhãs?

    É mais que claro, que Centeno é um burro, e as contas dos burros estão sempre erradas. É lógico. Os médicos sabem muito pouco, porque vivem da aura do saber muito, mas nada sabem. Porque a especializção não o permite?

  9. Georgina Santos Monteiro

    @ Caro hustler,

    a pista é correcta.

    Ele é um homem de sucesso, de carreira. Ele é o homem mais inteligente de Portugal. E ele tem sempre razão. A realidade já treme e ela vai ter que se adaptar ao Centeno.

    Mas faríamos bem falar menos de econometria, porque para nada serve neste caso. Quem quiz entrar de livre vontade no partido fascista do Mário Soares, não sabe fazer contas e não quer saber nada da pobreza. É perder tempo com burros.

    Eles dizem de si, de nunca errar. É a realidade que se engana. Nem é bom criticar essa malta, num estado fascista. E por cima nos dias de hoje, onde a área informática permite o controlo total, daqueles que adoram a realidade.

    Et cetera.

    A realidade já desmentiu Keynes, isto só para o Regos. Keynes é um burro.

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