Ainda o impacto do aumento do SMN

Para que não digam que não tinham sido avisado das consequências aqui fica um:

Salário mínimo: para além das médias de Pedro S. Martins

Entre outros resultados, verifica-se que:

1.Mais de 30% dos trabalhadores das empresas com entre 1 e 4 trabalhadores e das empresas com até um ano completo de existência auferem o SM (comparando com menos de 5% para as empresas com mais de 250 trabalhadores)
2.Mais de 20% de todos os trabalhadores de vários distritos (nomeadamente Braga, Vila Real, Bragança e Castelo Branco) e setores (nomeadamente agricultura, alguma industria, transportes, restauração e alguns serviços – nao especificados nos graficos) recebem o SM
3.Mais de 60% dos trabalhadores com 18 anos recebe o SM, uma percentagem que reduz-se gradualmente com a idade do trabalhador, até estabilizar nos 10% a partir dos 25 anos
4.Cerca de 25% dos trabalhadores no seu primeiro ano na empresa recebem o SM (comparando com menos de 10% a partir do décimo ano de antiguidade)
5.Cerca de 20% dos trabalhadores com até ao 3º ciclo do ensino básico recebe o SM, comparando com apenas 5% dos trabalhadores com estudos pós-secundários.

Por outras palavras, o SM tem grande incidência junto de trabalhadores mais jovens, menos qualificados, nos primeiros anos de trabalho, em setores e regioes específicos e em empresas jovens e de pequena dimensão. São precisamente os grupos economicos mais frageis – mas, por outro lado, tambem os que encerram maior potencial de criação de emprego.

Verifica-se também uma forte redução da incidência do SM com a idade do trabalhador ou da empresa ou com a antiguidade na empresa. Estes resultados sublinham o aspeto dinâmico do SM, como um salário de entrada, que é posteriormente aumentado com o tempo.(…)

Em conclusão, dada a elevada incidência do SM junto de importantes grupos de trabalhadores e de empresas, é difícil não concluir no sentido de haver um risco significativo de efeitos negativos de novos aumentos do SM no curto prazo. A história recente de Portugal aponta nesse sentido: veja-se a travagem na quebra do desemprego no semestre subsequente ao aumento de outubro de 2014.

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25 thoughts on “Ainda o impacto do aumento do SMN

  1. Hugo Rego

    Já agora, e por uma questão de princípio (honestidade intelectual), que tal fornecer dados relativamente ao peso da massa salarial na estrutura de custos agregados total de uma empresa (por tipo de empresa, dimensão, sector,…).

  2. JP-A

    Mais um grave aviso à navegação:

    «Ministro pede moderação salarial. Vieira da Silva alega que é insustentável promover aumentos salariais desfasados da realidade económica»
    11 de Novembro de 2009

  3. Fernando S

    Hugo Rego :
    “Já agora, e por uma questão de princípio (honestidade intelectual)”, porque é que o Hugo Rego não “fornece” aqui os dados que considera relevantes e deles tira os argumentos e as conclusões que considera pertinentes ?…
    Assim poderiamos perceber e discutir o seu ponto de vista !

  4. maria

    Eu cá gosto mais de estágios à borla e a trabalhar que nem uma moira. Ós pois dão um chuto no — e mandam outro trabalhar à borla. E depois, mais uns meses passados, um chuto no — e vai outro trabalhar à borla. Empresas destas há aos montes.
    Mas do que eu mais gosto, é dos empregos a ganhar salário mínimo. Ao fim do contrato vais de vela e vem outro ganhar salário mínimo. Ao fim do contrato vais de vela e vai outro ganhar o salário mínimo. Aquilo a que se chama perpetuação de salários mínimos.
    O estudo que por aqui anda é uma falácia…

  5. Fernando S

    Claramente, a Maria não leu ou não percebeu os factos que o artigo, que o post transcreve em cima, refere ….

    Ja agora, mesmo relativamente ao tipo de situações que a Maria refere, e que sabemos que também existem, o que é preferivel :
    a) empresas que recrutam estagiarios e trabalhadores temporarios pagos pelo salario minimo ;
    b) as mesmas empresas que não recrutam, que despedem, que reduzem a actividade ou fecham as portas.
    ?????……
    É que com a “maioria de esquerda” nos arriscamos sériamente a caminhar rapidamente para b) !…

  6. maria

    Pois, realmente seria a a) se as empresas (pelo menos algumas que eu conheço porque conheço quem lá trabalha) não tivessem lucros astronómicos. É caso para dizer “e o burro sou eu?”

  7. Georgina Santos Monteiro

    @ Qual é o pormenor, quais são os pormenores, que a maria (Novembro 9, 2015 às 16:48) deixa cair debaixo da mesa? Porque não lhe convém? Hhm?

  8. Hugo Rego

    Caro Fernando S, se você necessita que eu os coloque aqui, talvez fosse bom parar um pouco para reflectir (e não apenas você), no papel que cada um tem, ou tenta ter, num debate que se pretenderia sério, por todas as razões e mais algumas (sensatas, entenda-se). E preocupa-me que se continue a alimentar a argumentação serôdia, desprovida de qualquer fundamentação técnica ou, pelo menos, factual. Mas presumo que o clubismo partidariozinho seja mais agradável (pelo menos, mais fácil; basta mandar umas bocas).

    Concretamente à sua questão, o Observatório sobre Crises e Alternativas divulgou um estudo no qual estima que um aumento do SMN para os 600€ se traduziria num aumento médio de 0,6% dos custos totais de produção. Claro que todos os estudos são contestáveis (e sobretudo um vindo do CES) mas os dados já tinham sido fornecidos anteriormente pelo governo da coligação quanto aos impactos de um aumento do salário mínimo, sobre os custos das empresas (aumento menor com impacto menor, é certo, mas a extrapolação por relação quantitativa directa confirma as projecções do estudo acima referido).

    Convém não esquecer que o SMN pode ser uma ferramenta poderosa de incentivo à competitividade, a todos os níveis. É mesmo uma daquelas situações em que todos teriam a ganhar. Só que, para isso, seria necessário que a pobreza de espírito por parte de algum empresariado (para não falar dos iluminados que comparam recursos humanos a maçãs)…

  9. Fernando S

    maria : “se as empresas (…) não tivessem lucros astronómicos.”

    A maior parte dos trabalhadores pagos pelo salario minimo são de micro, pequenas e médias empresas.
    As empresas maiores e mais capitalisticas, que supostamente teem “lucros astronomicos”, não pagam sequer salarios minimos.

    .
    maria : “É caso para dizer “e o burro sou eu?””

    Não percebi … está a chamar-me “burro” ?!…

  10. Georgina Santos Monteiro

    @ O mais iluminado é certamente, você, (Hugo Rego em Novembro 9, 2015 às 16:59).

    Mas o que é que aprendeu? Falar a sério?

  11. Georgina Santos Monteiro

    @ Hugo Rego

    Citação:
    “Convém não esquecer que o SMN pode ser uma ferramenta poderosa de incentivo à competitividade, a todos os níveis. É mesmo uma daquelas situações em que todos teriam a ganhar. […]”

    A bomba atómica, o próximo candidato ao prémio Nobel.

    Podia explicar-se, por favor?

    É interessante, que tipos da sua qualidade, querem re-inventar a roda. Estou curiosa, vá, fale homem.

  12. Hugo Rego

    Cara Georgina Santos, poderia, por favor indicar-me quais os SMN na Europa e os respectivos índices de produtividade, desenvolvimento, índices de qualidade social e empresarial (saúde, educação, ambiente de negócios, corrupção, nº médio de anos de vida com qualidade após a reforma – sim, isto existe e mede-se).

    Fico a aguardar que me explique como é que, surpreendentemente, os países com os SMN mais elevados são, aparentemente, os que surgem mais bem colocados e, incrivelmente, ao longo das últimas décadas, conduziram a sua política económica no sentido da sustentação dos índices salariais (veja-se lá o David, ganda maluco, a apresentar uma proposta de aumento do SMN de 3% lá para o UK! Ganda ignaro!).

    Até lá, fico a aguardar pela sua nomeação para Presidente do Comité das Ciências Económicas…

    Beijinhos

  13. Georgina Santos Monteiro

    @ LOL, Hugo Rego (Novembro 9, 2015 às 18:25)

    O palhaço como profissão. É sociólogo, não é?

    Você não respondeu à minha pergunta.

    Faltava agora, que palhaços me queiram dar lições em economia.

    Responda à minha pergunta. Você não percebeu o fundo do problema. A sociologia não é ciência, querido, mas um meio da esquerda fascista para missionar e propagar as perversidades, de quem não percebe as causas, e troca os efeitos e as causas.

    Não, você é que tem problemas. A economista sou eu!

  14. Hugo Rego

    Cara Georgina, como pude eu colocar em questão a sua elevação técnico-científica no domínio da economia ? Por quem sois, senhora, para que tão vis e diminutas criaturas ousem colocar questões tão simples, certamente, demasiado simples para que tão elevada pessoa se digne conceder-nos a graça da sua sapiência e, assim, iluminar o tão pobre espírito dos ignaros ?

    Faz-me recordar o exemplo daquele candidato a jovem turco que, de tão jovem que era, a meio de uma licenciatura e a braços com uma crise de acne, ousou colocar em questão as palavras sábias do Crescimento em Tempo de Dívida e, sobretudo, de seres tão superiormente iluminados como o são os seus autores… Ousou apontar erros básicos que colocaram em causa, não só os pressupostos mas, acima de tudo, as conclusões. Mas também não virá grande mal ao mundo: afinal de contas, era apenas o texto académico mais referido e que serviu para suporte de programas de política económica…

    Por esta altura, e tendo em conta que o nosso país foi um dos visados por um desses programas, torna-se incompreensível como é tal terá escapado a tão brilhante mente económica como a de Vossa Senhoria Dona Georgina, mas certamente terá sido porque trabalhos “menores” (mesmo que minados com erros e metodologias, no mínimo, discutíveis) não tenham merecido a sua atenção. Um Nobel terá que fazer valer-se para conquistar a sua atenção…

    Humildemente lhe aponto isto: ainda bem que a Economia é ciência (ao contrário de outras áreas, tal como Vossa Senhoria preconiza). E exacta! Ou quase… No meio disto tudo só não entendo como é que continuamos a ter crises económicas despoletadas por crises financeiras…

    Quem sabe, o mundo não esteja a aguardar pela Vossa Sapiência ?…

    P.S.: a Sociologia explica alguns fenómenos de massas. A Psicologia Comportamental explicará outros. E não Vossa Senhoria, não sou psicólogo ou sociólogo. E desisti de tentar vir a ser palhaço – o mercado está saturado e o salário mínimo é baixo… De mais a mais, já deu para perceber que, por muito que esforçasse, nunca chegaria aos calcanhares da palhaçada já instalada. Até já têm canudos em áreas tidas como “ciências”…

    Com cumprimentos, Vossa Senhoria.

  15. hustler

    Caro Hugo,

    “Fico a aguardar que me explique como é que, surpreendentemente, os países com os SMN mais elevados são, aparentemente, os que surgem mais bem colocados e, incrivelmente, ao longo das últimas décadas, conduziram a sua política económica no sentido da sustentação dos índices salariais.” , não é um SMN mais elevado que torna os estados mais produtivos e os seus trabalhadores mais ricos, a lógica é exactamente a oposta, quanto mais prósperas forem as nações mais facilmente se propicia aumentar os rendimentos mais baixos..

    Segundo, está enganado quando tenta comparar os valores absolutos dos SMN dos diferentes países. Isto não diz nada só por si. O que interessa aqui é saber o que se compra com o nosso salário mínimo em Portugal e com o salário mínimo alemão na Alemanha por ex. Em economia isto é chamado de paridade de poder de compra (a definição mais estrita, compara o mesmo cabaz de bens em dois países com moedas diferentes; a versão modulada permite comparar o mesmo cabaz de bens em países que partilham da mesma moeda, como é o caso da zona euro). Perceberá que um trabalhador dinamarquês que ganhe o salário “mínimo” de 5000 euros na Dinamarca não o torna numa pessoa rica; tem que pensar que uma refeição fora custa no mínimo 30 euros, o aluguer de um minúsculo apartamento 3000 euros, etc, etc,
    Mesmo esta definição de paridade de poder de compra não é completamente homogénea na comparação transversal de países. Um cabaz de compras definido a priori pode ser um elemento de enviesamento, quer seja por motivos culturais ou hábitos de consumo, nos países que se querem comparar.
    Portugal enquadra-se no conjunto de países com quem competimos directamente, a Europa de Leste (segundo link).

    https://en.wikipedia.org/wiki/Purchasing_power_parity
    http://ec.europa.eu/eurostat/statistics-explained/index.php/Minimum_wage_statistics

    Terceiro, não pretenderá que um país pobre tenha o mesmo poder de compra que um país rico. Sendo Portugal um país remediado não esperará que o trabalhador português que aufere o SMN tenha o mesmo nível de vida que um trabalhador norueguês que também recebe o mínimo norueguês. Penso que é lógico.

  16. Hugo Rego

    Caro hustler, como é evidente, não advogo que o SMN tenha que ser imediatamente equiparado ao de um país com outro nível de desenvolvimento económico.

    A lógica de utilizar o SMN como política estruturante é a mesma lógica do utilizar a política fiscal.

    O problema é que, por cá, quer estejamos em tempos de vacas magras ou gordas, as políticas colocam-se na gaveta e recorre-se ao mínimo denominador comum, isto é, desvirtuando a função primordial (condução de política de, estável e estruturante) e alimentando o facilitismo (diminuir custos e/ou aumentar receitas).

    Aumentar o SMN gradualmente (e diminuir, ao mesmo tempo, o leque salarial – faço notar que Portugal exibe dos índices mais elevados quanto ao leque), obrigaria a uma mudança gradual na cultura empresarial – maior selectividade na contratualização, maior exigência, quer ao nível dos trabalhadores, quer ao nível das empresas.
    O empresariado teria que enveredar por uma evolução no sentido da optimização dos processos de produção, na gestão de recursos e uma maior estabilidade, quer de quadros, quer produtiva.
    Por outro lado, o impacto, em matéria de finanças públicas sairia a ganhar, quer quanto ao consumo interno, quer quantos ao encaixe financeiro directo e indirecto por parte do Estado.
    Iria provocar “dores de crescimento” ? Falências ? Certamente. Necessário ? Tenho poucas dúvidas.

    Até poderia alongar-me sobre como tal medida se torna fundamental num país que tem o cenário de evolução demográfica que tem.

    O problema é que a esmagadora maioria do tecido empresarial é constituído por empresas/pessoas com baixa sensibilidade/formação para uma lógica de evolução empresarial, frequentemente com uma cultura paternalista (pouco permeável à modernização/partilha de recursos/responsabilidade partilhada) e muito avessa ao risco. Isso é visível factualmente – 80% das empresas não pagam IRC e 75% do empresariado tem menos do 9º ano de escolaridade. e assim se compreende porque é que, hoje, enfrentamos o problema gravíssimo da dívida privada empresarial das não-financeiras.

    O recurso ao mínimo denominador comum é sintomático cá pela terra, quer seja quanto ao SMN, quer quanto a um conjunto de outras ferramentas. Basta recordar, inclusive, o advogar da recuperação da autonomia monetária: quando as empresas estavam em dificuldades, qual era a primeira coisa que pediam ? Desvalorização do escudo, pois está claro!

    Tudo serve de argumento para alimentar este comportamento vicioso (e viciado) do facilitismo que, espremido, se tem resumido sempre ao mesmo: diminuir custos à custa de todos menos à custa da capacidade do empresário e da sua empresa (capacidade evolutiva, entenda-se). E por essa razão é que chegamos ao ponto que chegamos. Este estado das coisas torna-se visível, quer no discurso do empresariado, de alguns pseudo-economistas (cada um saberá de que lado o seu pão leva manteiga), ou dos grandes movimentos sindicais (continua-se a alimentar, de parte a parte, uma “guerra social” perfeitamente anacrónica).

    Resumindo, não, não pretendo. Pretendo é que o país chegue ao ponto de atingir um desenvolvimento que o permita e, sobretudo, que um empresariado que, tal como “lá fora”, recorra à contratação pelo SMN apenas marginalmente.

    Agradeço-lhe os links sobre PPC mas já dei a matéria há muitos anos… Já agora, um conselho quanto ao recurso ao PPC para discutir, seja o que for. É que tem os seus quês…

  17. Georgina Santos Monteiro

    @ Eu tenho (toda a) razão, você fala como um palhaço e um burro, caro Hugo Rego (Novembro 9, 2015 às 20:23).

    Qual o problema que deseja(va) resolver?

    Olhe que o (A. R em Novembro 9, 2015 às 20:25 disse) o seguinte e de uma maneira inteligente e sucinta:

    Citação: “A intenção é apenas criar mais pobres. Vão conseguir.”

    Ele sabe-o, você não o sabe, e sábio você não é, querido. E se for algum economista da facção esquerdista, ao que parece, dessa escola de burros, nada lhe vale. Esses levaram o país a bancarrota, com a sua sabedoria de burros. E para a psicologia e sociologia vale o que eu disse. Fechar toda esse desnorte. Burros a querer ensinar quem sabe. Onde a esquerda fascista levou este belo país, não pela supremacia, mas porque é preciso sempre dois burros. O inventor burro e o burro cego.

    Eu ganhei. Você não percebe o problema.

  18. Georgina Santos Monteiro

    @ As nulidades de um verdadeiro palhaço, chamado Hugo Rego (em Novembro 9, 2015 às 19:30):

    Citação:
    “[…] No meio disto tudo só não entendo como é que continuamos a ter crises económicas despoletadas por crises financeiras…”

    Que super-nulidade. Os esquerdistas presumem sempre ser o centro do universo, e não sabem voar. Se não entende, ponha perguntas inteligentes, e antes de pensar, aprende a pensar. Que tal?

    E depois quer dar aulas em relação ao SMN?

  19. Georgina Santos Monteiro

    @ Mais nulidades de um verdadeiro palhaço, chamado Hugo Rego (em Novembro 9, 2015 às 19:30):

    Citação:
    “[…] a Sociologia explica alguns fenómenos de massas. A Psicologia Comportamental explicará outros. […]”

    Não me diga. Irrelevante. Fechar tudo isso, na mesma. Primeiro, que aprendem a arrancar batatas, e depois se verá. Essas faculdades só servem hoje em dia para missionar o fascismo da esquerda mais estúpido do planeta.

    Você nem discutir sabe.

    Querer falar sobre o SMN, e não compreender ou ignorar por completo, de uma maneira escrupulosa, o problema daquele, que cria trabalho, é quê? De macaco? De palhaço? De ignorante? De burro?

    a. Crie empresas. E depois convida a nós todos, para nós pudermos verificar a área da contabilidade, os ordenados.

    b. O resto é conversa barata e contra a natureza das coisas.

    c. […]

    d. Os seus métodos não funcionam. E fingir muita leitura, TAMBÉM NÃO!!!!!!! Um amador da ciência, que não souber utilizar os métodos adequados é um burro, querido.

    O país está bancarrota e os tempos das conversas inúteis acabaram, para os que só sabem roubar e não construir riqueza (para depois distribuir de uma maneira justa, que não desfavoreça o capitalista).

  20. Hugo Rego

    Vossa Senhoria, o mundo ficou mais iluminado e esclarecido com Vossa sapiência (pelo menos no que toca a adjectivação; vai-se ver e Vossa Senhoria tem formação na língua de Camões).

    Fica cabalmente esclarecida a cabal profundidade de seus doutos conhecimentos, bem como patente e expressa a capacidade demonstrada para a elevação do debate. E no que toca às considerações de Sua Senhoria quanto às Ciências Sociais, perdão, patacoadas Sociais, que fique bem claro que a sua assertividade e determinação absolutista não são mais do que a expressão da superioridade, quer das suas capacidades, quer dos seus conhecimentos. Tal tónica semântica não implica, de forma alguma, que Sua Senhoria seja obtusa ou mandona, antes pelo contrário. Apenas reflexo de uma indubitável capacidade vitoriosa de liderança (porque você ganhou, não sei bem o quê, mas ganhou)!

    E daquelas lideranças que dispensam qualquer reparo ou observação. Somos todos humildes servos intelectuais de sua Excelência! Que saudades dos tempos em que essas lideranças conduziam o nosso querido Portugal rumo ao sucesso! Não fosse essa corrente ter sido quebrada e vilipendiada, e hoje seríamos uma Suíça Lusitana!

    Espero que Vossa Senhoria me perdoe a ignorância demonstrada por minha pessoa, ao não conhecer a célebre citação que sua Excelência referiu, do não menos célebre economista A.R., esse vulto da, sem sombra de dúvida Ciência, Económica. E peço que me perdoe a ousadia da sugestão mas necessita de afinar as suas capacidades de profiling: é que já fui sociólogo, economista esquerdista e ainda devo acabar como trineto de Marx…

    Humildes cumprimentos.

    P.S.: Sua Senhoria seria fantástica como comentadora futebolística…

  21. Georgina Santos Monteiro

    Caro Hugo Rego,

    a questão é só esta:

    Quando cria as suas empresas? O resto para nada serve. Falar do SMN? Qual SMN? Sem empresas, não há SMN!! E só com empresas de sucesso é que pode haver bons salários. Tão complicado, tão difícil a perceber? Não é preciso estudar.

    P.S.: Foi a esquerda fascista, sem a mínima dúvida, com (algma) ajuda dos banqueiros esquerdistas, que levaram ao colapso. A causa e o efeito estão mais que provados, DE UMA MANEIRA INEQUÍVOCA!!

  22. Fernando S

    Caro Hugo Rego,

    Hugo Rego : “o Observatório sobre Crises e Alternativas divulgou um estudo no qual estima que um aumento do SMN para os 600€ se traduziria num aumento médio de 0,6% dos custos totais de produção.”

    Não conheço o estudo nem sei qual é a credibilidade que se lhe pode dar.
    Mas, qualquer que ele seja, um aumento médio nos custos totais de produção num pais que tem ainda um déficit de competitividade para recuperar, é sempre negativo.
    E, ainda mais importante, uma média é apenas uma média : o que conta verdadeiramente é o impacto directo sobre as empresas que mais empregam trabalhadores pagos pelo salario minimo. Como é aritméticamente evidente, o impacto sobre o custo de cada uma destas empresas é muito maior. Sabendo-se que estas empresas são normalmente das mais pequenas e das menos apetrechadas tecnologicamente e financeiramente para fazer face a um aumento deste tipo e desta ordem de grandeza, não é dificil imaginar que muitas delas terão de deixar de recrutar, terão de despedir, terão de reduzir actividade, terão de fechar.
    Menos emprego e menos produção.
    Percebe-se quem vai pagar a conta.

    .
    Hugo Rego : ” o SMN pode ser uma ferramenta poderosa de incentivo à competitividade”

    A tese é mais ou menos a seguinte : como as empresas não podem por lei pagar salarios mais baixos e trabalhadores menos qualificados e experientes, vão antes investir recursos em tecnologia e em recursos humanos qualificados ; o resultado é um aumento da produtividade e, consequentemente, das empresas que sigam esta via.

    As objecções são muitas e a muitos niveis.
    Desde logo, as empresas que mais utilizam mão-de-obra não qualificada e experiente são precisamente aquelas que menos condições teem para mobilizar recursos, financeiros e outros, para investir e para alterar métodos de produção. Estas empresas, que são a grande maioria e que são os principais empregadores daquele tipo de mão-de-obra, em vez de evoluirem definham e muitas acabam por fechar.
    Ja reparei que o Hugo até admite que o desaparecimento de empresas menos evoluidas é algo de necessario e positivo, ficando apenas as empresas evoluidas e com pessoal mais qualificado e mais bem pago.
    Até pode ser verdade num ou noutro sector, com uma ou outra empresa.
    Mas duvido que o seja em todos e com grande parte das empresas. Num pais como o nosso, uma empresa de limpeza com operadores diplomados e salarios de luxo não é por enquanto pura e simplesmente viavel.
    De qualquer modo, mesmo que fosse possivel chegar um dia a um patamar de desenvolvimento mais evoluido e com salarios mais elevados, isso levaria o seu tempo.
    E, durante esse tempo, uma parte significativa da população, a menos apetrechada e mais vulneravel, ficaria desempregada.
    Como uma situação destas é socialmente insustentavel, o mais provavel é que se abriria um enorme mercado negro de actividades e trabalho. Com tudo o que isso implica.
    Não deixa de ser amargamente ironico que um cenario destes possa vir a ser lançado por um governo de “maioria de esquerda”, PS com o apoio do PCP e o BE, grandes defensores doc dos trabalhadores e dos pobres !!…

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