Trocar uma minoria por outra

Artigo de Adolfo Mesquita Nunes na edição impressa do Expresso de 24 de Outubro

AMNExpresso241015

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16 pensamentos sobre “Trocar uma minoria por outra

  1. Inácio P.

    Não se pense que este artigo de Mesquita Nunes é apenas especulação ou, como disse o historiador Jorge Gaillard Nogueira, “expectativa de milagre”. Não! O que ele refere é para ser levado a sério. O soi-disant líder do PS, mai-la sua tralha (que é o partidão praticamente todo pois como disse a voz insuspeita duma raposa destas andanças, M.Soares, “o PS está todo unido”) são suficientemente maquiavélicos, espertalhaços que baste, para este truque de gaiatos malandrotes mas…determinados a comer o bolo. E não sejulgue que não pensam na “cartada Sócrates” a eventual candidato presidencial se isso lhes permitir agitar as águas, remexer na lama como dizia Ignazio Silone no seu canónico “A escola dos ditadores”. Um colectivo como o do Costa é capaz de tudo, os portugueses e Portugal são para esta gente apenas uma herdade que se habituaram a gerir ou tentar gerir a seu bel-prazer. Os marxianos rosados não têm nem ética nem honradez política. “Isso é dos romances”, como dizia cinicamente um seu apaniguado…

  2. ruipereira

    Sendo eu de esquerda e militante do PS tenho a dizer que Adolfo Mesquita Nunes tem tido no pós-eleições uma forma coerente e muito pouco demagógica de expor as suas ideias nos diversos debates televisivos onde tem comparecido. É salutar, sem dúvida, encontrar pessoas com as quais discordamos, mas que continuamos dispostas a ouvir num clima de democracia em que pessoas com ideias diferentes se respeitam sem recurso a desvios de linguagem perfeitamente dispensáveis, porque com elas se aprende sempre qualquer coisa. Apesar de não concordar com algumas partes deste artigo, estou em completo acordo com o último paragrafo. Um futuro governo do PS só fará sentido se toda a esquerda o sustentar inequivocamente. Um governo PS com apoio à direita seria um absurdo.
    Adolfo Mesquita Nunes poderá, eventualmente, ser o líder que o CDS necessita para se fortalecer e crescer, reocupando o espaço na direita que, devido à estratégia de poder de Paulo Portas, tem vindo a perder de eleição para eleição para o PSD.

  3. CsA

    Pena que se tenha retirado pois o Adolfo Mesquita Nunes foi o melhor membro do anterior governo.

    A sua saída juntamente com a do Michael Seufert deixam os liberais sem um representação digna no Parlamento.

  4. CsA

    “Adolfo Mesquita Nunes poderá, eventualmente, ser o líder que o CDS necessita para se fortalecer e crescer, reocupando o espaço na direita”

    Rui Pereira, completamente de acordo.

    Com um PS a radicalizar-se à esquerda o PSD tem a oportunidade de ocupar esse vazio e o CDS de se posicionar como uma força liberal-conservadora.

  5. ruipereira

    CsA, só que o PS não se radicalizou à esquerda. Apenas se assumiu de esquerda, coisa que há muito devia ter feito e quem é bem diferente de se tornar radical, por muito que o CsA o deseje.

  6. Não é para me gabar, mas já o tinha escrito antes 😀😀😀
    Enquanto for para syrizar, a esquerda apoia – todos querem ser o pai da criança- quando for para tomar medidas impopulares vai-se buscar os votos dos maus da direita, é isto que deve ter pensado esse crânio que quer ser primeiro-ministro. Pois, para mim, é melhor avisar já essa criatura que o melhor que pode levar da bancada da direita é um enorme manguito… Ou como um amigo meu diz com graça quando pergunta se sabemos como se manda alguém para um determinado sítio com sotaque do norte: ide vos f… 😀

  7. CsA

    ruipereira

    A verdade é que esse posicionamento do PS vai deixar parte do centro livre e quem tem a ganhar com isso é o PSD.

  8. CsA

    Manuel Vilhena nem mais.

    Quando o PS começar a ficar refém do BE e PCP vai-se virar naturalmente para a coligação. E aí a PaF tem de os meter na ordem.

    Isto considerando que o Passos ainda será o líder do PSD. E se o Rui Rio se entretanto se candidatar, terá ele a mesma posição?

  9. ruipereira

    Nisso CsA pode eventualmente ter razão se essa nova atitude do PS for de alguma forma ambígua. Na minha opinião, o mal do meu partido tem sido a comunicação com o país. Não avaliando o mérito ou demérito dos políticos em causa, porque para este caso é irrelevante, só em duas alturas a comunicação do PS com o país foi profissional. Com Guterres e Sócrates. O PSD sempre foi muito mais eficaz e profissional na transmissão da sua mensagem. Atenção que isto nada tem de depreciativo. É até elogio.

  10. Georgina Santos Monteiro

    @ Mas que coisas mais ordinárias o ruipereira (Outubro 26, 2015 às 14:09) por aqui anda a espalhar.

    Afinal, é um burro da esquerda, e militante, dos maiores burros, que andam por encima desta terra. E nadinha a dizer. Vá arrancar batatas para a Arábia Saudita, bancarrotista.

    Indouto, desapareça!

  11. Georgina Santos Monteiro

    @ Desnorteado e inculto ruipereira (Outubro 26, 2015 às 14:51), que, de livre vontade, parte faz, de um partido de burros, exaltar dois dos maiores camelos e destruidores de riqueza, como o Guterres e o pior de todos o Sócrates, foram e continuam a ser, só pode ser um cretino.

    Guterres, nem na ONU faz trabalho exemplar. Sócrates, era dar-lhe chapadas, de manhã à noite.

    Vá para a Arábia Saudita, desgraçado. Aprenda a ler e a escrever.

  12. JS

    O casal PSD / CDS não precisou de propagandear as consquências de um seu possível re-enlance. Os resultados florescem perenes mesmo a dias da necessária renovação de votos. .
    Sim, já são conhecidos os frutos deste casal. Saiem, em razoável proporção, ao pai e à mãe. Chamam-lhe direita, social democracia, oportunistas … o que quizerem, consoante a prespicácia e as vocações do observador. Os meninos deste casal já são do domínio público em fotos, reportagens, impostos, taxas, corredores de hospitais, etc…

    Mas o casamento PS / BE / PCP é uma novidade.
    Uma “mènage à trois comme il faut”. Afinal o coração tem razões que a razão desconhece …
    Como será a criança, fruto de tanto amor e adoração mútua, perdão, tripla ?.

    Sairá ao pai ou à mãe ou ao (indelével) espirito santo ?. Ansioso mas preocupado.

  13. Pipo

    Costa fez uma grande patetice: estabeleceu uma nova regra. A partir de agora, a esquerda jamais aceitará uma maioria relativa que não seja de esquerda. Isto significa que os eleitores de centro que não quiserem ver bloquistas e comunistas metidos na governação (e são muitos) serão obrigados a esmagar o PS – isto porque o eleitorado do BE e do PCP é sólido. A partir de agora, o PS deixou de ser um partido de confiança (palavra irónica presente nos cartazes do partido). Dar uma maioria relativa ao que não for esquerda significa um PS que irá fazer tudo para ser poder.

    É triste e há-de custar caro ao PS.

  14. Joao

    O que percebe e’ que a partir de hoje, a direita so pode governar se tiver maioria. E’ verdade, ha cidadaos e partidos de segunda em Portugal.

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