Resposta a Vitor Malheiros

Ontem recebi um sms de um amigo dizendo o seguinte: “Meu Deus, tens o Malheiros à perna. É prestígio“. Vim a descobrir que o tal Malheiros tinha escrito um texto intitulado O desespero é mau conselheiro” onde refere, uma “pressão” aos futuros deputados limianos do PS,  “visível, por exemplo, no artigo “4 razões, mais uma, para Cavaco não nomear Costa”, publicado no jornal i, da autoria de Graça Canto Moniz, coordenadora do Gabinete de Estudos do CDS mas que por razões que não conheço o i identifica apenas como “blogger”.” 

Mas quem é este Malheiros, perguntei-me eu? E, mais importante, o que é uma blogger, respondo-lhe eu, Sr. Malheiros, que parece não saber:

Uma blogger não passa disto: uma cidadã que emite opiniões, e vale por elas. Há anos que escrevo enquanto blogger (aqui, aquiaqui, entre outros sítios), e a esse título emito opiniões que só a mim vinculam. Sou escrutinada por elas e por quem me lê. De uma forma direta, entusiástica, e muitas vezes dura e cruamente. Escrevo sobre aquilo que me atrai: cultura, literatura, política, sociedade. Sigo um critério que é apenas meu. O Vítor Malheiros, porém, entende que na coluna onde escrevo, deveria mencionar que sou funcionária de um partido político. Funcionária com um contrato a termo. Como se as minhas opiniões não pudessem ser avaliadas de per si, e precisassem de rótulos. Como se uma funcionária tivesse de fazer registo de interesses para emitir uma opinião. Vítor Malheiros diz que a direta está intimidada, desesperada. O melhor exemplo que encontra para falar dessa direita intimidada é um texto, que procura ser de reflexão humorada, de uma jovem blogger de 26 anos, que divide a sua juventude e os seus estudos de doutoramento com um contrato a prazo de um ano com um partido político. O problema de Vitor Malheiros é que esse partido é o CDS-PP e é um partido de direita, se fosse de esquerda o meu desempenho na blogosfera e no partido seria um exercício de cidadania e de civismo. Este mesmo Vítor Malheiros, que sendo jornalista do jornal Público, se esquece de mencionar que foi candidato à AR pelo Livre – Tempo de Recuar Avançar e não vê nisso qualquer conflito. Estaremos perante mais um caso de amnésia selectiva? Ou será que Vítor Malheiros já vê fantasmas a saírem-lhe debaixo da cama? Uma coisa é certa: a esquerda ainda nem chegou ao Parlamento, muito menos ao Governo, e já começou a censurar.

7 pensamentos sobre “Resposta a Vitor Malheiros

  1. lucklucky

    Malheiros é o tipo que fechou os foruns do Publico quando percebeu que não iam de acordo com a sua ideologia de extrema esquerda.

  2. Jorge

    Cavaco mostrou mais uma vez ser um patriota e um europeísta. Não podia ter feito melhor intervenção. Fez o que se esperaria dele. Sinto, hoje, que valeu a pena votar duas vezes nele. Este foi o melhor discurso que um presidente da república fez nos últimos 40 anos.

  3. Baptista da Silva

    Oh Graça, um gajo do Livra! Tempo de afundar!!!!?!?!?

    Isso foi um elogio, se um me fizesse reparos vindo da extrema esquerda, eu agradecia humildemente, esses gajos são todos intelectuais, o QI deles é tão avançado (ou avençado), que me sinto pequeno, muito pequeno. Não consigo viver da teta do Estado e eles conseguem e com boas maquias.

  4. António Costa é o salvador

    Com tantos fazedores de opinião o Livra nem 1% teve? Perder tempo com partidos que têm menos de 1%? Graça, como se costuma dizer: “crescam e aparecam”

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