Pormenores golpistas

Não é verdade que António Costa tenha avisado para o presente cenário – querer governar coligado com BE e PCP – antes das eleições. António Costa afirmou, antes das eleições, pretender governar se PS ELEGESSE MAIS DEPUTADOS do que o PSD. Repito: falou sempre no caso do PS ter mais deputados eleitos que o PSD. Ora a derrota foi tão estonteante que o PS não elegeu mais deputados que o PSD. Ainda na noite eleitoral Costa reafirmou que o partido que elegeu mais deputados devia formar governo.

Costa é portanto – está já demonstrado – um aldrábias fenomenal. De resto, um bom livro para entender Costa (e alguns outros líderes políticos questionáveis, mesmo os que não causaram mortandade) é este já velhinho Mao Tse-tung, the Man in the Leader, de Lucian Pye. Perceber a megalomania, as idiossincrasias de personalidade e os defeitos de caráter dos indivíduos ajuda a entender a sua atuação política.

mao lucian pye

9 pensamentos sobre “Pormenores golpistas

  1. tina

    Já imaginaram o que teria acontecido se este horror tivesse ganho as eleições? Que alívio, que alívio não ser governado por tal escumalha. A primeira coisa que teria acontecido seria o juiz Alexandre ser corrido do seu cargo. Todas as provas contra Sócrates seria anuladas, Granadeiro e Vara ambos ilibados, etc. Voltaríamos à era corrupta de Sócrates, Bochechas, etc em que os socialistas faziam tudo o que queriam do Zé Povinho. Que alívio que o Zé Povinho mostrou-lhes que já não confiam neles, que bom instinto revelaram em não votar no crápula.

  2. JP-A

    Nós continuamos a discutir a matemática dos deputados quando o problema passou a ser outro: o senhor doutor Costa não tem as mínimas condições para fazer coligação, nem com a direita nem com a esquerda. É demasiado mau, demasiado rasteiro e demasiado instável. Vira o bico ao prego em duas horas, ou em dois minutos, se for preciso. Aquilo que se esperava de um líder para coligação era um coisa completamente diferente que ele não é nem vai ser nunca porque estruturalmente é feito de barro mole e de um descaramento inacreditável.

  3. queima beatas

    Eu até seria capaz de votar bloco ou num qualquer dos mais pequenos só para entalar o PS de Costa, daí que juntos a somar não passa de uma indecorosa falácia. Fui arrebanhado abusivamente contra a minha vontade pelo que vou apresentar recurso no Tribunal Constitucional para saber se é licito impingirem-me um Costa que pretendia rejeitar. O meu argumento é que o anuncio do produto em vez de indiciar esse desfecho bem pelo contrário afirmava sem papas na lingua o seu oposto Publicidade enganosa é o que é.

  4. Troufa de Barros

    “Perceber a megalomania, as idiossincrasias de personalidade e os defeitos de caráter dos indivíduos ajuda a entender a sua atuação política”. Absolutamente correcto! O caracter de António Costa, detectado por inúmeros observadores, reflecte o seu perfil político: manhoso, tortuoso, na verdade velhaco. Tal como o de Sócrates de Sousa ajuda a entender o seu tentame politico, que levou um madurão como Maduro a chamar-lhe “irmão Sócrates” e um alegado delinquente, como o nebuloso Lula, a vir-lhe apresentar o escrito e a dizer na ocasião que ainda tinha “muito a dar à política”. Traduzido realisticamente, a lixar o seu povo ainda mais, depois de o ter empandeirado. Como se diz em pergunta académica, como é que estes dois tipos puderam chegar – um, a primeiro ministro, outro a boss dum PS. Descriptando, a resposta é simples: porque durante anos uma certa comunicação social, eco de certos extractos da política, foram sistematicamente rebaixando a ética e a simples honradez natural, não só mediante o martelar de conceitos mentirosos (exemplo paralelo e noutro sector, as calúnias do mesmo tipo contra Israel) como através de abandalhamento do imaginário (talks shaws medíocres e avacalhantes, “arte” protagonizada por pintamonos e poetastros/escrituradores geniais administrativamente – geralmente da panelinha comunistóide ou idiotas úteis), e assim por diante. Estar este Costa putativo mandante não é apenas um desconchavo, mas um verdadeiro insulto à inteligencia, à decência cidadã e, no fundo, ao país e ao Povo Português.

  5. tina

    Muito bem dito Troufa de Barros, foi a comunicação social portuguesa que arrastou Portugal para a lama no passado e agora bem tentou mais uma vez, com Costa, mas não conseguiu. É muito evidente a discrepância que existe entre a popularidade de Costa nos meios de comunicação social e a sua impopularidade entre as pessoas. O Sol e agora o Observador são os únicos a contrariar a tendência. Que nojo que metem a RTP, o DN, o Jornal de Notícias, etc, causadores de tanto infortúnio aos portugueses.

  6. Expatriado

    O grupo parlamentar do PS nao é constituido 100% por costistas. Há, certamente, alguns que nao se reveem na aproximaçao do PS ao PCP e BE e que, no caso de a coligaçao ser mandatada para governar pelo PR, podem muito bem viabilizar o programa de governo e o OGE na votaçao da AR mostrando assim o seu desacordo com a linha seguida por AC e viablizando um governo legitimo de alternancia.
    Ao mesmo tempo determinariam tempos muito interessantes no proximo congresso do PS entre os “refugiados da extrema esquerda que se acantonaram no partido” e os socialistas que nao se reveem nessa parte do panorama politico.

    Será possivel que este cenario aconteça por parlamentares com “pomodoros”?

    Fariam jus á tao propalada “representaçao dos eleitores socialistas” que nao concordam com extremismos, de esquerda ou direita.

  7. Gabriel Órfão Gonçalves

    O texto de Maria João Marques tem a minha concordância total (excepção feita à referência ao livro, que não conheço de todo).
    Um partido que não foi o mais votado querer coligar-se pós-eleitoralmente com outro(s) para obter maioria absoluta não é só uma aberração. É ridículo, e nenhum Presidente entregaria o Governo a uma tal anedota, viesse ela da esquerda, viesse da direita. Isto não é uma questão de direita ou esquerda, é uma questão de respeito pela vontade de quem votou!
    Escrevi mais sobre isso aqui, nos comentários:
    https://oinsurgente.org/2015/10/11/paulo-portas-defende-governo-de-convergencia-de-esquerda/

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