Não, não haverá um governo de coligação PS-BE-CDU

1349431952_einstein-duhA CDE e o BE fizeram o bluff na noite eleitoral. O PS chamou o bluff e pediu-lhes para mostrar as cartas. Seguiu-se a cena de teatro: 3 partidos que sabem que não formarão governo vão passar os próximos dias a culparem-se mutuamente pelo insucesso nessa formação. Há certas coisas que, de tão óbvias, não deveriam ter que ser explicadas. Uma delas é a razão porque não haverá um governo de coligação entre PS, BE e CDU. Mas como nalguns círculos a hipótese tem vindo a ser discutida, fica aqui uma curtíssima e incompleta lista de razões pela qual isso não acontecerá.

1. Por causa da CDU: (ignoremos as razões mais óbvias, a histórica e ideológica, e finjámos que o Mundo começou no anom 2000) A CDU pode não ser um partido de poder, mas é um partido com poder, e clientelas. Ao juntar-se a um governo como parceiro minoritário acabaria por ter que fazer cedências que colocariam em risco a imagem que lhe permite manter o poder nos sindicatos e a popularidade nalgumas zonas do país. Ao fazê-lo, abdicaria das clientelas que alimentam o partido e jamais conseguiria livrar-se das consequênciasque daí resultassem. Um custo demasiado alto para um par de anos no governo como parceiro minoritário.

2. Por cause do BE: O BE até seria o partido com mais a ganhar. Sem clientelas nem qualquer tipo de poder, a oportunidade de entrar para o governo pela primeira vez poderia parecer aliciante. Também poderia ser o salto no precipício. Apesar da retórica, o BE sabe que não há dinheiro e que, uma vez no governo, teria que deitar o seu programa fora ou lançar o país num caos pior do que o que o seu partido-irmão na Grécia lançou. Para além disso, a ambição do BE não é a de ser parceiro menor num governo com o PS mas a de ultrapassar o PS como o Syriza fez na Grécia e o Podemos ameaçou fazer em Espanha.

3. Por causa do PS: (como em 1. ignoremos as razões mais óbvias, a histórica e ideológica, e finjámos que o Mundo começou no anom 2000) Não faltarão certamente sectores no PS que governariam com o bloco de esquerda alegremente, tal a proximidade ideológica. Mas, felizmente, nem todo o PS é assim. Uma boa parte do PS não colocaria jamais a hipótese de governar ao lado da CDU ou de acordo com condições ditadas pelo BE. O PS sabe que as eleições se ganham ao centro e que transmitir a ideia ao seu eleitorado (muito dele visceralmente anti-comunista) que votar no PS é arriscar trazer a extrema esquerda para o poder, poderia trazer maus resultados em futuras eleições. Para além disso, o PS perderia uma fonte importante de votos no futuro: se o BE se tornar num partido do arco da governação, o apelo do voto útil à esquerda desvanece. O PS arriscar-se-ia a passar de parceiro sénior de governo hoje para parceiro júnior amanhã. E eles sabem isso melhor do que ninguém.

Peço desculpa pela interrupção. Voltemos aos temas complexos.

30 pensamentos sobre “Não, não haverá um governo de coligação PS-BE-CDU

  1. Vasco

    O Costa estava tão convencido que ia ganhar as eleições, que ainda não se deu conta que as perdeu.

  2. tina

    Claro que nunca haverá, o PR nunca poderá destituir um governo eleito democraticamente para dar posse a um governo de secretaria, à revés da vontade do povo. Quantos socialistas não se sentiriam traídos pelo PS estar a fazer alianças com comunistas, não foi nisso que eles votaram!

    O que cabe agora à coligação e apoiantes é divertirem-se com o pagode, governar em minoria se for preciso e mesmo que sejam derrubados, serem eleitos outra vez, e assim sucessivamente. Desde que o PSD e o CDS se mantenham unidos, nunca mais a esquerda irá ganhar em Portugal. Os tempos mudaram, e a esquerda em vez de mudar com os tempos, caminha ainda mais para trás.

  3. PiErre

    Ora, ora. No PS todos estão dispostos a engolir sapos (BE e CDU) desde que estejam assegurados os seus tachinhos pessoais, Os princípios ideológicos ficam para depois.

  4. “Claro que nunca haverá, o PR nunca poderá destituir um governo eleito democraticamente para dar posse a um governo de secretaria,”

    Mas destituir qual governo? Neste momento o governo atual está destituído por natureza (em virtude de ter havido eleições) – quer nomeie um governo PSD/CDS, quer nomeie um governo PS/BE/PCP, o presidente não vai “destituir” governo nenhum.

    E caso o presidente nomeie um governo PSD/CDS e este seja rejeitado pela Assembleia de Republica, também não é o PR que o vai “destituir”, é a AR.

  5. anonimo

    Por muito que me custe nesta caso concreto, tenho de admitir que numa democracia madura a solução PS+PCP+BE é, em abstracto, uma alternativa a um governo em minoria PSD+PP viabilizado pelo PS. De qualquer forma, acho que isso não vai acontecer, mas o PS vai viabilizar o governo PSD+PP, garantindo o mínimo denominador comum nas áreas económicas e depois formar uma maioria no parlamento para as “causas fracturantes”. Assim satisfaz o seu eleitorado de direita e o de esquerda se conseguir justificar bem o equilíbrio.

  6. lucklucky

    Por muito que me custe nesta caso concreto, tenho de admitir que numa democracia madura a solução PS+PCP+BE

    Isto é a gozar? o PCP é Marxista-Leninista, quer acabar com as eleições e com a Assembleia da Republica.
    E o BE quando tiver poder de mandar a polícia a casa das pessoas não andará longe disso.

  7. Tiago

    Nesta coligação um dos dois vai ter que rasgar o programa e dizer aos eleitores que elegeram gato por lebre.

    Programa do PS pg. 8

    Click to access programa-eleitoral-PS-legislativas2015.pdf

    Do ponto de vista do PS, a Europa e, dentro dela, a Zona Euro, são o espaço de referência de Portugal. É aí que queremos situar-nos, e é aí que podemos desenvolver-nos. Ao contrário do que pensam as forças políticas que, mais ou menos explicitamente, defendem, ou pelo menos admitem, a saída do euro, o PS entende, pelo contrário, que isso significaria um grave retrocesso para o nosso país. É dentro da Europa e com a Europa que os desafios devem ser vencidos – quer os muitos desafios que partilhamos com os restantes Estados-membros, quer os desafios que nos são particulares.

    Programa do PCP pg. 31

    Click to access programa_eleitoral_pcp_legislativas_2015.pdf

    O euro e os constrangimentos da União Económica e Monetária servem os interesses da banca, nacional e estrangeira, e dos grupos monopolistas, mas são contrários aos interesses dos trabalhadores e do povo português, bem como dos trabalhadores e dos povos europeus. Dentro do euro, Portugal fica amarrado à estagnação e à recessão, ao desaproveitamento das suas potencialidades, e ao subdesenvolvimento. A melhor solução seria a dissolução da União Económica e Monetária, negociando medidas compensatórias para os povos que podem ter mais dificuldades no processo.
    Libertar o País da submissão ao euro é uma condição necessária, embora não suficiente,
    do desenvolvimento nacional.

  8. Troufa de Barros

    O cavalheiro que aqui escreve que numa democracia madura seria possível (e desejável, seu maduro?) um governo PS+CDU+BE, é democrata só em aparencia.O que ele desejava era que aqui vigorasse um regime fascista vermelho. E o resto é conversa de tipo maduro, mas imaturo e velhacote. Ou um inconsciente, dobrado de pedante.

  9. “Isto é a gozar? o PCP é Marxista-Leninista, quer acabar com as eleições e com a Assembleia da Republica.
    E o BE quando tiver poder de mandar a polícia a casa das pessoas não andará longe disso.”

    Para fazerem isso tinham que ter 2/3 dos deputados para puderem mudar a constituição (ou, em alternativa, escolherem juízes para o TC que os deixassem fazer isso)

  10. “O cavalheiro que aqui escreve que numa democracia madura seria possível (e desejável, seu maduro?) um governo PS+CDU+BE, é democrata só em aparencia.”

    Quer dizer que numa democracia deve haver um artigo na constituição proibindo partidos como o PC de irem para o governo?

  11. Tiago

    Uma coligação destas não dura muito tempo. Quanto mais radical maior a tendência a fragmentação. No primeiro desentendimento surgiriam 3, 4 partidos novos. O Syriza é um exemplo. Em grego Syriza significa Coligação da Esquerda Radical. Em 7 meses de governo parte da coligação desintegrou (a que se dizia “verdadeiramente de esquerda”). Aqui em Portugal o Bloco de Esquerda nos últimos 5 anos gerou os seguintes produtos: Livre, Forum Manifesto, Junto Podemos, Agir, 3D, etc. Todos eles se apresentando como “a verdadeira esquerda” e com a solução derradeira para a “união das esquerdas”.

  12. JS

    O PCP “… Para fazerem isso tinham que ter 2/3 dos deputados para puderem mudar a constituição …” . “You must be kidding”. 🙂

  13. Na verdade, eu tenho a forte suspeita que qualquer governante, por mais democrata e liberal que fosse, se tivesse objetivamente poder para isso, acabaria por acabar com o parlamento (veja-se que há tempos o primeiro-ministro de uma democracia tão insuspeita como o Canadá aproveitou um artigo obscuro da constituição para mandar fechar o parlamento para férias quando ia ser votada uma moção de censura) e com as eleições e por mandar a policia a casa das pessoas. O que garante a democracia e/ou a liberdade não é ter democratas no governo, é ter uma organização do sistema política que torne difícil aos governantes acabarem com a democracia mesmo que o queiram (e não me refiro apenas a organização formal, mas também informal – p.ex., disposição dos cidadãos para aceitar obedecer a um governo que suspendesse as instituições democráticas).

  14. Arlindo Lopes

    Penso que o autor está a ser demasiado optimista em relação à racionalidade e moderação da liderança do PS. Não me parece que um partido de seguidores de Costa (furibundos de si próprios e da perda de face), de seguidores de Seguro (que só querem aplaudir o caos causado pelo Costa), de seguidores de Sócrates (mortinhos por usar o poder para branquear e ilibar este) e também de gente da chamada esquerda caviar (que não sabe a inviabilidade econômica da ideias da extrema esquerda) seja capaz de preferir a moderação à sede de poder.

    Quanto ao desafio do Cavaco, é fácil de contornar, e dá para todos (os grupos anteriores) cumprirem os seus desejos. Até as eleições presidenciais, irá haver um publicamente moderado PS. nas eleições, todo o PS, vai esperar a derrota do candidato socialista para catalisar os seus planos. No congresso, vai se deitar muita lenha na fogueira… A seguir cai o governo pela mão do novo secretário geral, que assumo, vai virar à esquerda. Porquê? Fácil, com eleições directas, a extrema esquerda vai se mobilizar para votar e os moderados não se vão mobilizar tanto.

    Resumidamente, não vejo nada no PS que incentive à não radicalização. Ódio, inveja e um tresloucado sentido de injustiça sempre foram atiçadores de radicalismos de esquerda.

  15. tina

    São as seguintes as condições de Jerónimo:
    •Valorização dos salários, nomeadamente o aumento do salário mínimo para 600 euros no início de 2016;
    •Combate à precariedade – alteração à legislação laboral
    •Reforço da contratação colectiva
    •Reposição dos salários, pensões e feriados e outros direitos cortados nomeadamente os complementos de reforma;
    •Política fiscal justa;
    •Eliminação das taxas moderadoras
    •Reposição do transporte de doentes não urgentes
    •Reversão dos processos de concessão, sub-concessão e privatização das empresas de transporte;
    •Revogação da alteração à lei da interrupção voluntária da gravidez;
    •Retomar o controlo público de empresas estratégicas
    •Renegociação da dívida

    Ou seja, sem isto não aprova o OE do PS. O PS foi entalado, da mesma maneira que queria entalar a coligação, ahahaha

  16. tina

    Isto prova como fazer coligações pós eleições é completamente disparatado. Se Costa for suficientemente sedento de poder, poderá concordar com tudo o que o BE e o PCP quiserem, e o país acabará por ser governado por linhas de extrema esquerda quando foi um governo de centro que ganhou!..

  17. «O PCP “… Para fazerem isso tinham que ter 2/3 dos deputados para puderem mudar a constituição …” . “You must be kidding”. :-)»

    Vamos por as coisas de outra maneira – imaginemos que EU anunciava a dissolução da Assembleia da República e a criação de um Comité de Salvação Pública com poderes absolutos composto por mim e pelo meu gato. E…? Completamente irrelevante, já que ninguém me ia ligar nada.

    Então vamos lá ver – mesmo que quisessem, como é que ministros do PCP no governo poderiam acabar com o parlamento e com as eleições? Se fossem minoritários, nada feito (se estivéssemos nos tempos da guerra fria, quando muito poderiam passar informação secreta para a URSS) – se os ministros do PCP anunciassem a dissolução da AR e a sua substituição por um politburo, seriam provavelmente demitidos no dia seguinte e tal seria lembrado como o golpe mais ridículo da história.

    Mas mesmo um governo controlado pelo PCP só poderia acabar com as eleições e o parlamento dando um auto-golpe, mas isso implicava que, mesmo depois do governo entrar na ilegalidade, o aparelho de estado (nomeadamente o exército e a polícia) continuasse a obedecer às suas ordens, e tivesse pelo menos a não-oposição de parte substancial da população; note-se que os golpes comunistas na Europa de Leste ocorreram em países que estavam mais ou menos ocupados pelo exército soviético (tirando a Jugoslávia e a Albânia, em que aí foram os guerrilheiros a por o PC no poder, mas o mecanismo é parecido), e em que portanto o PC tinha um instrumento (o exército vermelho) para impor o seu projeto politico; já nos países sem tropas soviéticas em que o PC integrou coligações de governo após a guerra (França e Itália, talvez mais algum), mal deixaram de ser úteis (nomeadamente como domesticadores dos sindicatos) foram logo postos a andar (uma curiosidade: pela definição de “ganhar eleições” que ultimamente tem sido popular neste blog e semelhantes, o PC “ganhou” quase todas as eleições francesas dos anos 40 e 50)

  18. lucklucky

    “Para fazerem isso tinham que ter 2/3 dos deputados para puderem mudar a constituição (ou, em alternativa, escolherem juízes para o TC que os deixassem fazer isso)”

    Mas o que é que interessa a Constituição. O PCP quer acabar com ela e não precisa de 2/3 dos deputados. Basta o ar do tempo mediático estar a favor e muitas manifestações.
    Que para quem não sabe manifestações quase sempre são sempre ameaça de violência nas mãos da extrema esquerda.

    O Santana Lopes foi corrido de Primeiro Ministro sem um levantar de sobrancelhas.
    O IRS é um imposto inconstitucional pela norma que indica que ninguém deve ser discriminado economicamente. Tudo isto passou e passa se o poder da opinião publicada aceitar.

    O PCP tem o poder que tem com 90% dos eleitores contra ele. Agora imagine com 30% dos votos, ou 70% de opositores.
    Se hoje já acham ilegitimo um qualquer Governo de Direita imagine-se com a arrogância de 30% dos votos o que não fariam. Manifestações e intimidação como qualquer movimento Marxista-Leninista.

  19. tina

    “Como em 1978, 1983, 2002 e 2011?”

    A diferença aqui é que quem fez a coligação já tinha ganho as eleições não foi? Já estava numa posição mais confortável, não tinha de se desviar tanto dos objetivos que os eleitores escolheram em primeiro lugar. Uma situação totalmente diferente do que se passa agora, em que são feitas coligações com os partidos que perderam as eleições.

  20. Revoltado

    Está-se toda a gente marimbando para o PC e BE. São 2 partidos sem qualquer expressão na realidade social e económica portuguesa. Os seus eleitores são operários fabris (PC) e intelectuaizecos de sofá (BE). A juntar a isto, uma grande franja dos seus eleitores, que não faz ideia de qual o programa ideológico destes partidos, voutou neles simplesmente porque são “pequeninos”. Aqui jogou a favor deles a ignorância política dos portugueses (que é muito grande) e o background católico da nossa sociedade, preocupado com os pobres e coitadinhos dos pequenos partidos que não têm votos.

  21. Miguel Madeira,

    A Constituição da democracia madura proíbe partidos de índole fascista. Ninguém sabe ao certo o que é o fascismo como definido por quem escreveu a coisa, porém. Não deve ser o dos livros de história.

  22. k.

    “Revoltado em Outubro 8, 2015 às 08:12 disse:”

    Bem, por essa ordem de ideias, também poderemos “não nos marimbar” para o CDS.

    Acho que 20% dos votos (CDU + BE) não é um valor desprezivel..

  23. “A diferença aqui é que quem fez a coligação já tinha ganho as eleições não foi? Já estava numa posição mais confortável, não tinha de se desviar tanto dos objetivos que os eleitores escolheram em primeiro lugar.”

    Não necessariamente – imagine-se um exemplo hipotético em que o BE elegia 100 deputados, o PSD 90 e o CDS 40 (e tendo esses partidos programas similares ao que têm atualmente – mas com o PSD e o CDS concorrendo separados); muito provavelmente um governo PSD+CDS iria fazer politicas mais parecidas com as politicas que a maioria dos eleitores queriam ver postas em prática do que um governo BE (afinal, em principio mais gente teria votado no PSD ou no CDS do que no BE).

    O que a tina pode dizer é que as diferenças ideológicas entre o PS e o PCP e BE são muito maiores do que as entre o PSD e o CDS, logo faz menos sentido dizer “a maioria dos eleitores votou num programa de esquerda” do que meu cenário hipotética faria sentido dizer “a maioria dos eleitores votou num programa de direita” (já que talvez seja mais artificial agregar os votos do PS, BE e CDU do que seria agregar os votos do PSD e do CDS), mas então isso será subretudo um argumento contra coligações entre partidos com grandes diferenças entre eles, não tanto um argumento contra coligações deixando o partido mais votado (imagino que seja isso que a tina quer dizer com “ganhou as eleições”)

    Um aparte sobre ganhar eleições – faça um busca na caixa de pesquisa deste blogue sobre “Dinamarca”: o primeiro post que lhe vai aparecer diz, e com toda a razão, “Coligação de esquerda derrotada na Dinamarca” (e isso apesar do partido mais votado ter sido o equivalente local do PS – mas como o conjunto dos partidos que apoiavam o governo perdeu a maioria, quase todas as noticias, artigos de blogs, etc. sobre o assunto escreveram, com toda a naturalidade, que o governo tinha sido derrotado e/ou que a oposição de direita tinha ganho – é verdade que admito que há alguma diferença entre uma situação em que, antes das eleições, já está mais ou menos predefinido que um conjunto de partidos, mesmo concorrendo sozinhos, vão aliar-se se tiverem a maioria do que uma situação em que a ideia de uma coligação surge à pressão após as eleições)

  24. “Está-se toda a gente marimbando para o PC e BE. São 2 partidos sem qualquer expressão na realidade social e económica portuguesa.”

    Possivelmente, mas suspeito que as ideias representadas por este blogue ainda menos expressão têm…

  25. Vasco

    Miguel Madeira: “Quer dizer que numa democracia deve haver um artigo na constituição proibindo partidos como o PC de irem para o governo?”.
    E já não é assim??? A Constituição não proíbe partidos de cariz fascista??? OS COMUNAS SÃO NOJENTOS!!!!!!!

  26. Pingback: Foram avisados | O Insurgente

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