Passos é o primeiro líder de um país sob programa a ser reeleito

Passos é o primeiro líder de um país sob programa a ser reeleito, no Económico.

“Se após quatro anos de austeridade, a coligação vencer com uma maioria muito expressiva próxima da maioria absoluta, Portugal pode transformar-se num case study”, afirmou ao Económico o professor de ciência política do Instituto de Ciências Sociais (ICS), António Costa Pinto.

Ok, não houve maioria. Mas houve uma vitória pioneira.
Pela minha parte, sinto muito orgulho em ser Português e não Grego.
Tal como em 1974, mostramos o caminho a Espanha.
Tal como em séculos passados, mostramos resiliência em situações extremas.

#Orgulho

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13 pensamentos sobre “Passos é o primeiro líder de um país sob programa a ser reeleito

  1. JS

    PSD e CDS-PP perderam uns astronómicos 727.111 eleitores … mas “ganharam” !!!.
    Desiludidos os seus ex-eleitores ou foram “embora” ou mudaram de loja.

    Menos 180.122 cidadãos deixaram de ir às urnas.
    O PS teve mais 182.050 eleitores !.
    O Bloco de E. mais 260.947 eleitores !.
    A CDU mais 3.397 eleitores !.
    O PAN teve 74.656 eleitores ! ….

    As análises com %s ( e o sistema eleitoral ) são uma anedota mal contada.
    A “maioria”, aquele grupito de interesses, foi !!! expressamente !!! rejeitado por quase 3 milhões de eleitores e ignorada por mais de 4 milhões, mas continuará a governar com 2 milhões ….

  2. João de Brito

    “Passos é o primeiro líder de um país sob programa a ser reeleito”
    Verdade.
    E isso significa…?!…

  3. Fernando S

    “A “maioria”… foi … rejeitado por quase 3 milhões de eleitores e ignorada por mais de 4 milhões”

    Ou seja, a coligação PàF não teve os votos de um pouco mais de 60% dos votos de menos de 60% do eleitorado.

    Bom, se é assim, então :
    – o PS foi rejeitado por quase 70% dos votantes
    – o BE foi rejeitado por quase 90% dos votantes
    – a CDU foi rejeitado por mais de 90% dos voyantes
    – e todos foram ainda “ignorados” por mais de 40% dos eleitores

  4. JS

    Votar é escolher.
    É expressar individualmente a sua opinião política sobre os partidos e sobre o sistema eleitoral.

    Este sistema eleitoral proporciona a um cidadão recenseado, e devidamente identificado como tal, várias formas de se expressar:
    -votar expressamente a favor de um partido,
    -rejeitar expressamente uma área partidária (voto útil),
    -rejeitar todos partidos no boletim (voto branco),
    -rejeitar expressamente partidos e/ou sistema eleitoral (voto nulo)
    -ignorar os partidos e/ou o sistema eleitoral vigente (abstenção)

    Tudo escolhas respeitáveis. Votar é escolher dentro do sistema eleitoral vigente.

    Se alguns partidos e analistas dizem que não gostam do que o soberano eleitor expressa, de qualquer uma de esta formas, nomeadamente com o que a (vencedora) abstenção indicia que é a discutível representatividade dos vencedores, … paciência.
    Sim, claro, JHB, ganha-se por um voto.
    Afinal alguém continua consistentemente a “ganhar” …

  5. Fernando S

    JS : “Se alguns partidos e analistas dizem que não gostam do que o soberano eleitor expressa,..

    Quem diz ??!…

    .
    JS : “ignorar os partidos e/ou o sistema eleitoral vigente (abstenção)”
    O que é que significa “ignorar” ?
    As motivações dos abstencionistas são muitas diversas.
    Uma boa parte não traduzem qualquer opinião formada sobre o sistema eleitoral ou sequer sobre a qualidade dos partidos.
    Muitos absteem-se porque desconhecem ou não se interessam.
    Muitos, talvez a grande maioria, absteem-se pelas razões mais banais, porque não se querem dar ao trabalho de ir votar ou porque preferem fazer outras coisas.
    Quase todos porque consideram que os resultados possiveis das eleições não é de molde a alterar as suas vidas, para o melhor ou para o pior.
    No fim de contas, estas motivações, muitas vezes sobrepostas, quando muito, mais do que uma rejeição assumida ou intuida do sistema revelam antes um certo conforto com o que existe.
    De resto, inquéritos e estudos feitos por todo o lado teem mostrado que a maior parte dos abstencionistas, se votassem, o fariam de um modo muito aproximado do dos votantes efectivos.
    Ou seja, a parte daqueles que se absteem conscientemente e deliberadamente por rejeitarem o sistema politico e todos os partidos que se apresentam às eleições (o “ignorar” que o JS procura generalizar à totalidade da abstenção) são … uma minoria !
    Em todos os casos, a abstenção é uma liberdade, um direito, que é dada a todos os cidadãos de não serem forçados a participar num processo eleitoral.
    Deixemo-la ser apenas isso.

    .
    JS : “… a (vencedora) abstenção indicia que é a discutível representatividade dos vencedores,…”

    A “abstenção” não é vencedora de coisa nenhuma.
    As eleições destinam-se a identificar e a hierarquizar as escolhas politicas dos … votantes (e não as dos não votantes) !
    Não faz qualquer sentido atribuir um significado politico à abstenção.
    Nas democracias maduras a abstenção representa sempre uma percentagem significativa, normalmente entre 30 e 50%. A taxa de abstenção em Portugal é perfeitamente normal e, embora tenha uma tendencia de longo prazo para um ligeiro crescimento, mantém-se até bastante estável
    Não é um partido ou sequer uma corrente politica. Não representa uma opinião.
    Assim sendo, a abstenção, por maior que seja, e mesmo que represente uma maioria do eleitorado potencial, não põe em causa a legitimidade democratica dos vencedores das eleições.
    De resto, se se desse à abstenção o significado politico que alguns pretendem, então a esmagadora maior parte dos vencedores em eleições democraticas representariam … uma minoria do eleitorado potencial (o somatoria dos votos nos outros partidos, dos votos brancos/nulos, e da abstenção é normalmente superior aos votos no partido vencedor) !!

  6. JS

    F.S. – Também não sei qual a motivação real de cada um dos mais de 4 milhões de abstencionistas. Nisso estamos de acordo e conjecturas são só isso, conjecturas.

    Abster-se tem de ser um acto político tão respeitável como o de votar num partido, ou em branco. Ou até anular o boletim de voto com um preenchimento não regulamentar.
    Respeitemos os pontos de vista alheios. Trata-se de uma consulta aos cidadãos.
    Abster-se ou anular o boletim nem sequer deteriora o todo do acto eleitoral.

    Outra forma de ajuizar o acto de se abster, ou votar, numa eleição, é uma elementar falta de respeito. Mas presunção e água benta cada um faz a que quer. Saudações.

  7. Fernando S

    JS,
    Pelos vistos estamos de acordo quanto a não atribuir um significado politico à abstenção.
    Por isso não percebo os seus comentarios em cima em que, se percebi bem, o JS parece querer adicionar o “ignorar” dos abstencionistas ao “rejeitar” dos que votaram noutros partidos para questionar a representatividade e a legitimidade de quem ganhou (sem aspas nem pontos de exclamação) as eleições.
    A grande novidade destas eleições, apontada inclusivamente por muitos observadores externos, é que os partidos de um governo que aplicou uma dura (mas necessaria e inevitavel) politica de austeridade e ajustamento acabaram por ganhar as eleições (isto é foram claramente o programa politico mais votado pelos eleitores).
    Saudações.

  8. JS

    FS. Pura descrição. Se entrar numa tasquinha, pela primeira vez, e não encontrar na lista nada que lhe agrade, e se tiver a paciência de passar por lá mais 2 ou 3 vezes com o mesmo resultado (sem falar em outras formas de avaliação) provavelmente passará a ignorar essa tasquinha. Admitamos, com todos os erros que viciam este tipo de análise.

    Criou-se o mito, mais um, de que a abstenção eleitoral é uma atitude a modos que não cívica !.
    Negam, escamoteiam, tratar-se de um claro, e gritante, gesto com importante significado. Quiçá mais verdadeiro que o voto útil, por exemplo. Não obriguemos, democraticamente, ninguém a seguir esta posição, nem a contrária.

    Curioso este ostracizar a abstenção.
    Afinal uns tantos, forçosamente poucos, uma minoria, dão-se ao luxo de considerar como “não cívicos” a maioria dos portugueses. Enfim, opiniões, mitos.
    Mito que obviamente agrada aos seus autores e que colhe favoravelmente aqui e acolá.
    Se sabe porquê agradeço uma dica.

    Ps. Não era o pretendente Marcelo que queria democraticamente tornar obrigatório o voto em eleições ?. Porquê ?. Sabe porquê ?.
    Temos que esclusivamente comer o que alguém nos impinge?. Ainda por cima tão maus cozinheiros.

  9. Fernando S

    JS,
    Estou com uma certa dificuldade em segui-lo !… 🙂
    Afinal, parace que o meu amigo sempre quer atribuir um certo significado politico à abstenção quando diz que os abstencionistas não votam porque “não encontram na lista nada que lhes agrade”.
    Não penso que seja assim.
    Ou melhor, apenas uma pequena minoria é abstencionista “politico” neste sentido, rejeita o sistema e todos os partidos politicos, abstem-se deliberadamente, mesmo que não tenha mais nada que fazer.
    Mas, como referi nos meus comentarios anteriores, existem muitas outras motivações que fazem com que muitas pessoas acabem por não ir votar e a maior parte dessas motivações não teem qualquer significado politico.
    E se quizermos mesmo relacionar a abstenção com a politica então a ideia geral que se pode tirar não é a de que os abstencionistas estão indiferentes ou descontentes com a situação mas antes a de que uma maioria dos abstencionistas esta suficientemente confortavel e tranquila com a situação e com qualquer dos resultados previsiveis que nem sequer considera importante ir votar.
    Repito : a maior parte da abstenção não é anti-sistema e anti-partidos do sistema, antes pelo contrario.
    Agora, é efectivamente verdade que alguns sectores politicos procuram instrumentalizar a abstenção a seu favor : quem perde as eleições tende a considerar que a abstenção elevada retira representatividade e legitimidade a quem as ganha.
    Os partidos que perdem acreditam que uma parte significativa dos abstencionistas teria normalmente votado por eles.
    Aqueles que se absteem deliberadamente com motivações politicas, anti-sistema e anti-partidos do sistema, e que apelam politicamente à abstenção, consideram automaticamente que o resto da abstenção responde à mesma motivação e que uma abstenção elevada é uma deslegitimização do regime e de todos os partidos. De resto, vendo bem, muitos destes abstencionistas “politicos” teem um projecto politico em mente mas sentem-se frustados por não existir nenhum partido em que se sintam verdadeiramente representados.
    Ora, nem uma nem outra destas leituras é correcta.
    A abstenção não pertence a ninguém, é politicamente relativamente neutra.
    Penso que concordamos em que a abstenção é um direito, uma liberdade. Ninguém deve ser obrigado a votar, a participar.
    E a não participação no acto eleitoral não deve ser vista como algo de negativo, imoral. Cada pessoa “participa” como muito bem entende, votando ou não votando.
    Mas, em sentido inverso, aqueles que decidiram não votar também não teem nenhuma razão ou moral para vir depois queixar-se dos resultados eleitorias e, sobretudo, do facto de não se sentirem eventualmente representados nas instituições democraticas.
    Se porventura uma ou mais partes de abstencionistas quizerem interferir activamente na vida politica teem forçosamente que constituir organizações ou partidos politicos e participar da vida politica. E isto com as regras que existem, constitucionalmente estabelecidas, e não com aquelas que eles consideram justas. Participando, se conseguirem reunir consensos e maiorias suficientes para tal, poderão então tentar mudar o sistema.

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