Voto (in)útil

Mark van Laere @flickr.com (creative commons)
Mark van Laere @flickr.com (creative commons)

António Costa está a perder o centro. É isso que dizem a tendência das sondagens. O próprio líder do Partido Socialista também parece não acreditar que consegue conquistar suficientes votos ao centro e agora apela ao voto dos apoiantes dos partidos à sua esquerda. Mas a maioria dos indecisos não está, penso, à esquerda do PS…

Face à incerteza dos resultados o Observador equacionou 8 cenários pós-eleições. Excluindo uma maioria absoluta da coligação Portugal à Frente ou do Partido Socialista prevê-se crise política a curto e médio prazo.

Em que partido está o voto útil? Há voto útil? Qual o cenário mais provável? Deixem a vossa opinião aqui nos comentários ou na nossa página do Facebook.

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21 pensamentos sobre “Voto (in)útil

  1. Fernando S

    Para alguém que se considere “à direita” ou “ao centro” (por oposição a “à esquerda”), eventualmente “liberal”, o voto util é votar no PàF no sentido de se conseguir :
    a) se possivel, que esta coligação tenha uma maioria absoluta para governar sozinha
    b) ou, pelo menos, que tenha uma vitoria suficientemente expressiva para poder governar com uma maioria relativa com legitimidade reconhecida suficiente para que o PS, com uma derrota esmagadora às costas, mude de liderança, assuma um posicionamento mais moderado e responsavel, e não inviabilize a continuação de uma politica de consolidação das contas publicas e de reformas estruturais (sistema de pensões, legislação laboral, privatizações, descida do IRC, etc).

  2. Fernando S

    … ou até mesmo de “centro-esquerda”, “social-democrata”, “democrata cristão”, “social-liberal”, etc, e não queira correr o risco de se voltar às velhas politicas irresponsaveis de um PS ainda demasiado “socratico” …

  3. Fernando S

    … e não queira sobretudo correr o risco de se poder a vir a constituir uma aliança de governo PS+CDU+BE (ou apenas um deles), que seria “contra natura” e oportunista, juntando na partilha do poder um partido que defende a UE e a permanencia no Euro e um ou mais partidos que são contra, o que, para além de lançar de novo o pais na aventura da emergencia financeira, seria um elemento de instabilidade e de duração limitada …

  4. rrocha

    Na minha modesta opinião sim ha mas para a aqueles que o Seu Voto e uma importante conquista “uma pessoa um voto”
    Nestas eleiçoes ainda e mais importante o voto util ainda que se tenha de engulir sapos, para o voto fazer diferença ele tem de chegar a assembleia da republica e com 19 partidos/coligaçoes e desperdiçar o voto em maior parte delas.
    Basicamente temos 2 opçoes PAF e PS quem se sente mais a direita PAF quem se sente mais a esquerda PS.
    o bipartidarismo e um caminho que mais tarde ou mais cedo teremos que seguir e agora e um momento indicado para o começar.

    Sejamos realistas o CDS/PP ja nao se separa da politica do PSP , o PCP esta parado no tempo e com uma politica ultrapassada , o BE “os novos comunistas” so chegam ao poder junto com o PS, o PVerdes=PCP , Marinho Pinho demagogia , Livre =BE chateados, etc

  5. Troufa de Barros

    Há que dizer, sem acinte mas frontalmente: ao contrário do que dizem comentadores, nomeadamente o detestável Luis Delgado, Costa não está a esfumar-se por a campanha lhe estar a correr mal,ou com azar por, e cito o inenarrável camarada dele Campos, os portugueses serem estúpidos. Isso sucede por Costa ser politicamente um medíocre e por o PS ser, estruturalmente, factor dessa mediocridade cínica. Agora,em desespero de causa vem dizer que este PS não é o de Sócrates – ele que tentara que a figura do ex-44 não aparecesse na campanha para não despertar memórias amargas! Por cálculo astucioso, mas velhacote, não correu como devia com a sombra do antecessor… E agora está apagar caro a “jogada pacóvia”. Costa é pois um lamentável cavalheiro. Pense-se, assim, o que seria Portugal sob o mando deste sujeitinho!

  6. Fernando S, para um liberal haverá grande diferença entre governo PSD/CDS e governo PS?
    Nota: estou a falar de governação e não dos programas eleitorais; todos sabemos que o prometido nunca é o realmente implementado.

  7. Fernando S

    BZ,
    Uma “grande diferença” é muito relativo. Se, por exemplo, nos colocarmos no plano da “utopia liberal”, claro que a diferença que se percepciona é pequena.
    Mas no campo actual de possibilidades, que um liberal (com os pés na terra e que deseja ser protagonista, por mais insignificante que seja, no curso dos acontecimentos) deve ter em conta, parece-me que há uma “diferença suficiente” entre :
    a) um governo de um PS que levou o pais para as portas da bancarrota e quer agora voltar a repetir receitas do mesmo género.
    b) um governo PSD/CDS que tirou o pais da emergencia financeira, atenuou e corrigiu desequilibrios, relançou a economia e o emprego, e se propõe continuar na mesma senda.

  8. Fernando S, mas se PS tivesse ganho eleições em 2011 teria também implementado o Memorando de Entendimento com troika (veja-se os vários PEC da governação PS em 2010 e o seu programa eleitoral de 2011).

    O PS repetir receitas do passado se for governo não é credível. A realidade ditará a acção do Governo. Qualquer que seja o vencedor.

    Não tenho é dúvidas que as medidas implementadas serão de cariz socialista. Devo, como liberal, votar PàF por causa de uma “diferença suficiente”? Acho que não!

  9. Fernando S

    Um governo de um PS que levou o pais para as portas da bancarrota e o mergulhou na recessão e na austeridade.
    Sim, porque a responsabilidade pela emergenci financeira e pela auteridade e recessão que implicou, de 2011 a 2013, foram da responsabilidade imediata dos governos PS de José Socrates !!
    Governos estes onde, não nos esqueçamos, o actual leader do PS era o n° 2.
    Leader este que assumiu claramente que quer agora fazer o mesmo tipo de politicas que foram feitas antes … sem as grandes obras publicas !

  10. Sim, PS levou país à bancarrota. Mas também tentou, em 2010 e 2011, implementar medidas de austeridade para sair dessa situação.
    Por outro lado também temos um governo PSD/CDS que deixou na gaveta o guião da reforma do Estado. Para aumentar impostos todos os partidos estão disponíveis…

  11. Fernando S

    BZ : “mas se PS tivesse ganho eleições em 2011 teria também implementado o Memorando de Entendimento com troika (veja-se os vários PEC da governação PS em 2010 e o seu programa eleitoral de 2011).”
    Como pode estar certo disso ?
    Os varios PEC, que até iam no bom sentido, eram no entanto muito insuficientes e nem sequer eram verdadeiramente aplicados. Por isso é que se sucederam uns aos outros. E por isso é que a situação ficou descontrolada e foi preciso pedir ajuda à Troika.
    O PS no governo teria implementado o programa da Troika ?
    Também penso que teria procurado faze-lo.
    Mas certamente de modo muito mais hesitante e procurando sempre atrasar ao maximo a adopção das medidas necessarias.
    O PS teria também aplicado uma austeridade, porventura até muito forte, mas com resultados piores do que aquele que teve o governo de Passos Coelho.

    .
    BZ : “O PS repetir receitas do passado se for governo não é credível. A realidade ditará a acção do Governo. Qualquer que seja o vencedor.”

    Também penso que o PS no governo não faria exactamente o que fez no passado. Quanto mais não seja, e principalmente, porque não teria o dinheiro para o fazer.
    Mas, tal como teria acontecido a seguir a 2011, o PS vai “arrastar os pés”, vai pedinchar facilidades à UE, vai fazer pior do que pode fazer um governo PàF dirigido por Passos Coelho.

    .
    BZ : “Não tenho é dúvidas que as medidas implementadas serão de cariz socialista.”

    Privatizar a TAP e concessionar a privados empresas de transporte publico é de cariz socialista ?!…
    Conter a despesa e o investimentos publicos é de cariz socialista ?!…
    Plafonar as pensões publicas e introduzir um esquema de capitalização privado é de cariz socialista ?!…
    Baixar o IRC é de cariz socialista ?!…
    ….
    ….
    Mas mesmo que fosse.
    É certamente menos “socialista” do que pode vir a fazer um governo do PS.
    O papel de um liberal não é apenas o de apoiar medidas e governos de cariz claramente liberalizador.
    Também é, e muitas vezes está confinado a isso, opor-se àqueles que mais querem intervencionar a economia.
    E a este respeito não existem duvidas de que os reflexos e os projectos dos socialistas são bem mais intervencionistas do que os dos partidos à sua “direita” e, em particular, do seu leader actual, Pedro Passos Coelho.

  12. Fernando S

    BZ : ” também temos um governo PSD/CDS que deixou na gaveta o guião da reforma do Estado. Para aumentar impostos todos os partidos estão disponíveis…”

    O “guião” da reforma do Estado era apenas isso … um “guião”.
    De resto, a reforma do Estado não se faz com grandes proclamações, de um dia para o outro, com grandes medidas que põem tudo de pernas para o ar.
    Faz-se também, e sobretudo, caminhando, com pequenos passos, com medidas por vezes avulsas. Por exemplo, com cortes nas despesas e nos investimentos publicos.
    O governo PSD/CDS, em apenas 4 anos e em condições muito dificeis, inclusivé com fortes resistencias e oposições internas, dos interesses instalados às instituições (TC, etc), fez coisas que um governo PS não teria feito ou teria feito mais lentamente e com menos determinação : cortes de despesas, redução de funcionarios, diminuição de subsidios, privatização de empresas publicas, etc, etc.

    O governo PSD/CDS aumentou impostos ? Certo.
    Poderia não os ter aumentado. Não.
    O Estado estava praticamente falido.
    Os credores exigiram que o governo português aumentasse impostos.
    Resistencias internas, em particular do TC, obrigaram a que estes aumentos fossem ainda maiores.
    Mesmo assim, o programa da Troika e a acção do governo Passos Coelho conseguiram que os aumentos de impostos não caissem tanto sobre as empresas e os investidores mas afectassem sobretudo as familias portuguesas com rendimentos e patrimonio acima de um certo nivel.
    Um Partido Socialista no governo teria feito o contrario.
    Como, de resto, se percebe no programa eleitoral actual do PS, que promete baixar impostos e contribuições das familias e compensar com uma fiscalidade mais pesada sobre as empresas.
    Os governos socilistas de José Socrates, para ganhar eleições, também fizeram o erro de não aumentar impostos, e até de baixar alguns, quando as finanças publicas estavam a derrapar. Viu-se depois o resultado.
    Um liberal tem sempre e naturalmente em mira o objectivo de baixar impostos.
    Sobretudo partindo de uma diminuição do peso e dos gastos do Estado.
    Mas há circunstacias historicas concretas que podem justificar e tornar indispensaveis aumentos de impostos, ou pelo menos de certos impostos.
    Por exemplo, pouca gente sabe que uma das razões principais da queda do antigo regime e da revolução francesa e sucessiva radicalização “socializante”, condenada pelos mais liberais no sentido “classico”, foi precisamente uma crise duradoura das finanças publicas, antes e durante a “Revolução” e que esta crise se deveu … à oposição, à incapacidade ou à falta de coragem dos governantes para aumentar os impostos a serem pagos pelas categorias que estavam então em condições de o fazer.
    Sem equilibrar primeiro as contas do Estado não é possivel estabilizar a situação financeira global e criar condições para fazer as reformas que podem depois conduzir a uma progressiva mas estrutural diminuição da carga fiscal global.

  13. JPT

    Alguém tem de dizer ao BZ e ao BA que em Portugal há eleições, e que se não as ganharmos não mandamos, e que se não mandamos nós mandam outros. Ora, uma “reforma do Estado”, no clima económica em que estávamos (e em que estamos, em boa verdade) antes de render ia custar, e ia custar, desde logo, ESTAS eleições. Num novo ciclo político, e num novo ciclo económico, temos de acreditar (tão só porque não há alternativa) que uma “reforma do Estado” vai acontecer, ou, ao menos, se vai aproximar. Mas, o primeiro passo para um novo ciclo político é (e é isso que alguém tem de dizer ao BZ e ao BA) ganhar ESTAS eleições, porque senão ganham os que querem que tudo volte (desta estaca fraquinha em que estamos agora) à estaca zero onde antes estávamos.

  14. Fernando S

    Embora um pouco à margem do debate, e para quem estiver interessado numa leitura sobre a economia da Revolução Francesa no sentido do que refiro aqui em cima, há nomedamente um livrinho muito interessante e esclarecedor, escrito por um conhecido economista liberal frances :
    “L’èconomie de la Révolution française” ; AFTALION Florin ; 1987 ; Paris ; Hachette.

  15. Fernando S, as medidas em que questionas “é de cariz socialista ?!” foram incluídas pelo PS no Memorando de Entendimento.
    O governo PSD/CDS também dizia que o maior esforço seria do lado da despesa. Foi o que se viu.
    Avaliar qual partido será mais eficiente a implementar as mesmas medidas é válido. Mas. para mim, não chega.

  16. Nuno

    Essa de que a realidade se impõe e é absolutamente indiferente quem lá está é engraçada. Até parece que nos 10 anos antes de 2012 não havia alterativas.

    O Sócrates faliu (e roubou) o país por ser quem é. Para além dos milhões que roubou (só não vê quem não quer), endividou o país em milhares de milhões para prontamente os desbaratar em absurdas megalomanias. Enterrou centenas de milhões de euros para começar uma linha de TGV de lado para sítio nenhum. Em 2010.

    Já o Costa quer usar 10% das magras “poupanças” da segurança social para “investir” em “reabilitação urbana” para “habitação social”. Não é investir em imobiliário. É gastar 1000 milhões de euros de dinheiro da segurança social em construção civil, para depois praticar rendas abaixo do preço de mercado.

    Depois temos a forma como (des)tratam a comunicação social crítica, como lidam com a justiça.
    E temos a PT e a Oi, o BCP, o BPN, o BES e o GES. A diferença entre a forma como foram e estão a ser tratados.

    O voto útil é votar contra esta gente. Que se julga DDT, e que só por acidente, permitiu que a gestão disto fosse entregue a pessoas menores como o Passos e o Seguro.

  17. Francisco Albino

    Estou de acordo. Embora tendo consciência de algum “arrastar de pés” que a Coligação foi fazendo, temos que reconhecer que fez muito de positivo e foi impedida de fazer mais, até por contradições internas. Sublinho as privatizações, a redução da despesa pública em não transaccionáveis, a perda de poder de alguns sindicatos, e uma certa mudança de paradigma económico daí resultante. Por isso não tenho dúvida em afirmar que a prioridade absoluta nestas eleições é garantir que as visões e práticas mais comunisto-socializantes não vençam em Portugal.

  18. rrocha

    Voto (in)útil !?!?!

    Eu (Jose manuel fernades) vou votar PaF mas a culpa e do PS.
    E assim se lava a consciência.

    “Após julgar Jesus, Pôncio Pilatos condena-o à morte, mas antes lava as mãos e afirma que a culpa decorrente deste ato recairá sobre a população (judeus). A maldição é a famosa frase onde, aparentemente, ocorre a aceitação da responsabilidade pela morte de Jesus.
    “ «O sangue dele caia sobre nós e sobre nossos filhos.» (Mateus 27:25) ”

    http://observador.pt/opiniao/nao-vou-votar-feliz-mas-sobretudo-nao-posso-votar-ps/

  19. Fernando S

    BZ : “as medidas em que questionas “é de cariz socialista ?!” foram incluídas pelo PS no Memorando de Entendimento.”

    Não percebi … Achas que aquelas medidas (privatizar, cortar despesa publica, baixar imposto, introduzir capitalização privada no sistema de reformas, etc) são “de cariz socialista” ??
    Para mim, e para praticamente toda a gente, são “de cariz liberal” (para alguns até são “ultra-neo-liberais” !…).
    Estavam no Memorando de Entendimento com a Troika e o PS aceitou-as ?
    Por sinal não estavam todas. Por exemplo, o plafonamento das pensões. Mas até poderiam estar.
    Ainda bem que estavam e ainda bem que o PS as aceitou.
    Bom, na altura, para salvar a face e receber o dinheiro, o PS até aceitava com muita facilidade o que os credores exigiam.
    O PS poderia ter implementado plenamente todas essas medidas ?
    Não creio. Pelas razões que já referi em comentários anteriores.
    Não nos esqueçamos que o PS nem sequer implementou uma parte importante das medidas de austeridade que estavam previstas nos seus proprios PECs.
    E não nos esqueçamos que durante a campanha eleitoral que se seguiu o PS já começara a dizer o contrario do que estava no Memorando.
    E não nos esqueçamos ainda que, durante o periodo de aplicação do Memorando, o PS, na oposição, e ainda com José Seguro, já dizia que o Memorando era mau e devia ser “renegociado”.
    E não nos esqueçamos finalmente que o actual programa de governo do PS se propõe desfazer ou fazer o oposto de muitas das medidas que estavam no Memorando.

    .
    BZ : “O governo PSD/CDS também dizia que o maior esforço seria do lado da despesa. Foi o que se viu.”

    Bom, pelo menos o PSD/CDS dizia isso. O que era correcto.
    Já o PS dizia que o que era preciso era NÃO cortar na despesa para não prejudicar o crescimento economico. O que era (e ainda é) um erro crasso (a repetição dos erros do passado recente) e, sobretudo, uma impossibilidade técnica (já que o Estado não tinha na altura nem dinheiro nem crédito para uma politica que não fosse de austeridade).
    E o governo PSD/CDS até fez um esforço importante do lado da despesa publica. Não tenho aqui à mão mas esses numeros são conhecidos, uns largos milhares de milhões de Euros e uma percentagem importante do Pib. Esses cortes contribuiram para que os déficits orçamentais nominais baixassem e, sobretudo, para que o orçamento passasse a ter um saldo primario equilibrado e um saldo estrutural positivo. Ou seja, mais do que compensaram subidas na despesa, sobretudo sociais, devidas aos efeitos conjunturais da recessão (que, não nos cancemos de recordar, não foi da responsabilidade do governo actual do PSD/CDS mas sim dos governos anteriores do PS, que pos o pais na quase bancarrota) e devido à evolução da demografia (mais pensionistas e pensões médias mais elevadas ; mais despesas com a saude dos grupos etarios mais velhos).
    E o governo PSD/CDS até procurou ir mais longe nesta direcção do corte das despesas.
    E só não foi porque as resistencias e oposições internas, dos interesses instalados até às instituições (TC), foram muito fortes.
    Como já alguém aqui em cima muito bem assinalou, a certa altura o governo teve de escolher entre tentar passar “em força” e cair, o que teria comprometido o que já tinha sido feito e estava para ser feito, ou fazer apenas o que era possivél.
    Optou pela 2a via e fez muito bem. Foi o que permitiu que Portugal tivesse concluido com sucesso o programa com a Troika e tivesse começado a crescer em bases mais sãs do que no passado.
    O aumento de impostos, a começar pelo “enorme aumento”, foi precisamente uma consequencia daquelas oposições e da determinação do governo em prosseguir a consolidação das contas publicas.
    De qualquer modo, não nos esqueçamos que o ajustamento da politica orçamental, compensando a insuficiencia de cortes na despesa com aumentos de impostos, foi inclusivamente “recomendado” e aprovado pela pela Troika, e premiado pelos mercados (descida das taxas).

    .
    BZ : “Avaliar qual partido será mais eficiente a implementar as mesmas medidas é válido. Mas. para mim, não chega.”

    Como já referi, não são apenas as mesmas medidas.
    Os dois campos aplicaram politicas diferentes e propõem medidas diferentes.
    Mas mesmo que fossem.
    Para mim, e espero que para muita gente, incluindo “liberais”, independentemente de tudo o mais, é também algo de importante e determinante no momento de decisão sobre quem vai governar o pais nos proximos anos.

  20. lucklucky

    “b) um governo PSD/CDS que tirou o pais da emergencia financeira, atenuou e corrigiu desequilibrios, relançou a economia e o emprego, e se propõe continuar na mesma senda.”

    Mas desde quando o PSD/CDS relançou a economia e o emprego?
    Para si tudo o que acontece é Política?

    Ainda estamos em emergência financeira. Temos uma dívida publica de mais de 130% e a aumentar.

  21. Fernando S

    lucklucky : “Mas desde quando o PSD/CDS relançou a economia e o emprego?”

    A economia saiu da recessão e está a crescer acima da média da Euro Zona.
    Nos ultimos 2 anos a economia criou 200 mil empregos liquidos e a taxa de desemprego passou de quase 18% para 12%.
    Mesmo assim, ainda não recuperamos a totalidade do produto e dos empregos perdidos com a recessão de 2011/2012/2013.
    Mas, se mantivermos o curso e o ritmo actual, para lá caminhamos.

    .
    lucklucky : “Para si tudo o que acontece é Política?”

    Não, mas, como de resto para o lucklucky, o estado da economia depende também, e muito, da “Politica”.

    .
    lucklucky : “Ainda estamos em emergência financeira. Temos uma dívida publica de mais de 130% e a aumentar.”

    Estávamos em emergencia financeira quando o déficit orçamental era superior a 10%, quando a divida crescia de modo descontrolado, quando os cofres do Estado estavam vazios, quando as taxas de juro eram altissimas, quando não tinhamos crédito nos mercados, quando estavamos sob assistencia financeira directa,…
    Hoje estamos com uma situação financeira que é ainda dificil mas que é também estável e controlada.
    Por sinal, a divida publica apenas aumenta em valor absoluto o equivalente do custo do financiamento da divida acumulada (o saldo primario é positivo) e a % relativamente ao Pib começou já a descer (é actualmente de 128% e deve baixar ainda até aos 125% até ao final do ano).
    Assim sendo, é indispensável não baixar a guarda e continuar, se possivel aprofundando, com a politica que tem vindo a ser seguida.

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