Dilma Rousseff, Neoliberal

MDilmaais uma proeminente figura política de esquerda que se rende à austeridade e ao neoliberalismo – a realidade é uma coisa tramada.

Brasil: cortes orçamentais de 6.000 milhões de euros em 2016 para conter défice.

“[…] a Presidente, que havia afirmado que não haveria mais cortes orçamentais, viu-se obrigada a alterar a sua posição.

Os cortes orçamentais anunciados englobam um adiamento dos aumentos salariais de servidores federais, de Janeiro para Agosto, a suspensão de concursos públicos, a redução de cargos de confiança política e de ministérios. As medidas devem ser anunciadas até ao fim do mês.

O Governo brasileiro, que ainda precisa de negociar algumas das medidas com os envolvidas ou com o Congresso, prevê também a redução de gastos no programa Minha Casa Minha Vida, de habitação, e alterações no financiamento do sector da saúde.

Entre as mudanças fiscais propostas, está o regresso ao imposto sobre os cheques, a CPMF, com uma alíquota de 0,2%, que será revertida para a Previdência.” (fonte)

7 pensamentos sobre “Dilma Rousseff, Neoliberal

  1. JS

    ” … a Presidente, que havia afirmado que não haveria mais cortes orçamentais, viu-se obrigada a alterar a sua posição….”. Sistemas políticos doentes.
    Tal como em Portugal. Políticos e sistema do século 20, no século 21.

    A grande arma dos partidos para controlar a opinião eleitoral -uma comunicação social controlada pelos aparelhos partidários- vai perdendo eficácia perante as novas formas de comunicação social, várias, independentes e dinâmicas.

    ( Dois candidatos republicanos à Presidência sem antecedentes na política -e com uma mensagem crítica em relação às soluções políticas habituais- estão a merecer um interesse que os distancia dos seus concorrentes ainda em formato século 20. )
    Não há Jornais ou TVs (quase todos) afectos aos políticos do velho sistema que os salve.

    Em Portugal só este sistema eleitoral retrógrado, fechado, salva os dois monos em opção.
    Por quanto tempo?.

  2. Luís Lavoura

    Se o conceito de “neoliberalismo” do João Cortez se reduz a “austeridade” e a cortes no orçamento, é bastante simplista.

  3. João de Brito

    Os dois primeiros comentários são um pouco atípicos neste espaço.
    Pelo conteúdo e por serem os primeiros.
    Ainda bem!
    Quem lê o primeiro parágrafo do texto postado fica com a ideia de que o único critério da boa política são os cortes e a austeridade.
    Não deveria ser exatamente ao contrário?!

  4. Miguel Noronha

    “Se o conceito de “neoliberalismo” do João Cortez se reduz a “austeridade” e a cortes no orçamento, é bastante simplista.”
    É verdade, não é?

  5. Luis Lavoura: se ler melhor a notícia, refere cortes na despesa (afectando funcionários públicos e programas sociais) e aumento de impostos. Se isto não é austeridade para si, austeridade é o quê?

  6. Miguel Alves

    Se a direita corta é austeridade radical, levada por uma política de direita e anti patriotica. Se a esquerda corta é racionalização levada por uma política de esquerda e patriotica,

  7. Anon

    Aumento de imposto (e no caso criação de imposto) não é austeridade. É como se o governo tivesse aumentado o próprio salário, ele passou a conta para os que pagam sempre. Que tal ele diminuir de tamanho? Diminuir as “mordomias” de seus funcionários? Isso sim seria austeridade.
    Obrigado.

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