Recordam-se deste gráfico?

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Este gráfico consta da apresentação do Sétimo Exame Regular do Programa de Ajustamento Económico para Portugal. Foi também o gráfico que António Costa usou no debate contra Pedro Passos Coelho. Faltou apenas que algum assessor explicasse a António Costa o significado das barras e das marcas para lá do efeito sound bite. Este artigo será longo, mas exporá o ridículo de o ter usado.

Antes de mais, convém contextualizar este gráfico. Acompanhando a apresentação, Vítor Gaspar refere o seguinte (pp. 3):

“Em 2011 e 2012, as medidas de consolidação orçamental executadas ascenderam a 18 mil milhões de euros. Este é um exemplo paradigmático do esforço de ajustamento. Reflete também a capacidade de adaptação das autoridades às adversidades do processo. Em 2011, não obstante um volume significativo de medidas adicionais, não foi atingido o valor de poupanças previsto no Programa. Em 2012, foi então necessário executar um conjunto de medidas adicionais acima do inicialmente definido, de forma a controlar a forma do ajustamento orçamental.”

Porque foi necessário um esforço de consolidação adicional em 2012? Ao não cumprir as metas acordadas (pelo próprio PS) em 2011, o ajustamento no ano seguinte teria de ser forçosamente maior. Porquê? Porque na óptica do programa de ajustamento, o importante não era tomar as medidas X no ano Y, mas sim garantir que os défices não ultrapassavam Z (cômputo de X para t, t+1, t+2…), de forma a que os 78 bi fossem suficientes.

Esta declaração levanta imediatamente uma questão:

Porque é que o cumprimento das metas de 2012 exigiu medidas adicionais?

Essencialmente por três motivos:

  1. Medidas não executadas: Em 2011, as medidas ficaram abaixo do previsto (1000M€). Porquê? Porque a implementação foi atrasada pelo Governo PS com um propósito claro: ganhar as eleições. Atrasar a implementação obriga a compensar em 2012, para além de engordar o problema para a frente (efeito «bola de neve» na dívida). 
  2. Desvio 1º semestre 2011: quando o Governo toma posse detecta o desvio colossal (na página 34 do PDF: 1,4% PIB – 2.500M€). Como não havia tempo, tomaram-se medidas extraordinárias one-off (sobretaxa IRS e transferência de fundos de pensões) para colmatar um desvio estrutural. Isto obriga a tomar medidas estruturais nos anos seguintes para cumprir com o mesmo objectivo de défice.
  3. Optimismo das previsões: as previsões eram claramente optimistas porque o PS queria forçar um pacote de financiamento mais curto (abaixo dos 100 bi). Uma recessão pior do que o esperado exige mais medidas de consolidação para atingir os mesmos objectivos. Ao traçar previsões optimistas, metas não alcançadas em anos anteriores são transferidas para o ano seguinte.

Mais curioso ainda, foi o próprio PS a assumir no MoU (pp. 41) que o Governo assumirá medidas adicionais sempre que necessário:

“7. The Portuguese Government and Banco de Portugal believe that the policies set forth in the attached MoU are adequate to achieve the objectives of our economic programme. We, nonetheless, stand ready to take additional measures that may be needed to meet the objectives set.

Mas afinal, o Governo foi além da Troika?

Ontem mostrei que não. Mas mais do que isso, o Governo renegociou as metas. As metas originais negociadas pelo PS obrigariam a uma austeridade adicional de 7 mil milhões de Euros.

No mesmo documento de onde algum assessor de António Costa tirou o gráfico para o sound bite fácil, constava lá também este gráfico. A diferença entre as metas acordadas pelo PS e as renegociadas pelo Governo com a Troika é clara.

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O PS e António Costa deveriam saber isto de cor. Afinal, foi o PS que faliu o país, pediu um resgate e negociou o MoU. Só faltou ter de implementar as medidas de consolidação para fechar o círculo.

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34 pensamentos sobre “Recordam-se deste gráfico?

  1. André

    O PS sabe isso de cor mas os Portugueses não fazem ideia do que se passou, do que se passa e do que se passará.

    Daí, o PS diz os disparates que forem precisos para convencer os anjinhos.

  2. Sérgio

    “Só faltou ter de implementar as medidas de consolidação para fechar o círculo.”… Ah não, implementar as medidas duras foi sempre tarefa da Direita! Só faltava também atribuir-lhe a tarefa de prometer ilusões…

  3. Ricardo Arroja

    Excelente post Mário. Esta ideia da “austeridade além da troika” é uma falácia que tem sido repetidamente utilizada pelo PS, e que vai ficando no debate público como sendo verdadeira. É ler os artigos no Diário Económico do Pedro Silva Pereira (que a repete “ad nauseam”).

  4. Miguel Alves

    O problema é que o eu teria gostado imenso de ver o passos coelho dizer exatamente isso.. mas não o fez..

  5. Arlette Pereira

    PS culpado de todo o descalabro existente em 2011…mas nunca se assume, nem dá parte fraca, pelo contrário é sempre o maior ou vitimado!!Acordem portugueses e, façam o que tem que ser feito, não queiram pagar para ver…indicisos acordai…

  6. Fernando S

    “O problema é que o eu teria gostado imenso de ver o passos coelho dizer exatamente isso.. mas não o fez..”

    Também eu gostaria … Essas e muitas outras coisas que ele não disse …
    Mas não devemos perder de vista que tal é práticamente impossivel num programa de “debate” com as aquelas caracteristicas, com o tempo limitado e com a interferencia frequente dos moderadores.
    Em contrapartida, Passos Coelho até foi utilizando o seu tempo (*) dizendo outras verdades que também contam e que, esperemos, sejam sobretudo percebidas e digam mais áqueles que vão no final determinar o resultado das eleições.
    Por exemplo, que a austeridade da Troika foi uma consequencia inevitavel da má governação do governo Socrates, que Antonio Costa se propõe voltar a fazer o mesmo tipo de politicas, e que se assim for o resultado voltará a ser o mesmo ou pior (como mostra o exemplo da Grécia).

    (*) Se fosse seu conselheiro em comunicação dir-lhe-ia para não perder tanto tempo e ritmo com aquelas expressões intercalares e de conveniencia do género “deixe-me dizer isto porque é importante para os portugueses perceberem”, etc, etc. E, claro está, para não se alongar tanto com introduções e detalhes e ser mais direto e contuntende na expressão.
    Mas é verdade que não se pode ser bom em tudo e, apesar de tudo, o estilo Passos Coelho, pausado e elaborado, também tem mostrado ao longo do tempo alguma eficácia, contribuindo certamente para a progressiva recuperação da coligação em termos de sondagens.

  7. Rui Conde

    Não deixa de ser mau que o 1º Ministro não tivesse esgrimado este gráfico.
    É sabido q a apresentação destes gráficos, na cabeça das pessoas, ecoa como VERDADE/FACTO, pq é o 1º Ministro não tinha gráficos? Pq é que n tinha recortes de jornais com citações? O aldrabão do António Bosta até descontextualizou um recorte de jornal, «conseguindo provar» o impossivel, para muito burro e outros tantos comedores de queijo, foi este Governo o responsável pela vinda da troika.
    Aquele debate foi mau, mal moderado e por moderadores que não fazem o meu estilo e, Pedro Passos Coelho foi o educado, bem comportado, na pior das alturas.
    Ainda mais, o mitico «ir alem da Troika», não passa de uma vontade c a qual por acaso concordo e ao longo da vida sempre pratiquei de, fazer um esforço extra para pagar em menos tempo, aliviar a carga mais cedo etc (fiz isso quando comprei apartamento e em seguida quando comprei uma loja, amortizações etc), no entanto, o 1º Ministro nunca desmembra o assunto de forma eficaz e, fica no ar a ideia que se estrangulou os Portugueses com um qualquer gosto maquiavélico de os ver sofrer e que, esse dinheiro desses sacrificios nem teve destino.

  8. Ricardo Rodrigues

    Mário, parabéns pela análise, é de facto esclarecedora.

    Acho que há um problema na comunicação social, uma vez que estas análises mais rigorosas dos dados dificilmente chegam à maioria dos eleitores. Se o PS ganhar, será em grande parte devido ao facto de estas mensagens chegarem a pouca gente.

    Por outro lado, também acho que se o PS ganhar é uma opção clara da população no estilo de vida que pretende (falência em ciclos cada vez mais curtos) e nós é que estamos no país errado.

    Neste momento, passados seis anos de um governo PS e quatro de um governo de coligação PSD/CDS, ficou claro como um e outro se posicionam. E não nos podemos esquecer que os governos (eleitos democraticamente) não são mais do que o reflexo de quem os elege.

    Se PS / BE e afins tiverem um bom resultado eleitoral, não temos muito a fazer: os portugueses, enquanto povo, terão dado um sinal claro da vida que pretendem.

  9. Pedro Silva

    Parabéns! Estes textos devem ser publicados em todos os jornais, para bem da nossa democracia. Ajude a desmascarar esta campanha do “vale tudo” para ganhar eleições.

  10. M. Coquim

    Mário, com um só artigo conseguiu atingir três objectivos:
    1. Desfazer um mito : o da austeridade para além da troika.
    2. Repor, de forma inequívoca e fundamentada, a verdade.
    3. Contribuir para credibilizar o Insurgente.
    Melhor era impossível ! Parabéns!

  11. Olhando para a opinião de quem esteve melhor no debate, nota-se uma clivagem entre os tudologos e as de mais esclarecidos analistas(Etv);enquanto a maioria da RTP; SIC…fica pela vitoria de Costa, os mais rigorosa denuncia, como aqui, a demagogia e mentira, por tras , sem reacção do PPCoelho.

  12. carlos figueiredo

    no meio de tantos comentarios e para o Ze Portugues, todos sao estranhos. so passados quatro anos tantos sabidolas, nunca souberam tanto como agora. tal como descobrir a polvora quando ja se queimavam foguetes! entao porque so em vesperas de eleiçoes tantas vozes defendem aquilo que a maior parte dos Portugueses nao querem que sao as mentiras? nos os Zes, nao queremos liçoes de matematica. queremos numeros! pois quem aplaude esta politica, so pode ser, quem vive bem e a custa dela. senhores intelectuais, falem mais aquele Portugues que nos gostamos! directo e nao aquele latim que a politica usa para enganar o povo. e para terminar eu Ze Portugues digo apenas isto. um mata o outro esfola.

  13. Carlos

    Chega a uma altura em que eu questiono se eles atiram areia para os olhos da malta em quantidades absurdas ou se simplesmente não compreendem mesmo nada destes temas.
    #Bosta2015

  14. JP-A

    Para isto não há tempo na TV e quando há é no Prós e Contras com alguns convidados especiais, mas como o debate correu bem ao inventor (eu ia escrever “aldrabão” por via da afirmação que fez sobre quem chamou a troika, mas é deselegante, apesar de não me ocorrer melhor) e não ia haver mais nenhum (recorde-se que Portas foi posto de lado, sabe-se lá porquê), agora inventaram esta novidade que é a RTP ir ao debate da RR filmar. Já ontem num dos telejornais a explicação sobre o que era o plafonamento na prática passou a isto: as pessoas que ganham mais a partir de um certo ponto não descontam para a segurança social. Lá fiquei à espera a ver se eles diziam quais eram os prós e os contras e se mais tarde algumas dessas pessoas receberiam as chamadas “reformas pornográficas” do Estado. Afinal é jornalismo, mas nada! Curioso, porque a peça foi feita na rua a recolher o ridículo de ninguém saber o que significa a palavra no âmbito da SS. É tudo tão fácil e tão simples que a gente até se espanta sobre por que motivo ainda ninguém inventou a solução.

    E o que diz que se passou com Costa noutra entrevista? Também passará ou vai para o arquivo?
    O jornalista da Sábado também já recebeu um SMS pela notícia que lá está? É que o título diz que um candidato tentou intimidar o jornalista! Eu imagino se fosse outro candidato!

  15. JP-A

    Até ia jurar que num dos jornais online hoje pela manhã estava outra referência à justiça no âmbito daquela proposta constante de um programa qualquer, que depois desapareceu porque era absolutamente escandalosa. Se não me falha a memória, a tal notícia falava em prazos mais curtos para não sei o quê! Se calhar ainda não tinha acordado bem e foi imaginação minha, mas é melhor ir lendo os programas porque com esta coisa do copy/paste e dos lapsos…

  16. Luis santos

    Apenas acho, que muita gente que comenta aqui, nunca trabalhou na vida , porque só falam de números e de gráficos.
    A pratica e muito diferente da teoria, e grande parte das pessoas que comenta, só o faz olhando para os nº, números esses que são manipulados conforme a vontade e a cor partidária.

  17. Kubo

    Congratulações ao autor do tópico, pela excelência da clarificação do sofisma da sofística cultivada nos ‘media’ predominantes.

  18. ON

    Mas afinal de quem é a frase “Queremos ir além da troika”? Quem o disse, ou realmente “foi” ou simplesmente … “mentiu”, o que não se revela uma novidade!

  19. Fernando S

    “Passos diz que cumprirá acordo e irá mais além”

    Fez muito bem em dize-lo.
    O que é que Passos Coelho queria então dizer com o “ir mais além” ?
    Mais austeridade para as familias, mais cortes nas pensões e nos vencimentos, mais impostos ? Certamente que não. Ele disse então que não seria preciso mais austeridade (rendimentos e impostos) do que aquela que estava já em curso pela mão do governo cessante e do que aquela que estava já prevista no memorando da Troika.
    Para Passos Coelho “ir mais além” queria sobretudo dizer ainda mais austeridade para o Estado, outros cortes na despesa e no investimento, e mais reformas ditas estruturais, no Estado e na economia.
    A intenção era boa : ir mais longe na reforma do modelo economico e na consolidação orçamental (menos déficits e diminuição da divida).
    Mas final acabou por não ir “mais além” e por ficar mesmo aquém de alguns dos objectivos do memorando inicial (déficit, divida publica, uma redução na despesa mais importante do que o aumento de impostos, etc).
    Porquê ?
    Antes de mais porque se enganou nas previsões. Mas ainda mais se enganaram aqueles que prepararam e assinaram o memorando incial, a Troika e … o governo Socrates (que, “à Syriza avant la lettre”, durante a campanha eleitoral e até ao fim prometeu não fazer aquilo que acabou por assinar).
    Enganou-se Passos Coelho (e enganou-se também a Troika) ao não antecipar o grau de resistencia e oposição que a aplicação do programa suscitou no pais : da população mais afectada, dos grupos de interesses, das instituições (TC, PR, etc), do “fogo amigo” dentro dos partidos da coligação do governo, e, “the last but not the least”, do partido que trouxera para Portugal a Troika e com ela assinara o resgate, o próprio Partido Socialista.
    Mas, acima de tudo, Passos Coelho (e a Troika também) foi enganado pelo governo Socrates que antes de sair não fez aquilo que já estava previsto e que deixou uma situação muito pior do que aquela que apreguara.
    Ou seja, Passos Coelho não foi “mais além” porque não teve condições nem teve a força e a ousadia politica para tal.
    Infelizmente !

  20. Jorge Pinto

    Fantástico artigo falhado de uma abordagem técnica que claramente não o é! A desinformação convence uma minoria desinformada, felizmente não a generalidade das pessoas. O PS e a crise evidenciaram erros do passado mas os erros presentes de uma governação catastrófica e cheia de mentiras e tentativas, tal como este “artigo” de enganar e de fazer de “burro”o povo, essa não necessita de nenhum gráfico ou panelinha para os explicar… São evidentes. Mas mais uma vez, os meu parabéns pelo tecnicismo do t, t+1, t+2 ! Brilhante!

  21. Pedro

    Olhando para o gráfico constata-se que as medidas de consolidação são sem dúvida superiores ao acordado com a Tróia (somando todos os anos – vide verde total vs. total da linha negra). Logo em termos de medidas orçamentais (ponto de vista da receita) foram sem dúvida superiores (verdade parcial do AC) ao acordado com a Troika.

    Se essas medidas mesmo mais gravosas foram suficientes…obviamente que não, caso contrário os défices tinham sido cumpridos (resultante de: incremento do perímetro orçamental que implica a consolidação de défices escondidos, menor crescimento económico vs. o estimado inicialmente, menor redução das despesa – gorduras do estado e outras, etc…). Assim, com em quase tudo depende da análise que se quer fazer.

    O chocante é que todos sabem (ou deviam saber) está realidade é apenas apresentam a parte que interessa em nome de confundir as pessoas.

  22. Greendays69

    “O PS e António Costa deveriam saber isto de cor. Afinal, foi o PS que faliu o país, pediu um resgate e negociou o MoU. Só faltou ter de implementar as medidas de consolidação para fechar o círculo.” O Artigo perde o seu objectivo ao escreverem este ultímo parágrafo. Se o PS fez tudo e só não fechou o circulo, porque perdeu as eleições para a Coligação, Quer dizer que tendo ganho, tambem as implementaria e obteria os mesmos resultados que a Coligação. Isto é fosse o PS, o PSD ou PNR, ou o Zé Gato, quem viesse a seguir implementaria as medidas e fecharia o circulo, pois o trabalho já tinha sido todo feito. Sendo assim, o crédito de melhorar a situação do pais caberá ao PS, pois foi quem fez o trabalho todo. Viram como utilizando as mesmas palavras, é facil mudar o sentido das coisas. E isto, não sendo eu expert em política. Mas agora a sério, os politicos estão todos a viver do passado e do fantasma Sócrates, quando temos os empréstimos e os juros para pagar até 2040, cerca de 9 mil milhões de euros por ano, nos proximos 25 anos. Portanto, tanto o PS como o PSD, estão a marimbar-se para nós pois sabem que o pior que lhes pode acontecer é cada um ser governo mais 3 ou 4 vezes até 2040. Agora ganhas tu, agora ganho eu, mas reformas estruturais a sério? Zero. E agora já vendemos todas as empresas que os privados queriam, o que vamos mais vender para conseguir os 9 mil milhões de excedentes por ano. A relembrar o que temos a pagar: 72 mil M – Trioika + 30 mil M Banca + 20 mil M Privados + 10 mil M – Segurança Social – 10 mil M (Outros) = Total de 142 mil milhões de euros de divida criada desde a crise financeira de 2008 e que despachou todas as economias periféricas da europa. A somar a este 142 mil M temos o défice que já tinhamos até 2008/2009 a rondar os 90 mil M, e com isto temos os 230 mil Milhoes de euros que é o valor da nossa divida actual. Agora pergunto, se num ano favoravel como foi o 2015, petróleo a preços de saldo, juros a 2, 5 e 10 anos a valores inferiores aos da Troika, venda da TAP, renogociação das PPP, Etc, mesmo assim arriscamo-nos a ter um défice superior a 5%. Será que o PS e a Coligação não sabem que a divida é impágavel? Eles sabem, não querem é o dizer ao Zé Povinho. Sem a reestruturação da nossa divida, vamos para outro resgate em breve, seja com o PS, com o PSD ou com o Zé da Esquina, no governo.

  23. Pingback: Privatizações além da Troika? | O Insurgente

  24. Fernando S

    “Será que o PS e a Coligação não sabem que a divida é impágavel?”

    Não é o que pensam hoje os credores, que estão a emprestar a taxas de juro historicamente baixas !!

    .
    “Sem a reestruturação da nossa divida, vamos para outro resgate em breve”

    A nossa divida tem vindo a ser reestruturada (prazos, juros, etc) através dos mercados.
    Para um perdão institucional de divida ninguém esta disponivél.
    Nem precisamos. Se tivermos juizo a nossa divida pode ser gerida e reduzida nos proximos anos.
    E um governo que a peça (ou que simplesmente fale nela) arrisca-se a ver os juros aumentar em flecha e então é que um resgate se torna inevitavel. Pior a emenda do que o soneto !
    Como, de resto, se viu recentemente com a Grécia.
    Nestas condições, é contraproducente continuar a falar em reestruturação/perdão de divida !

  25. vitor fortes

    vitor gaspar, o apelidado “lacaio da troika” pelos ministros das finanças dos outros paises, que depois de se baldar por admitir que as medidas tinham todas falhado, “encontrou” – por pura coincidencia – um lugar no FMI? facto: estamos hoje piores do que estavamos! podereis dizer: mas estariamos pior com o PEC IV – é licito dizê-lo! mas é uma fé! – e o facto continua como Verdadeiro: estamos piores do que estávamos a todos os niveis! temos os cofres cheios de divida e emprestam-nos a uma taxa fenomenal! a nós e a toda a europa! pelo caminho destruiste a economia, destruiste a saude, a educação – começar na 3ª semana de setembro – diz bem do medo que tudo seja um grande flop! – a justiça é cada vez mais uma anedota! a imigração é galopante e sem motivos para o deixar de ser! a divida é cada vez mais, o pib está cada vez mais comprometido! a venda da tap a um barraqueiro que tinha 50,1% de uma sociedade onde na realidade detém 5% do capital e que ainda por cima tem no outro sócio que tem 95% do capital um potencial falido – a venda do novo banco – que bem que está a correr, quando este governo se demite das suas responsabilidades para ter o regulador a vender bancos – é como ter o arbitro a marcar penalties por uma das equipas! Chega deste pm incompetente, impreparado, que só não o deixou de ser em 2013 porque não tem um pingo de vergonha! e mais: fazer passar esta coligação por “estável” quando foram n os casos em que andaram à estalada ao ponto do irrevogável estar de saída e tudo é pura patetice!

  26. Fernando S

    “vitor gaspar, o apelidado “lacaio da troika” pelos ministros das finanças dos outros paises, que depois de se baldar por admitir que as medidas tinham todas falhado …”

    Como é que Vitor Gaspar poderia ser apelidado “lacaio da troika” pelos ministros que ERAM uma parte determinante da Troika ??!!…

    Não é verdade que Gaspar admitiu que as medidas tinham TODAS falhado.
    Na sua carta de demissão explicou que a consolidação orçamental estava no bom caminho e que o unico aspecto que não estava a correr como previsto e desejado era a evolução do desemprego.
    Se tivesse tido mais paciencia poderia ter ainda assistido como ministro à inversão da curva do desemprego e à diminuição deste dos quase 18% da altura para os actuais 12% (11,9%, ultimos numeros).

  27. Pingback: A família (política) acima de tudo | O Insurgente

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