Portugal não foi além da Troika

Portugal não foi além da Troika. É falso o que diz António Costa, o líder do partido cujos militantes constantemente acusam terceiros de mentir. Quando comparamos o ajustamento inicial previsto pela Troika (pp. 32) com a consolidação efectivamente observada nas Administrações Públicas é imediato perceber que, cumulativamente, Portugal consolidou menos 7 mil milhões de Euros do que o inicialmente projectado. Isto é, foram menos 7 mil milhões de austeridade.

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17 pensamentos sobre “Portugal não foi além da Troika

  1. Luís

    A verdade é que precisamos de 20 mil milhões de austeridade.

    Venha quem vier para um poder um dia o ir além da troika acontecerá, se quisermos ficar no euro e/ou ter uma moeda estável e forte.

    A ida além da troika depois de 1892 demorou quase 40 anos a chegar, e chegou. Mas agora tudo acontecesse com outra rapidez e a realidade demográfica e a globalização não vão perdoar.

    O Costa bem poder sonhar e prometer. Se vencer, quando vier o novo resgate, vai engolir um ir «além da troika» bem amargo. E o TC vai deixar passar tudo. Além da subida do IVA para 25%, subida do IRS e dos impostos sobre a propriedade como o IMI, vai engolir um corte brutal nas pensões, reorganização da rede de escolas e de universidades públicas, aumento das propinas, cortes o financiamento das fundações e Misericórdias, cortes nas rendas das PPPs, venda da RTP e da CGD, fusão de municípios. E o TC vai aprovar tudo, ora se vai.

  2. Luís

    O aumento das exportações deve estar a atingir o seu pico… sem queda dos impostos e reformas na legislação laboral e desburocratização o sector exportador parará de crescer. O consumo mostra sinais que no futuro poderão ser preocupantes… com as importações de automóveis, electrodomésticos ou telemóveis a subir.

    A dívida pública continua muito alta, tal como a privada.

    O Costa está a enganar toda a gente com a cobertura da comunicação social.

  3. fvtrvd

    Portanto, se o governo tivesse aumentado a despesa, cortado impostos e tivesse um défice abaixo do previsto tinha ido além da troika? É isso, não é?

  4. João Silva

    O Costa “do Castelo” não percebe nada de “geometria”…ehehehe!!! E o Passos vai pela mesma que não soube responder-lhe!

  5. jo

    O problema é que foi além da troika nas medidas pedidas e ficou aquém da troika nos resultados esperados.

    Para a maioria das pessoas a receita não está a funcionar como foi previsto. Para o governo a realidade é que se enganou.

  6. Luís

    «O problema é que foi além da troika nas medidas pedidas e ficou aquém da troika nos resultados esperados.

    Para a maioria das pessoas a receita não está a funcionar como foi previsto. Para o governo a realidade é que se enganou.»

    Pelo contrário, dada a nossa realidade económica os resultados até foram óptimos. A classe média já não deve estar assim tão mal como a Esquerda pinta. As vendas de carros subiram, os centros comerciais estão outra vez a ficar cheios de gente a consumir e o Algarve teve um excelente ano turístico em termos de mercado português. A fuga aos impostos já é das mais baixas da UE, mormente no IVA e as receitas estão mais altas que nunca. E não houve nenhuma espiral recessiva como na Grécia. O PIB pouco recuou e já anda a recuperar há bastante tempo. Aliás em 2012 já havia sinais de retoma. O aumento do desemprego era expectável e ocorreria com qualquer Governo, PS ou PSD, quando a bolha da construção e dos serviços rebentasse.

  7. Eu sonho a míude com um Portugal sem IRC, com IRS baixo, sem impostos aduaneiros, com livre circulação de capital, sem taxas e taxinhas, com um Estado com as patas longe da economia e dedicado apenas à educação, saúde e justiça, com metade das actuais Câmaras Municipais, sem Fundações (públicas), sem observatórios, sem alvarás, sem licenças… Mas depois acordo, oiço os anormais dos nossos políticos e descubro que não passará mesmo de um sonho.

  8. Fernando S

    Para alguns o governo de Passos Coelho ficou aquém da Troika (não cortou suficientemente a despesa, não liberalizou suficientemente os mercados de trabalho e produtos, não atingiu as metas para o déficit e a divida, etc ) para outros foi além (maior aumento de impostos, maior receita em privatizações, cortes não previstos, etc).
    Nem uma coisa nem outra.
    Na verdade, o memorando assinado com a Troika pelo governo português então em funções era um programa indicativo para um percurso que seria forçosamente incerto e imprevisível.
    Desde o principio que se sabia, começando pela própria Troika, que o que estava no programa teria de ser progressivamente e regularmente verificado e ajustado em função da realidade e da sua evolução.
    E isto tanto mais que se percebeu rapidamente que a realidade era muito pior do que aquilo que o governo Sócrates dizia então ser e que serviu de base para a negociação com a Troika (por exemplo, o déficit orçamental e a divida publica reais eram muito superiores ao anunciado).
    E isto tanto mais que se verificou internamente uma resistência e uma oposição fortes, até no plano institucional (TC , PR , etc ), a certas medidas necessárias para se atingirem os objectivos do programa (défict , divida, etc … que tiveram naturalmente de ser revistos e ajustados).
    Foi portanto necessário ajustar o programa mas tudo isto foi feito em estreita concertação com a Troika, exigido pela Troika, aprovado e autorizado pela Troika.
    Portanto, o que o governo Passos Coelho fez foi exactamente aquilo a que se tinha comprometido : aplicar o programa da Troika. Por sinal, um programa que nem sequer fora “negociado” por ele. E fe-lo respeitando os prazos, sem pedir mais dinheiro, evitando novos resgates.
    E ainda bem que o fez porque o progrma da Troika, para além de ter sido uma exigencia dos credores (que era forçoso acatar porque de outro modo não haveria dinheiro e o pais iria mesmo para a bancarota) e uma expectativa dos mercados (que era e é indispensavel satisfazer para o pais se poder financiar normalmente), era o minimo indispensavel para que o pais saisse, como saiu, da situação critica em que se encontrava em 2011.

  9. Pingback: Recordam-se deste gráfico? | O Insurgente

  10. Pingback: Privatizações além da Troika? | O Insurgente

  11. vitor fortes

    não é costa, mas coelho que diz que irá além da troika! já não basta a mentira de que foi o ps que quis a troika, ainda esta agora? a palavra não vale nada? pode-se dizer tudo e o contrário no mesmo dia? http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1871701
    então o catroga anda a tirar fotos e a vangloriar-se de que é a participação do psd que faz do acordo com a troika um excelente acordo, e agora afinal não foi nada disso?

    ainda ontem coelho dizia que ia fazer uma petição para arranjar dinheiro, para agora afinal o que quis dizer é que há mecanismos para resolver isso? pois há! mas não foi isso que ele disse! é mentira que tenha dito que queria ir além da troika? é mentira que tenha dito que este programa da troika era o seu? é mentira que vitor gaspar – esse grande negociador a nosso favor contra a troika – seja hoje um belissimo quadro do FMI – um dos mais beneficiados com a vinda da troika? eu percebo que tenham de justificar o dinheiro que vos deram para inventar blogs, mas tem de haver minimos! não se pode dizer tudo e o seu contrário como se todos os oturos fossem estupidos!

  12. Fernando S

    vitor fortes : “não é costa, mas coelho que diz que irá além da troika! ”

    Dizia (agora ja não diz) …
    Mas é verdade que foi Passos Coelho que disse …
    Trancrevo aqui em baixo um comentario meu a este respeito.

    “Passos diz que cumprirá acordo e irá mais além”

    Fez muito bem em dize-lo.
    O que é que Passos Coelho queria então dizer com o “ir mais além” ?
    Mais austeridade para as familias, mais cortes nas pensões e nos vencimentos, mais impostos ? Certamente que não. Ele disse então que não seria preciso mais austeridade (rendimentos e impostos) do que aquela que estava já em curso pela mão do governo cessante e do que aquela que estava já prevista no memorando da Troika.
    Para Passos Coelho “ir mais além” queria sobretudo dizer ainda mais austeridade para o Estado, outros cortes na despesa e no investimento, e mais reformas ditas estruturais, no Estado e na economia.
    A intenção era boa : ir mais longe na reforma do modelo economico e na consolidação orçamental (menos déficits e diminuição da divida).
    Mas final acabou por não ir “mais além” e por ficar mesmo aquém de alguns dos objectivos do memorando inicial (déficit, divida publica, uma redução na despesa mais importante do que o aumento de impostos, etc).
    Porquê ?
    Antes de mais porque se enganou nas previsões. Mas ainda mais se enganaram aqueles que prepararam e assinaram o memorando incial, a Troika e … o governo Socrates (que, “à Syriza avant la lettre”, durante a campanha eleitoral e até ao fim prometeu não fazer aquilo que acabou por assinar).
    Enganou-se Passos Coelho (e enganou-se também a Troika) ao não antecipar o grau de resistencia e oposição que a aplicação do programa suscitou no pais : da população mais afectada, dos grupos de interesses, das instituições (TC, PR, etc), do “fogo amigo” dentro dos partidos da coligação do governo, e, “the last but not the least”, do partido que trouxera para Portugal a Troika e com ela assinara o resgate, o próprio Partido Socialista.
    Mas, acima de tudo, Passos Coelho (e a Troika também) foi enganado pelo governo Socrates que antes de sair não fez aquilo que já estava previsto e que deixou uma situação muito pior do que aquela que apreguara.
    Ou seja, Passos Coelho não foi “mais além” porque não teve condições nem teve a força e a ousadia politica para tal.
    Infelizmente !

  13. Pingback: A família (política) acima de tudo | O Insurgente

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