Depois trata-se do resto

Um texto do Henrique Burnay, publicado no Facebook

Um Homem é um Homem. Um Homem a morrer afogado é um Homem. Mesmo que não seja refugiado a sério, mesmo que até tenha acabado de matar outro Homem. Um Homem a morrer afogado é um Homem, e primeiro salvam-se vidas, depois trata-se do resto.
Há oportunistas, haverá potenciais terroristas, há fanáticos religiosos. Haverá. Mas primeiro salvam-se vidas, depois trata-se do resto. Quando um Homem está a morrer afogado não há tempo para lhe perguntar se aceita a nossa liberdade religiosa, a nossa igualdade, a nossa Democracia.
A nossa religião, para os que a temos, ensina isso, mesmo a quem não comunga. A nossa Democracia, que é mais do que votar, depende isso.
Primeiro salvam-se vidas, depois trata-se do resto.
E o resto não é pouco. Claro que não podem todos ficar. Claro que ter missões de salvamento junto à costa é promover maiores fluxos. Claro que por cada asilo concedido se promove maior tráfico de Homens. Mas agora há Homens a morrer. Primeiro salvam-se vidas, depois trata-se do resto.
Não, não há lugar para todos. Não, não é possível abrir as portas e deixar entrar e ficar quem quiser. A emigração tem de ser controlada. Claro que tem. Mas um Homem a morrer afogado é um Homem.
Claro que há mais sofrimento no Mundo. Provavelmente gente mais justa, gente melhor, gente mais pobre e miserável. Pois há. E não os vamos salvar todos. Pois não. Nem quero. Ou melhor, sei que não é por querer que se resolve, nem é por se querer que é possível. E desejar o impossível pode ficar bem, nas não serve para quase nada.
Mas um Homem a morrer afogado é um Homem.
E, se um dia, uma destas vidas salvas se explodir no meio de nós, se um deles se radicalizar e matar outros Homens, ainda assim teremos feito o correcto, o que é justo.
Eu prefiro morrer um dia num metro em Londres, morto por uma bomba, a deixar morrer um Homem porque tenho medo de um dia ter medo dele.
E, sim, pago a minha quota-parte extra. Digam-me onde a entrego.

Aqui está um bom princípio de discussão, sem histerias. Primeiro salvem-se as vidas, nem que depois de as salvar o seu destino seja o regresso ao ponto de partida.

49 pensamentos sobre “Depois trata-se do resto

  1. Baptista da Silva

    Vou deixar aqui um texto em português abrasileirado, que explica como os australianos resolveram o assunto, não se esqueçam que eles foram os 1ºs a levar com barcos à deriva:

    “Após assumir o poder em setembro de 2013, a coligação conservadora liderada por Abbott implantou a Operação Fronteiras Soberanas. Sob o comando de um general, a operação linha dura teve como alvo os barcos dos traficantes de gente miserável e desesperada. As embarcações foram rechaçadas de volta para as águas da Indonésia e os refugiados que romperam o escudo de proteção foram confinados em remotas ilhas do Pacífico.

    Até agora em 2015, nenhum refugiado marítimo pediu asilo na Austrália. Em contraste, foram 20 mil em 2013, quando os trabalhistas estavam no poder e ainda não fora adotada a operação militar linha dura. Hoje, mesmo os trabalhistas engolem a solução Abbott. No caso da União Europeia, com seus 28 países, e vivendo crise de identidade, conseguir um consenso sobre qualquer política efetiva é tarefa ingrata, praticamente impossível.”

  2. fernando josé

    Texto muito bem conseguido. Concordo totalmente também com o que Carlos Guimarães Pinto escreve no último parágrafo…«Primeiro salvem-se as vidas, nem que depois de as salvar o seu destino seja o regresso ao ponto de partida…»
    É aqui, que está a grande diferença da maioria dos Europeus ao aceitarem a liberdade religiosa ao contrário da grande maioria dos que tentam alcançar a Europa. Não podemos condescender com aqueles muçulmanos que a caminho da Europa no meio do Mediterrâneo, afogaram Cristãos que para cá se dirigiam no mesmo barco…Que terão as autoridades (julgo italianas) feito a esses criminosos?
    A Europa tem entre mãos uma crise humanitária que ultrapassará a II Guerra Mundial, com um grave problema que é termos humanitariamente aberto os portões ao Cavalo de Troia.

  3. Catarina

    Brutal, em vários sentidos. Mas provavelmente a opinião que li até agora com a qual melhor me consigo identificar – mesmo que ainda não o tivesse percebido sozinha.

  4. João de Brito

    Não gosto deste texto nem dos comentários.
    Cheiram a hipocrisia.
    Por uma razão muito evidente:
    – Esquecem convenientemente a raiz do problema.

  5. k.

    “fernando josé em Setembro 3, 2015 às 09:56 disse: ”

    Portanto, se os refugiados fogem da Isis (que não aceita a sua interpretação de religião), para uma Europa que de acordo com a sua opinião também não os deve aceitar com base na sua interpretação da religião – para onde devem ir?

  6. DF

    O problema destes emigrantes (e que poucos gostam de recordar com as consequências que alguns países do norte já estão a viver) é que devido à sua origem, as raízes e educação, esta gente foi altamente penalizada e traumatizada durante a sua vida. Esta foi distorcida pelo que viram e sentiram, condicionada por ditaduras brutais, zonas de guerra, a total ausência de sociedade e valores ocidentais, muitos associados a esta ou outra religião dada a eloquentes promotores de jornadas anti ocidentais, a inimigos de conveniência, o dente por dente, o sobreviver não interessa comum nem quando…
    Estas pessoas, traumatizadas, incapazes de entender o pensamento e a sociedade Europeia, a língua, os costumes, o que se lhes exige, o que lhes se dá, as trocas, a reciprocidade, as leis e a matriz cultural vão rapidamente sentir o peso, vão rapidamente encontrar as barreiras da realidade, vão também rapidamente encontrar atalhos e formas de sobreviver, normalmente associadas às liberdades das sociedades, ao respeito mutuo e à assunção de certas premissas base… não vai ser bonito.

  7. Catarina

    João de Brito – discordo. Se continuar a ler diz explicitamente “depois trata-se do resto”. O resto são as causas, são as consequências, são as leis, são as integrações, são as punições, são os financiamentos, … Concordo com o que Cameron disse, temos de resolver a origem do problema – mas enquanto isso não é feito (e, sejamos realistas, não é expectável que seja alcançada alguma resolução no curto prazo), que se evite a morte, na medida do possível. O que é hipócrita é olhar para o lado enquanto pessoas são deixadas à sua sorte, mas isso é o lugar-comum do egoísmo actual, que nos dá desculpas para ficarmos quitinhos no nosso canto. Este texto, é só uma wake-up call para o que importa.

  8. Concordo um pouco com o João. Infelizmente somos obrigados a conhecer os efeitos.

    Mas, quem criou o Estado Islâmico, quem lhe deu espaço, quem o armou e continua a armar, quem o financiou e continua a financiar, continua impune e atrás da cortina para a generalidade do Ser Humano. — https://www.youtube.com/watch?v=sCDRWEpz5d8

    E queira Deus que os mesmos não estejam a preparar um segundo “estado islâmico. (http://jornaldodiaadia.com/2015/09/01/o-polemico-grupo-que-poderia-ajudar-a-derrotar-o-estado-islamico-na-siria/).

    Para mim esta a raiz deste teatro horrendo. Sempre houve e haverá sempre, gente que usa a religião para atingir o poder. Agora, darem-lhes espaço, armamento, treino e financiamento é outra história e estes sim, deveriam morrer (começo a ficar também cheia de rancores) ou passar os restos das suas vidas na prisão, porque quer queiramos ou não são uns assassinos e fomentadores de terrorismo.

  9. Vasco

    “Quando um Homem está a morrer afogado não há tempo para lhe perguntar se aceita a nossa liberdade religiosa, a nossa igualdade, a nossa Democracia.”
    HÁ SIM SENHOR!!!
    E mais: “E, sim, pago a minha quota-parte extra. Digam-me onde a entrego.” Pois, pois. Fico à espera que me venham extorquir a minha!

  10. Faltam aqui os comentários a denunciar o texto como mais uma tentativa da esquerda neo-marxista impor a sua ideologia e destruir o ocidente.

  11. HL

    Já agora… podiam criar um tema para se discutir o que se poderia fazer com estes refugiados e como integrar…

  12. JPT

    O que há é que actuar rapidamente e de forma decisiva. A actual política de deixar circular quem chega nestas condições precárias e um convite objectivo a que as pessoas cheguem nessas condições precárias. Ou morram vítimas delas. No fundo, esta “política de migrações” faz lembrar a “guerra às drogas” que só serve para criar narcotraficantes e vítimas de drogas avariadas: quem quer produzir produz, que quer comprar, compra e no meio fazem-se lucros brutais. PS: é certo que a solução australiana funciona, mas quem é a “Nauru” da Europa?

  13. Miguel Alves

    Cambada de hipocritas.
    Se querem ajudar, abram as portas da vossa casa.. não.. não é dizer “E, sim, pago a minha quota-parte extra. Digam-me onde a entrego.”
    Isso sim, é ao velho estilo keynesiano, onde se atira dinheiro para os problemas, mas os outros que resolvam.. todo um artigo com superioridade moral, temos de salvar estes e aqueles.. mas ao fim entregam o “menino aos outros”

    Querem salvar homens? abram as vossas casas, deem comida e roupa lavada, agora digam-me onde entrego a minha “quota-parte”? poupem-me.

  14. Fernando S

    A vaga de migrantes para a Europa atravessando o Mediterraneo não é apenas de agora.
    Nos ultimos anos tem existido um fluxo mais ou menos intenso de pessoas a tentarem chegar à margem europeia do Mediterraneo, sobretudo às costas da Italia e da Grécia.
    Os paises europeus teem sempre procurado salvar os naufragos e na pratica deixaram ficar todos os migrantes que desembarcaram.
    Uma parte significativa daqueles que chegaram às costas da Italia e da Grécia foram precisamente recuperados e salvos pelas marinhas destes e de outros paises europeus (no ambito do Frontex). Os meios maritimos para este efeito foram consideravelmente reforçados.
    Mesmo assim não foi nem é possivel recuperar e salvar todos aqueles que arriscam as suas vidas em travessias em condições muito precarias e arriscadas.
    Enquanto houver gente disposta a correr tamanhos riscos para chegar à Europa havera sempre um certo numero que acaba por não conseguir e por perder a vida.
    Não é possivel, nem faria sentido, a Europa colocar tantos navios quantos os necessarios para permitir que todos os naufragos fossem salvos.
    De resto, existe um mecanismo perverso que faz que quantos mais refugiados foram sendo quotidianamente recuperados pelas marinhas europeias maior é o incentivo para que ainda mais candidatos se lancem ao mar e ainda mais vidas sejam perdidas.
    Se fosse possivel salvar toda a gente, o que não é, então o numero de migrantes aumentaria para quantidades absolutamente incomportaveis, a Europa seria inundada de migrantes, a situação tornar-se-ia perfeitamente ingeravel e explosiva.
    Claro que, por todoas as razões que o post e varios comentarios aqui mencionaram, as autoridades europeias devem continuar a fazer todos os esforços para salvar o maior numero possivel de naufragos.
    Mas não se pense o problema se resolve escancarando as portas da Europa a todos aqueles que querem vir.
    A Europa deve adoptar uma politica de acolhimento que seja criteriosa e selectiva.
    Todos devem ser socorridos e ajudados.
    Mas apenas aos verdadeiros refugiados politicos, definidos segundo critérios rigorosos e largamente divulgados, devem ser dadas autorizações de residencia e trabalho para ficaram na Europa.
    Para além destes, a Europa pode ainda estabelecer, dentro do que for considerado comportavel, quotas de imigração para migrantes “economicos”.
    Mas os outros, aqueles que no fim de contas procuram migrar por razões essencialmente economicas e que seguem vias clandestinas, devem ser bloqueados e reexpatriados.
    Tudo isto deve naturalmente ser feito com humanismo e com o maximo de generosidade possivel.
    Mas os limites devem ser claramente estabelecidos e aplicados.
    Sob pena de se alimentar o tal mecanismo perverso que faria com que o drama dos refugiados se mantivesse e se agravasse nos proximos tempos.

  15. Carlos Guimarães Pinto

    Ninguém está a falar em receber imigrantes ilegais, mas de fazer melhor para que não morram. Enfim, respeitar a nossa herança cultural.

  16. Fernando S

    “Ninguém está a falar em receber imigrantes ilegais”

    Ninguém ?!!…

    .
    “fazer melhor para que não morram.”

    A Europa ja vem fazendo o melhor que pode para acudir e salvar um maximo de naufragos.
    Não se pode por um navio salva-vidas a escoltar cada um dos barcos de refugiados que se lança ao mar !

    .
    O verdadeiro problema é o que fazer com cada um dos migrantes que desembarca num pais europeu.

  17. Salvá-los é dever nosso, e recambiá-los à procedência direito nosso. Ficamos com os cristãos, que não nos darão problemas.

    K.,

    Jordânia, Egipto, Marrocos, EAU, Arábia Saudita, Indonésia, Butão, Bahrein, Bangladesh, Paquistão, Irão, Dubai…

    Bons destinos para muçulmanos perseguidos pelo Estado Islâmico. Onde podem viver a sharia à sua vontade.

  18. Fernando S.,

    Se fizermos duas leis, eles autodeportam-se e deixam de vir.

    1) qualquer imigrante ilegal é deportado à procedência e impedido de se candidatar à imigração legal por 10 anos.

    2) Nenhum cidadão extra comunitário pode receber qualquer apoio social de instituições públicas ou financiadas, directa ou indirectamente, pelo orçamento do estado.

    Limpe a bancada da cozinha e deixa de ter formigas. Estas autodeportam-se quando o alimento grátis lhes falta. Como bónus, as pessoas que querem trabalhar e integrar-se acabam por ficar. E com essas não tenho maca nenhuma, usando a expressão angolana.

  19. Fernando S

    Francisco,

    Concordo com a primeira lei. De resto, é o que esta ja hoje na legisação da maior parte dos paises europeus. O busilis é que nem sempre é cabalmente aplicada. Pode-se discutir sobre a proibição de candidatura à imigração legal e o tempo da sanção. Nos EUA, na pratica é para sempre.

    Não concordo com a segunda lei. Trata-se de uma discriminação contraria aos valores republicanos das nossas sociedades. Apenas alguns partidos de extrema-direita a defendem. De resto, esta em contradição com a filosofia da primeira lei. Um emigrante ilegal deve ser expulso. Em contra partida, um emigrante legal deve ter os mesmo beneficios sociais que os cidadãos nacionais.

  20. Rafael Ortega

    “PS: é certo que a solução australiana funciona, mas quem é a “Nauru” da Europa?”

    Gronelândia?

    Os gregos têm uns milhares de ilhas desabitadas, com jeitinho ainda alugam algumas.

  21. DF

    Veio agora a publico que a família deste miúdo tinha como destino o Canada. Antes de nos questionarmos dos nossos valores, seria bom saber que tipo de gente arrisca uma viagem destas com crianças para chegar a um qualquer El Dourado da sua imaginação. Não estamos a falar de segurança apenas, que secalhar encontraria num outro país mais perto, estamos a falar de irresponsabilidade total.

  22. Shiri Biri

    O Henrique Burnay que me desculpe mas eu prefiro não morrer com uma bomba no metro de Londres e que o Homem também não morra afogado.
    Se me pedirem para morrer em Londres com uma bomba no metro para um Homem não morrer afogado, eu mando o Henrique Burnay no meu lugar.

  23. A melhor maneira de neutralizar um risco é impedir que apareça. Isso implica coragem, determinação e sensatez. A “migração” (que alguns apelidam e invasão…) ganha volume por efeito da política de “perna aberta”… A criança morreu na praia porque os pais tiveram a coragem de vir por efeito de saberem da elevada probabilidade de serem bem sucedidos… E entretanto ninguém expõe os verdadeiros culpados pela “crise”; os políticos e “religiosos” que há 1400 anos mantém o médio oriente num alvoroço permanente. Ora mais ou menos “acesas” as fronteiras os Islão são, e sempre foram, locais de fogo e sangue.

  24. Fernando S.,

    Não deixo de concordar consigo. Acabamos portanto com a treta que são a maior parte dos apoios sociais. Com sorte, também cidadãos nossos que são improdutivos e carraças se deportarão. E a eles digo: até nunca mais. Adiós, adieu, auf Wiedersehen, good bye.

    Sabe que por manigâncias de leis um casal com duas pessoas consegue 75000 dólares de apoios sociais por ano nos Estados Unidos? Basta que não sejam casados e sigam vinte e um pontos simples de um quase manual que anda por aí publicado. Até podem ser estrangeiros. Basta que as crianças nasçam em território americano.

    Com tanto lixo em casa queixa-se das formigas? Não vede a casa, limpe o lixo.

    Como dizem na Austrália, You shall not arrive to call Australia home, so don’t try.

  25. Expatriado

    Deixem-se de hipocrisias. Porque razao hao-de os barcos europeus encontrar os ‘migrantes’ junto `a costa da Libia, Siria, etc. e navegar para Italia? Estao a ajudar os traficantes de humanos.

    Deviam era de fazer como os australianos: recambialos para donde vieram depois de os abastecer com combustivel. Os paises muçulmanos do golfo, pakistao, indonesia, argelia, marrocos, bangladesh, somalia, etc.ficariam muito contentes com a entrada destes muitos ‘valores’. Indo para la’ nao encontrariam qualquer conflicto cultural pois estariam, como se costuma dizer, ‘em casa’.

    A CS domesticada pelo politicamente correcto esta’, na maioria dos casos, a mostrar fotos e videos de mulheres e crianças tal como fazem quando se acende o conflicto entre Gaza e Israel. Nesse caso os maus sao os israelitas. No presente, os maus sao os europeus.

    Quantas “toupeiras terroristas” estao entre os, dizem, 800.000 ‘migrantes’? Se forem 0.5% estamos a falar de 4.000 turras com livre transito na europa. Pensem nisto e deixem-se de merdas.

    As imagens mostram homens em idade de combater. Porque nao o fazem? Sera’ porque tambem preferem ‘morrer no underground de Londres’? Ou num comboio em Espanha?

    Please….

  26. lucklucky

    “Faltam aqui os comentários a denunciar o texto como mais uma tentativa da esquerda neo-marxista impor a sua ideologia e destruir o ocidente.”

    Não este autor não tem cultura marxista – a sua cultura marxista Guna – mas os resultados serão os mesmos.

    Já se sabe o nome da criança e da família já fez declarações não é? Foi rápido…
    Foi uma operação mediática bem montada e com o impacto já programado.

    Mas não se viu nem uma foto de Criança cubana afogada nestas décadas todas pois não?
    Porquê. Porque foram todas censuradas pelos jornais. Nem sequer quiseram saber.

  27. João de Brito

    “Portugal tem sérios problemas de desertificação e fertilidade, mandem os “migrantes” para Trás-os-Montes.”
    Sou transmontano.
    De uma só penada, conseguiu ofender os migrantes e os transmontanos.
    A sua capacidade de agredir não escolhe gentes nem territórios!…
    !

  28. João de Brito

    FMC!
    “As árvores não se avaliam pelas suas raízes, mas pelos seus frutos.”
    As raízes são as que alimentam e sustêm as árvores e os respetivos frutos.
    Nota: Alguns dos seus últimos comentários têm-me surpreendido pela dureza contra os migrantes.
    Não esperava, porque, apesar do nosso frequente desacordo, parecia-me, pela sua postura, bastante mais humano.
    Tenho pena!

  29. José7

    A dúvida do Henrique Burnay é fácil de esclarecer: entrega o que tem, compra um bilhete de avião para a Síria, e dá o lugar dele em Portugal a um migrante.

  30. Shiri Biri

    João de Brito, não entendi porque é que colocar imigrantes em Trás os Montes é ofensivo para os locais e para os imigrantes.

    Pode ter a amabilidade de explicar?

  31. jc

    “Eu prefiro morrer um dia num metro em Londres, morto por uma bomba, a deixar morrer um Homem porque tenho medo de um dia ter medo dele.”….tretas . Parece aquele tipo que ia empurrando os outros para a boca do crocodilo na esperança de ser o ultimo a ser comido. Afinal o Kadafi tinha razão qdo dizia que o islão ia submergir a europa sem um único tiro, apenas com a explosão demográfica muçulmana. Um sonho antigo que se torna realidadeneste início de século.

  32. João de Brito

    “João de Brito, não entendi porque é que colocar imigrantes em Trás os Montes é ofensivo para os locais e para os imigrantes.

    Pode ter a amabilidade de explicar?”
    Com certeza!
    Só não é com todo o gosto, porque o assunto é o que é.
    Passo, então, a explicar:
    – O comentário em causa vem na sequência de uma série de comentários mais ou menos hostis aos migrantes. Por isso, interpretei a sugestão como pejorativa.
    Tenho a certeza de que a minha interpretação é perfeitamente legítima, no campo linguístico.
    Mas, se essa não foi a intenção do autor, não peço desculpa porque não tenho culpa, mas retiro o que disse.

  33. Renato Souza

    João Brito

    Vejo que você é uma alma sensível.Imagino que escreveu milhares de linhas expressando sua indignação com os imensos genocídios nos países marxistas, com a morte sistemática de cristãos nas mãos de muçulmanos,em muitos países da África e do Oriente Médio,com a vida miserável e perigosa que levam os cristãos e outras minorias nos países islâmicos, com os mais de cem mil cubanos que morreram tentando fugir da ilha- prisão, com as dezenas de milhares de sequestrados, torturados e assassinados pelas FARC (grande parte deles crianças), com os milhões que morreram por causa das guerras,guerrilhas e terrorismo, promovidas pelos soviéticos, chineses, e esquerdistas em geral.

    Eu sou capaz de me entristecer com o menino morto. Você é capaz de se entristecer com os mortos que não lhe servem a causa? Os mortos sem pedrigreee, incomodos para a sua ideologia?

  34. João de Brito

    Se, em vez de se pôr a adivinhar a minha suposta ideologia, se limitasse a avaliar o que objetivamente escrevo neste e noutros espaços, verificaria:
    – que a minha única ideologia é o humanismo;
    – que (por isso mesmo) sou contra todo e qualquer tipo de violência, tenha ela a origem e o objetivo que tiver.
    Se o não fez até agora, sugiro que o faça a partir de agora.
    E verá que assim é.
    Garanto!

  35. João de Brito,

    Eu não como raízes. Pergunta às pessoas de Leeds o que é que acham dos tais migrantes. Especialmente às milhares de mulheres que foram violadas ainda na adolescência. Ou aos milhares de mulheres que foram violadas em Malmö. Ou ao tipo que foi deixado às portas da morte porque comia um hambúrguer e bebia uma cerveja na rua, em Bruxelas, durante o Ramadão.

    Não pode perguntar aos que foram mortos ainda em trânsito, acusados do magistral crime de cristianismo pelos seus mansos colegas da mafoma.

    Este é o futuro da Europa. Este é o seu futuro. Se não lhe faz medo tenho uma ponte em Lisboa para lhe vender por bom preço.

    Este não é o meu futuro. Eu falo russo e mandarim e brevemente falarei arábico. Não estou a fazer a cama onde me irei deitar. O João de Brito está.

  36. Fernando S

    João de Brito : “sou contra todo e qualquer tipo de violência, tenha ela a origem e o objetivo que tiver.”

    Portanto é “pacifista” ?!

  37. Fernando S,

    O João de Brito, no seu jardim d’unicórnios, pode ser contra a violência. Não terá capacidade de se perguntar se esses esbirros por quem verte as lágrimas o são.

    Pode vir a descobrir a resposta quando o frio aço separar a sua cabeça da totalidade dos seus órgãos vitais.

  38. Fernão Magalhães

    Eu também sei escrever coisas bonitas e hipocritas como o Henrique Burnay quando vivo numa bolha, mas a verdade é que estes meninos mimados são sempre os primeiros a fugir e a proteger a sua familia do povo real do qual têm desdém…

  39. Renato Souza

    João Brito

    Pacifismo é um luxo ao qual as pessoas puderam se entregar quando as condições de vida se tornaram extremamente favoráveis.
    Os Amish americanos são um povo pacífico. Não pegam em armas nem que seja para defender suas próprias famílias. Não digo que estejam errados, quem sou eu para julgar? Mas certamente eles só existem porque outros pegam em armas. Vivem, dentro de um território governado por um estado. Há polícia atuante em cada município onde vivem amishs Eles não pegam em armas, mas também não se recusam a pagar impostos, nem se recusam a votar. O sherife do município onde existe alguma comunidade amish, usando os recursos fornecidos pelos cidadãos (inclusive os amishs pacifistas) terá policiais fardados, detetives, especialistas forenses,equipamentos (inclusive armas) a sua disposição e se algum cidadão do município for assassinado (inclusive um amish) a polícia investigará, caçará os criminosos, os prenderá (e se os criminosos resistirem a tiros, os policiais atirarão, e possivelmente os matarão) e então os criminosos serão julgados, e serão entregues ao sistema prisional (que coercitivamente os manterá presos por anos, e talvez por décadas) e na prisão haverá guardas armados para impedi-los de fugir. Se ninguém se defendesse e fizesse justiça, e se também não houvesse polícia, tribunais e carcereiros para coagir bandidos em nome da justiça, todos seriam escravos dos bandidos.

    Se alguma potencia estrangeira olhar com inveja para férteis e amplas terras americanos, com uma infraestrutura invejável, e decidir tomar amplos territórios, a força, para si (incluindo terras dos pacíficos amishis) o governo americano, com o dinheiro dos impostos (inclusive os que forem pagos pelos pacíficos amishs) usará amplos recursos militares para aniquilar o exercito que ousar fazer isso. Se eles moveram milhões de homens e chegaram ao extremo de avançar por praias bem defendidas, perdendo milhares e milhares de homens, para afrontar os exércitos de Hitler, que não os havia atacado diretamente, mas apenas aos seus aliados, e se interviram em outros países nas últimas décadas não por serem atacados,diretamente,mas apenas por que potencias estrangeiras fizeram guerras por procuração,para afrontarem seus interesses, com quanta força mortal não atacariam um exército que ousasse por os pés em seu território?
    É perfeitamente legítimo ser pacifista, mas não é legítimo ser fingido (não o estou acusando disso aqui). Todo pacifista reconheça que só o pode sê-lo, e continuar existindo com razoável liberdade, porque outros não o são.

    Já podem ter existido sociedades tribais pacíficas (isto é, que se recusassem a atacar quem não as molestou) mas certamente nunca existiram sociedades tribais pacifistas (isto é, que se recusassem a se defender com violência) porque, se um dia surgisse uma sociedade tribal assim, desapareceria quase que imediatamente. Mas numa sociedade mais complexa, os pacifistas podem existir, porque outros os defendem.

    Seu humanismo e pacifismo só podem ser exercidos com liberdade porque há outros que pensam na sua defesa. Cristãos ou qualquer não muçulmano, em todo o mundo muçulmano tem comido o pão que o diabo amassou. Vá ser um não muçulmano num país muçulmanos. Em alguns poucos países, por algum interesse específico, pode ser que você tenha alguma tranquilidade. Mas esses raros exemplos estão tornando mais raros. É cada vez mais comum a perseguição e violência contra não muçulmanos. Isso pode acontecer em qualquer país da Europa, no futuro.Pacifismo não vai livrar ninguém de se tornar um dhimi. Conversei com pessoas que viveram entre comunidades não muçulmanas no mundo islâmico. Pode acreditar, não são histórias alegres…

    Nos tempos antigos, qualquer pessoa da casta sacerdotal, entre os israelitas, não podia ser convocado para a guerra. Era, por força da lei, um “pacifista”. Mas a mesma lei que fazia dos sacerdotes “pacifistas” permitia que todos os outros lutassem, para defender a si e a seu povo, inclusive para defender os sacerdotes. Quem não derrama sangue para se defender, não despreze a quem derrama sangue para o defender..

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.