O Diabo está nos detalhes

A 10 de janeiro de 2005:
“Sócrates promete criar 150 mil empregos se for primeiro-ministro”

A 19 de Agosto de 2015:
“PS promete a criação de 207 mil empregos até 2019”

A 20 de Agosto de 2015:
“Eu não prometo 207 mil postos de trabalho, eu comprometo-me com um conjunto de medidas de política que tendo por prioridade a criação de emprego têm um estudo técnico a suportá-lo que estima um conjunto de resultados, na dívida, no crescimento, na redução do défice e também no emprego” (…) “convém não confundir promessas com aquilo que são estimativas dos resultados das promessas”

Sobre as “estimativas dos resultados das promessas”, o Carlos levantou já questões pertinentes.
Quanto à criação de emprego, tem António Costa razão em clarificar a diferença face a anteriores candidatos do PS. Ele não pode prometer o que apenas os empresários podem realizar. São eles que investem e criam empregos. Os governos ajudam não expoliando empresários e trabalhadores, saindo da frente, não aumentando mas diminuindo o número e valor dos vencimentos e estipêndios estatais e outros consumos da riqueza e poupança produzidas.
Não tenho a certeza que o PS de 2015 já tenha adquirido total compreensão deste pormenor diferenciador entre o papel do governo e dos empresários.

6 pensamentos sobre “O Diabo está nos detalhes

  1. JP-A


    Repare-se no estilo, na cara do animal, e nos rodapés da notícia.
    Isto é o retrato da miséria que ainda ali mora e que nos governou.
    Eles estão cá todos.

  2. Ainda bem que desmonta a demagogia, de gente que não cria empregos, por vezes até ajuda a destruir, em encherem a boca com isso: sindicatos, partidos politicos, governo…

  3. O Costa vai ter dificuldades em competir com o PM Passos Coelho na “criação” de emprego. Vale a pena recordar que em 2015 (talvez por mérito da “reforma do estado”, ao que se sabe escrita pelo companheiro Portas num guardanapo de papel…), o Estado irá contratar mais gente do que aquela que irá abandoná-lo.
    E assim vamos cantando e rindo a caminho da habitual mediocridade adridoce da “centralismite” nacional. Para quem ainda não sabe, é aquela doença que se cola ao traseiro dos governantes (do “arco”) e que os torna todos iguais após seis meses de “pote” e telefonemas dos amigos. Os restantes partidos não padecem desta maleita simplesmente porque não tem oportunidade…

  4. jo

    Não são só os empresários que criam empregos.Está-se a esquecer dos estágios e das ações de formação feitas para mascarar o número de desempregados.

    E o governo pode promover políticas para o emprego. O presente governo defendeu um abaixamento dos salários e uma liberalização do despedimento para aumentar o investimento. Foi um falhanço completo, mas pelo menos tentaram. E lá criaram uns estágios para tapar o falhanço.

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