Mais Uma Vitória Do Syriza

Mais uma vitória do Syriza e da sua alternativa à austeridade contra o capitalismo.

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11 pensamentos sobre “Mais Uma Vitória Do Syriza

  1. Ricardo

    Um teste aos mínimos do ano, embora não chegando aos de 2012. Um apetecível “double bottom” para quem não vê a Grécia a sair do euro, dentro dum quadro “Europa 2020” e com a inevitável reestruturação da dívida grega depois das eleições portuguesa e espanhola.

  2. Não era nada que se não previsse.
    O capital tudo vai fazer para transformar o caso grego numa vacina.
    Mas, como ainda não foi testada, não se sabe se vai resultar.
    Acresce ainda que, no caso, a cobaia não vai querer colaborar.
    Para já, os gregos, que não são tolos, estão a dar uma prova de grande coragem e dignidade.
    Veremos como tudo isto irá acabar…
    Nota: A certa altura, dava-se como certo um novo cortes nas pensões dos reformados portugueses. Recentemente, houve um recuo. Adivinhem por que foi…
    Obrigado, povo grego!

  3. jo

    Têm de acertar as vitórias. Ou houve uma derrota do Syriza que não conseguiu aplicar as suas políticas, ou houve um falhanço das políticas que estão a destruir a economia.

    Não faz sentido dizer que o Syriza foi obrigado a aplicar políticas que não queria e esse facto torna-o responsável por elas.

  4. Renato Souza

    Impressionante como alguns não entendem que a austeridade é apenas a realidade. Recursos dispendidos são recursos que existem, foram produzidos. Se foram dispendidos, quem deixará de te-los disponíveis? Alguns querem que seja sempre o povo alemão.Mas esqueceram de perguntar aos alemães se concordam com isso…

  5. Renato Souza

    Muitos falam de “solidariedade européia”. Em que consiste isso? Ajudar pessoa famintas? Não não, apenas sustentar aposentados gregos de 55 anos, enquanto os outros povos tem de trabalhar muitos mais anos, para sustentar esses aposentados gregos… bela solidariedade.

    PS: Se os gregos acham que as pessoas devem se aposentar com 55 anos, que seja. Só não tem o direito de exigir que outros povos paguem por isso.

  6. Renato Souza

    Ricardo

    É evidente que ter mais dinheiro para gastar é melhor? Você conhece alguma pessoa que prefira ser mais pobre a ser mais rica (se todas as outras condições forem iguais)? Estarão os gregos melhor se tiverem mais recursos? É claro que sim.

    Mas isso não muda o fato de que outras pessoas, que terão menos recursos (pelo menos por algum tempo) para custear os gregos, deveriam ser consultadas. Há duas questões a serem consideradas aqui:

    1 A questão ética: Porque seria justo tirar recursos de outros para dar aos gregos?
    2.A questão da eficiência: Quem disse que o melhor lugar para investir esses recursos é a Grécia? Outros povos também não estarão melhores se tiverem mais recursos? Você olha o que se vê (a Grécia estará melhor se tiver mais recursos) mas esconde o que não se vê (esses recursos deixarão de estar sendo usados em outros lugares, e outras pessoas estarão menos bem do que estariam com esses recursos).

    É justo e eficiente tirar recursos da França, da Suécia, da Estônia, da Polônia, da Bulgária, da Inglaterra (à força, sem que estes povos possam ser consultados) para que dar aos gregos? Só porque os gregos estarão melhor com esses recursos, e votaram dizendo que os querem. Não se deveria fazer plebicitos em cada pais, perguntando aos povos se gostariam de oferecer recursos aos gregos, alertando-os que, fazendo isso, terão menos recursos para si (pelo menos a curto prazo, mas a considerar a atitude dos gregos, para sempre)? Pergunte-se em todo lugar: os gregos querem se aposentar aos 55 anos, querem manter uma máquina estatal corrupta e perdulária, e para isso, todos devemos contribuir: concordam em abdicar de recursos que vocês produziram para que os gregos possam ser supridos?

    Alguém dirá que pelo menos parte do problema são dívidas dos gregos, e que quanto à essa parte só os banqueiros serão prejudicados. Vejamos se isso faz sentido:

    1. Os gregos querem continuar incorrendo em dívidas (que não serão pagas), os banqueiros não darão mais dinheiro, o que significa que os “contribuintes” europeus devem continuar a abrir a carteira…
    2. Banqueiros não tem direito sobre sua própria propriedade? Não são gente? Se forem tratados assim, porque continuarão a emprestar dinheiro no futuro?
    3. Quase todos os recursos que os banqueiros emprestam, não são sua fortuna pessoal, são recursos de empresas, de trabalhadores, de aposentados (fundos de aposentadoria são investidos, não ficam parados num cofre,, alguns parecem “esquecer” disso). Porque toda essa gente tem de ser prejudicada?

    Mas sim, é claro que os gregos provavelmente estarão melhor se tiverem mais dinheiro. Geralmente acontece das pessoas ficarem melhor quando tem mais dinheiro.

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