E agora, Tsipras?

O euro tem regras que terão finalmente de ser executadas pelos gregos, ou o euro deixa de ser o euro e a Europa de ser a Europa.

29 pensamentos sobre “E agora, Tsipras?

  1. JP-A

    Executadas pelos gregos, precisamente. Não pelo Tsipras e pelo Syriza. Ou muito me engano e vamos ter o processo do PS repetido na Grécia – nós não temos nada a ver com o que se passou antes, a culpa é de quem executou mal o programa, este não era o nosso programa e connosco não teria sido nada disto porque havia outro caminho. Metade da população portuguesa ou mais é igual a esta gente e não sabe.

  2. JP-A,

    Pode acrescentar ao que disse que os que clamam por outro caminho foram os mesmíssimos que assinaram este caminho, o que estava no Memorando de Entendimento.

    Julgo que a primeira assinatura era de um tal Pinto de Sousa, o ainda informal Kin Jongun do PS.

  3. Gil

    Nesse “pormenor” de quem assinou o quê, descansem que nenhum tem motivos para rir. Um tal Catroga, o do “foi assinado um bom acordo”, talvez ainda tenha a “selfie” no telemóvel.

  4. JP-A

    «Um tal Catroga, o do “foi assinado um bom acordo”, talvez ainda tenha a “selfie” no telemóvel.»

    Catroga assinou porque pôs o interesse nacional acima do interesse do partido, assinando uma coisa que sabia ser muito dura (o PS nunca o faria na oposição com esta gente que por lá anda). Se não o fizesse, os credores ficariam a pensar o mesmo que pensam hoje quando ouvem o Costa Concórdia a dizer que se um dia lá chegar desfaz uma série de coisas. Mas o caso ainda é mais bizarro – os que de facto deram cabo do país e pela terceira vez pediram ajuda (3 vezes em 7 legislaturas PS!!!!!!), não têm nada a ver com o assunto. Foram os outros que não deveriam ter assinado e andaram a cumprir o acordo deles, que eles nunca cumpririam.

  5. José s.vaz

    Caros,
    Daqui a uns meses falamos , quando o paraplégico e os lacaios do Norte entusiasmados pelos sucessos conseguidos com a Grécia aplicarem a mesma receita a Portugal mesmo que os Drs Coelho e Portas continuem a governar. Talvez até o Dr Coelho tenha uma ideia tão boa como a que diz ter tido agora para desbloquear o impasse …. Bom bom mesmo era um Portugal sem portugueses…

  6. Baptista da Silva

    Com um bom par de estalos o menino Tsipras ganhou juízo, o problema é que os outros 11 milões de gregos também precisam de um par de estalos e é estalada a mais para a minha paciência.

  7. Por amor de deus!
    Não sejam ridículos!
    Uma europa inteira, que se põe ao lado dos credores (em vez de ser pôr ao lado de um governo democraticamente eleito, imagine-se!), leva meses a garantir que cada reunião é definitiva e acaba (acaba?!) numa maratona negocial indigna de gente civilizada, contra um pobre e pequeno país, convencerá alguém de que está a dar uma lição a um aluno mal comportado?! Seria possível melhor prova de fraqueza negocial?!
    Por favor, não insultem a inteligência do Povo!
    Esperem pela volta!

  8. Joao Bettencourt

    Varoufakis, esse, saltou do barco a tempo e agora…

    “El exministro ahora percibe un sueldo de 5.705 euros al mes por su acta de diputado. Ya no vive en el famoso ático con vistas a la Acrópolis, pero continúa disfrutando de su mansión en el golfo Sarónico”

    ABC

  9. Joao Bettencourt

    “Uma europa inteira, que se põe ao lado dos credores”

    Diga-se de passagem que os credores sao essa “europa inteira”…

  10. Baptista da Silva

    “Uma europa inteira, que se põe ao lado dos credores (em vez de ser pôr ao lado de um governo democraticamente eleito, imagine-se!)”

    Os credores são os contribuintes dos outros Estado, que pelo que sei, foram democraticamente eleitos. Não me diga que a democracia grega vale mais que as outras 18.

  11. Joao Bettencourt

    Exactamente, exactamente, em que e que fere tanto a democracia europeia ter os lidere europeus democraticamente eleitos decidir o melhor destino a dar ao dinheiro dos contribuintes que os elegeram?

  12. Gil,

    Foi assinado um bom acordo. Estamos de novo a crescer e sem calotes.

    Pena que o acordo não tenha previsto a restituição da liberdade aos cidadãos através de um profundo redimensionamento do Estado. Sei lá, até 10% do PIB. Em menos de cinco anos seríamos dos povos mais afortunados da Europa, em vez de andarmos a ver quantos lugares nos separam do fundo da tabela.

  13. João de Brito,

    Credores descontentes advêm de devedores crónicos.

    Se a Grécia vivesse dento dos seus meios não precisava de credores. E se intendesse honrar os seus compromissos não se lhe cortava o dinheiro.

  14. Simão

    O Batista e os da sua reles laia também mereciam quatro pares de chapadas.
    Mas não “sujamos” a mão.

    Aguarde que isto não acabou.
    É servida fria (gelada) e no momento mais oportuno.
    Por enquanto é só “posturing”. Daqui a um tempinho (pouco) falamos.

  15. frncisco

    O tripas perdeu. O Eurogrupo eleito democraticamente impôs-se. Os canhotos espumam, cospem e mordem a própria língua e INSULTAM A TORTO E DIREITO. Desesperam. Há que lamentar pelos que vão sofrer, mas a responsabilidade de quem votou (gregos) impõe-se.

  16. ricardo

    Qual acordo?
    Onde é que alguém vê um acordo naquilo que se diz que foi assinado?
    Em dois dias vão ser privatizadas empresas públicas, códigos administrativos e civil, legislação laboral, códigos fiscais, liberalização actividade económica, ……….?!??? 2 dias?
    Vai voltar o FMI, vai ser dado acesso total à documentação dos ministérios, poder de veto sobre legislação, penhora de 50.000 milhões de bens do Estado para garantir as dívidas actuais,…..
    Se isto for feito até 4 feira, então os outros países aceitam começar a negociar um terceiro resgate. Até lá não há conversas nem dinheiro.
    Se não for cumprido é o fim do euro grego e não há terceiro resgate.
    Ninguém quer ser o primeiro a admitir aquilo que é evidente: A Grécia acabou de sair do euro.
    O resto é conversa fiada.

  17. FMC,
    muito boa tarde!
    De facto a malta cá do sul viveu toda acima das suas posses.
    É verdade.
    Mas quais são os mais responsáveis por isso:
    – sociedades mal formadas e mal informadas (a péssima qualidade do ensino, quer a nível dos currículos, quer a nível das metodologias, quer a nível da avaliação não será inocente);
    – ou os credores (sejam eles quais forem), que se aproveitaram de tal, para, através de um marketing violento e de publicidade enganosa, darem largas à sua insaciável ganância?
    Que cada parte assuma as suas responsabilidades.
    E, se assim for, os credores só podem é perdoar a maior parte das dívidas, porque também são responsáveis pela maior parte do desmando.
    Simples!

  18. Joao Bettencourt

    “ou os credores (sejam eles quais forem), que se aproveitaram de tal, para, através de um marketing violento e de publicidade enganosa, darem largas à sua insaciável ganância?”

    Mas alguém foi obrigado a gastar o dinheiro que não tinha? Fico sempre um pouco desconcertado com estas afirmações. Parece que andavam pelas ruas de Atenas (e de Lisboa, já agora), uns tais de Credores do Fraque a emprestar dinheiro a força….

  19. Desculpem, mas eu não acredito que estejam a ser sinceros.
    Certamente sabem da psicologia humana, da força do marketing e dos condicionalismos de contexto, tudo isto a incidir sobre pessoas “mal formadas e mal informadas”.
    Não querem é dar o braço a torcer.
    Mas olhem que, um dia destes, o braço pode quebrar!…

  20. Baptista da Silva

    “Aguarde que isto não acabou.
    É servida fria (gelada) e no momento mais oportuno.
    Por enquanto é só “posturing”. Daqui a um tempinho (pouco) falamos.”

    Ameaças? Vá para a Sibéria tem lá uns Gulags com vista para o cemitério.

  21. Joao Bettencourt

    Esta visto que a esquerda vai ter problemas em engolir este acordo. C’est la vie.
    As ameaças já pairam sobre todos os que ousam discordar.

    Talvez fosse boa altura dos socialistas levarem a queixa das pessoas “mal formadas e mal informadas” aos ministérios da educação da Europa do Bailout que fizeram tão bom trabalho em educa-las. E não posso deixar de passar a observação de que foram estas mesmas pessoas “mal formadas e mal informadas” que votaram sucessivamente nos partidos que levaram as nações a bancarrota com tanto estado social e investimentos-de-interesse-estrategico-nacional-criadores-de-emprego-e-motores-de-desenvolvimento.

  22. Anónimo

    Caro João de Brito,

    em reposta aos seus comentários das 19:01 e 20:38:

    ainda acredita que há europeus, maiores de idade, que não saibam que cada vez que há défice orçamental esse défice só pode existir porque há quem empresta e quem se endivida?
    Ainda acredita que há europeus que não vejam que, défice após défice, a situação de um Estado passa a ser financeira e economicamente um desastre?
    Apesar de todo o marketing agressivo, nunca comprei carro a crédito, nunca comprei viagens a crédito, nunca comprei gadgets a crédito. Há quem precise de comprar um automóvel a crédito? Claro que há, a fazem bem, se precisarem de automóvel para trabalhar – e há trabalhos que efectivamente não se fazem sem automóvel – e não tiverem alternativa. O capitalismo serve muito bem para isso e ainda bem que serve. Mas o capitalismo tem os seus perigos. Como a liberdade. Compete a cada um e a cada povo ser inteligente e fazer as contas. Não consigo, desculpe lá, aceitar a conversa do “coitadinhos, foram enganados por quem lhes prometia dinheiro fácil”. Toda a gente sabe que um empréstimo de dinheiro tem duas consequências: a obrigação de restituir o capital; e a obrigação de restituir os juros. Se os ganhos obtidos entretanto com aquilo que é emprestado não superam as perdas… não é preciso dizer mais nada, pois não?
    Dir-me-há: pois, mas coitadas das pessoas que ganham pouco e que perdem o emprego e a casa para cuja aquisição tiveram de pedir dinheiro ao banco, porque não vieram de famílias ricas que lhes permitissem a aquisição a pronto (como foi felizmente o meu caso). Sim, desses tenho muita pena. Mas se o Estado não andasse a pagar reformas de 7000 euros por mês a indescritíveis como a Assunção Esteves e tantas e tantos outros, talvez houvesse impostos mais baixos, talvez houvesse menos impostos sobre as empresas, e talvez com isso houvesse um pé-de-meia maior em cada família e um Estado forte para, em caso de necessidade, auxiliar aqueles a quem a vida surpreendeu com um despedimento imerecido, com uma doença grave, etc! Lamento profundamente a situação dos gregos responsáveis que vivem hoje num drama só porque a maioria dos gregos se comportou como um rebanho de acéfalos durante anos a fio de endividamento. Como cá: era a Parque Escolar a pagar 80 euros por cada candeeiro do Siza Vieira, era aumentar salários da FP mesmo com défice e PIB a crescer zero, era a promessa de um novo aeroporto e os milhões que só em estudos foram gastos…
    A Grécia mais do que nós não tem nem indivíduos em quantidade suficiente com juízo, nem famílias com dinheiro e precavidas, nem um Estado forte. Ah, mas temos a esquerda a amigar-se no facebook com o Goldman Sachs. O Goldman Sachs empresta? Então vamos pedir. Depois logo se vê. Entretanto vivemos à grande, reformamo-nos antes dos 60 de acordo com o último salário recebido, etc.
    Não me diga que acredita que esta gente não sabe bem no que se mete, caro João de Brito. É por todos conhecermos a psicologia humana que não podemos deixar de saber que as pessoas sabem muito bem no que se metem. Bem demais. E depois vêm com a canção do bandido: “Eu era ignorante, tenham piedade”… Ora, ora.

  23. Sr. Silva

    Há neste momento um enorme descontrole emocional da “esquerda democrática”. Sejam por favor meiguinhos com eles que “até lhes tremem as pernas”.

  24. Gil

    Neste momento imagino um tal Carlos Carvalhas (secretário geral do PCP na altura da adesão ao euro a que ele se opôs) a rebolar-se de riso.

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