A causa da dívida

A esquerda, da extremista à do PS, vocifera que devemos ser solidários com a Grécia, alegando a favor do argumento, a protecção dos mais pobres. No entano, o apoio aos mais desfavorecidos nunca esteve em causa. Em causa está apenas o subsídio a um modo de desenvolvimento que, endividando o Estado, dá milhões aos interesses instalados. Um modo de vida que não é, não pode ser, compatível com um Estado de Direito, a democracia e o respeito pelas liberdades. O problema é, aliás, parecido com o que sucedeu com o PS e com o beneplácito da restante esquerda, em Portugal: Em nome da solidariedade, em nome dos mais pobres, entregaram o Estado aos grandes grupos económicos que durante demasiado tempo foram donos disto tudo.

4 pensamentos sobre “A causa da dívida

  1. JLeite

    A causa da dívida pública? Essa é fácil. Consumo e “investimento” público de rentabilidade nula ou negativa, caso contrário a dívida auto-financiava-se o que, diga-se, nunca aconteceu em lado nenhum. Corrijo, o melhor negócio que o estado alguma vez fez foi o empréstimo aos bancos em apuros com o capital da Troika. Tem sido devolvido e rende juro.
    O da privada? Essa é menos fácil. Mas o Crédito Habitação deve levar a parte de leão dela. É uma consequência da ingerência do estado nos negócios privados ao congelar rendas o que conduziu inevitavelmente à falta de habitação, para gáudio dos construtores, bancos, autarquias, inquilinos já instalados.
    Li algures algo parecido com “as soluções do estado são piores que os problemas que elas tentam resolver”. É bem verdade.
    Por outro lado, a causa da dívida, é a face visível da compra de votos.

  2. Dervich

    “vocifera que devemos ser solidários com a Grécia”

    Julgo que o que eles (a esquerda, da extremista à do PS) querem dizer é que não seria necessário ser mais solidário com a Grécia do que aquilo que já fomos, bastaria fazer “reset” de uma parte do dinheiro que, de qualquer forma, nunca iremos receber.

    ” entregaram o Estado aos grandes grupos económicos que durante demasiado tempo foram donos disto tudo.”

    Presumo então que defende nacionalizações?…

  3. zazie

    Ora bem.

    As nacionalizações são o passo seguinte. Depois de ficarem agarrados, vá de contraírem ainda mais dívida e a seguir combatem a “austeridade”. Pelo meio, os marxistas de sempre infiltram-se e temos as nacionalizações e o neo-prec-mongo.

  4. M.Almeida

    E é tudo o que o PS desejaria fazer se os portugueses não tivessem dois dedos de testa e lhe dessem de novo os comandos do País.
    Hoje António Costa voltou a ser Syriza. Não sei o que será amanhã.

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