Grécia: revisão da matéria dada – Onde tudo começou

A Grécia entrou no Euro em 2001. Desde essa altura, teve um crescimento imparável. Enquanto os outros países, incluindo Portugal, atravessavam o que veio a ser chamado de a década perdida, a Grécia viu o PIB crescer 32% em 7 anos. No mesmo período o PIB português cresceu menos de 9% e o alemão pouco mais de 11%.

PIB

Este crescimento do PIB foi acompanhado também pelo crescimento dos salários. Entre 2000 e 2007, a massa salarial na economia cresceu uns fantásticos 75%, quase o triplo de Portugal e 10 vezes mais do que na Alemanha.

massasalarial

Assim, os gregos puderam consumir muito mais. Nestes 7 anos, o consumo cresceu 33%, enquanto o alemão estagnou e o português cresceu quase um terço.

consumo

Como foi isto possível? Não houve nenhuma revolução tecnológica na Grécia, nenhum fluxo de investimento internacional e não foram descobertos recursos naturais no Mediterrâneo. Isto foi conseguido graças a um extraordinário aumento do endividamento público, em boa parte escondido. Foi uma espécie de Portugal Socrático com esteróides (no gráfico abaixo podem ver apenas a despesa pública oficial, excluindo a que foi escondida).
desp

Chegamos a 2008, os gregos tinham aumentado os seus padrões de vida como nunca antes tinha acontecido. Mas esse padrão de vida só foi atingido graças a uma enorme distorção da sua economia. Tinham um padrão de vida que só era sustentável graças a permanentes fluxos de dívida. Uma boa parte da sua economia dependia de um nível de despesa pública que o estado só conseguia atingir endividando-se brutalmente. Quando o estado deixasse de se poder endividar, toda aquela parte da economia se desmoronaria.
Foi o que aconteceu em 2008-2009…

(Fonte dos gráficos: Eurostat)

Segunda parte: Grécia: revisão da matéria dada – O resgate e o ajustamento

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35 pensamentos sobre “Grécia: revisão da matéria dada – Onde tudo começou

  1. Baptista da Silva

    O PIB Grego era falso, sempre foi, o nosso também era.

    Isto sempre foi simples de gerir, o Estado ordenava às empresas publicas que se endividassem, com aval do estado, essa divida ficava debaixo do tapete, era uma festa.

    Mas o nosso era 20% do PIB, o Grego era 100%. Estourou a bolha.

  2. JP-A

    “no gráfico abaixo podem ver apenas a despesa pública oficial, excluindo a que foi escondida”

    Ou seja, sem rodeios, gestão danosa.

  3. Rogerio Alves

    Está bem explicada a origem de tamanho aumento do nível de vida, mas os gregos não vão querer saber. Até diria que faz parte da condição humana. É claro que ter um crescimento do nível de vida nesta dimensão, (ainda por cima sem esforço) não os vai predispor para perceber que estas coisas não caiem do céu, e que algum dia tem de se pagar. Mas nesta situação as pessoas (voluntariamente ignorantes) preferem ficar cegas e surdas à verdade. E depois chamam-lhe “austeridade”, “humilhação”, “perda de dignidade”. Eu chamo-lhe “sem vergonha”.

  4. anonimo

    O banco CENTRAL EUROPEU através de uma chantagem brutal já admite a saída da GRECIA do Euro ,mas eu digo que isso não passa de uma chantagem para amedrontar TSIPRAS e o seu povo ,mas ele não vai desistir ,porque segundo dizem os bem entendidos na matéria é um homem duro de roer ,não é como Passos que faz tudo o que lhe mandam e não consegue negociar ou defender Portugal em vários aspetos em relação a divida ,antes quer prejudicar mais o País e os Portugueses ,com mais austeridade com a finalidade de haver mais desemprego mais pobreza mais fome e mais emigração que se vai entender por muito tempo e anos até ,e ainda diz que é a única solução ,está a fazer-se bom aluno as custas do seu povo que já sofre com esta severa austeridade ,todos já ouviram dizer que a troika quer muito mais sacrifícios dos Portugueses conclusão TSIPRAS É DURO E DEFENDE O SEU POVO TENTA NEGOCIAR APESAR DE TUDO ,OUTRO É COBARDE PREFERE ENCHER OS COFRES AS CUSTAS DA GRANDE MISERIA DOS PORTUGUESES QUE AFINAL SE AGRECIA DEIXAR O EURO ,PORTUGAL VAI A SEGUIR PORQUE A RESEVA QUE DIZ A MINISTRA DAS FINANÇAS PARA NADA CHEGA TALVEZ PARA 2 ANOS SE CHEGAR !!!

  5. Anónimo

    Ora bem, o Medina Carreira há anos que explica que vivíamos na “economia do endividamento”. Por falar nisso, amanhã vou ali ao banco para um “leilão de dívida”: hipoteco a minha casa e em troca da emissão dos meus títulos de dívida (um simples papel assinando por mim e pelo banco, feito em dois originais, um com o número 1 e outro com o número 2, que dizem “mútuo”) recebo logo 100 mil euros. À noite dou uma festa com coelhinhas. Alguém quer vir comemorar o meu aumento de qualidade de vida? Ofereço jantares grátis. (Almoços não, porque dizem por aí que não os há grátis e eu nunca percebi isso…) LLLOOOLLL

  6. antonio

    Mercados em panic mode, agora que BCE admite Grexit é muito provavel que entrem em crash mode. Cabeça fria porque agora tudo pode acontecer.

  7. PPorto

    Não há dúvida, o conjusto PASOK/ND/EU/BCE não têm nada a ver com o início e a continuação do problema grego. Assim se confirma que se não fosse o Syriza, a Grécia não estava como está.

  8. EMS

    “Este crescimento do PIB foi acompanhado também pelo crescimento dos salários. NEntre 2000 e 2007, a massa salarial na economia cresceu uns fantásticos 75%, quase o triplo de Portugal e 10 vezes mais do que na Alemanha.”

    Pois, mas vamos supor que os gráficos se esqueceram de incluir o crescimento salarial de outros países que ou não estão em crise ou têm uma crise menos grave que a Grécia, como por exemplo a Irlanda, Republica Checa ou Eslovénia. Que conclusões podemos tirar?

  9. A. R

    Uma jornalista da TVI dizia sem querer: ” a Grécia já não tem nada a ganhar em permanecer no Euro”! Pois não … acabou a grande roubalheira grega aos trabalhadores do resto da Europa.

  10. Fernando S

    EMS : “os gráficos se esqueceram de incluir o crescimento salarial de outros países que ou não estão em crise ou têm uma crise menos grave que a Grécia, como por exemplo a Irlanda, Republica Checa ou Eslovénia. Que conclusões podemos tirar?”

    Que nesses e noutros paises o aumento de salarios era sustentado por um aumento real da produtividade da economia e não por um crescimento artificial, baseado no endividamento.

  11. Fernando S

    “Uma jornalista da TVI dizia sem querer: ” a Grécia já não tem nada a ganhar em permanecer no Euro”!”

    A Grécia ainda teria a ganhar permanecendo no Euro.
    Ganharia mais empréstimos em condições extremamente favoraveis, tendo sobretudo em conta que neste momento a Grécia esta fora dos mercados.
    Ganharia porque, permanecendo no Euro, teria de se sujeitar às regras do Euro, teria de aceitar o programa de reformas exigido pelos credores. Ora, respeitar regras de estabilidade financeira e aceitar fazer reformas, é o melhor que pode agora acontecer à Grécia.
    Ganharia porque permanecer numa zona monetaria forte é o melhor antidoto contra as aventuras da emissão monetaria e da inflacção.
    Ganharia a Grécia e, sobretudo, ganhariam os gregos !

    Mas, para permanecer no Euro, os gregos teem primeiro que correr com o Syriza.
    Basta votarem “sim” no referendo.
    O que, muito provavelmente, levaria a novas eleições a breve prazo.
    Basta então não votarem nem no Syriza nem nos partidos anti-europeus e “anti-austeridade”.

  12. exilioandarilho

    Muito curiosa a sua analise. Se sobreposermos aos graficos os mandatos dos governos gregos temos Konstantinos Simitis do Pasok, governou entre 1996 e 2000 e Karamantis da Nova Democracia que governou entre 2004 e 2009. Ou seja a direita e os socialistas foram os unicos responsaveis pela estratégia criminosa que conduziu a esta situação dramática. Dizer agora que um Primeiro-Ministro que governa desde Janeiro de 2015 o país é o grande responsavel é uma falsidade absoluta.

  13. Luís

    «O PIB Grego era falso, sempre foi, o nosso também era.»

    Não tenho nada contra os lisboetas e os madeirenses mas em boa verdade o PIB per capita de Lisboa e Vale do Tejo e o da Madeira é que estão muito inflacionados.

  14. Luís

    «Ora bem, o Medina Carreira há anos que explica que vivíamos na “economia do endividamento”. »

    Recordo que em 2005 quando Cavaco Silva se candidatou o El País fez uma reportagem sobre Portugal e dizia que no futuro seríamos a Argentina da Europa. Descrevia os portugueses como viciados em cartões de créditos e empréstimos bancários, dizia que não produzíamos riqueza para os níveis de consumo que tínhamos…

  15. Pingback: Grécia: revisão da matéria dada – O resgate e o ajustamento | O Insurgente

  16. Scot Luso

    Peço imensa desculpa ao Carlos Guimarães Pinto mas este post peca por ser óbvio. Já toda a gente sabe que os governos Gregos (e os cidadãos Gregos e as empresas Gregas) se portaram mal, aldrabaram as contas, aplicaram mal os fundos comunitárias (e nós temos telhados de vidro, pelo que não atiremos pedras), etc. Mas agora que temos o óbvio como adquirido, o que fazer? É óbvio que os Gregos não vão poder pagar a dívida como está. Nem pouco mais ou menos (sejamos realistas!). Partindo do princípio que ninguém no seu juízo perfeito quer:
    1. Que a Grécia entre em incumprimento (default);
    2. Que a Grécia saia do €uro;
    3. Menos ainda que a Grécia sai da UE.
    Então vamos ter que começar as negociações na Segunda Feira com um perdão parcial da dívida Grega. Claro que o governo Grego tem de ser razoável e aceitar condições. Se aumentarem o IRC em vez do IVA, matam as poucas empresas que sobrevivem. Já o IVA afeta mais o turismo mas os turistas não deixam de comprar porque as coisas se tornam 6% mais caras.

  17. Fernando S

    “Dizer agora que um Primeiro-Ministro que governa desde Janeiro de 2015 o país é o grande responsavel é uma falsidade absoluta.”

    Os governos da Nova Democracia e do Pasok que governaram até 2010 são naturalmente os principais responsaveis politicos pela situação de bancarrota a que chegou a Grécia.
    Mas não são os unicos responsaveis em absoluto.
    A maioria dos gregos, que elegeram e mantiveram esses governos, e, sobretudo, que se aproveitaram e se acomodaram das vantagens que lhes traziam politicas de endividamento, também são responsaveis.
    Os dirigentes europeus, das instaituições e dos paises membros da UE e da Zona Euro, teem uma quota parte de responsabilidade na medida em que foram fachando os olhos e permitindo que a Grécia tivesse seguido o caminho que seguiu.

    Naquela altura não existia o Syriza e Tsypras era um simples cidadão.
    Mas convém lembrar que a area politica de onde o Syriza saiu defendia então, e se tivesse poder teria feito, as politicas despesistas e intervencionistas dos governos gregos da altura. Ou melhor, criticava os governos por não irem ainda mais longe. Ou seja, se tivessem tido mais poder teriam feito pior !
    Convém também não perder de vista que uma grande parte dos eleitores gregos que votaram no Syriza ha uns meses votaram anteriormente pelos partidos do governo e tiraram partido da situação a seu favor. Efectivamente, o eleitor tipo do Syriza vem das classes médias urbanas que mais beneficiaram com os anos de desmandos e desperdicios.

    Dito isto, a responsabilidade do Syriza e do PM Tsypras na situação critica em que a Grécia se encontra actualmente, é praticamente total. É verdade que o Syriza so governa ha 6 meses. Mas em tão pouco tempo conseguiu fazer muita porcaria. Inverteu o rumo de recuperação em que a Grécia se encontrava ja na segunda metade de 2014 e as boas perspectivas para 2015. Em Novembro de 2014 a economia crescia ja a 1,7% em cadeia, a taxa mais elevada na zona euro. A previsão para 2015 era de um crescimento do Pib perto dos 3%, o valor mais elevado de toda a UE. No mesmo momento, o orçamento ja tinha um saldo primario positivo e estava em progressão. A economia, em particulr o turismo para estrangeiros, estava a recuperar, o desemprego estabilizara e tudo indicava que começaria a descer. As taxas de juro da divida grega no mercado secundario, embora ainda elevadas e acima da de outros paises mais avançados na aplicação dos programas de ajustamento, como Portugal, descera progressivamente para niveis anteriores à crise. Os credores da Troika preparavam-se para prolongar a assistencia financeira à Grécia.
    O que o Syriza e Tsypras conseguiram foi fazer com que a Grécia saisse do caminho certo para estar agora muito pior e num enorme impasse.

  18. EMS

    Fernando S: “Que nesses e noutros paises o aumento de salarios era sustentado por um aumento real da produtividade da economia e não por um crescimento artificial, baseado no endividamento.”

    Uma malandragem esses gregos.

  19. Fernando S

    EMS,
    Essa é a produtividade aparente : obtem-se dividindo o Pib pelas horas trabalhadas. O Pib subiu pelas razões que sabemos e as horas trabalhadas desceram porque a população estagnou e a “mandriagem” aumentou (redução do tempo de trabalho, reformas antecipadas, absentismo pago, desemprego subsidiado, etc).
    Dito isto, não digo que a produtividade real não tenha subido nos anos 2000.
    Mas o mais importante é que não subiu o suficiente para justificar o enorme aumento do rendimento disponivel médio dos gregos.
    Sim, foram “malandros”. E alguns gostariam de continuar a fazer dos outros parvos !…

  20. Fernando S

    Scot Luso : ” É óbvio que os Gregos não vão poder pagar a dívida como está.”

    Não é obvio.
    De qualquer modo, a Grécia ja viu perdoada metade da divida que tinha e restruturada uma parte significativa do que resta (maturidades bastante longas e periodos de graça para o pagamento de juros e as que as que pagam actualmente juros teem taxas relativamente baixas).
    O que mais conta agora não é o stock de uma divida para pagar nas calendas mas sim a capacidade para ir pagando os juros e reembolsando do que se vai vencendo (como é o caso de alguns empréstimos do FMI e do BCE).
    Mas alguma coisa a Grécia tem de ir pagando… Seria injusto e alimentar ilusões irresponsaveis aceitar que a Grécia não pagasse nada !
    E para ir pagando, a Grécia tem de gastar menos e produzir mais.
    Para gastar menos tem de aplicar a austeridade (mais cortes no Estado e mais impostos sobre as familias). Ponto !
    Para produzir mais, tem de fazer as reformas da economia, privatizar, flexibilizar o mercado de trabalho, liberalizar os mercados de produtos, etc.
    Ou seja, tudo aquilo que os gregos não vão fazer se não sentirem que não teem outra alternativa !

  21. Fernando S

    Scot Luso : “Partindo do princípio que ninguém no seu juízo perfeito quer:
    1. Que a Grécia entre em incumprimento (default);
    2. Que a Grécia saia do €uro;
    3. Menos ainda que a Grécia sai da UE.”

    Ninguém quer isso.
    Mas também ninguém “no seu juizo perfeito” quer que a Grécia obtenha isso sem condições.
    Se a Grécia conseguisse isso sem fazer o esforço necessario, que todos os outros teem de fazer, então é que a sobrevivencia do Euro e da propria UE poderia ficar em risco.
    Para que cumprir as regras e fazer sacrificios quando se sabe que houve um precedente de um pais que ficou na familia sem ser forçado a cumprir as regras e a fazer os sacrificios que são pedidos aos outros ?
    Se a Grécia não ceder então é preferivel que saia do Euro. Principalmente para salvar e consolidar o Euro.

  22. Fernando S

    Scot Luso : “Então vamos ter que começar as negociações na Segunda Feira com um perdão parcial da dívida Grega.”

    Desacordo total !

    .
    Scot Luso : “Claro que o governo Grego tem de ser razoável e aceitar condições. Se aumentarem o IRC em vez do IVA, matam as poucas empresas que sobrevivem. Já o IVA afeta mais o turismo mas os turistas não deixam de comprar porque as coisas se tornam 6% mais caras.”

    Perfeitamente de acordo !

  23. Fernando S

    Se algum dia houver algum perdão de divida parcial (ja houve), tem de ser numa altura em que a Grécia ja deu provas de estar a cumprir com as suas obrigações e nunca num momento em que mostra que não as quer cumprir.
    A grande diferença entre a Grécia e Portugal não é a divida ou a economia (diferenças que existem e contam) mas sim o facto do governo português, ao contrario do grego, ter percebido que a melhor maneira de ser ajudado e ganhar a confiança dos parceiros e dos mercados é dizer e dar provas de que quer cumprir os seus compromissos !

  24. EMS

    Fernando S
    “EMS, Essa é a produtividade aparente : obtem-se dividindo o Pib pelas horas trabalhadas.”

    Como o pib caiu 25% os gregos passam por ser uns grandes madraços mesmo que se esfalfem a trabalhar substancialmente mais que os alemães.
    Vai mais um bonequinho?

  25. Carlos Guimarães Pinto

    As horas trabalhadas são uma componente da produtividade. Qualquer equipa preferiria ter o Cristiano Ronaldo a jogar apenas a primeira parte de cada jogo do que o Éder a fazer o jogo inteiro.

  26. Fernando S

    EMS,
    O seu grafico confirma que as horas trabalhadas diminuiram entre 1990 e 2012…. É verdade que não foi apenas na Grécia.
    De qualquer modo, o mais importante é o modo como o Pib cresce.
    E descresce : a partir de 2009, como o Pib nominal caiu a produtividade aparente também diminuiu (e não o inverso).

  27. Joaquim Amado Lopes

    Scot Luso,
    “Então vamos ter que começar as negociações na Segunda Feira com um perdão parcial da dívida Grega.”
    Essa seria a pior decisão possível. Como o Fernando S já escreveu acima, é preciso que os gregos mostrem primeiro que estão dispostos a fazer a sua parte para resolver o problema. Só depois se poderá colocar a hipótese de um perdão parcial da dívida.

    Se o ponto de partida fôr um perdão parcial, a discussão passa a ser sobre quanto mais se “terá que” perdoar. O governo grego sentir-se-á motivado para exigir cada vez mais a troco de cada vez menos porque “ninguém no seu juízo perfeito quer (…) que a Grécia saia do €uro”. E, depois de ceder um pouco, a UE não poderá recusar ceder mais um pouco. E mais um pouco.
    Rapidamente outros países passarão a exigir perdões da dívida. Os programas dos “Syrizas” de Portugal e Espanha passarão a ser “credíveis” (“afinal, resultou com a Grécia”) e a regra terá que passar a ser o perdão das dívidas soberanas. Só que as dívidas perdoadas têm que ser pagas por alguém. Quanto tempo acha que decorrerá até a Alemanha fazer as contas a quanto terá que pagar para manter os Syrizas que se multiplicarão pela Europa e optar por sair do Euro?

    Ninguém no seu perfeito juízo quer que a Grécia continue no Euro nas condições que a Grécia exige.
    Os gregos não querem a austeridade que o Euro exige? Pois que fiquem com a “prosperidade” do Novo Dracma.

  28. Endividamento público brutal na Grécia até 2007: tudo culpa do Syriza, de Tsipras e de Varoufakis, não? Depois disso, parece que veio uma entidade chamada Troika ou não? Estes gregos radicais, libertários de esquerda, coitados, querem colocar os armadores de navios gregos a pagar impostos e a aumentar o IRC das empresas… Onde já se viu haver justiça fiscal num país periférico da União Europeia? É claro que não pode haver! Enfim, vê-se mesmo que estes neoliberais estão à nora com tanta irracionalidade e argumentos ilógicos. Só gostava mesmo é que eles parassem de fingir e mostrassem mais as suas garras. Há limites para a desfaçatez…

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