Tsipras elogia estratégia negocial dos governos português e irlandês

Um dos argumento mais lidos entre os apoiantes locais do Syriza é o de que o Syriza, com a sua posição de força, tem atingido mais vantagens negociais do que Portugal alguma vez conseguiu. PHoje Tsipras queixou-se precisamente o oposto: que a estratégia negocial mais discreta de Portugal e Irlanda lhes permitiu obter maior flexibilidade negocial do que a Grécia:
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(Em português: “A repetida rejeição de medidas equivalentes por parte de certas instituições nunca ocorreu antes – nem com a Irlanda, nem com Portugal)

15 pensamentos sobre “Tsipras elogia estratégia negocial dos governos português e irlandês

  1. jc

    ó tsipras estás a perder o folego. Bate o pé e grita mais alto, que eles vão tremer. Já te esqueceste das manif de há 10 anos atrás contra os G8 em Itália quando arremessavas cocktails molotov e pedras à policia ? vai-te a eles camarada….tás quase lá….

  2. Joaquim Amado Lopes

    Carlos Guimarães Pinto,
    Eu interpreto as palavras de Tsipras de forma diferente. Na minha opinião, o que ele está a querer dizer é que Portugal e Irlanda, de pequena vitória em pequena vitória, perderam e conseguiram muito pouco e que a Grécia, de pequena derrota em pequena derrota, vai vencer e conseguir tudo o que sempre quis.

  3. Joaquim Amado Lopes

    Mais uma vez LOL.
    Pelos “votos” ao meu comentário original, até parece que estou a defender a intenção que atribuo a Tsipras. “o que ele está a querer dizer” não deve ter sido suficientemente explícito.

  4. tina

    Sem dúvida alguma Tsipras está a dizer que as nossas propostas eram equivalentes às deles e não eram rejeitadas – ou seja, nós conseguimos o que queríamos e eles não, a troika está a ser mais rígida com eles. Note-se como ele é ridículo ao ponto de dizer “certas instituições” em vez de Troika. Também é interessante perceber que ele vai sucumbir a tudo o que a troika disser, a bazófia da antiausteridade e anti-humilhação acabou para sempre. Mas que bailinho que a extrema-esquerda levou, não passavam de uns putos que foram postos no lugar por adultos.

  5. Luís

    O maior problema que ele tem nem é a troika. É o saco que gatos que é o Syriza. Tem os comunas que querem sair do euro e da UE, tem os lunáticos que querem aumentar a despesa e não aumentar os impostos, tem os gays que querem casamentos num país ortodoxo. Imaginem um parlamento dominado pelo antigo BE, antes das divisões que sofreu há uns anos.

  6. Joaquim Amado Lopes

    Ao “negociar” através da comunicação social, Tsipras esticou demasiado a corda e já não tem por onde fugir. A troika pode ceder um pouco mas não lhe pode dar o que “exigiu” e o parlamento grego não aceitará menos do que foi “exigido”.
    Na discrição dos gabinetes e mesmo com muita gente à mesa, dá para pedir demais e ir “cedendo” até se obter o que se quer. Mas o programa do Syriza é simplesmente irrealista e irrealizável. Ao insistir que era mesmo aquilo que tinha que ser, o governo grego juntou os alienados (de vários países) atrás de si mas nenhum desses alineados decide sobre o dinheiro dos contribuintes de nenhum ouutro país. Por muita boa-vontade que exista para ajudar o povo grego (e existe, basta notar o quanto duraram estas “negociações” absurdas), quem tem primeiro que ajudar os gregos são os próprios gregos. Agora, aquilo que o governo grego terá que ceder com a troika nunca passará no parlamento grego, pelo menos não no prazo apertadíssimo a que se chegou.

    Alguns recordam o erro dos que disseram que a Grécia sairia do Euro logo em Março/Abril e apontam o facto de as negociações ainda continuarem como uma indicação de que é o governo grego que está a controlar o desenrolar da situação e vai conseguir o que quer. Mas o mérito(?) de as negociações ainda decorrerem não é do governo grego mas da paciência da troika que, contra todas as evidências, ainda tenta salvar a Grécia dos irresponsáveis que a governam.

  7. Luís

    A troika não pode ceder nem um milímetro. Se ceder abre-se uma caixa de Pandora. O PS em Portugal ganhará gás, tal como o Podemos em Espanha. A Frente Nacional crescerá nas sondagens e os partidos eurocépticos do Norte crescerão também. O Reino Unido ficará mais perto do Brexit. A Irlanda não ficará nada satisfeita. O eleitorado alemão não perdoará Merkel e a Finlândia, que está em crise e com uma década perdida, ganhará anticorpos contra a UE.

  8. tina

    Foi mesmo bom o Syriza ter ganho para todos perceberem que na prática não há lugar para políticas de esquerda, quanto mais de extrema esquerda. Agora pense-se no tempo de antena, mas tanto, tanto tempo de antena, que é gasto com os maluquinhos do BE e Podemos e Livre, etc. É equivalente a termos uns maluquinhos a venderem cobertores no deserto, com mais uns outros tantos maluquinhos a filmarem e outros tantos maluquinhos a ouvirem.

  9. tina

    Luís, e agora ponhamo-nos no lugar dos países mais pobres da UE que teriam de dar dinheiro para que os gregos pudessem continuar a sustentar um nível de vida mais elevado que o seu próprio nível!:.. Isso é que revolta mesmo, nem sei como a UE poderia permitir tal injustiça.

  10. Luís

    «Foi mesmo bom o Syriza ter ganho para todos perceberem que na prática não há lugar para políticas de esquerda, quanto mais de extrema esquerda.»

    Infelizmente os gregos e os portugueses não perceberam que não têm economia que sustente o Estado Social que criaram. Copiaram um modelo que resultou depois da Segunda Guerra Mundial graças ao baby boom e ao crescimento que houve durante duas ou três décadas, mas que tem sido abandonado: veja-se as reformas de Tatcher ou a falência do modelo sueco e as consequentes reformas nos países nórdicos e no Canadá no final dos anos 80 e no início dos 90. E até a França terá de fazer muitas reformas.

  11. Luís

    Em Portugal e na Grécia puseram «a carroça à frente dos bois». Imaginaram um Estado Social que já nem existia no Reino Unido e nos países nórdicos nos anos 80 e 90.

    O Estado criou parte substancial das classes médias gregas e portuguesa e isso preocupa-me muito. No mundo anglo-saxónico as classes médias vêm muito do mundo das pequenas e médias empresas, como na Alemanha.

  12. Marquês Barão

    Curioso mesmo é o argumento de muitos palhaços da nossa politica. Que o governo grego foi eleito democraticamente pelo seu povo. O nosso e as outras duas dúzias que entram no baile não?

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