Quando não interessa chamamos-lhe “opinião pública”

Observador

O primeiro-ministro italiano Matteo Renzi diz que a Europa tem a “obrigação moral” de ajudar a Grécia, mas alerta que a opinião pública não está do seu lado e que qualquer acordo tem de ser reciproco. Ou seja, a Grécia também tem de fazer a sua parte.

“Há uma grande pressão da opinião pública europeia, de alguns países em particular, para usar esta abertura como uma oportunidade para cair em cima da Grécia, para nos livrarmos de uma vez por todas da presença da Grécia na zona euro”, acusou o governante, no Parlamento italiano.

Quanto têm a opinião correcta chamamos-lhe “povo” e recordamos à exaustão que são eles que elegem os governantes.

6 pensamentos sobre “Quando não interessa chamamos-lhe “opinião pública”

  1. tina

    Ele está a tentar parecer bonzinho, depois de ter dito no G8 que não eram os italianos que iam pagar as pensões dos gregos.

  2. Nuno

    A coisa está a complicar-se. Parece que a existir acordo tem que ser hoje, e que não vai haver acordo hoje.

    Já é tempo de isto parar. O ESM que assuma a dívida ao FMI (o dinheiro de países como o México ou o Brasil não é para ser desbaratado na “crise humanitária” de países como a Grécia). O BCE que congele a ELA. E os “lucros” do BCE (que em breve vai ter prejuízos), ficam no BCE ou no ESM.

    Os gregos que sejam sobreranos com o dinheiro que têm. Se não quiserem pagar, não pagam. Se quiserem sair do euro saem. E se não quiserem controlos de capitais, que levem os bancos à falência.

    A estratégia de negociação do Syriza continua a ser “cuidado que eu suicido-me”. Os gregos aparentemente concordam. É deixa-los.

  3. Ah! A ‘opinião publica” Europeia não é solidária?
    Interessante, eu também tenho muitas reservas a opor à solidariedade à força para todas as negociações trapalhonas.

  4. PiErre

    “…chamamos-lhe “povo” e recordamos à exaustão que são eles que elegem os governantes.”
    .
    Ah, pois! A voz do povo é a voz de Deus. Os governantes são sempre ungidos por Deus desde os tempos dos Faraós. Ou então são mesmo o próprio Deus.

  5. JS

    Cada vez mais óbvio o fim de esta “União Europeia” (e de um “Euro”) cuja evolução foi entregue a uns tantos funcionários apenas interessados em perdurar nos seus mandatos.
    Com a anuência de uma classe política heterogénea, sem fito comum, apenas em modo de sobrevivência política pessoal imediata.

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