As eleições já não são “burguesas”?

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“Em Setúbal, a médica e ativista Isabel do Carmo será a cabeça-de-lista [do LIVRE]”

7 pensamentos sobre “As eleições já não são “burguesas”?

  1. Joaquim Amado Lopes

    Luis Lavoura,
    “Há muita gente no PSD que em tempos idos foi do MRPP ou da AOC.”
    Depois fizeram-se adultos e deixaram-se de(ssas) parvoíces. Outros fazem das parvoíces carreira.

  2. Manuel Coquim

    Quem é que não foi revolucionário na juventude, moderado na meia idade e conservador no fim da vida? Não é esse o curso normal das coisas?
    Embora, em certo sentido, todos sejamos conservadores: uns lutam por alguma coisa que conservar; outros lutam por conservar alguma coisa!…

  3. Enquanto os partidos tiverem o monopólio da democracia,
    enquanto a lei eleitoral não for significativamente revista.
    enquanto os media estiverem nas mãos do capital,
    votar, mais que inútil, é perverso.
    Por isso, a abstenção já é maioritária.
    Entretanto, o que aconteceu na Grécia dá-nos alguma esperança.
    De uma maneira ou de outra, o que é preciso é mudar, sair deste ciclo/círculo vicioso de opressão e exploração.

  4. Joaquim Amado Lopes

    João de Brito,
    Se cada vez menos votarmos, serão cada vez menos a decidir quem governa, faz leis e decide sobre alterações à lei eleitoral. Mais perverso do que votar nos “partidos do sistema” é afastarmo-nos do “sistema” e defendermos “soluções” fora dele. “Soluções” a que alguns chamam de “soberania popular” mas que mais não são do que alguns que só se representam a eles próprios atribuirem-se o direito de decidir relativamente a matérias sobre as quais ninguém lhes deu qualquer mandato. Ficamos sujeitos ao populismo e à ditatura de uns quantos mais militantes e agressivos que tentarão impôr “soluções” que NUNCA receberam o apoio de mais do que uma pequena minoria.
    Compreende-se bem por que razão é isso que o João de Brito defende/pretende. Afinal, a “sua” minoria nunca ganhou eleições nacionais e o João de Brito acha isso injusto. Mas a democracia, com todos os seus defeitos, é muitíssimo melhor e mais justa do que a “soberania popular” das manifestações e das greves.

    Se o seu problema é só os partidos poderem apresentar listas à Assembleia da República, junte-se a quem partilhe das suas ideias, forme um partido e candidate-se. A maioria dos eleitores vota por “clube” mas o eleitorado flutuante é bastante significativo e, com os abstencionistas, tem muito por onde ganhar votos.
    Apresente as suas propostas, convença os suficientes a votar em si de modo a ser eleito, mostre trabalho e mais o seguirão. E talvez consiga chegar ao ponto de poder mudar a lei eleitoral.

    Mas não é isso que o João de Brito quer. O João de Brito quer que as coisas sejam como acha que devem ser e vê uma injustiça no facto de poucos concordarem consigo e as suas opiniões não vingarem. Mas democracia é precisamente isso e é mesmo assim que deve ser.

    Há duas coisas piores que a ditadura da maioria. São a ditadura de minorias e a ditadura de um.
    O João de Brito pode não conviver bem com o respeito pelas ideias dos outros e pretender que as suas ideias valham mais do que as dos outros. O problema é seu.
    Pelo que me diz respeito, posso não gostar de muita coisa neste país mas sei que a minha opinião só vale mais do que as opiniões de todos os outros juntos para uma pessoa: para mim.
    E quero que continue. Imagine qual é a minha posição relativamente a quem pretende impôr as suas opiniões contra a vontade dos demais. Ainda mais quando se trata de alguém que, como o João de Brito, só demonstra ignorância, “preguiça mental”, superficialidade e vacuidade.

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