Canhotos e canhotas unidos

É tempo de união no grande bloco das esquerdas
É tempo de avançar na verdadeira união no grande bloco das esquerdas

Jamais serão vencid@s. O João Teixeira Lopes, escreve um notável artigo de opinião em que apela à união na convergência e livre diversidade só possível na esquerda. Sempre contra a demogogia de quem pretende minar o combate das esquerdas. E vice-versa.

O BE, recorde-se, “é um movimento de cidadãs e cidadãos” que assume entre outras coisas fundamentais para a modernidade progressista a “forma legal de partido político” mas que também concebe ser reconhecido como “movimento” que inspira e é inspirado por “contribuição convergentes de cidadãos, forças e movimentos” que se comprometem com a defesa intransigente da liberdade e com a busca de alternativas ao capitalismo”. Para além dessa tarefa hercúlea de procura e dissimulação envergonhada do comunismo, o BE “pronuncia-se por um mundo ecologicamente sustentável ” e sonha com a “transformação social, e a perspectiva do socialismo como expressão da luta emancipatória da Humanidade contra a exploração e a opressão”. Honra seja feita ao BE, será difícil às outras forças de esquerda inovar tanto nos mesmos sonhos húmidos, chamando-lhes outros nomes.

Já o movimento Livre é personificado por Rui Tavares, eleito em 2009 deputado para o Parlamento Europeu como independente integrado na lista do Bloco de Esquerda. Em 2011, só Marx saberá as razões, abandona a delegação do Bloco de Esquerda no Parlamento Europeu, acusando o companheiro Francisco Louçã (na altura, coordenador único do BE) de promover uma “caça ao independente” e de ser incapaz de lidar com opiniões contrárias. Talvez por esse motivo, Rui Tavares e associados diversos lançam com sucesso aquilo que será o partido Livre, pois afigura-se urgente a criação de um novo partido, completamente diferente dos outros partidos e movimentos de esquerda. Para os mais desatentos, o Livre transborda novidade, pluralismo e originalidade. Só com o Livre o Povo será livre. Só com o Livre será possível ao Povo ter representantes poderosos que se batem por criar as verdadeiras oportunidades de desenvolvimento económico sustentável e em harmonia com a tragédia grega que dura há meia década só em capas de revistas fascizantes. Para o efeito serão criados infinitos e  abrangentes fóruns de discussão crítica de todos os temas – sem quaisquer medos – e que conduzam a uma nova sociedade que seja realmente diferente e igual de modo a provocar um abanão. Espermos pois  pela resposta unificadora do Partido Livre ao artigo do dirigente bloquista. Só assim é permitido sonhar, convergir e rir de tamanha diversidade unificadora.

12 pensamentos sobre “Canhotos e canhotas unidos

  1. anonimo

    Não duvidem que se a esquerda toda se unisse alem de dar um grande partido juntavam-se as ideias de esquerda e nunca seria uma esquerda radical por motivos óbvios ,uns corregiam os outros e certamente iriam ter muita força e eficaz ……..

  2. A. R

    A esquerda é pródiga nisto. Quando em Espanha a esquerda, e os mercenários marxistas bem armados por Estaline, lançaram a guerra civil as primeiras vítimas massivas foram desde logo os camaradas da esquerda. A um os camaradas do PC até lhe arrancaram a pele e ele vivo (André Nin).
    O veneno e o ódio é tanto e tão destilado que se comportam como o escorpião para a rã.

  3. “Canhotos e canhotas unidos” é alguma mensagem subliminar aos destros desavindos?

    A. R,
    A “esquerda” arranca peles, já a direita é talvez mais passivo-agressiva. Olhe só para o Ribeiro e Castro disse:
    “Creio que o sistema partidário está profundamente doente. Acho que o CDS devia ser um sinal de diferença para melhor. Infelizmente, é para pior. Tem um fraquíssimo funcionamento interno, não há participação, vivemos em plena ‘consumadócracia’. Quem andou em campanhas, ouviu várias vezes ‘vai trabalhar, palhaço!’. Eu ouvi. Não é coisa que me incomode. Mas já me incomoda sentir que sou um palhaço, isso já me incomoda”
    O raça do homem está mesmo danado!

    Aguardamos com expectativa o artigo “o dia em que o CDS morreu”.

  4. anonimo,

    «… uns corregiam (sic) os outros…»

    Pode um cego guiar outro cego? Cairão ambos na cova.

    No caso da esquerda, com a mania de mandar na vida dos outros, quem não é de esquerda também entraria na cova.

    Esquerda e democracia autoritária escarralhada, não, e nem digo obrigado. As experiências dos outros e o nosso PREC e os governos socialistas mostram quão bestiais (no sentido de animalescos) os dessa chusma são. Pergunte aos russos se querem marchismo (grafia intencional!) outra vez! Ziuganov teve… ora… 17% dos votos. 83% nem querem ouvir falar desses idiotas. Estão vacinados.

  5. Luís

    Ribeiro e Castro representa uma certa Direita que é passado e não tem amanhã.

    Olho para o futuro e vejo Adolfo Mesquita Nunes ou Nuno Melo.

  6. Luís

    Ribeiro e Castro, Bagão Félix, Manuela Ferreira Leite, Marcelo Rebelo de Sousa… uma Direita com as suas «particularidades».

  7. Nuno,

    E porque no fim todos ficam o tipo de burgueses alapados que no início criticavam.

    Marchista que é empedernido marchista ou é um génio incompreendido, útil aos ex-marchistas que entretanto enriqueceram, ou é um calhau com olhos e matéria inorgânica entre as orelhas.

    Um dos dois. E os génios são raros.

  8. lucklucky

    Se alguma vez o Marxismo chegar ao poder, os primeiros a ficarem preocupados devem ser os Marxistas. Um Marxista caído em desgraça num regime Marxista não costuma ter muito futuro.

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