O PS é, indubitavelmente, e bem, o campeão das privatizações. É pena que só o reconheça quando é Governo, e o negue quando é oposição. Lá está, uma vez mais, Mr Hyde and Dr Jekyll.
O PS é, indubitavelmente, e bem, o campeão das privatizações. É pena que só o reconheça quando é Governo, e o negue quando é oposição. Lá está, uma vez mais, Mr Hyde and Dr Jekyll.
É surrealista ouvir os membros do partido dos contratos das PPP rodoviárias e das fábricas de semicondutores a queixarem-se da pouca vergonha de não se poder aceder aos contratos.
Do gráfico fica claro que o PS de Guterres foi de facto o campeão das privatizações. Porém a seguir, vem o PSD/CDS de Coelho/Portas, vindo no fim o PSD de Cavaco empatado com o PS de Sócrates. Isto em termos de privatizações explícitas (em termos médios de privatização/ano, provavelmente a diferença PS para PSD será menos visivel)
Espera, então… afinal, se o PS é o campeão das privatizações é porque é o melhor partido?
Certo?…
Não, Ricardo, o quadrado não entra no círculo, é ao lado, no quadradinho. Tente novamente, vá.
Ahah, Mário 🙂 Eu sei, estava no gozo. Mas, mais a sério, eu percebo que isto é uma chamada de atenção à desonestidade politica do PS. Mas desonestos são todos. O que é irónico é que esta desonestidade particular advém de uma postura que os autores deste blog defende com unhas e dentes, as privatizações. Cpts.
Ricardo, as privatizações, enquanto inseridas numa política de liberalização e criação de mercados livres, fazem todo o sentido, o que tem sido o caso. A TAP opera num mercado hiper-concorrencial, e, nesse sentido, não faz qualquer sentido ter uma empresa de aviação pública. É puro capricho. Daí que eu faça a adjectivação — “e bem”. O PS nesta matéria portou-se bem, e não deve negar esse legado.
“o que tem sido o caso”? a TAP, sim, faz todo o sentido.
A ANA que mantém um monopólio por legislação, faz sentido?
A REN que tem um contrato de manutenção garantido por 50 anos, faz sentido?
Eu sinto-me perfeitamente identificado com o Libertarismo mas também sei que nem todos os meios justificam os fins…
Ainda estou para ver estas e muitas outras empresas “inseridas numa política de liberalização e criação de mercados livres”.
Abraço.
É o que se pode chamar de falso liberalismo. São empresas que pertencem ao universo do crony-capitalismo.
Há ainda que referir que muitas das privatizações de 2011 a 2015 fazem parte das exigencias da troika…
Ricardo, a REN e a ANA são de facto as mais delicadas, em particular a REN.