Contas de La Palisse

Durante 2014, o défice comercial foi de 10,7 mil milhões de euros. Uma média mensal de 890 milhões de euros, portanto. Variou mensalmente entre 637 milhões, no melhor mês, até 1132 milhões, no pior. Por isso, um aumento de 1000 milhões “só no mês de Abril” não é nada de extraordinário.

7 pensamentos sobre “Contas de La Palisse

  1. Baptista da Silva

    Vejo o cenário com preocupação, sei que nesta altura as Rent-a-Car renovam frotas para o Verão, mas todos os meses há sempre algo conjuntural. Não entendo é porque as importações sobem em géneros alimentares se temos a capacidade agricola a subir mensalmente, talvez as culturas sejam inapropriadas e/ou se exporte porque o estrangeiro paga melhor. Pelo menos que a balança de capitais e o turismo consigam equilibrar o buraco.

  2. Baptista da Silva,

    Portugal não produz mangas nem papaias nem ananases (fora Açores no último caso). 😉

    Importamos cereais e exportamos aves e ovos, por exemplo. E isso é bom. Somos bons a produzir aves e não tão produtivos assim a produzir cereais. O Alentejo produz hoje mais vinha que cereais, segundo os organismos oficiais. Os vinhos são vendidos lá fora com bastante valor acrescentado. E isso é sumamente bom.

    Isso no fundo é a razão do comércio. Trocar aquilo que faço bem por aquilo que não me interessa fazer.

  3. Luís Lavoura

    De facto, o que se verifica (se bem entendo o artigo lincado) é que até ao final de abril o défice total foi de cerca de 3000 milhões de euros, o que significa um défice médio mensal de 750 milhões de euros, o que é inferior ao défice médio mensal (890 milhões) do ano passado. Nada de negativo nem de anormal, portanto.

  4. Luís Lavoura

    O Alentejo produz hoje mais vinha que cereais

    Segundo já me disseram, mesmo os cereais que Portugal produz são variedades destinadas essencialmente à alimentação animal (forragens). Portugal praticamente não produz variedades de cereais destinadas à alimentação humana. Praticamente todo o cereal de que é feito o pão português é importado.

  5. Luís

    «Importamos cereais e exportamos aves e ovos, por exemplo. E isso é bom. Somos bons a produzir aves e não tão produtivos assim a produzir cereais. O Alentejo produz hoje mais vinha que cereais, segundo os organismos oficiais. Os vinhos são vendidos lá fora com bastante valor acrescentado. E isso é sumamente bom.»

    A tentativa de tornar Portugal auto-suficiente em cereais foi uma catástrofe ambiental e económica. Temos extensas áreas de solos inclinados de xisto. Estes solos quando expostos às chuvas torrenciais de Outono e Inverno são arrastados e fica apenas a rocha nua. No passado removeram-se carvalhos e sobreiros para cultivar trigo, hoje temos apenas paisagens arificadas no Sul e no Interior nas áreas onde havia solos mais sensíveis.

    Contudo, tal não implica que a agricultura não tenha futuro. Muito, muito pelo contrário.

    Temos condições para produzir mais carne. Temos até obrigação de tal.

    Dadas as nossas particularidades edafo-climáticas também temos excelentes condições para a produção de diversas qualidades de fruta e no Noroeste podemos produzir todo o tipo de verduras. A castanha tem futuro e deveríamos aumentar a produção. A cortiça também tem futuro e na região Centro há condições para produzir exponencialmente muito mais. As campinas algarvias abandonadas poderiam produzir muito mais morango ou nectarina. Também temos condições para aumentar e muito a produção de frutos vermelhos e cogumelos.

    Há ainda o azeite, o vinho, ou os frutos secos: amêndoa, alfarroba, noz, avelã. Somos um dos poucos locais no mundo onde se produz alfarroba (quase toda a produção está concentrada no Algarve).

    Insistir na miséria da cultura de cereais com os solos e o clima que temos é dar um tiro no pé.

  6. Luís

    «O Alentejo produz hoje mais vinha que cereais, segundo os organismos oficiais. Os vinhos são vendidos lá fora com bastante valor acrescentado. E isso é sumamente bom.»

    E nunca produziu tanto azeite de qualidade. Está também a produzir mais morango ou framboesa. E poderia produzir mais carne. Felizmente a cultura de cereais tem sido abandonada.

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