malditos

scientific farming u washMaldita globalização. Malditas empresas ocidentais que aproveitam o trabalho barato na China para baixar os preços nos seus países. Malditos consumidores que aproveitam os salários baixos chineses sem pesos na consciência. Maldito consumismo.

Malditos todos: entre 1990 e 2014, a China diminui para metade a parte da população que passa fome; desde 1990, 155 milhões de almas chinesas escaparam à fome. Números dessa organização ultra-capitalista que é a FAO.

 

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14 pensamentos sobre “malditos

  1. António Barreto*

    É verdade, mas é necessário saber se não produziu o efeito contrário em outras paragens. Esse balanço também tem que ser global.

  2. Maria João Marques

    Não é necessário saber nada, porque já se sabe que não produz nenhum efeito nos países desenvolvidos que não melhoria do nível de vida das populações, sobretudo das mais pobres, que assim podem aceder a bens que se fossem produzidos noutro lado seriam mais caros e não os poderiam comprar. Problemas que os países desenvolvidos tenham não se devem aos produtos chineses. O comércio internacional sempre e só trouxe riqueza para todas as partes.

  3. Rinka

    2 coisas curiosas:
    1) elogio aos baixos salários e falta de condições laborais na China.
    2) elogio ao Comunismo Chinês.

    Rendida aos camaradas?

  4. Maria João Marques

    Rinka, eu só respondo perguntas e comentários sobre aquilo que escrevo, não sobre os fantasmas nas cabeças de quem me lê (e, pelos vistos, nem consegue perceber o que lê).

  5. Se considerar os anos 80 (a história da cor do rato de Deng data de 1979), a China tirou cerca de seicentos milhões de pessoas da linha de subsistência. Metade da população.

    Maldito capitalismo.

    (O engraçado é que tanto a Nova Política Económica de Lenine como o Um País, Dois Sistemas de Deng foram justificadas de que os países não tinham entrado suficientemente na fase capitalista para se tornarem desenvolvidos antes da tomada comunista. Deng chega a escrever:

    «Devemos estar temerosos quanto a desvios de direita, mas, acima de tudo, devemos preocupar-nos com descios de esquerda.» (A tradução é capaz de estar um bocado manhosa, mas o sentido é fiel).

  6. António Barreto,

    Desde 1980, mais de mil milhões de pessoas no Mundo foram resgatadas da linha de subsistência. Em 2014, as pessoas com fome totalizavam 805 milhões (fonte: WPF), ou 1/9 da população mundial, embora eu duvide da credibilidade destes números, algo auto-justificativos para uma organização. Nos anos 80, quase 1/3 da população mundial vivia com carências alimentares crónicas, grande parte dela em África, na China e no sudeste asiático comunista.

  7. jo

    Deve ser por isso que temos gente a trabalhar para as condições de trabalho e de democracia no Sul da Europa sejam semelhantes às chinesas.
    Se piorarmos o suficiente, a partir daí só podemos melhorar. Não pode falhar.

  8. Jo,

    Portugal até 1975 (e em guerra!) crescia de tal forma que o Financial Times dizia que em 1980 o milagre económico português suplantaria os da Alemanha e o do Japão — como contado por Tomé Feteira na sua entrevista antes de morrer.

    Depois veio o 25/Lixo. Nem em 25 de Novembro conseguimos recuperar dos danos permanentes causados pelas nacionalizações e pelas experiências comunistas. Em 1978 o PS chamou o FMI. Em 1983 o PS chamou o FMI. Em 2011 o PS chamou o FMI, depois de deixar as contas minadas em 4 mil milhões de euros por ano (que descerão a 2 mil milhões lá por 2020) de pagamentos aos amigos.

    Ninguém mais que o PS fez tanto por tanto tempo para que Portugal destrambelhasse. O PCP fez mais, mas felizmente por pouco tempo. Se fizesse por mais, não existia O Insurgente na Rrpública Socialista Soviética Portuguesa (o nome que Cunhal aludiu que serviria ao país).

  9. jo

    Francisco Manuel Colaço

    Folgo em saber que não vivia no mesmo Portugal que eu. Se o regime salazarento era a imagem da prosperidade, então a sua prosperidade só conta para alguns.
    Não há dúvida: porque escapámos da 2ª Guerra graças ao santinho Salazar éramos o país mais rico e mais democrático da Europa.
    Eu sei que a prática de propaganda para o atual governo leva a desvarios. Mas tente não reescrever a história.

  10. maria

    Os países comunistas viviam em grandes dificuldades antes da queda do Muro de Berlim e era isto que Cunhal queria trazer para Portugal.Quem quizer ser isento, vê que Cunhal não trouxe qualquer benefício. O PC continua a enganar uma parte do povo prometendo-lhe o Paraíso impossível. Agora aparece outro que faz milagres – António Costa-.Dá tudo a todos. Não sei porque não fez milagres quando foi ministro durante anos.

  11. Jo,

    Não preciso de reescrever a história. Os números estão publicados desde há décadas.

    Portugal não voltou a crescer como crescia na primeira década dos anos 70, ainda para mais pagando dívida e abrindo-se pouco a pouco à liberdade. Não aprecio o Salazar, mas tenho uma opinião oposta de Marcelo Caetano.. E dou-lhe outra coisa em que pensar. Em paridade de poder de compra, o salário médio hoje é menor do que em 1973 e, se continuasse com as taclxas de crescimento de então, hoje seria mais do dobro daquilo que é, cifrando-se em excessi de dois mil e duzentos euros.

    Se quer saber quem fez gato-sapato dos portugueses, e quem arruinou a nossa economia e a nossa sociedade, olhe para os vermilhóides e para os seus primos parecidos, os rosilhóides.

  12. António Barreto*

    Caros M.J. Marques e F.M. Colaço; conheço bem, esses factos, mas não é verdade que não produzem consequências negativas nos países ocidentais. Por exemplo, todas as produções sistematizáveis foram e continuarão a ser desvalorizadas no ocidente, com quebra de salários e desemprego. Claro que há mais bens a preços mais baixos e isso é uma vantagem para alguns, porém só as profissões altamente especializadas, sobretudo, ligadas à conceção dos sistemas serão valorizadas, tais como as não sistematizáveis. De qualquer modo, porque não se deve fazer a avaliação global? Claro que deve! É necessário verificar e medir o impacto negativo em termos económicos e sociais. É assim que deve ser. É que, a globalização tem muitas faces; algumas bem sinistras!

  13. António Barreto,

    Resultados antes de conceitos! Com 11% da população humana subnutrida (e esse número é certamente muito exagerado, para justificar o WFP) nunca a população humana foi tão bastada, nem tão resiliente a secas locais.

    Bendita globalização. Em suma, afinfe-se numa dessas profissões avançadas e disfrute de um mundo melhor. 😉

  14. Maria João Marques

    António Barreto, dou o exemplo de dois setores tradicionais da indústria portuguesa. No calçado, o aumento de qualidade do que é produzido em Portugal é notável, criou-se assim muito mais valor acrescentado do que produzindo o mais barato e a concorrência gerada pela globalização só levou à modernização da indústria. No setor têxtil, conseguimos até competir pelo preço com a China e com a Índia em certos produtos (têxteis domésticos, por exemplo), por causa da nossa maior produtividade, dos menores custos de transporte, etc.. Evidentemente que as fábricas mal geridas faliram, mas essas teria falido de qualquer forma com a concorrência de fábricas melhores. O que é certo é que tivemos possibilidade de modernizar indústrias e gerar mais riqueza.

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