O perigo chinês

 

O último número da revista Foreign Affairs foca-se na China. Um dos artigos, cuja leitura aconselho fortemente, debruça-se sobre o perigo da dívida chinesa.

A China é uma ameaça não porque pode vir a ser poderosa, mas porque vai colapsar. Os efeitos do seu colapso serão trágicos para todos: chineses, povos asiáticos, europeus, norte-americanos e demais povos da Terra. O poderio militar, as ilhas de areia que estão a construir no Mar da China, serão de temer porque o colapso económico pode ser o o motivo para o descontrolo chinês e o início de hostilidades, habituais quando é preciso contentar a população.

O que se vive na China não é liberalismo; é socialismo. Aquilo que se assiste não são políticas liberais, mas socialistas: é crescimento à custa da procura, do consumo, que é conseguido com mais e mais endividamento.

A China não tem vindo a enriquecer, mas a endividar-se. As histórias do mundo actual não são muito diferentes umas das outras.

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5 thoughts on “O perigo chinês

  1. LV

    Sem conhecer o conteúdo do artigo, foco-me no seu esforço de síntese.
    Efectivamente o que se pode identificar na China é tudo menos mercado livre. E há esquemas de crédito e financiamento tanto a nível regional como nacional que não auguram nada de bom. Nós por cá bem o sabemos. E a escala é impressionante.
    No entanto, há que colocar em relação mais uns dados.
    A China, para além das iniciativas em sede dos BRICS e do Asian Development Bank, está a prosseguir a passos largos com iniciativas complementares mais abrangentes, sejam a Nova Rota da Seda (que envolve economicamente muitos países afastados do comércio mundial), a fundação do novo Asian Investment and Infrastructure Bank (AIIB) e um novo Fundo de Ouro para Bancos Centrais. Algumas destas dinâmicas são já amplamente reconhecidas por países e instituições mundiais relevantes – sejam o FMI (que está a ceder à pressão e a admitir a inclusão do Rmb no cesto das moedas que compõem os Direitos Especiais de Saque (SDR), o Banco Mundial, ou países como a Grã-Bretanha, a Alemanha entre tantos outros.
    Junte-se a isto mais os seguintes dados:
    – a China é a maior importadora e produtora de ouro mundial;
    – a dimensão da sua procura por petróleo é de tal dimensão que a Arábia Saudita já lhe negou vender mais do que o previsto para este ano (talvez o guarda-costas americano tenha dado um toque no ombro da tremida monarquia saudita);
    – os chineses estão a comprar muitos projectos de exploração e extracção de minério por esse mundo fora (e quando não é possível comprar, fazem acordos com os gigantes mundiais dos metais preciosos e industriais);
    – os chineses e os russos têm preparados muitos acordos relativos à energia, tecnologia e finança;
    – e, finalmente, a China é o país a quem mais os EUA devem.

    Pode dizer-me se o artigo inclui estes (ou outros relacionados) dados para pensar o agente China?
    Atendendo às movimentações assinaladas, receio que o perigo maior seja uma guerra. Promovida por quem sente o “chão a fugir-lhe dos pés”.
    Que diz, também vê este perigo?
    Saudações,
    LV

  2. LV

    Sem conhecer o conteúdo do artigo, foco-me no seu esforço de síntese.
    Efectivamente o que se pode identificar na China é tudo menos mercado livre. E há esquemas de crédito e financiamento tanto a nível regional como nacional que não auguram nada de bom. Nós por cá bem o sabemos. E a escala é impressionante.
    No entanto, há que colocar em relação mais uns dados.
    A China, para além das iniciativas em sede dos BRICS e do Asian Development Bank, está a prosseguir a passos largos com iniciativas complementares mais abrangentes, sejam a Nova Rota da Seda (que envolve economicamente muitos países afastados do comércio mundial), a fundação do novo Asian Investment and Infrastructure Bank (AIIB) e um novo Fundo de Ouro para Bancos Centrais. Algumas destas dinâmicas são já amplamente reconhecidas por países e instituições mundiais relevantes – sejam o FMI (que está a ceder à pressão e a admitir a inclusão do Rmb no cesto das moedas que compõem os Direitos Especiais de Saque (SDR), o Banco Mundial, ou países como a Grã-Bretanha, a Alemanha entre tantos outros.
    Junte-se a isto mais os seguintes dados:
    – a China é a maior importadora e produtora de ouro mundial;
    – a dimensão da sua procura por petróleo é de tal dimensão que a Arábia Saudita já lhe negou vender mais do que o previsto para este ano (talvez o guarda-costas americano tenha dado um toque no ombro da tremida monarquia saudita);
    – os chineses estão a comprar muitos projectos de exploração e extracção de minério por esse mundo fora (e quando não é possível comprar, fazem acordos com os gigantes mundiais dos metais preciosos e industriais);
    – os chineses e os russos têm preparados muitos acordos relativos à energia, tecnologia e finança;
    – e, finalmente, a China é o país a quem mais os EUA devem.

    Pode dizer-me se o artigo inclui estes (ou outros relacionados) dados para pensar o agente China?
    Atendendo às movimentações assinaladas, receio que o perigo maior seja uma guerra. Promovida por quem sente o “chão a fugir-lhe dos pés”.
    Que diz, também vê este perigo?
    Saudações,
    LV

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