Discutir economia com socialistas (versão simplificada)

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9 pensamentos sobre “Discutir economia com socialistas (versão simplificada)

  1. jo

    O salário mínimo esteve congelado vários anos. Qual foi a subida do emprego durante esse tempo?
    Dou emprego a toda a gente que quiser trabalhar de borla para mim. Assim teremos uma economia robusta.

  2. Charlie

    “Qual foi a subida do emprego durante esse tempo?”

    Se calhar a jo e principalmente as pessoas que não tem emprego, deviam fazer essa pergunta ao presidiário de Évora ou a alguém do partido das baratas. Afinal, eles é acham que as obras, os aeroportos, a parque escolar, as estradas (para se montarem PPPs em cima) é que geram emprego.

  3. Charlie

    Parece que no blog das baratas os comentários discordantes não são publicados mas depois pelos vistos sabem vir aqui clicar no botão com o dedo para baixo. E ainda se aclamam como defensores da liberdade… cambada de merda.

  4. Charlie,

    Muito bem visto. Os resquícios da dívida (juros e pagamentos), das obras (manutenção e compromissos com PPP e institutos e desfodações) tiram à vontade 20 mil milhões de euros da economia. Destes 20 mil milhões de euros uma parte substancial vai para o estrangeiro, quer seja sob a forma de juros ou de importações.

    Façamos dez mil milhões de euros por ano para o estrangeiro. Se estes não existissem, a nossa economia estaria 6% melhor. 50% desta melhoria corresponderiam mais ou menos a 10G/10K = um milhão de empregos (mal pagos a EUR 10,000 anuais, mas é melhor que ter 10,000 que 0). Economia em quase pleno emprego, era o que era.

    Estamos a pagar os custos do socialismo. Pura e simplesmente isso. Todos os anos, as PPP pesam e encargos e em juros de dívida não pagam. Os funcionários a mais (desfuncionais, como lhes chamo satiricamente) pagam-se em salários e 5% do salário que receberam desde a sua contratação em juros de dívida. Anualmente. Mesmo que morram hoje, a patada está lá. Até ao momento em que a dívida ou seja renegada ou paga na totalidade.

  5. Charlie

    Acho que o Francisco nem está a ver o mais importante, é que para terem feito aquela cangalhada toda (e ainda queriam mais TGVs e aeroportos), deixaram de ser fazer investimentos em sectores que poderiam fazer aumentar as exportações e ao mesmo tempo gerar emprego. Se não se fez isto enquanto houve dinheiro, e importa que se diga que Portugal até teve acesso a crédito barato durante parte dos governos do presidiário de Évora, não iria ser durante um período em que o pais esteve sob intervenção do FMI e em regime de austeridade que iriam fazer esses investimentos. Caso esses investimentos tivessem sido feitos quando houve hipótese e em vez daquela colecção de tramoias, hoje o pais estaria melhor, com maior nível de riqueza e com menos desemprego.

  6. Charlie,

    Eu sei bem do que fala. Durante anos tivemos 10% do nosso PIB empatado na desconstrução civil, em obras de regime e em betão às pazadas. Criámos monstros, empresas de construção que, passadas as obras necessárias de regime, se viram na felicidade de terem muita influência junto do regime (leia-se ex-políticos na administração). Essas empresas conseguiram que fizéssemos auto-estradas ao lado de estradas que estavam abaixo da capacidade, mesmo em hora de ponta, como a A23, a A24 e a A25. E auto-estradas paralelas a outras, como a A17, a A13 e a A28. Todas elas têm de ser alimentadas hoje, em manutenção de compromissos com as PPP. Penso que o próximo chegarão ao seu máximo este ano, acoma de 2 mil milhões de euros, mas a este valor terá de acrescentar toda uma panóplia de PPP municipais, de valor que, mesmo tendo diligentemente investigado, desconheço. O único valor seguro é que as PPP nas águas, globalmente, custaram cerca de 200 milhões de euros em 2013.

    Os monstros foram alimentados porque eram too big to fail, para usar a expressão dos bifes texanos. Estavam cheiros de ex-políticos e de promessas de acolher políticos em exercício mal cessassem funções. E assim desviaram-se vários milhares de milhões de euros ao longo do tempo, havendo os ditos benefícios na economia sido concentrados apenas na construção.

    As PPP durarão até 2083 (uma das concessões, das estradas, é de 75 anos). Um bebé que nasça hoje viverá no baraço daquilo que foi gasto pela geração anterior à minha e no seu próprio benefício. A única maneira de nos livrarmos disto é contrair o Estado até à sua irrelevância, preservadas apenas as funções verdadeiramente essenciais de manutenção da ordem pública e da administração da justiça, com orçamento baixo, de forma a que não se torne atractivo de moscas emperresárias, as quais seguem sempre as murrinhas que do Orçamento provêm e que lhes cheiram como a nós a carne assada que eu faço.

    A situação mais caricata é a dos parques industriais, licitados a um escudo o metro quadrado a amigos e postos nas imobiliárias nessa mesma tarde a dez vezes esse valor. Veja que grande parte desses parques industriais ou está devoluta ou tem essencialmente comércio. Num caso numa pequena cidade do Interior, até foram construídos prédios de habitação.

    Os investimentos seguem o dinheiro. Se houver pouco dinheiro para a construção e apenas dinheiro para a fabricação de bens tangíveis (já que o Estado não vai deixar de querer intervir na economia), para PME em vez de grandes empresas, digo-lhe que em cinco anos, cinco anos apenas, deixaríamos de falar em desemprego para falar em que tipo de imigrantes quereríamos. Só não acho que o conseguiremos porque, mesmo se iniciássemos agora, iríamos demasiado tarde. Em menos de dois anos os nossos principais parceiros e mercados implodirão.

  7. jo

    A relação salário mínimo/desemprego apresentada pelos doutos economistas é engraçada.
    Se houve aumento do desemprego e aumento do salário mínimo, o aumento do desemprego é provocado pelo aumento do salário mínimo.
    Se não houve aumento do salário mínimo e o desemprego aumentou, então existem outras razões.
    Com analistas destes até conseguimos relacionar o desemprego com o tamanho do biquíni da Irina. Funciona sempre.

  8. Charlie

    É um facto que a economia estava em recessão, factor importante no que toca à criação de emprego. Outro factor importante e tal como foi dito atrás, não se fizeram investimentos que gerassem emprego, em vez disso preferiu-se andar a fazer coisas inúteis que geram despesa, com motivações que estão à vista de toda a gente e com as consequências que se conhecem. Mas ainda pode ver de outra maneira: Na Grécia, o actual governo (que teve ter afinidade ideológica com a jo) aumentou o salário mínimo para valores que são conhecidos, foi isso que fez diminuir o desemprego por lá? Será que isto é suficiente para ver as evidências ou prefere entrar em modo Raquel-Varela?

    E engraçado, engraçado é esquerda que não tem soluções para nada, que não sabe gerar riqueza, só miséria, vir exigir a quem se lhe opõem, aquilo que não é nem nuca foi capaz de produzir. Isso é que é engraçado. Outra palavra para isso é hipocrisia.

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