Diz que é por uma questão de “justiça social”

Ontem na TVI, António Costa revelou a intenção de alterar os escalões de IRS por forma a aumentar a progressividade do imposto. Convém recordar a situação actual (OE 2014) “65% dos portugueses não paga IRS.90% todos juntos representam 30% das receitas.10% dos contribuintes português pagam os restantes 70%.Sendo que 5% dos contribuintes pagam quase 60%.

IRSOE2014

Por outras palavras, aumentar a progressividade do IRS irá aumentar ainda mais a carga fiscal dos agregados que já agora sustentam o estado social(ista). Preparem-se para abrir ainda mais as carteiras.

19 pensamentos sobre “Diz que é por uma questão de “justiça social”

  1. Miguel Alves

    É uma boa medida para ter 65% dos votos.
    Mas sinceramente não acho nenhuma surpresa na medida, o Sr. Dr. SMS sempre disse que não iria cortar nas pensões e nos salarios, nunca disse que não iria aumentar impostos..

    A terra é de quem trabalha.. o salário é que já não é bem assim.

  2. tina

    “Preparem-se para abrir ainda mais as carteiras.”

    ou para fugir aos impostos! Afinal, aqueles que mais dinheiro ganham, são os que têm várias fontes de rendimentos, fáceis de manipular. Quando se sentem injustiçados, retribuem de igual modo. Para quê pagar impostos ao governo, se este vai devolver aos funcionários públicos para que voltem a ter salários mais elevados do que o sector privado? Para quê continuar a ser um bom cidadão perante um governo injusto?

  3. Luís Lavoura

    aumentar a progressividade do IRS irá aumentar ainda mais a carga fiscal dos agregados que já agora sustentam o estado social(ista). Preparem-se para abrir ainda mais as carteiras.

    Com esta frase o Miguel Noronha pressupõe que está a falar para os relativamente poucos portugueses que pagam IRS.

    Acho que o Miguel Noronha deveria tentar aumentar a abrangência do seu público-alvo.

  4. Miguel Noronha

    “Acho que o Miguel Noronha deveria tentar aumentar a abrangência do seu público-alvo.”
    Presumo que se esteja a propor como consultor para o blog. Qual é a sua experiência e resultados na área?

  5. JP-A

    Na minha opinião o mais importante é a maneira como ele respondeu à pergunta sobre se poderia garantir que não ia subir os impostos. Como seria de esperar, tentou escudar-se num cenário traçado por uns senhores, que tanto serve como modelo, como serve para dizer que não foi ele que o fez. Adianta-lhe muito gostar ou não – isto é uma questão de caráter. É ver a cara do indivíduo, porque está lá tudo.

    Repetindo-me, os debates vão-lhe correr mal porque aquilo é só ar e vento.

  6. k.

    “Luís Lavoura em Maio 7, 2015 às 09:21 disse:”

    Aqui já inventaram o “partido libertario”, em breve vão inventar o “partido aristocrático” =P

  7. Miguel Noronha

    Importa-se de explicar quem “inventou” um partido por aqui e qual a ligação dele ao blog?
    E já agora, a relevância do seu comentário.

  8. Ricardo Janeira

    Se calhar o costa vai diminuir os impostos nos escalões mais altos e por a pagar parte dos 65% que não pagam, efectivamente aumentando a progressividade. Agora a sério, o que fica destas semanas de costisses é a obsessão de centralizar toda e qualquer discussão/decisão no estado e estender os tentáculos deste a todas as partes da sociedade

  9. Je

    Está tudo bem: 65,6% das FAMILIAS portuguesas vive com menos de 10.000€ brutos/ano.
    Como é? Afinal queremos mão de obra abundante com salário baixinho ou contribuintes líquidos com valores de IRS aceitáveis? Decidam-se.

    Repito um comentário no insurgente de Janeiro “Este post é impressionante ao mostrar a dimensão romena da pobreza portuguesa. Um país europeu com 84,78% das fa-mí-li-as a viver com menos de 20.000€/ano. Muito. Menos…(65,6% das famílias vive com menos de 10.000€.) Sabem o que isso é? Conseguem olhar para a rua e ver mais de metade dos concidadãos familias inteiras que trabalham, se vestem, comem, educam com 800€/mês?! Pais, mães, filhos. Conseguem?

    Talvez as codeas de que vivem estes 85% possam se mais taxadas, Mas mesmo se por absurdo os tais 85% trabalhassem de borla, os 15% que sobram – os “ricos” -iriam sempre de arcar com a grande fatia da impostura…. –

    N.B: qualquer recibo verde que facture mais de 800€/Mês facilmente entrega ao estado uma percentagem impensável (cerca de 70% IRS+SS+IVA) do que factura embora entre na estatística dos 85% de pobres “que não pagam impostos”…”

  10. Baptista da Silva

    O Costa já disse que vai contratar milhares de FP’s, como? Simples, ao subsidiar os ordenados mais baixos, na prática está a pagar parte do ordenado, quer dizer, eu vou pagar parte de alguns ordenados.

  11. Miguel Alves

    Je disse “Como é? Afinal queremos mão de obra abundante com salário baixinho ou contribuintes líquidos com valores de IRS aceitáveis? Decidam-se.”

    Je, mas quem disse que a decisão é feita dessa forma? o problema da esquerda é mesmo esse, para vocês o problema está no dinheiro mas lamento, a decisão não é feita dessa forma.. a decisão é feita se consegues ou não criar valor suficiente para seres um contribuinte líquido com valores de IRS aceitáveis.
    Senão é fácil, triplicas os salários e já tens valores decendes de IRS, mas levas é as empresas à falência, e porquê? porque estas não conseguem criar valor suficiente para pagar 3 vezes mais o ordenado.

    Resumindo, o problema que a esquerda nunca consegue resolver é, como é possível criar valor, vocês vão logo à xixinha da boa que é o “filet mignon”, esquecem-se é como se alimenta o boi.

  12. Se querem criar empregos:

    1) Acabem com a ASAE (a maior fautora de crimes económicos em Portugal e, de histórias que fiquei a saber, um antro de corruptos que faz o MAI parecer um convento de freiras murchas).

    2) Acabem com o IRC (dinheiro da empresa fica na empresa, dinheiro distribuído entra em sede de IRS).

    3) Passem a legislação industrial aboletada pelo triturador.

    4) Passem as hipócritas necessidades de dar formação falsa por cada falso emprego ao balde dos error crassos.

    5) Diminual o número de licenças e de alvarás, com os custos associados, e os prazos, considerando-os automaticamente deferidos se não respondidos num prazo curto, por exemplo de duas semanas.

    6) Façam o subsídio de desemprego degressivo: o indivíduo recebe 60% do último salário no primeiro mês e 2% a menos por cada mês subsequente. A certeza da baixa de rendimentos faz as pessoas dar ao pedal para encontrar um novo emprego e livrar-se do subsídio.

    No fundo, protejam os empregadores, a espécie rara que cria empregos para os restantes, e terão empregos para todos. Apouquem os empregadores e terão uma legião de desempregados para resolver e défices crónicos no Estado. Como o PS quer e o PS necessita para poder ser outra vez desgoverno.

  13. A escarralhada adora pobres e protege-os na sua pobreza, não os deixando enriquecer. Já viram o que seria um pobre vendido ao consumismo capitalista por ter feito algo de si? Mais um barão da caliça?

    Só os membros do partido autorizado podem enriquecer. Para os inimigos do partido não há nada. E os restantes que cumpram a lei.

  14. Je

    Miguel Alves:
    “Esquerda”?! “Vocês”?! De onde tirou essa ideia?…

    Vamos lá ver, trabalho por conta própria e não canso de referir o absurdo a que taxam mesmo com rendimentos muito baixos (10.000€ /ano um recibo verde é simplesmente sugado). Mais grave quando o “empreendedorismo” é o mantra…

    Mas sim, já estive do outro lado, como empregado e, depois, no desemprego. Ou seja entre as duas opções em que fica quem está nestes casos. E qual delas o mais asquerosa? De um lado o estado social, com a inércia abusiva e paralisante dos SS e IEFP; do outro os “empresários” oportunistas que, por todos os meios, queriam trabalho de borla e mal pago… (agora a moda é o estágio comparticipado pelo estado).

    Todos este tempo, e copmo sempre, a esquerda viajava nas alturas e o governo de “direita”, evitava quanto podia mexer no status quo. Portanto…

    Claro a decisão é essa: “se consegues ou não criar valor suficiente para seres um contribuinte líquido com valores de IRS aceitáveis”. E a resposta é: se os venceres a ambos…

    Quanto à xixinha do boi, que alimento como posso, tirem as patas- sim, vocês aí à direita e vocês aí esquerda. Por mim quem tão mal pastoreia não merece nem ver filet mignon

  15. Je

    Totalmente de acordo com o Francisco Miguel Colaço, com uma adenda: “A escarralhada (e a direitada) adora pobres e protege-os na sua pobreza, não os deixando enriquecer. Já viram o que seria um pobre vendido ao consumismo capitalista por ter feito algo de si? Mais um barão da caliça? (Menos um trabalhador barato?)

    Só os membros do partido autorizado podem enriquecer. Para os inimigos do partido não há nada. E os restantes que cumpram a lei.”

    * É ver a fome por estágios comparticipados e outros esquemas. Com a atenuante de que perante os privados é-se livre de recusar, ao passo que na esquerda é tudo “enforced”

  16. Joaquim Amado Lopes

    “Porque sou socialista”, segundo o Luis Lavoura: enquanto fôr tirar dinheiro dos bolsos dos outros para colocar nos meus estou eu bem.

  17. Pingback: A Derrota Do Labour É Também Uma Derrota do Populismo | O Insurgente

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Foto do Google

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Foto do Facebook

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.