Simulador de ajustamento da dívida pública

chartFinalmente tive um par de horas para actualizar o simulador. Acrescentei-lhe uma análise de sensibilidade do saldo primário, fazendo variar até -0.5/+0.5 pontos percentuais por ano.

Sugestões para outras funcionalidades são bem vindas.

P.S. – Para os entusiastas da tecnologia, substituí o Google Charts pelo Highcharts, e não podia estar mais satisfeito.

13 pensamentos sobre “Simulador de ajustamento da dívida pública

  1. Eduardo

    Muito bem.
    Mas não digam nada ao A. Costa nem aos xuxas. Eles já simulam demais e avariam o aparelho com certeza.
    Por ex. o A. Costa anda há meses a simular que é presidente da CML e só lá vai sacar o ordenado

  2. JP-A

    Sugestão: o gráfico deveria também ter uma linha refletindo a distribuição do tempo de vida esperada das pessoas que estão no exercício do cargos políticos e deputados. Podia ser que assim se percebesse melhor a razão da regra “quem vier a seguir que feche a porta” ou das reestruturações da dívida que não têm outro significado senão “quem nascer daqui a 20 anos que a pague até morrer que nós queremos viver bem hoje”.

  3. Mário,

    Está a assumir um crescimento anual de 1,5%?

    Já pensou que há mouro na costa ou Costa na Mouraria? Como cresce a economia com o Costa neste lado da costa? E ainda não se tem tido em linha de conta o que vou dizer a seguir:

    Estando nós já em contração demográfica e a rebentar por falta de rebentos (literalmente, por falta de tomates), peço-lhe que assuma antes um crescimento médio igual ou próximo do crescimento da população, que está em -0,5% ao ano. É mais prudente e vamos ter de viver com isto.

    Matematicamente nestas condições mais realistas pagaremos a dívida lá pelo ano de 2001, se extrapolarmos a curva para o zero. (ano, ironia e primeira derivada intencionais)

  4. JLeite

    Há algo que me escapa no que toca à questão do saldo primário. Qual o sentido de nas discussões remeterem-se para o saldo primário? Os juros não são para pagar? Se o dinheiro chegar para tudo o resto mas não chegar para pagar os juros a dívida continua a aumentar. Não é assim?

  5. antonio

    POrtanto, se não houver nenhuma guerra importante por aí, se esquecermos a questão demográfica, se crermos que os governos todos serão, pelo menos, razoáveis, e se acreditarmos que o crescimento do PIB será de média de 1,5% ao ano (média superior ao que aconteceu nos anos de ouro da economia mundial)…daqui a 30 a 60 anos !!!??!! a nossa divida pública ( a privada anadrá e níveis assustadores…) está no “razoável” nível de 60% do PIb…

    Fixe pá! Vou jogar PSP3 que pensar na economia portuguesa e ocidental é depressivo!

  6. Miguel

    Atacando o problema pela despesa pública, consegue-se resolver em 60 anos, ceteris paribus… o problema é alterar isto.
    (PIB: 0.36%; TxJuroDiv: 1.58%; Despesa Pública: 40%; Receita: 42,40%)

  7. JP-A

    “daqui a 30 a 60 anos !!!??!! a nossa divida pública ( a privada anadrá e níveis assustadores…) está no “razoável” nível de 60% do PIb…”

    E ainda há quem fique horrorizado/escandalizado quando alguém começa a dizer o início de um frase sobre o passado, tipo “vivemos acima das n…”.

  8. tina

    É incrível como um só homem fez tanto mal ao país! Seis anos de Sócrates representam mais de 40 anos a pagar dívida. Os nossos bisnetos ainda estarão a pagar a dívida. Que vergonha, como foi possível isto acontecer?? Porque praticamente a comunicação social toda encobriu Sócrates, os jornais, as televisões, Expresso, RTP, TSF, até a SIC Notícias, comentadores, etc, os académicos socialistas que assinavam listas para ainda mais despesa, ainda mais dívida. É essa a explicação que daremos aos nosso netos, os socialistas gananciosos, que não quiseram saber de comprometer o futuro do país e das gerações vindouras.

  9. antonio

    Pergunta de ignorante:

    Por influências familiares habituei-me à ideia que dever dinheiro (divida) em geral é mau.

    Depois fixei-me na ideia de que se temos que pagar regularmente (mensalmente, ou anualmente) mais de 20% do que temos disponivel para o mesmo tempo, então estamos a correr severos riscos.

    Mas será que este (segundo) pensamento não está já viciado?

    O(s) Estado(s) paga menos de 20% por ano/mês para o serviço da divida…e está neste estado semi insolvente! As empresas e familias e individuos privados, estão ainda muito pior. E muitas vezes nem sequer têm de pagar de serviços da divida os tais 20%…

    Não consigo ver como é que se pode falar em “saldo primário”, como se isso não fosse mais um débito igual aos demais. Se é para pagar, em termso financeiros vale tanto como o débito de pagar uma renda de casa, ou de um carro, ou as compras de bens alimentares, férias, etc…

    Creio que chegamos a um ponto em que conceitos básicos de economia e finanças (mais própriamente de contabilidade: creditos x débitos, ou seja, entradas x saídas) estão todos viciados…

    Em que é que o saldo primário, em tremos contabilisticos, se distingue do “serviço da divida”?

  10. JP-A

    Tina,

    Isso para não falar nos danos definitivos.
    O que falta é cimento e daquilo que a gente gosta.

  11. Caro JLeite, a sua observação faz sentido. O saldo/défice orçamental está decomposto no saldo/défice primário por dois motivos: 1) poder alterar a taxa de juro e perceber o efeito que isso tem na dívida pública; 2) perceber o que se deve a um desequilíbrio fiscal, ou a uma dívida explosiva por causa dos juros.

  12. JLeite

    Mario Amorim Lopes, obrigado pelo esclarecimento.
    É bom para fazer análises “what if” mas o saldo/déficit global é que doi.
    Contudo, é raro ver gente a comentar o equilíbrio das contas públicas pelo lado do que realmente se paga e quase sempre resvalam para uma análise que, embora útil, ameniza a situação sem que mostre a “big picture”.

  13. Luís

    Miguel Cadilhe tem um plano para 20 ou 30 anos.

    Implicaria entre outras coisas vender ouro para pagar despedimentos de funcionários, um ajuste das pensões e dos salários da função pública à nossa produtividade, uma Reforma da Saúde e da Educação com privatizações e aplicação do princípio do utilizador-pagador, e uma queda do esforço fiscal. Os funcionários públicos e os pensionistas teriam a redução do seu poder de comprar mitigada pela queda dos impostos. O corte no famigerado Estado Social não seria muito notado pelas classes médias, pois hoje em dia são acorrem em massa à saúde privada, a escolas privadas e a explicadores. Há outras medidas que poderiam ser tomadas e que Miguel Cadilhe não refere.

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