Da série: o salário mínimo não cria desemprego

Saíram hoje os dados do desemprego para Fevereiro. A tendência iniciada em Outubro, mês em que foi aumentado o salário mínimo, continua. Mais 32 mil desempregados desde que foi aumentado o salário mínimo.
desemprego

25 pensamentos sobre “Da série: o salário mínimo não cria desemprego

  1. Miguel Alves

    Tenho pena é dos desgraçados que podiam estar a receber 450 euros e estão no desemprego porque alguém quer ganhar as eleições em 2015.

  2. Ricciardi

    Penso que terá mais a ver, caro CGD, com a (des)intensidade dos apoios ao estagio profissional.
    .
    Rb

  3. Ricciardi

    Já agora aproveito para lhe perguntar, se souber, qual é a sensibilidade dos produtos portugueses exportados ao preço. Não vejo esse indicador em lado algum. Na Alemanha, as exportações tem uma sensibilidade ao preço em menos de 20% dos produtos. Quer dizer, o aumento do preço de um Mercedes não retira vendas. Em Portugal não faço a ideia.
    .
    E isso seria importante para perceber se os nossos produtos são valorizados pela clientela pelo Valor ou pelo Preço.
    .
    Rb

  4. Ricciardi

    Até porque não compreendo como se podem tomar decisões ao nivel de custos de contexto (salarios) se não se sabe se isso tem influencia decisiva nas vendas ou não. Isto para o pessoal que já opera com os nossos custos de contexto.
    .
    Para atrair pessoal a investir no país, será o nivel preço do trabalho actual desinteressante?
    .
    Penso nas multinacionais Japonesas e nos Americanas e nos Alemãs. O que as motivará a deslocar investimentos para Portugal?
    .
    O custo do trabalho? creio que não. Talvez seja mais importante as qualificações e o acesso a pessoal qualificado.
    .
    Rb

  5. Carlos Guimarães Pinto

    Ricciardi, tudo entra em consideração. custos de trabalho, custos de contexto, impostos, justiça. Tudo. Mas nem todos os empregos criados são-no por multinacionais estrangeiras (que até terão maior produtividade e por isso podem pagar salários mais altos)

  6. Pingback: Portugal paga menos pelo trabalho, mas o desemprego sobe | Mente Livre

  7. antónio

    Na minha opinião não é possivel no curto prazo inferir a relação de aumento de desemprego com o aumento do salário minimo. Parece-me prudente esperar por um prazo mais longo para fazer uma inferição dessa natureza caso contrário poderá ser uma franca precipitação.

  8. José vaz

    A estatística instantanea e a sua leitura polarizada são sempre fonte de asneira. Por exemplo desemprego a aumentar com a subida do salário minimo e investimento a ??? Com a descida do Irc . Então a correlação é como o Natal é quando um homem quer.

  9. José vaz

    Já agora é em complemento porque é que os empreendedores não aproveitam os apoios ao emprego do IEFP.? Podem ter trabalhadores por 200 ou 300 euros por mês ( custo para o empregador) ainda é caro? Claro se não houver nada para produzir e vender é caríssimo!

  10. Os empresários não olham só para o custo de mão-de-obra, mas também para o seu grau de qualificação. Ainda há uns dias saiu no Observador uma noticia em que um empresário do setor têxtil entrevistou centenas de pessoas e não encontrou quase ninguém qualificado para o trabalho (costureira). Como tal, teve de ser ele próprio a fazer a formação : http://observador.pt/2015/03/28/nao-conseguia-mao-de-obra-entao-abriu-curso-de-costura/

    Parece surreal num país com uma taxa de desemprego tão alta e que constantemente se fala na aposta de formação e em novas oportunidades haver gente que se queixa da falta de mão-de-obra qualificada. Os salários são baixos, sim, mas são caros face à qualificação da mão-de-obra e esta notícia é um exemplo disso mesmo.

  11. Então e aquela história (bonita) da propensão para o consumo ser maior para quem ganha baixos salários aumentando assim o consumo e como é bom de ver, indiretamente, o emprego. Acreditando nessa história, AC já garantiu que quer um aumento robusto do SMN, nada de aumentos miseráveis como o que este governo neoliberal patrocinou (erradamente), ter um homem da craveira de um João Galamba como conselheiro económico deve dar um grande jeitão… Estes socialistas são geniais! Para mim faz todo o sentido: temos problemas graves de desemprego, aumenta-se os ordenados.

  12. José Castro

    A taxa de desemprego tem estado artificialmente baixa, devido aos incentivos “estímulo” que pagam 60% do salário durante 18 meses. Ora, essa medida começou em janeiro de 2013, some-se 18 meses, e facilmente percebemos que há muitas empresas a mandar embora esses trabalhadores a partir do segundo semestre de 2014. Bate certo.
    Não me admiro nada se a taxa de desemprego continuar a subir.
    Portugal está preso, não é por cordas, é por linhas.

  13. José Castro

    Um país da zona euros que não pode pagar a um trabalhador 505€/mês não merece existir.
    505€/mês. Some-se as despesas para se trabalhar (sim, trabalhar tb gera despesas) e qualquer dia temos um trabalhador a pagar para trabalhar.
    Ganhem juízo.
    E não me venham falar em falta de dinheiro, que eu sei bem o que a casa gasta. E o que o país gasta. Batem-se records de viagens de férias para o Brasil todos os anos.

  14. antonio

    CGP,

    Talvez você possa explicar porque é que países que pagam valores 3 e 4 vezes mais altos Portugal (Alemanha, por exemplo) estão com taxas de desemprego baixíssimas (4.2%).

    No entanto, países onde o ordenado médio e minimo é baixo, ou baixíssimo, como em Portugal, o desemprego é altíssimo (14.1%)

    A relação de emprego x ordenado (médio e mínimo) não é directo, é obvio.

    Vale lembrar que muitos empregadores portugueses pedem gente pouco ou nada qualificada, para trabalhos básicos (serviço d emesas, trabalho fabril mecanico, limpezas, vendas, etc) e só aceita empregados que venham subsidiados através do IEFP, que lhes saem a 200 e 300 euros.

    Segundo os dados POrtugal tem cerca de 4,4 milhões de empregados, e 750 mil desempregados. Onde estão os restantes? Os outros 5 milhões não são todos reformados, crianças e emigrantes!

    Explicações simplistas e ou baseadas em clubite (esquerda x direita) são mera campanha eleitoral…

  15. antonio

    CGP,

    Já li o livro todo, mas agradeço na mesma. E gostei do livro, sinceramente. O problema é que entre a teoria bonitinha de um livro e a realidade vão umas quantas voltas ao mundo. E entre o livro e o que você aqui vai publicando (revelando o seu lado mais emocional, mais colado a este governo – por ser de direita, o seu clube – , até mesmo quando , supostamente, o critíca) também vai alguma distância.

    Para estas estatísticas sobre o desemprgo contam mais as regras e maniqueismos do proprio sistema de estatísticas do IEFP do que a realidade do desemprego em Portugal ( e sim, estas manipulações já existiam quando os governos eram outros).

    E, mais do que as estatísticas sobre o desemprego oficial, os numeros mais importantes deveriam ser os do emprego. Os do emprego real.

    Gostava de ver um gráfico desses que você faz com os dados do emprego ( e não com os dados oficiais do desemprego). E se pudesse meter nos gráficos os numeros sobre os diferentes valores de ordenados pagos nos empregos, melhor ainda. E se pudesse mostrar o numero de empregos subsidiados, e o numero de “auro emprego – vulgo recibo verde, parte deles ilegais, e no próprio Estado), os numeros dos contratos as prazo de 6 meses, etc, seria ainda mais esclarecedor…

    E antes que venham bitaites sectários, posso-lhe dizer que, se votar, devo votar no PSD (uma especie de mal menor, ou de cheiro menos mau).

  16. antonio

    CGP,

    O que esses dados mostram (também tinha estado a vê-los) é que tudo está mais ou menos na mesma nos ultimos meses, e tem nada a ver com o ordenado minimo nacional (você mesmo diz que o emprego começou a diminuir antes do – quase invisivel – aumento do ordenado minimo). Os empregados continuam a ser relativamente poucos. Há sazonalidade. etc. É impossivel retirar desses dados qualquer tipo de influência no aumento de 10 ou 20 euros do ordenado minimo. Da mesma forma que não se pode fazer relação directa dos dados do emprego/desemprego com apenas um dado, tipo: aumento/diminuição do consumo, ou aumento diminuição das exportações.

    Não conheço dados sobre ordenados minimos e médios ao longo dos ultimos 6 ou 8 anos. Nem sobre numero de contratos a prazo (nomeadamente dos de 6 meses). Nem o numero de empregos qualificados.

    O que é mais importante, o ordenado minimo aumentar 20 euros (3 %?), ou o ordenado médio diminuir…quiça uns 10 ou 20%? O aumento do ordenado minimo ou o numero de empregados com mais de um ano de contrato diminuir…x?

    Não conheço esses dados, imagino-os e posso estar a imaginar errado. Mas parecem-me muito mais reveladores do que asimplificação estatistica que você apresenta.

    Se souber onde posso encontrar esse tipo de dados de forma acessivel agradeço-lhe.

  17. Daniel Marques

    Carlos Guimaraes Pinto,
    – Sendo logico a ligacao entre salarios e emprego nao me parece logico que numa serie tao curta se possam fazer relacoes entre estas 2 variaveis. Ate porque se e verdade que ha 350.000 pessoas com o salario minimo estamos a falar quase 10% de impacto para um aumento de custos salariais de 4%.
    – Se consideramos a caida de desemprego na zona Euro sobretudo na Alemanha o que me parece e que com a expectativa de descida do EUR e aumento de competitividade das exportacoes centro-europeias o factor custo de mao de obra perde importancia e passa-se a fazer em casa o que antes se subcontratava a Portugal.
    – Ha que ver do crescimento exportador portugues o que e realmente valor acrescentado e o que e’ simplesmente subcontratacao de mao de obra. Nao sei se tem estes dados mas dariam, como costuma dizer um colega uma “full picture da cena”.

  18. Carlos Guimarães Pinto
    Tente entender que na conjuntura atual as “mexidas” no salário mínimo tem efeitos puramente marginas no desemprego. O “preço” final dum bem ou serviço contém um somatório de variáveis em que a parcela de € 15 ou € 20 dum salário para cima ou para baixo não tem qualquer efeito competitivo. Outros fatores são bem mais importantes, sendo que muitos dependem dos empresários e outros tantos do governo. Garanto-lhe que mesmo se os salários mínimos atuais fossem rachados a meio o marasmo não se alterava para melhor. Quanto muito teria efeito contrário. Mas adianto algumas matérias que poderia ajudar. O preço da energia, o excesso de regulamentação, os impostos, e por aí…
    Entretanto se está assim tão convencido publique além do lindo gráfico uma simulação que apoie a sua teoria, porq

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