O Paulo Morais é um demagogo inconsequente

Isto não é uma acusação vazia. Fica aqui a prova documental desta afirmação.

Adenda: para quem não entender o post e a “prova documental”, fica aqui o contexto.

17 pensamentos sobre “O Paulo Morais é um demagogo inconsequente

  1. António

    Também sempre me pareceu um bocadinho…fanfarrão!

    Mas…há algo em concreto que ele tenha dito, nomeadamente sobre este caso BES(A) que você diga – concretamente – que está errado?

  2. Alexandre Carvalho da Silveira

    Paulo Morais o paladino mór da anti-corrupção indigena, não tem feito mais do que denunciar assuntos que vêm nas páginas dos jornais. Não se lhe conhece uma investigação com pés e cabeça que tenha terminado num processo, a não ser os que eventualmente lhe ponham a ele.
    Quando o vi em directo no canal do CM dizer que tem documentos sobre o affair BESA que iria entregar às autoridades, fiquei na expectativa de finalmente se saber quem é que ficou com o dinheiro que o BES mandou para Angola. Afirmou nesse programa que 800 milhões foram para uma irmã do ZÉDU que é sócia do tipo que deu um “mata-bicho” de 14 milhões ao Ricardo Salgado, mas isso já é conhecido há muito tempo. Assim como há quem diga que esse dinheiro serviu entre outras coisas para financiar os investimentos da Isabel dos Santos em Portugal. Mas isso é o óbvio, o diz-que-disse. Para se andar nos media a dizer que existe corrupção em todo o lado, é preciso ter provas, ou pelo menos indícios, e ele não tem nada e só desacredita quem faz investigações sérias sobre a corrupção.
    Também se farta de falar sobre a corrupção à volta das PPPs, mas nunca apresentou prova nenhuma. Não passa de um fala-barato.

  3. AA

    Um atirador de lama não diferente dos índios da extrema-esquerda que partilham o inquisitorial modo de vida. Mas com o ungido é do “arco da governabilidade”, goza de uma imprescrutável aura de estadista. Para um paladino supostamente anti-corrupção, está acima de escrutínio. Mas ainda bem que a sociedade tem uma pessoa desinteressada e madura nesta posição de tanta responsabilidade para o bem comum. Enfim, o senhor deverá ter algo que o salve – conhecem-se ao senhor algumas posições liberais – que não seja salvar o Estado social-democrata dele mesmo?

  4. PPorto

    Ui, nada de dizer que há corrupção.
    Para alguns, a “transparência” acaba onde a plutocracia começa.

  5. Charlie

    “Também se farta de falar sobre a corrupção à volta das PPPs, mas nunca apresentou prova nenhuma. Não passa de um fala-barato.”

    Como é que pode apresentar provas se os contratos que existem (www.utap.pt) ou não tem a informação disponível ou são secretos?
    Quem deve saber o conteúdo desses contratos mais detalhadamente e mais importante ainda, a razão e critério para terem sido celebrados deve ser o presidiário de Évora, afinal os anos dourados das PPP’s foram durante os mandatos dele.

    E se bem me recordo, o Paulo Morais até quantificou os encargos anuais com as PPPs.

  6. Por favor, não batam em quem ousa denunciar.
    Se não fossem os poucos paulos morais que por aí andam e alguma comunicação social, ainda continuaríamos na idade das trevas, no mais profundo e negro “segredo de estado”.
    Não queiram inverter, também aqui, o ónus da prova.
    Os maus da fita não são os denunciantes.
    Os maus da fita são os corruptos denunciados.

  7. Carlos Conde

    Mas será que esperavam uma declaração dos devedores a confirmar a dívida, com assinatura reconhecida?
    Que meios de prova seriam suficientes e credíveis para o autor e comentadores alinhados?

  8. Carlos Guimarães Pinto

    O Paulo Morais não faz nada pela luta contra a corrupção. Pelo contrário, descredibiliza-a.

  9. Charlie

    Das hipóteses que apresenta, tem que ter em conta o seguinte:

    – Havendo contratos celebrados pelo Estado português, este governo não os pode anular com o fundamento que foram celebrados pelo governo anterior;

    – Havendo conteúdo/clausulas secretas no contratos, parece-me que há fundamento para questionar a validade dos mesmos e eventualmente levar à sua resolução. Mas isto digo eu que não percebo nada de legislação.

    Quanto à noticia que refere, desculpe mas não comento porque para alem do problema de consistência que estas ‘explicações’ afinadas pela CS costumam ter, também é corrente terem muito ruído à mistura. Por mim prefiro ver os factos em estado puro: 1) O valor anual de encargos com as PPPs ronda os 1.000/1.1000 milhões de euros conforme declarado no orçamento de Estado; 2) Havendo disponibilidade para dar uma vista de olhos nos contratos publicados no site da UTAP, verificará que muitos, a informação ou não está disponível, ou muitas páginas estão rasuradas não permitindo a visualização, chega até a dar a sensação que quem fez aquilo está literalmente a gozar com o pais.

  10. k.

    “Charlie em Março 11, 2015 às 13:41 disse: ”

    O seu segundo argumento invalida o seu primeiro argumento – Se há clausulas secretas, então o governo só não denuncia o contrato porque não quer.

    E convém lembrar que o governo renegociou várias PPP, portanto se existissem clausulas secretas, seria ilogico simplesmente não denunciar os contratos

  11. Carlos Conde

    Mas são tão ingénuos que acreditam mesmo que não são conhecidas as identidades dos beneficiários dos empréstimos concedidos pelo BESA?
    Agora umas denúncias não servem porque já vieram nas páginas dos jornais, outras não servem porque já são conhecidas há muito tempo, outras ainda porque são do “diz-se, diz-se”…moços não sei que vos diga a não ser que: o pior cego é o que não quer ver!

  12. Carlos Guimarães Pinto

    Carlos Conde, a ser verdadeira a informação (e não duvido que seja) ele obteve-a de uma fonte de confiança. Basta que revele a mesma fonte que o levou a ter tantas certezas na informação concedida.

  13. Alexandre Carvalho da Silveira

    Carlos Conde, o que o Paulo Morais diz que sabe eu também sei porque vem no jornal. Mas ele anda nos media a facturar fingindo que denuncia o que toda a gente já sabe. O que o Paulo Morais faz é conversa de esplanada. Só lhe falta beber uns finos acompanhados de tremoços e alcagóitas, enquanto faz as denúncias que toda a gente conhece.
    Em relação às PPPs: desde 2011/2012 que digo que o governo devia publicar os contractos. E estou convencido que o Álvaro foi despedido porque insistiu em fazer isso e não o deixaram.

  14. Não há volta a dar-lhe: para estas pseudoelites, o povo não conta mesmo.
    Que o Paulo Morais se limita a dizer o que já se sabe.
    O que já se sabe não – o que as tais pseudoelites dizem que já sabiam.
    Acontece, porém, que, não se sabe bem porquê, não disseram a ninguém.
    Teve de ser o Paulo Morais a ir para os meios de comunicação fazer essa divulgação.
    E, estranhamente ou não, as tais pseudoelites não gostaram e chamam-lhe nomes.
    Por que será?!…

  15. PGL

    Qualquer alerta para um problema que sabemos que existe nunca é demais. Chegar à prova é um trabalho da justiça e é cada vez mais dificil, pois, sabemos também que os escritorios de adogados são bem pagos, muito competentes e estão demasiado proximos dos legisladores… Têm o melhor dos dois mundos: Leis à medida! Assim, a engenharia juridica aplicada a contratos fraudulentos, transforma-os em legais.
    Quantos mais alertarem os cidadãos para este problema, que prejudica a economia e o desenvolvimento do país, são bem-vindos. Exijir que a forma como o fazem seja perfeita é uma utopia. Os avanços do combate à corrupção são muitas vezes conseguidos desta e de outras formas, muitas vezes lentas e imperfeitas.

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