Há que matar o pensamento único

É indiferente que o capitalismo, com a globalização do comércio e a inovação tecnológica, haja conseguido aumentar exponencialmente a produtividade, assim como arrancar milhões de pessoas da pobreza, especialmente nos lugares mais povoados como a China, a Índia ou o Brasil. Apesar da evidência empírica, em Espanha e, inclusive, nos Estados Unidos, há muitos compatriotas que pensam, equivocadamente, que o mundo está hoje bastante pior do que há décadas.

De Espanha e sobre Espanha, poderia ser sobre Portugal. Reflecte bem como o pensamento único se entrincheirou, para nosso pesar, no discurso público. Em países onde a despesa pública é superior a 50% do PIB e onde fazer um bom negócio é crime de lesa-pátria que deve ser taxado, a propaganda das teses neoliberais que se espalharam pelo mundo só pode ser brincadeira. De propangadistas, de lunáticos ou de ambos.

A ler: Há que matar o pensamento único, de Miguel Angel Belloso.

Um pensamento sobre “Há que matar o pensamento único

  1. Ricardo

    Excelente artigo. Esquecemo-nos muitas vezes de como foram financiados os grandes saltos tecnológicos e até na qualidade de vida do ocidente. Esquecemo-nos também de que para distribuir riqueza é necessário criá-la, porque optamos (excessivamente) por dívida.

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