55 Mãos Cheias De Nada

Costa55Depois da promessa de devolver o Carnaval se for eleito primeiro-ministro, António Costa apresenta agora 55 propostas que constituiem o “o primeiro capítulo do programa de Governo”. E em que consistem estas propostas? Alguma delas rompe com a “política de austeridade e de empobrecimento” do governo que tanto critica? É possível vislumbrar algumas das linhas mestras referentes à dívida, ao défice, despesa, impostos, crescimento económico ou emprego? A resposta é um contundente “Não”.

Tirando a promessa da reposição da taxa de IVA na restauração para 13%, tudo o resto são generalidades para encher o olho com palavras tão bonitas como “Valorizar o território”; “Potenciar a produção agrícola”; “Aprofundar a cooperação intermunicipal”; “Descentralizar atribuições e competências”; “Reforçar os mecanismos de participação popular”; sem nunca quantificar o impacto destas medidas no orçamento de estado.

Boa sorte lá com isso, António!

7 pensamentos sobre “55 Mãos Cheias De Nada

  1. JJ

    E que tal uma descida no IRS correspondente à perda de receita no OE da descida do IVA na restauração para 13%? Essa sim seria uma medida democrática, que em vez de se limitar a beneficiar um grupelho de lobistas se aplicaria a todos os contribuintes. Já alguém fez um estudo – digno desse nome – que prove a relação entre este IVA e a perda de receita no turismo?

  2. JP

    Vê-se logo que este tipo julga que o país vive de municípios e assembleias municipais, que são os mesmos dos perdões ao futebol. Um político de jeito cuja profissão não se resumisse ao carreirismo político, traçaria um plano com três ou quatro linhas mestras que em conjunto levassem ao desenvolvimento e competitividade industrial a prazo, a começar pelo reconhecimento de que o sistema escolar está podre e a produzir aberrações que enterram e comprometem o país pela base. O que aqui temos é uma diarreia verbal pingada com entretenimento Wi-Fi, novamente construção envergonhada de infra-estruturas megalómanas, e similares programas para o povinho deslumbrado. Municípios a gerir os dinheiros dos fundos, descentralização, gestão participativa e democratização já sabemos todos que dá 44. Sobre os buracos negros nas grandes empresas, nada.

    A única variável continua a ser a data do retorno do FMI.

  3. PAS

    “2.1) Actualizar a Carta Agrícola de Portugal, para que definidos os locais de melhor resultado de produção se evitem os excessos, que originam desequilíbrios dos preços, permitindo apoiar essas produções.”
    Ai os saudosos tempos dos planos quinquenais…

  4. nuno granja

    7) Emissões 0:

    7.1) Lançar um programa co-financiado, alargando a outras fontes de financiamento como o BEI, dirigido ao desenvolvimento das redes de transportes públicos eléctricos e de modos suaves de mobilidade e de repovoamento dos centros urbanos, que prepare as nossas cidades e vilas para o objetivo de Emissões Zero.

    Tenham medo, muito medo.

  5. M.Almeida

    O frete do Observador ao António Costa. Há dias, na sequência da chinesice de AC, o mesmo jornal mostrava as contradições evidentes do discurso do lider da oposição e a falta de propostas concretas para o País. Hoje faz o frete. Na sequência do caso Passos o Observador tenta dar ideia que afinal AC, tem ideias. Isto ou a carta de Varoufakis ao Eurogrupo não passa de um conjunto de intenções que nada traduzem a não ser a vontade de gastar dinheiro dos contribuintes.
    E é preciso que PSD/CDS rapidamente mostrem aos portugueses que o dinheiro do Estado é o dinheiro dos contribuintes. Repito, dinheiro dos contribuintes. Repito, dinheiro dos contribuintes. É urgente fazer o boneco para os portugueses. Se as pessoas se queixam do enorme aumento de impostos, devem perceber rapidamente, mesmo que se tenha de repetir insistentemente, que o dinheiro do Estado é o dinheiro dos contribuintes que o PS está desejoso de usar e abusar como fez no passado. Está no ADN de qualquer partido socialista no mundo, usar o dinheiro de nós todos, dinheiro dos contribuintes, repito dinheiro dos contribuintes, para “gerirem” as suas políticas desordenadas e para alimentarem normalmente os rentistas do Estado, com as consequências que todos sabemos.
    É urgente alguém confrontar o Dr. António Costa que fala em equilibrio orçamental, como é que faz tensões de fazer esse equilibrio orçamental quando não consegue propôr uma única ideia para reduzir a despesa?
    É por demais indignante, que algumas personalidades, inclusivamente os idiotas úteis da direita que falam nas televisões e nos jornais, digam que a estratégia de Costa de nada dizer é a certa.
    Há um novo conceito de democracia a nascer em Portugal, que é achar que os portugueses devem passar um cheque em branco a alguém que nada diz a não ser um conjunto de vacuidades como estas 55 propostas hoje, oportunisticamente colocadas no Observador.
    E o cinico, que só usa o seu patético sorriso porque acha que é suficiente para o poder lhe cair no colo, espera que a comunicação social faça o trabalhinho sujo para ver se não fala até às eleições.
    Nojo de gente! Achei que com a saída de Sócrates de cena este cheiro nauseabundo da forma como o PS faz política tinha acabado, mas de facto Costa e oseu staff é a encarnação dessa personagem no seu melhor.
    Dentro dias, veremos certamente as sondagens caridosas a darem uma subida repentina de AC (apesar da chinesice e das muitas criticas que sairam a público) usando o caso PPC/SS para justificar aquilo que já não conseguiam justificar, porque para mim, o PS na realidade está bem mais abaixo do que aquilo que vamos vendo nas sondagens publicadas.
    Não fosse o desespero de Costa, do PS, dos idiotas úteis da direita À espera de se sentarem à mesa do OE e dos rentistas habitués do Estado e se calhar esta notícia sobre PPC ficaria guardada.

  6. Joaquim Amado Lopes

    António Costa continua sem perceber a diferença entre “intenções”, “objectivos” e “medidas”. Não é o único mas é lamentável que os jornalistas vão na cantiga do ignorante (também é bandido mas, neste caso em concreto, as alternativas mais adequadas são “ignorante” e “hipócrita”).

    No entanto, é possível encontrar algumas medidas concretas. P.e. a medida “3.4) Lançar um Programa de Wi-Fi gratuita em espaços públicos centrais nos territórios de baixa densidade.”
    De todas, parece-me que a medida “6.1) Rebentar de uma vez por todas com a Segurança Social” é a mais relevante.

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