10% de conhecimento, 80% de ignorância e 10% de demagogia

raquelvarela

Já sabem: podem guardar as notas de euro debaixo do colchão, mas só as que têm a imagem do Hitler (ou lá o que os Alemães põe nos Euros deles).

Actualização: Raquel Varela acrescentou uma nota técnica ao seu processo de desmembramento do Euro

Varela2

72 pensamentos sobre “10% de conhecimento, 80% de ignorância e 10% de demagogia

  1. Vasco

    O que essa mula queria, tal como os syrizas e a vermelhada em geral, é que o pessoal não vá buscar o que é seu ao banco para que eles lhe possam dar um destino “maior”. PQAP!!

  2. Mas não é verdade que pelo menos um dos caracteres nas notas de Euro identifica o país que lhe está associado? Quando a Checoslováquia se dividiu, houve uma conversão das moeda única em 2 moedas diferentes através control e capitais e uma espécie de “carimbo” diferenciado das notas. O que impede os líderes do Euro de usarem esses símbolos como “carimbo” para “transformar” certas notas em dracmas?

  3. Leonor Lopes

    De facto a Sofia Vala tem razão… é muito difícil debater ideias com a RV porque os pressupostos de discussão dela são de uma mundo estranhíssimo onde só ela vive (já descontando o tom pedante e os decibeis generosos).

  4. anónimo

    Não vou defender a D.Raquel que me é particularmente irritante.
    Porém, parece que existe no Oriente – Hong Kong, Macau – uma preferência por notas de euro cuja referencia começa pela letra X que significará ter sido emitido na Alemanha – (à letra M correspondem as notas emitidas em Portugal).
    Desconheço o fundamento ou razão dessa preferência que será, para já, informal.

    Mas uma questão incontornável – que aliás a D,. Raquel trata de forma confusa – é a de Portugal viver com uma moeda desproporcionada face à respectiva produtividade.

  5. Carlos Guimarães Pinto

    É verdade que os caracteres determinam a origem das notas, mas depois elas circulam. Certamente se um alemão se vir com uma nota grega na mão quando a Grécia sair do Euro, essa nota não se tornará em dracma.

  6. HL

    Caro anónimo, trabalhei algum tempo na Asia e a preferência era só pelas notas de 500, e acho que eram só pela “facilidade de transporte”, nunca vi ninguém no BoC preocupado com o X ou M.
    em relação ao post dessa senhora… enfim não sei se foi hackeado ou é uma brincadeira… simplesmente não pode ser verdade alguém com alguma responsabilidade e visibilidade escrever semelhante, é que não tem frase que não possa ser facilmente desmontada por um aluna até de um curso de economia de qualquer universidade de segunda linha portuguesa….

  7. HL

    Alguém que explique a senhora, o que é Produtividade, custo unitário de trabalho, Salário Nominal, Salário Real, porque Portugal cresceu com adesão à EFTA e porque Portugal deixou o ritmo de convergência face à media da UE a partir da adesão dos países do Leste e a entrada do Euro.

  8. 10% de ressentimento, se faxabore!
    O CGP não domina a língua como a moçoila o economês!
    Quanto aos avisos da tonta, chega atrasada. Tenho montes de escudos guardados, estou precavido!
    Os euros vou gastando, mas só os que tenho, nunca por conta! Nem sei do futuro para prever que possa pagar o que alguém me emprestar, não tenho perspectivas tão animadoras e, mais uma vez, fico com o que tenho, receio é de quem se julga meu defensor.
    E quanto a cataclismos, só vou à sanita quando necessito, não t(r)emo o que possa suceder, inevitavelmente, de um momento para o outro, tal como as anteriores crises de espirrar recessiva, desemprego imparável e tutti quanti.
    Muito menos ligo a zandingas, curandeiros ou bruxarias.

  9. Carlos, percebo, mas o valor da moeda depende sobretudo da percepção da sua segurança, da confiança de que um Banco Central as irá aceitar e trocar por algo do seu valor. Não acha que existe a possibilidade de serem todas convertidas para as moedas nacionais respetivas em caso de total desmoronamento do Euro? Eu acho que basta que exista uma percepção diferenciada de risco (ou seja, de que o valor pode nãovir a ser garantido da mesma forma para todas as notas) para o valor de mercado já ser diferente.

  10. Miguel Alves

    Ui.. então quer dizer que quando meter o meu IRS este ano vou ter de pedir à minha entidade patronal para me dizer em que notas me pagou.. na volta estou a ser roubado e não sei, culpa do neoliberalismo que assistimos.

    É que 10 euros podem não ser 10 euros.. podem ser 12 ou 4… tou a ser roubado certamente pelo meu patrão… nunca me enganou.. sempre com “falinhas mansas” para depois me espetar a faca.. obrigado Dra. Raquel por abrir os olhos aos trabalhadores.

  11. Nuno

    Nada impede quem quer guardar notas no colção de só guardar notas X da Alemanha. Aliás, a boa parte das notas de 50€+ que por aí andam são precisamente alemãs.

  12. Carlos Guimarães Pinto

    Romeu, você acha mesmo possível que se o Euro se desmoronar, os cidadãos alemães que se vejam com notas de outros países nas mãos fiquem a perder? Os depósitos de cada país seriam convertidos, claro, mas não faz sentido nenhum que as notas o sejam.

  13. Fernando S

    “Mas uma questão incontornável – que aliás a D,. Raquel trata de forma confusa – é a de Portugal viver com uma moeda desproporcionada face à respectiva produtividade.”

    Bom, se Portugal tivesse uma moeda mais fraca, desvalorizada relativamente ao Euro, isto significaria que o valor real (em Euros, em US$, em poder de compra, em bens e serviços, etc) dos activos e da produção nacionais seria menor. Ou seja seriamos mais pobres !
    Ter uma moeda mais fraca significaria também que, tendo inflacção, tendo a possibilidade ter um Estado a gastar mais, tendo as empresas a exportar mais e a importar menos, equilibrando assim as nossas contas internas e externas,… então, a nossa economia, os nossos agentes economicos, o nosso Estado, as nossas familias, as nossas empresas, não teriam tanta necessidade e incentivo para serem mais criteriosos na utilização dos recursos disponiveis e para aumentarem a produtividade e a eficiencia. Ou seja, uma moeda mais fraca até pode servir (temporariamente …) para ter competitividade e equilibrar contas mas não favorece uma melhor utilização de recursos, o aumento da produtividade e, consequentemente, o aumento da riqueza e a melhoria do bem-estar dos cidadãos.
    Não percamos de vista que, hoje, com o Euro, mesmo com um pais com uma economia e com finanças desequilibradas, os portugueses teem (pelo menos ainda, se não quizerem também ser “gregos” !…) um nivel de vida superior áquele que teriam se tivessem continuado com um Escudo volátil e mais fraco.

  14. antónio

    Na outra janela do meu PC está aberto um caderninho do Banco de Portugal, titulo Notas e moedas de Euro. Existem códigos em letras que diferenciam os Países emissores. Não vou comentar isso pelo lado do monetarismo, quero dizer gestão de moeda. Já no campo da arquitectura da moeda propriamente dita qual a razão desta necessidade de identificação ?? Será que é só por meras razões de gestão da moeda ?? Ora, não saí ontem da escola primária… De resto faz alguns anos andava a circular de e-mail para e-mail um power point associado a uma teoria da conspiração que é o ponto onde provavelmente Raquel Varela quer chegar. Alguém me pode provar que essa teoria da conspiração é falsa ?? Isso só será possível se algum dia o Euro explodir. Não defendo Raquel Varela mas não reduzam sempre as opiniões dos outros a meras idiotices.

  15. anonimo

    A letra indica o país de origem, basta ir ver ao Banco Central Europeu a respectiva correspondência. Nem todos as notas são feitas por todos os países nem todos os países fazem todas as notas.
    Em caso de extinção do Euro, e só nesse caso, as trocas de Euros vivos pela nova moeda seriam feitas tendo em atenção o cidadão, ou praça de troca, e não a origem do papelinho ou disco metálico. Quem garante o valor do papelinho ou disco metálico é o BCE e não qualquer país. Quanto aos valores em banco, seriam convertidos na nova moeda imediatamente em função da praça onde a conta estiver sediada.

  16. Manuel Costa Guimarães

    “Alguém que explique a senhora, o que é Produtividade, custo unitário de trabalho, Salário Nominal, Salário Real…”
    Alguém que esplique à senhora o que é cianeto. Já só lá vai assim.

  17. João Fernandes

    Como trabalho no Algarve e recebo troco de turistas estrangeiros estou safo…!!
    …que paciência para aturar esta senhora!!!

  18. Na Wikipedia encontrei isto :

    – “Each note has a unique serial number. The remainder from dividing the serial number by 9 gives checksum corresponding to the initial letter indicated on the note.[53] Using a variation of the divisibility rule shortcut, the remainder from division by 9 can easily be found by adding the constituent digits and, if the sum still does not make the remainder obvious, adding the digits of the sum.[53] Alternatively, substituting the letter with its ASCII value makes the resulting number exactly divisible by 9. Taking the same example, Z10708476264, the ASCII code for Z is 90, so the resulting number is 9010708476264. Dividing by 9 yields a remainder of 0. Using the divisibility rule again, the result can be checked speedily since the addition of all digits gives 54; 5 + 4 = 9—so the number is divisible by 9, or 9010708476264 modulo 9 is 0.[53]”

    Ou seja, as letras servem para combater a falsificação de notas.

    Ainda de acordo com o BCE existem 15,687,189,000 notas em circulação (final de 2012). Mesmo que pegue em 30 notas dentro do mesmo país e verifique que têm a mesma letra parece-me que estamos numa situação estatisticamente desfavorável para validar a teoria da conspiração. Não é honesto usarmos 0,0000001 % de todas as notas para dizermos que algo é verdade. Mesmo que isso fosse verdade parece-me irrelevante, porque as notas circulam. Hoje já temos “notas alemãs” assim como os alemães têm “notas portuguesas”. Não estou a ver os alemães darem-se ao trabalho de vir cá buscar as “notas alemãs” e entregarem-nos em troca as “notas portuguesas”.

  19. antónio

    Artur Amorim, o seu raciocínio faz todo o sentido. Contudo, qual a credibilidade hoje da Eurozona e da própria União Europeia ?? Para mim zero de credibilidade. A Eurozona e a União Europeia estão hoje em dia vergados a uma guerra económica que nada tem a ver com os cidadãos mas que já os voltou uns contra os outros. Com estes lideres Europeus não posso confira em nada. Nem sequer atribuir a questões de logistica ou outras a gestão do Euro tal como é feita hoje em dia.

  20. Pedro Martins

    AAHAHAHA…foda-se….isto é real?
    (desculpem o vernáculo, mas tinha de expressar exactamente o que disse ao ler isto!)

  21. Luis Franco

    O supra-sumo da tecnologia do euro! Quando houver problema na união, as notas auto transformam-se de euros em escudos, dracmas, pesetas, etc. Àh e MARCOS.
    Debaixo do meu colchão só tenho notas começadas por X!

  22. HL

    Vamos ver,
    As notas são produzidas no país X,Y,Z apenas por temas logísticos/produtivos.
    Caso algum país sair do Euro simplesmente se adopta provavelmente um cambio flexível (repito provavelmente, talvez com algumas balizas tácitas como o Zloty, a Czech Koruna, etc) e os Euros, no inicio, circularão paralelamente (será até provavelmente uma moeda de reserva importante nesse país), o problema será a desvalorização que se seguirá no day after e o impacto nas responsabilidades assumidas sobretudo pelo sector privado (se a memória não falha a Divida privada é mais de 218 por cento do PIB quando expressa em euros).

  23. Pessoal, calma!

    As notas e moedas em circulação representam, em média, menos de 7% do valor do “dinheiro” dentro de cada país. Os depósitos bancários e títulos representam os outros 93%, e isso é que interessa para o caso de uma conversão forçada em novos escudos.

    Não se preocupem com os “X” e “M” das notas, pensar nisso é ridículo face ao que está em causa. Aliás, uma preocupação deste género revela os 80% de ignorância da autora do texto.

  24. HL

    Caso aconteça o que a Senhora Raquel Varela quer… numa questão de Horas… o nosso PIB pc em USD cairia para valores próximos aos de uma Servia ou Bulgária…

  25. Não é preciso auto-transformarem-se tecnológicamente – se houver a percepção que essa transformação vai ocorrer (e não estou a dizer que acho que isso seja provável), os próprios agentes no mercado vão se comportar como se fossem moedas diferentes.

  26. “Os depósitos de cada país seriam convertidos, claro, mas não faz sentido nenhum que as notas o sejam.”

    Se um país sair/for expulso do euro, sim; se o euro acabar mesmo, e for preciso dar um fim às notas, não sei como irá ser; o sistema mais lógico seria as notas que estão fisicamente em cada pais serem convertidas para a moeda desse pais – mas como é dificil impedir o contrabando de notas, talvez decidissem mesmo esse critério.

  27. Carlos Guimarães Pinto

    Miguel, as notas que estivessem em circulação seriam trocada à taxa de câmbio em vigor nos diferentes países pelas novas notas. Mesmo se todos quisessem trocar por Marcos, o efeito seria negligenciável.

  28. artur amorim: “Ou seja, as letras servem para combater a falsificação de notas.”

    De qualquer forma, a letra inicial identifica o banco emissor – não há nenhum segredo nisso

    https://www.ecb.europa.eu/euro/banknotes/html/index.en.html

    HL: “As notas são produzidas no país X,Y,Z apenas por temas logísticos/produtivos.”

    É um pouco mais complicado do que isso – o euro funciona como uma espécie de franchising, como o McDonalds; creio que os euros continuam a ser emitidos pelos bancos nacionais e fazem parte do passivo do banco que os emite; e se fosse só por uma questão logistica, não era preciso o Banco de Portugal emitir euros – o próprio BCE poderia contratar diretamente uma tipografia em Portugal

  29. “o sistema mais lógico seria as notas que estão fisicamente em cada pais serem convertidas para a moeda desse pais.”

    Já agora, se fosse assim, a Raquel Varela acabaria por ter mais razão do que levando à letra o post dela – se fosse como a Raquel Varela sugere e efetivamente as notas fossem trocadas pela moeda correspondente ao banco que as emitiu, não haveria grande problema (as minhas notas costumam ser francesas ou eslovacas, logo não iria sofrer com a desvalorização do escudo).

    Mas se as notas (seja qual for o número de série) forem trocadas pelo moeda do país, aí em que não faria mesmo sentido guardar o dinheiro no colchão, porque, mesmo com um “X” iria ser trocado por escudos.

  30. HL

    @miguelmadeira sim sim… evidentemente entra em conta no balanço do BCE e do Banco de Portugal, como especial função de controlar a BM, se bem que o montante em circulação é relativamente pequeno, contudo a ideia aqui era simplesmente chamar a atenção para o ridículo da ideia veiculada pela senhora.

  31. Já agora, convém lembrar que em 2012 havia efetivamente rumores (retransmitidos pela imprensa e não apenas por sites pessoais na internet) de que poderia haver uma reconversão das moedas de acordo com o número de série:

    http://blogs.telegraph.co.uk/finance/ianmcowie/100014982/greek-euros-how-to-spot-them/

    http://www.dailymail.co.uk/travel/article-2144713/Greece-crisis-Get-rid-Greek-euros-holiday-company-issues-dramatic-warning-travellers.html

    Eram credíveis? Provavelmente não; mas se a maior parte das pessoas tivesse metido na cabeça que eram credíveis, os euros começados por “X” iriam efetivamente ter um valor de mercado superior aos euros começados por “M”.

  32. Rodolfo

    Carlos, pode, por favor, referir que existem inúmeros países muito mais pobres que a Grécia e que têm as suas moedas fixas em relação ao dólar ou euro? Os desequilíbrios nada têm a ver com o valor da moeda.

  33. Basico

    Alguem consegue perguntar a Dra. em que e que consiste a vantagem de ter uma moeda forte para exportar para paises de moeda fraca? A mim sempre me ensinaram que ajuda ter uma moeda fraca para exportar…mas enfim, ela la sabe.

  34. antónio

    Eu cá perante tanta especulação que por aqui vai vou já de seguida fazer um e-mail para o BIS – Bank for International Settlements a perguntar como será a coisa se o €ur explodir. Assim que chegar a resposta eu aviso aqui…

  35. RAMIRES

    Um produto estrela da Fábrica de Diplomas do Ensino Português.
    E a bípede passa por Prof. e Investigadora – se bem que mentes pèssimamente intencionadas suspeitem que a sua verdadeira “alma mater” tenha sido Lili Caneças…

  36. “Alguem consegue perguntar a Dra. em que e que consiste a vantagem de ter uma moeda forte para exportar para paises de moeda fraca?”

    Admito que a gramática da frase da Raquel Varela está um bocado confusa (“O euro permite à Alemanha exportar, com o dobro da nossa produtividade que tem, para países com moedas fracas, seria impossível à Alemanha manter de outra forma a sua politica exportadora.”), mas suponho que o que ela queria escreve era “O euro permite à Alemanha exportar; com o dobro da nossa produtividade que tem, para países com moedas fracas, seria impossível à Alemanha manter de outra forma a sua politica exportadora.” (a virgula a seguir ao “exportar” deve ser um ponto em virgula – a conversa do Facebook não é a melhor para organizar textos) – ou seja, imagino que o que ela quisesse dizer era exatamente que, se não fosse o euro, os outros paises teriam moedas mais fracas e a Alemanha não conseguia exportar tanto.

  37. De qualquer maneira, a partir do momento em que nas novas notas de euro a primeira letra já não identifica o banco central emissor mas a tipografia (ou seja, as minhas notas não são eslovacas, são da Oberthur Fiduciaire, provavelmente francesas), acho que esse cenário deixou de se colocar (nem me admirava que a ideia de mudar o sistema de numeração tenha sido para acabar com esses rumores)

  38. Miguel Noronha

    “admito que a gramática da frase da Raquel Varela está um bocado confusa ”
    Não é só a gramática. Este tipo de teorias não são normais.

  39. Tiro ao Alvo

    Se a estupidez pagasse imposto, não era só a Raquel que estava toda carimbada, também muitos comentadores que por aqui apareceram teriam o mesmo tratamento.
    Nunca pensei que a burrice estivesse assim tão disseminada.

  40. Joaquim Amado Lopes

    Carlos Guimarães Pinto,
    “10% de conhecimento, 80% de ignorância e 10% de demagogia”
    Distribua 10% como quiser mas 90% são estúpidez em estado puro. Aliás, a estúpidez da Raquel Varela diluída a 1 para 10 (como fazem os vendedores de droga, em diferentes proporções) ainda seria considerada “full retard”. (vénia ao AA)

  41. Caro Tiro ao Alvo,

    Qualquer que seja o nível de estupidez considerado no intervalo [0, 1[, esse nível será sempre ultrapassado pela estupidez de um comunista.

    O problema da Raquel Varela não é falar. Loucos falarão sempre. Nem em ser apaparicada pela imprensa: toda a trampa deste país é apaparicada pela imprensa, sendo tão apaparicada quanto mais excêntricas e mirabolantes forem os seus flatos mentais.

    O problema é haver quem a escute. Asnos falam a asnos e são compreendidos por asnos.

  42. Kubo

    A Excelentíssima Doutora Raquel Varela – se não é Catedrática deve ser já promovida! – tem MUITO a aprender com Alves dos Reis.

    De facto Alves dos Reis elucidava-a sobre a valia das notas fiduciárias – e de como enriquecer e criar crescimento económico num ápice, e sem austeridade para os fautores. Que não para o País…

    Mas para isso a Doutora precisa, não de ler, sobre a acção de Alves dos Reis, mas de estudar…

    Mas às Doutoras impantes, ficas-lhes sempre bem as Catedratices tão cultivadas nas nossas Universidades e por estas muito premiadas…

    Aprenderia muito mais com o Alves dos Reis do que com o Doutor Baptista da Silva!…

  43. Fernando S

    “se não fosse o euro, os outros paises teriam moedas mais fracas e a Alemanha não conseguia exportar tanto.”

    Não foi essencialmente por causa do Euro que a Alemanha exportou muito e alguns outros paises exportaram pouco … Foi, no caso da Alemanha, a produtividade da industria e a qualidade dos seus produtos, e, no caso de outros paises, como Portugal, o desenvolvimento dos sectores não transaccionáveis (com destaque para o publico) à custa dos transaccionáveis (exportadores e substitutos de importações). A Alemanha já era exportadora antes do Euro. O Euro não impediu que a Alemanha tivesse também importado mais dos outros paises europeus e pago mais por aquilo que importou do que teria pago com o Marco. A Balança Comercial de bens e serviços da Alemanha como o resto da Europa está praticamente equilibrada. Os excedentes alemães são obtidos no comércio com o resto do Mundo. A Alemanha não “comeu” os seus excedentes. Investiu-os (e emprestou-os) no exterior, inclusivé noutros paises europeus, inclusivé do Sul da Europa, inclusivé em Portugal. Contribuindo de resto para estes paises poderem financiar os seus desequilibrios e poderem aumentar … as suas exportações para o resto do Mundo e para … a Alemanha. E se não o fez mais e durante mais tempo, e se estes paises não conseguiram tirar melhor partido do capital e do know-how alemão, não foi por causa do Euro, foi porque os paises do Sul da Europa, incluindo Portugal, não se ajustaram e se deixaram ultrapassar na concorrencia competitiva com outros paises, nomeadamente os da Europa de l’Este, mais empreendedores e mais “agressivos” nas suas politicas publicas. O Euro foi apenas um quadro monetário que favoreceu o alargamento e a unificação do mercado global da zona. O que fez a diferença, o que determinou os desequilibrios internos aos paises e no seio da Zona Euro, foram as politicas nacionais dos diferentes paises. O que tem de ser corrigido não é o Euro, são as politicas publicas dos paises com desequilibrios e com falta de competitividade.

  44. “Não foi essencialmente por causa do Euro que a Alemanha exportou muito e alguns outros paises exportaram pouco … Foi, no caso da Alemanha, a produtividade da industria e a qualidade dos seus produtos, ”

    Bem, de acordo com o principio da vantagem comparativa, um país pode ser super-produtivo com produtos de super-qualidade e melhor em tudo que todos os outros que vai sempre exportar umas coisas e importar outras; assim, se um país tem continuamente superavits (ou deficits) comerciais, isso é sinal, não de produtividade excecional, mas de que o nivel geral de preços nesse país está artificialmente baixo (alto).

    Se a Alemanha tivesse uma moeda própria, o excedente comercial da Alemanha iria fazer com que nos mercados internacionais houvesse mais procura de marcos do que oferta de marcos; isso iria fazer o marco subir de preço, logo tornar as exportações alemãs mais caras (do ponto de vista dos não-alemães) e as importações para a Alemanha mais baratas (do ponto de vista dos alemães), até a balança comercial ficar equilibrada ou perto disso (estou a simplificar um pouco, já que estou ignorando os movimentos de capitais, mas a ideia geral é essa).

    A Alemanha só consegue ter permanentemente grandes superavits comerciais devido a estar acoplada a pais que importam mais que exportam, o que faz com que o euro seja mais fraco do que seria um marco sozinho, permitindo às empresas alemãs terem mais competitividade do que teriam com o marco (note-se que a Alemanha exportar para o resto da zona euro ou para fora da zona euro é irrelevante para aqui: a fraqueza relativa do euro – comparada com um hipotético marco – aumenta a competitividade de todas as exportações alemãs, sejam para onde forem; da mesma, a força relativa do euro – comparada com um hipotético escudo – reduz a competitividade de todas as exportações portuguesas, seja para onde forem).

  45. Jorge Gaspar

    “Mas se as notas (seja qual for o número de série) forem trocadas pelo moeda do país, aí em que não faria mesmo sentido guardar o dinheiro no colchão, porque, mesmo com um “X” iria ser trocado por escudos.”

    Ou seja, vamos supor que 1 euro voltaria a valer 200 escudos. Qual seria a diferença entre ter 10 euros no banco ou ter 2000 escudos? Se 2000 escudos compram 10 euros porque razão hei de preferir uma moeda a outra a não ser apenas por pura especulação sobre flutuações futuras das moedas?

    A única hipótese possivel na tua argumentaçāo é ser obrigado a trocar os 10 euros por um valer inferior ao câmbio, mas qual seria a lógica por trás dessa hipótese?

  46. Jorge Gaspar

    “Se a Alemanha tivesse uma moeda própria, o excedente comercial da Alemanha iria fazer com que nos mercados internacionais houvesse mais procura de marcos do que oferta de marcos; isso iria fazer o marco subir de preço, logo tornar as exportações alemãs mais caras (do ponto de vista dos não-alemães) e as importações para a Alemanha mais baratas (do ponto de vista dos alemães), até a balança comercial ficar equilibrada ou perto disso (estou a simplificar um pouco, já que estou ignorando os movimentos de capitais, mas a ideia geral é essa).”

    O que acontece com o Euro (seguindo o teu raciocinio) é que os Alemães vendem mais barato ao exterior e compram mais caro do exterior.
    vendem-nos Volkswagens e Audis a preços menores e compram férias na Madeira a um preço mais alto do que o fariam no Marco. Seguindo o teu raciocínio, isso representa uma transferência de rendimentos dos Alemães face a Portugal.

  47. Miguel Madeira,

    Se os alemães vissem o marco apreciar-se como diz, poderiam sempre criar mais marcos, aumentando a massa monetária M2. E assim, sei lá!, pagar a dívida pública.

    Como estão no Euro, perceberam que terão de se impor através da qualidade dos produtos e da produtividade da sua indústria e serviços. Em Portugal usámos o dinheiro que um escudo forte nos anos 90 nos concedeu para: 1) fazer mais estradas, 2) renovar sucessivamente rotundas com obras de traste e 3) contratar mais desfuncionais incapazes.

    No tempo do Cavaco, usámos também esse escudo forte também para pagar dívida pública e comprar títulos estrangeiros de maior rendimento que a contrapusessem. A dívida externa líquida chegou a ser a menos de 10% do PIB em 1996, quando o Guterres a levou aos então estratosféricos 60% do PIB em menos de três anos.

    Mais três anos de Cavaco e seríamos país credor. Se coisa houve boa nos dez anos da experiência cavaquista, tem-na aqui.

  48. “Ou seja, vamos supor que 1 euro voltaria a valer 200 escudos. Qual seria a diferença entre ter 10 euros no banco ou ter 2000 escudos? ”

    Porque no dia a seguir o euro (falando de um cenário em que o euro continuasse mas Portugal saísse) passaria a valer um 700 escudos?

  49. “Seguindo o teu raciocínio, isso representa uma transferência de rendimentos dos Alemães face a Portugal.”

    Isso não existe (“os Alemães” e “Portugal”) – uma moeda fraca beneficia sobretudo os empresários do sector transacionável e prejudica os assalariados do sector não-transacionável (quanto aos empresários do sector não-transacionável e aos assalariados do sector transacionável imagino que haja efeitos ambiguos, mas suponho que tenderão a ser parecidos com as das outras pessoas do mesmo sector, ainda que mais leves).

    Ou seja, o euro representa uma transferência de rendimentos dos assalariados alemães do sector não transacionável e dos empresários portugueses do sector transacionável para os assalariados portugueses do sector não-transacionável e empresários alemães do sector transacionável.

  50. Miguel Madeira,

    Em África, nos Camarões, onde trabalhei, usa-se o Franco CFA, com um câmbio fixo de 655,957 (ou 1/100 de Franco francês). Esses países perceberam a bondade de abdicar do poder de andar a brincar com a moeda e ter uma moeda confiável.

    Brincar com a moeda apenas ajuda no curto prazo os especuladores sobre a moeda. Quando a moeda é confiável, os empresários adaptam-se a ela. Quando é desconfiada. os políticos usam-nos para promover o cómico-capitalismo que enriquece uns com o dinheiro dos contribuintes. Porque cedo ou tarde (e já agora no presente) os contribuintes são chamados para pagar a dívida. Quer seja em salários mais baixos numa moeda enfraquecida ou em mais impostos.

    É incrível as más concepções dos licenciados em economia. A economia é infelizmente mal deixada a licenciados nessa para-ciência (a especulação sobre política económica), cada um deles incapaz de governar casa e horta próprias, embora se alvitrem capazes de governar o Mundo inteiro.

  51. Fernando S

    Miguel Madeira : “A Alemanha só consegue ter permanentemente grandes superavits comerciais devido a estar acoplada a pais que importam mais que exportam, o que faz com que o euro seja mais fraco do que seria um marco sozinho,…”

    O Euro não é uma moeda barata, fraca, é cara, é forte. A Zona Euro é globalmente uma potencia comercial exportadora : tal como a Alemanha, a Zona Euro também tem um excedente comercial importante e regular com o resto do mundo. Por um lado o Euro é forte porque a Europa exporta mais do que importa. Por outro lado o Euro forte não impede a Europa de ser exportadora. Essencialmente, a Europa é exportadora não por ter uma moeda fraca mas porque tem uma industria competitiva e produtos de qualidade que são procurados pelo resto do mundo. O equilibrio faz-se ao nivel da Balança de Pagamentos : os excedentes comerciais da Europa são investidos no resto do mundo. Estes investimentos representam sobretudo retornos de rendimentos futuros. O que significa grosso modo que no futuro a Europa poderá continuar a assegurar um nivel de vida elevado à sua população mesmo exportando menos e importando mais.

    Outro nivel é o que se passa no interior da propria Zona Euro. Sabemos que aqui há um desequilibrio nas relacções comerciais entre os diferentes paises. Alguns paises consumiram mais do que produziram, acumularam déficits comerciais relativamente aos outros paises da Zona e ao resto do mundo, e financiaram estes déficts endividando-se. Esta evolução teve sobretudo a ver com opções politicas nacionais. A integração e pertença a uma zona monetaria forte e estavel, como é a do Euro, não fez destas politicas uma necessidade e uma inevitabilidade, nem explica os factores principais que determinaram aqueles desequilibrio. Antes pelo contrário. O aparecimento de uma moeda unica (que, na prática, começou bem antes de 2000), ao favorecer o aprofundamento de um mercado alargado, implicava que em todos os paises membros fossem seguidas politicas publicas de rigor orçamental e de reformas estruturais de alargamento e flexibilização dos mecanismos de mercado. Neste pressuposto, a moeda unica criou condições favoraveis para a dinamização do conjunto das economias nacionais. De resto, à partida, estas condições eram ainda mais favoraveis para os paises menos industrializados e com niveis de rendimentos médios mais baixos dentro da zona (investimento e know-how estrangeiro, acesso a mercados, crédito abundante e barato, etc) . Em parte, mas apenas parcialmente, estes paises beneficiaram efectivamente destas condições e tiveram ganhos de produtividade e eficiencia que se traduziram numa melhoria do nivel de vida das respectivas populações. Mas acontece que, as politicas publicas então adoptadas fizeram com que uma boa parte das oportunidades e dos recursos disponiveis fossem desperdiçados ou mal utilizados. Foi por esta razão, apesar do Euro e não por causa do Euro, que estes paises ficaram para trás, não contribuiram de modo positivo para os excedentes comerciais do conjunto da Zona, e entraram em situação de crise de pagamentos. A correcção, o ajustamento, teria obviamente de ser feita alterando as politicas publicas. A austeridade é o sinal mais imediato e mais visivel desse ajustamento. De resto, sempre com o mesmo Euro, inclusivé em alturas em que esta moeda esteve mais “forte” do que nunca, graças à austeridade, as economias começaram a ajustar e estes paises melhoraram rápidamente as respectivas contas externas, exportanto mais e importando menos e melhor. Pode-se dizer que a correcção das contas externas destes paises começou com um Euro mais forte e, por força de outros factures estruturantes e conjunturais, abrandou numa altura em que o Euro baixou relativamente às principais moedas internacionais. O que confirma que, mesmo sendo verdade que uma moeda desvalorizada possa favorecer um aumento das exportações a curto prazo, não é de modo nenhum um factor determinante e ainda menos uma condição necessária.

  52. Jorge Gaspar

    “uma moeda fraca beneficia sobretudo os empresários do sector transacionável e prejudica os assalariados do sector não-transacionável”

    Eu quero fazer um pedido a um qualquer comentador ou colaborador do oinsurgente para me esclarecer sobre o que é uma moeda fraca, e já agora a partir de que momento uma moeda passa a ser fraca ou forte. Com os exemplos prácticos que existem, eu diria que a moeda não tem qualquer influência sobre importações ou exportações. 1 euro representarem 1000 dolares ou representarem 10 dolares é exactamente a mesma coisa, excepto no momento em que se dá a valorização ou desvalorização.
    As moedas não são fracas nem fortes, as moedas desvalorizam ou valorizam e é apenas no momento em que se dá essa flutuação cambial que exerce influência sobre os agentes económicos.
    1 euro está “fraco” face ao dólar porque se tem desvalorizado face a este, sendo que até está acima da paridade.

  53. Jorge Gaspar

    “Ou seja, o euro representa uma transferência de rendimentos dos assalariados alemães do sector não transacionável e dos empresários portugueses do sector transacionável para os assalariados portugueses do sector não-transacionável e empresários alemães do sector transacionável.”

    Não, não representa nada disso, e nunca haverá uma moeda que represente isso. É preciso não compreender o funcionamento da moeda para se chegar a essa conclusão.

    Dentro da mesma moeda, os diversos equilibrios económicos não estão dependentes da cotação cambial desta.
    Por isso tantos países fazem câmbio fixo com o Euro e com o Dolar.
    É exactamente pelo facto de aquilo que disseste ser errado que alguns países escolhem fazer câmbio fixo com moedas de outros países.

  54. “É exactamente pelo facto de aquilo que disseste ser errado que alguns países escolhem fazer câmbio fixo com moedas de outros países.”

    É exactamente pelo facto de aquilo que eu disse estar na essência certo (ok, admito que o conceito de “moeda fraca” é um pouco impreciso e talvez não muito correto – era melhor dizer “a desvalorização da moeda beneficia uns sectores e prejudica outros”, em vez de “uma moeda fraca beneficia uns sectores e prejudica outros”) que grande parte dos países escolhem ter câmbios flexíveis.

  55. Jorge Gaspar

    Ninguém escolhe ter câmbios flexíveis. As moedas que estão ancoradas ao euro têm câmbio fixo com o euro, mas câmbio flexivel com todas as outras moedas do mundo.
    Não existe nenhuma moeda no mundo cujo valor seja fixo, como não existe nada no mundo que tenha um valor fixo, e obviamente não é essa a razão pela qual alguns países ou bancos centrais decidem ter câmbios fixos com alguma moeda. A razão desses câmbios fixos está naquilo que o Francisco Colaço disse.

    A desvalorização da moeda beneficia uns em detrimento de outros, mas o valor que cada moeda tem a cada momento nāo beneficia nem prejudica ninguém.
    Ao reconheceres isso, tens também que reconhecer que estavas errado nas tuas consideracões sobre o Euro.

  56. Renato Souza

    A essência do “pensamento” dela é a ideia bastante comum de que as exportações e importações são um jogo em que alguns só podem ganhar às custas das perdas de outros. Ela não vê o comércio internacional (e provavelmente ela não vê comércio algum) com algo positivo para os dois lados (comprador e vendedor) mas como uma guerra, em que alguns ganham quando outros perdem. Será difícil explicar para uma pessoa assim que o comércio só acontece porque é benéfico para as partes envolvidas (se em algum aspecto não for benéfico para alguém, ele próprio se excluirá de comerciar tal item). Esse pensamento equivocado, do comércio como uma guerra, é a causa de grande parte dos males do mundo. Comércio é bom, é uma das causas de termos muito mais riquezas que nossos antepassados, e estaríamos melhor se as pessoas entendessem isso.

  57. Renato Souza

    Quanto à prescrição dela, de que países pobres devem ter moedas em continua e acentuada desvalorição, vejamos os fatos: Hong Kong, quando atrelou sua moeda ao dolar, era muito pobre. Vejam onde chegaram. Panamá é um país pobre, e adotou o dolar, jogando fora qualquer possibilidade de política monetária, e isso não lhes fez mal. Já os países que seguiram mais fielmente as recomendações de Da. Varela, se desgraçaram pela imensa inflação de preços. A própria Alemanha, quando adotou uma política de baixa inflação, era um país pobre, e enriqueceu enquanto mantinha essa política. Mas no passado, antes da guerra, a mesma Alemanha havia adotado uma política de alta inflação, e se desgraçou a tal ponto que o endemoniado chegou ao poder.

  58. Renato Souza

    Eu cresci num país de inflação descontrolada (Brasil), sei a desgraça que é isso, e me espanta que a inflação exerça tal atração doentia sobre tantas mentes. A inflação não é necessária, não cria riqueza, mas pode destrui-la pela descoordenação dos agentes econômicos. É uma solução covarde para governantes que sentem que não tem poder político para cobrar mais impostos, mas querem gastar mais, e por isso recorrem a esse imposto covarde chamado inflação. Não é a pobreza de Moçambique, por exemplo, que causa sua inflação, mas sua política inflacionista impede que sua economia se torne mais sólida. Inflação é uma das causas, e não a conseqüência da pobreza.
    Porque governantes inflacionam?
    Os aparentes benefícios da política inflacionaria são rápidos e evidentes. Seus malefícios demoram mais tempo para se manifestarem, e freqüentemente as pessoas não os associam Às suas causas. Eu me lembro quando eu era jovem, as pessoas julgavam que os aumentos contínuos de preços eram causados pelos “comerciantes gananciosos”, da mesma forma como pensa hoje o povo venezuelano. Todos achavam que a solução era o controle de preços. O povo não imagina que era o próprio governo que promovia a inflação. A ignorância econômica do povo é impressionante.
    Governantes são viciados em inflação. Quando enfrentam problemas, dizem a seus ministros: “inflacionem a moeda, precisamos de dinheiro”. Não é algo benéfico para os países, mas é benéfico para cada GOVERNANTE EM PARTICULAR. É Por isso que muitos países adotam políticas inflacionistas.
    Inflação é o ópio dos governantes!

  59. Fernando S

    “Esse pensamento equivocado, do comércio como uma guerra, é a causa de grande parte dos males do mundo. Comércio é bom, é uma das causas de termos muito mais riquezas que nossos antepassados, e estaríamos melhor se as pessoas entendessem isso.”

    Tem toda a razão, Renato. Explicou muito bem o que é essencial.
    Claro que, como em qualquer dimensão humana, o comécio não está forçosamente isento de aldrabice e até de violencia.
    Mas isso é um efeito secundário. Em certos casos e em certas transacções concretas até pode ser a dominante. No fim de contas, de um modo geral e globalmente, os ganhos para todos ultrapassam largamente os efeitos negativos.
    Quem diz comércio poderia também dizer “finança” (outro termo muito mal tratado por tantos sectores) !
    A finança, o financiamento que favorece o desenvolvimento do comérico e da actividade economica em geral, tem também os seus disfuncionamentos e desequilibrios. Mas sem um sistema financeiro desenvolvido e sofisticado, não teriamos nunca chegado ao nivel de riqueza actual.

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